Crônicas sobre Futebol
FUTEBOL MODERNO!
Hoje, o campo se tornou um palco de cifrões,
Onde a paixão perdeu para as negociações.
As chuteiras brilham mais que os corações,
E o amor ao jogo se esconde em contratações.
O drible virou cálculo, o gol, mercado,
A poesia da bola? Um sonho abandonado.
Na disputa de quem paga mais, tudo se consome,
E o futebol de alma quase não tem nome.
Quem sabe as pernas do treinador não chegam sequer tocar na bola, ou percorrer todo o campo, porém faz muitas pessoas correrem atrás da bola e desempenhar habilidades com ela.
Por seu corpo ficar a margem do gramado, poderíamos dizer de forma geral que : o treinador seria a cabeça, e os jogadores suas pernas. E o goleiro seu braço.
SELEÇÃO BRASILEIRA MODERNA
O pior momento da seleção de futebol do Brasil não foi apenas uma questão de resultados decepcionantes em campo, mas uma verdadeira tragédia cultural que ofuscou o brilho do futebol arte. A seleção brasileira, outrora conhecida por sua habilidade, garra e respeito ao esporte, transformou-se em um espetáculo de vaidade e descaso.
Antigamente, os jogadores celebravam gols com punhos cerrados e expressões de pura emoção. Hoje, as comemorações parecem mais com um ensaio do "Dança dos Famosos". A cada gol, um novo passo de dança. Cadê a espontaneidade? Cadê o espírito competitivo? Parece que a preocupação maior é acertar o passinho do TikTok do que a finalização.
Rivelino tinha o seu bigode icônico, mas nunca deixou que isso interferisse em sua performance. Sócrates era conhecido por sua faixa na cabeça, mas a verdadeira faixa estava no campo, em sua inteligência de jogo. Agora, temos Neymar e suas constantes mudanças de cabelo, mais lembrado pelos penteados do que pelos dribles. A moda tomou conta dos gramados, e os jogadores parecem modelos de passarela, mais preocupados com o próximo corte de cabelo do que com o próximo adversário.
As chuteiras pretas de Pelé, que simbolizavam simplicidade e foco, deram lugar a uma explosão de cores neon que mais parecem saídas de uma loja de brinquedos. A ideia de que uma chuteira colorida possa intimidar o adversário é tão eficaz quanto usar um guarda-chuva em um furacão. O que realmente fazia diferença eram as jogadas precisas e o controle de bola, e não a cor chamativa nos pés.
O respeito pelo futebol também se perdeu. A dedicação ao treinamento, a reverência aos adversários e a humildade de aprender com as derrotas foram substituídas por uma mentalidade arrogante e desdenhosa. A seleção brasileira parece ter esquecido que o futebol é um esporte coletivo, onde o time prevalece sobre o indivíduo. O show de egos em campo desrespeita a tradição e a essência do jogo.
E não podemos esquecer da bajulação incessante que os jogadores recebem. A cada derrota, as críticas são abafadas por desculpas esfarrapadas e elogios exagerados. Os jogadores são tratados como deuses intocáveis, o que faz com que percam cada vez mais a responsabilidade pela perda. Eles são mais paparicados que treinados, e qualquer tentativa de responsabilizá-los é rapidamente abafada por uma legião de fãs e comentaristas que preferem manter a ilusão do craque infalível.
A seleção brasileira dos tempos de Zico, Romário, e Ronaldo não precisavam de adereços para brilhar. O futebol brasileiro era respeitado mundialmente pela sua técnica, talento e paixão. Hoje, parece que a prioridade é ser uma estrela da mídia social ao invés de uma estrela do futebol.
O Brasil sempre foi conhecido por transformar o futebol em arte. Infelizmente, nos tempos modernos, essa arte se transformou em um circo, onde a prioridade é o espetáculo superficial em vez da habilidade genuína e da dedicação ao esporte. É hora de lembrar as verdadeiras raízes e retornar ao que realmente importa: o futebol arte, o futebol raiz, o futebol de respeito.
Aleatoriamente
no país do futebol
Eu fora da ordem
Em outra posição
Dentro da desordem
No banco de reserva
do progresso da nação
A ordem é organizada
O progresso é prometido
De olhos vendados
nosso verde é vendido
A aleatória ordem é mantida
eles ganhando e nós perdido
A ordem é produção
O progresso é ilusão
Nos deram a escola
Não nos deram educação
Nos deram uma escolha
Não nos deram opção
Eles vivendo em cinco estrelas
Nós sobrevivendo em um porão
matam nossa fome (para nos calar )
Matam nossa sede (Apenas pra sedar )
Oque não precisa (passa a precisar)
Fecham a cortina (para nos roubar )
Eles lutam contra eles
Mas não vão se dedurar
Uma valsa ensaiada por cobras
(onde a sobra vai dançar)
Música e futebol sempre andaram de mãos dadas. Buarque, Benjor, Skank, Simonal, O rappa, e vários outros artistas já demonstraram a paixão pelo esporte em suas canções! Sem dúvidas é gratificante para um cantor ouvir a torcida cantar um refrão d sua música; como é para um jogador quando lembrado em uma canção.
A certeza é q dessa união não sairá o divórcio, e que a música sempre estará para o jogador, como a bola estará para o cantor.
"Entre chutes e notas, bola e violão respectivamente"
PROFESSOR, eu desejo a você o salário de um deputado e o prestígio de um jogador de futebol!
Autor Desconhecido (Movimento Belém/PA Livre)
Já foi bem próximo disto, vivi esta época... se a população quiser voltará a ser!
No Japão o único profissional que não precisa abaixar-se para reverenciar o Imperador é o PROFESSOR, lá, eles entendem que sem PROFESSOR não haveria Imperador!
Aqui, um mecânico que se aposentou porque não tinha dedo vem a público dizer que se tornou Presidente SEM ESTUDO...
O gigantesco abismo que separa Japão e Brasil está nos ESTÍMULOS, nos EXEMPLOS, nas REFERÊNCIAS, daí, todo pilantra quer ser político e todo menino quer ser jogador de futebol!
FATO: a verdadeira REVOLUÇÃO de um povo começa com EDUCAÇÃO e ESTUDO/ENSINO, que são bem diferentes, uma aprendemos EM CASA com nossos familiares, com as pessoas próximas; a outra, aprendemos a todo momento e em qualquer lugar, inclusive numa ESCOLA!
PROFESSORES SEMPRE SERÃO AMEAÇAS PARA MAUS POLÍTICOS, por isto são DESVALORIZADOS, RELEGADOS AO LIMBO SOCIAL, podemos afirmar que toda sociedade que NÃO VALORIZA O PROFESSOR é CÚMPLICE dos POLÍTICOS MAL INTENCIONADOS que a administra!
É bem verdade que esta INVERSÃO DE VALORES não começou agora, tampouco com este senhor acima citado, perde-se no tempo este descaso com o País, é fruto de uma meticulosa articulação de "valorizar o que não tem valor" enquanto o que realmente vale é surrupiado ante os olhos desatentos da população (tal qual os mágicos procedem ao realizarem suas apresentações, chamando atenção do público para um lado/uma mão enquanto o truque é feito do outro lado/na outra mão), verdadeiros donos do PATRIMÔNIO chamado BRASIL!
Quando um cara decide deixar o futebol no domingo pra poder passar mais tempo com você de valor, quando um cara se afasta daquelas amizades bailadeiras, de valor a ele, quando o cara sai na chuva pra compra remédio pra você mesmo sem guarda chuva, de valor a ele, quando um cara deixa cartas e versos românticos como surpresas expressando seu carinho, de valor a ele, quando um cara te mima na sua tpm e sempre te traz doces sem pedir e aguenta seu mal humor, de valor a ele, quando o cara levanta no meio da noite todas as vezes pra levar alguma coisa que traga alivio as suas dores noturnas, de valor a ele,quando um cara derrama lagrimas na sua frente pra saber o quanto se importa, de valor a ele, quando um cara faz das tripas um coração pra te ver sorrir todos os dias,e é gentil, atencioso, carinhoso, amigo, amante e poem as suas necessidades nas frente da dele acredite, de valor, porque isso é amor. E se você não saber da valor a isso, eu tenho pena de você, porque se não esta pronta pra ser amada, então se conforme a passar a vida sozinha, e não sai magoando os outros por ai pelo medo de sua solidão egoísta, porque isso não se encontra em qualquer esquinas por ai, isso é como tirar o bilhete premiado, mais sorte que isso é ter todo esse amor retribuído. Infelizmente sincronia é a armadilha de dois corações que deveria se encontrar no dia, na hora, no momento certo e infelismente aquilo que deveria ser amor recíproco acaba apenas sendo um paixão fogo de palha por um lado e pelo outro um coração partido afogado em lagrimas.
Pior que isso vai ser quando você olhar todo aquele amor que você recusou e rejeito varias e varias vezes, e notar o quão lindo e valioso era aquele sentimento e então perceber que é tarde demais . Pior que se arrepender por algo que fez é se arrepender de algo que realmente não tentou. E enquanto você vive com esse seu orgulho egoísta esperando ele fazer algo pra querer voltar, ele estará lá procurando alguem pra amar, e decidindo todos os dias se te guarda em algum lugar no seu coração ou dentro de uma caixa como lembrança de algo que já se foi. Vivendo no mundo em que você criou.
Que o Futebol é a paixão nacional disso eu não tenho dúvida. Não tenho dúvida também que o que aconteceu com o Neymar ontem deu uma chacoalhada nos ânimos da brasileirada. Foi um sentimento estranho né? As pessoas colocam um peso tão grande sobre as costas de alguém e um dia essas costas quebram, que coisa, foi até literal. E esse sentimento estranho pode ser também de impunidade, os juízes, aqueles que detêm o poder sobre o jogo fazem o que querem, agem como bem entenderem, enxergam a falta onde não há, e em algumas situações até enxergam, mas se cegam, 'passam a mão na cabeça', distribuem cartões para quem não os merece. Esse 'sentimento estranho' é o reflexo do que acontece com o nosso mundo, a cada momento, em todos os setores em que vivemos, seja no seu trabalho ou no templo que você frequenta, seja na roda de colegas ou até entre sua família. A impunidade está aí, o mundo todo olhando para ela e ela, simplesmente, dando um 'xauzinho' de miss. É possível dizer também que essa 'revolta' que vemos na mídia (a mesma mídia omissa em tantos outros casos), no facebook, nas conversas em nossas casas, poderia ter uma porcentagem destinada a tantos outros exemplos de impunidade que temos visto por aí. Exemplos? Só se informar sobre a debilidade do sistema econômico, a decadência da saúde, a falta de segurança, os adoradores cada vez mais ávidos do jeito Lannister de ser (manipulações, egoísmo, arrogância, sede extrema pelo poder). É a cabeça das pessoas sendo alterada e ninguém está se dando conta disso. As pessoas não têm mais palavra. Elas olham nos seus olhos e mentem descaradamente. Estamos sob o domínio desses juízes. Onde estão os nossos valores? Esquecidos, como o sentimento estranho 24 horas depois.
- Caio Rossan, em 05 de julho de 2013.
#COPA2014 #OCAMPEÃOVOLTOU (E vamos pensar mais em outros aspectos, unidos não apenas no futebol. Que o campeão volte e acorde, pra valer!) #FORTESENTENDEM
FICO ASSIM SEM VOCÊ
Avião sem asa, fogueira sem brasa,
Sou eu assim sem você.
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim sem você.
Por que é que tem que ser asim?
Se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante.
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim.
Amor sem beijinho.
Buchecha sem Claudinho.
Sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço.
Namoro sem abraço.
Sou eu assim sem você.
Tô louco pra te ver chegar.
Tô louco pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço.
Que falta no meu coração.
Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.
Por quê?
Por quê?
Neném sem chupeta.
Romeu sem Julieta.
Sou eu assim sem você.
Carro sem estrada.
Queijo sem goiabada.
Sou eu assim sem você...
Paixão, futebol e mulher.
Os sentimentos do homem em relação ao amor se assemelham muito a um clube de futebol. Nessa linha de pensamento, levamos em conta que a mulher seja um jogador, os torcedores sejam os amigos, o coração seja o treinador, a razão o dirigente e o homem o clube.
O sonho de todo coração quando o assunto é a paixão, é ter uma mulher que te traga alegria, que faça a diferença em sua vida, que te passe confiança, enfim, que tenha comprometimento. No caso do treinador, o maior sonho é ter um jogador com essas qualidades.
O sonho de todo o amigo, é ver seu amigo feliz, e vamos concordar, sempre que uma pessoa está apaixonada por alguém que tenha as qualidades acima citadas, vive uma felicidade sem medida. No caso da torcida ocorre algo semelhante, se o treinador tem bons jogadores, logo, seu clube vai ter bons resultados, consequentemente ela estará feliz.
Até agora ta tudo muito fácil, todos estão felizes, tudo por conta de uma grande mulher. Mas para que tudo isso se torne realidade precisamos de um componente muito importante, a razão.
Que bom que fosse só chegar a uma prateleira e pegar a mulher perfeita, pagar e sair apaixonado assoviando uma bela canção. Todos sabem que não é assim que funciona. Às vezes o nosso coração vê a pessoa e se diz apaixonado, seus amigos criam expectativas, fazem planos, sonham em ver seu amigo vivendo a plena felicidade.
Mas para que toda essa euforia se torne realidade, precisamos usar a razão, pois o próximo passo é conhecer, conquistar e se tudo ocorrer de forma vitoriosa, passaremos a nos preocupar em manter essa conquista e um dia torna-la uma grande paixão.
Assim ocorre num clube de futebol, o treinador analisa, se encanta com o atleta, informa isso para os dirigentes, a informação cai aos ouvidos da imprensa e isso faz com que a torcida fique eufórica.
Enquanto a imprensa publica noticias, o treinador planeja o novo esquema tático que combine com o novo contratado, os dirigentes estão trancados em salas tentando tornar tudo isso em uma realidade. Assistem vídeos, buscam informações pessoais, analisam seus históricos em clubes que já atuou, analisam valores, se o clube vai conseguir manter, se num futuro próximo isso poderá comprometer todo o planejamento original.
Assim ocorre com os sentimentos dos homens em relação ao amor, o coração pede e os amigos apóiam. Mas a razão sempre nos coloca duvidas, pois ela nos proporciona varias perguntas: Será que vai da certo? Será que vale a pena? Será que mais tarde não vou sofrer?
Mas em tempos de futebol moderno, aonde todos prezam pelo planejamento, a razão faz total diferença. Mas deixo aqui meu conselho, se o seu coração gostar, se seus amigos te apoiarem e você achar que pode dar certo, invista e busque a felicidade. Porque todas as equipes que se tornaram vitoriosas, em algum momento de sua historia, um treinador pediu um jogador que combinasse com seu esquema, a torcida jogou junto e os dirigentes apostaram e pagaram pra ver e assim saíram CAMPEOES!!!
Foda-se o futebol
Quero igualdade, justiça e liberdade
Foda-se se você é mongol
Nós somos o gigante, somente unidos vamos a diante
Pela própria natureza, somos bravos, somos fortes
Somos a mistura das raças, a união em um brado retumbante.
Nada nos comprará, não se esqueça
Somente a justiça nos libertará, somos uma democracia
Nossos antepassados lutaram por isso
Pelo fim do regime militar em 1985, eu sempre ouço
Não é à toa que somos o tal impávido colosso
O grito de Ordem e Progresso vai ecoar
Somos a massa, não vamos nos abalar
Aprendi com System of a Down
Que a televisão e os computadores hipnotizam o povo
Em sua maioria ofuscada, lutam sempre para ter um pão com ovo
Agora me diz, presidenta Dilma Rousseff
Como vamos ter Paz no futuro e glória no passado
Se formos alienados?
Viva a igualdade, viva a revolução!
O Odor do Caos
Era fim de tarde na rua Cecília.
Catorze homens jogavam futebol no campo de terra, rindo alto, enquanto a poeira dourada do sol cobria tudo.
De repente, um carro vermelho parou ao lado do campo.
Dele desceu uma moça de cabelos longos e olhos flamejantes.
Com voz calma, pediu ajuda para trocar o pneu furado.
Por um instante, o jogo cessou.
Os homens se entreolharam, silenciosos, mas quem se aproximou foi Jorge — um homem negro, alto, de cabelos compridos.
Quando ele a viu, algo dentro dele se rompeu.
Como se uma voz antiga, enterrada na carne, despertasse.
Um instinto primitivo, misto de medo e desejo, ascendeu nele como febre.
E então ele começou a falar — palavras duras, quase blasfemas —
profecias nascidas do fundo escuro de si mesmo.
Falava como se fosse um mensageiro de algo maior,
exigindo que ela se rendesse,
que aceitasse uma submissão absurda, quase sagrada.
A tensão cresceu no ar.
Os outros observavam, sem saber se assistiam à loucura ou à revelação.
Então, Mariana — amiga de Jorge, que estava próxima — decidiu agir.
Sem dizer uma palavra, correu até o cercado onde sete cachorros estavam presos e abriu o portão.
Os animais dispararam, excitados e famintos, e avançaram com fúria.
O caos começou.
Gritos se misturaram ao barulho do metal e ao som seco dos corpos caindo.
Os cães devoravam carne e poeira, enquanto um cheiro espesso se erguia no ar — o cheiro do sangue.
Era o odor do caos.
Algo antigo e primitivo havia despertado.
Um motim — uma fúria coletiva, selvagem — tomava conta de todos.
Ninguém compreendia o que estava acontecendo,
mas todos, de alguma forma,
queriam um pedaço.
O PAÍS DO FUTEBOL... E DAS DESGRAÇAS POLÍTICAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Circula nas páginas do Facebook uma fotomensagem que nos faz refletir sobre a futilidade de um país cujo povo não enxerga nem prioriza questões sociais que o envolvem de forma desfavorável. Por isso mesmo os poderes constituídos deste país fazem o que bem querem, transformando-o no paraíso particular da corrupção, do abandono e dá má fé, graças a esse desvio fácil da massa populacional, que serve mais como massa de manobra. Mano Meneses está em maus lençóis, no que depender do povo, por comandar a segunda melhor seleção olímpica, enquanto os índices do que mais importa para nossas vidas são graves e vergonhosos. O Brasil da fome, das desigualdades sociais gritantes, da roubalheira política e do cinismo não enfrenta a revolta popular por causa disso, mas o técnico da seleção brasileira, que por uma derrota depois de várias vitórias não conquistou a medalha de ouro e sim a honrosa medalha de prata, seria retirado de seu cargo se os brasileiros tivessem o poder dessa decisão... Mas nas próximas eleições, depois nas outras e nas remotas até não se sabe quando, este mesmo povo continuará levando ao poder ou confirmando em seus tronos os maiores responsáveis pelas verdadeiras desgraças deste país.
O Mundo em Uma Bola
O futebol é contagiante para quem ama ver os pés fazerem o que as mãos não podem: unir nações.
Mesmo que tudo termine em uma simples partida, devemos permanecer unidos. Afinal, o futebol é esporte, é alegria, é vida. Todos já são vencedores por estarem aqui, vivos, respirando e compartilhando esse momento.
A bola começa a rolar e o mundo para para descobrir quem está melhor naquele instante.
A Copa do Mundo é como o sol em um dia de verão: brilhante, calorosa e capaz de iluminar multidões.
O melhor jogador não é apenas aquele que carrega um grande nome, mas aquele que consegue transformar um simples toque na bola em emoção. É aquele que cria o espetáculo. É aquele que faz a garganta prender o grito até que o gol aconteça.
Vamos nos unir para esse espetáculo.
Assistir a uma Copa do Mundo é como segurar um momento que pertence a todos. Uma felicidade compartilhada, igual para ricos e pobres, jovens e idosos, povos de diferentes lugares.
Mas, quando tudo termina, a vida volta ao seu curso.
Talvez por isso exista uma certa tristeza na alegria. Sabemos que aqueles momentos passarão.
Ainda assim, vamos caminhar.
Vamos trilhar nossos caminhos.
Porque, quando a bola entra na rede, algo acontece dentro de nós.
Há um colapso de emoções.
Sinto-me em um vácuo.
Por um instante, não consigo respirar.
O grito fica preso na garganta.
O suor ilumina todo o meu ser.
Como pode um simples toque na bola, um voo pelo campo e sua entrada na rede satisfazer tanto o coração humano?
Como, nesses momentos, tudo parece ser amor, encanto e celebração?
O mundo inteiro se transforma em um único time.
Sem restrições para o afeto.
Respeito e sonhos se misturam.
Povos se unem por esse grande evento mundial.
São gritos de alegria que não precisam de tradução nem de intérpretes.
Porque a emoção dos povos fala por si.
Basta ouvir.
Basta sentir.
É a linguagem do coração.
É a linguagem das almas.
São sinais que não exigem estudo nem explicação.
Então, vamos dar as mãos.
Vamos vibrar.
Vamos nos unir.
Vamos nos alegrar.
Vamos aproveitar antes que tudo acabe.
Porque a felicidade é feita de momentos.
E este é um deles.
Bora lá!
Certos elementos se casam e a vida deles continua, pescaria com amigos, futebol com amigos e churrasco com amigos etc...
E certas mulheres ficam em casa cuidando dos filhos, mas aí tudo que é bom tem o seu final. Chega a velhice e o babaca não servindo para mais nada, fica só em casa enchendo o saco da mulher. Então o otário fica perturbando a mulher quando ela está no facebook. Coitadinho! Tão inocente.
Messi dando show, mostrando seu valor, enquanto Neymar luta pra voltar com seu vigor. No futebol não basta só talento e inspiração, é preciso estar em campo ajudando a seleção.
A torcida compara, essa é a realidade, mas cada jogador tem sua própria caminhada e idade. Quem decide uma partida é o esforço e a dedicação, porque o brilho da carreira nasce dentro da competição.
Verso 2
Messi escreveu sua história com trabalho e persistência, transformando cada desafio em experiência. Já Neymar ainda busca seu momento de voltar, porque o futebol é dinâmico e nunca para de mudar.
Helaine Machado
Um doce de vó
Minha vó morava perto do campo de futebol. Era comum, depois das brincadeiras no campo — que ficava onde hoje existe o colégio —, passarmos pela casa dela.
Certa vez, eu e um amigo encontramos uma velha bola de capotão. Estava furada, com o couro bastante desgastado, quase no fim da vida. Mas, para dois meninos, uma bola nunca estava velha demais. Demoramos um tempão para consertá-la e deixá-la em condições de voltar aos gramados.
Ou, pelo menos, ao quintal da minha vó.
A casa dela tinha um quintal bem grande, perfeito para nossas partidas. Marcamos o gol com as camisetas no chão e começamos nosso campeonato particular de “chute em gol”: cada um batia três vezes e depois trocávamos o batedor.
A brincadeira ia muito bem.
Até minha vó aparecer.
Veio caminhando em direção ao nosso campinho com uma faca na mão. Antes que pudéssemos entender o que estava acontecendo, pegou a pobre bola e, sem a menor cerimônia, deu umas dez facadas nela.
Dez!
E, como se a bola fosse a única culpada pela desordem, ainda sobraram para mim alguns cloques na cabeça, dados com aqueles dedos duros de vó.
Acabou-se a festa.
A bola, que já tinha sobrevivido sabe-se lá a quantas peladas antes de chegar às nossas mãos, dessa vez parecia definitivamente morta.
Mas não estava.
Dias depois, encontrei o cadáver debaixo do assoalho da casa da minha vó.
Resgatei aquele pobre pedaço de couro e fui atrás do meu amigo, o companheiro das cobranças de falta. Examinamos a situação e resolvemos ressuscitá-la. Só que, depois das facadas da minha vó, não havia remendo que desse jeito.
Então tivemos uma ideia.
Uma péssima ideia, naturalmente.
Fizemos um enxerto e enchemos a bola com areia.
Ela ficou pesada feito uma pedra.
Foi aí que nasceu uma nova brincadeira.
Colocávamos nossa “bola” num ponto estratégico da rua, onde costumavam aparecer outros meninos, e fingíamos estar batendo faltas. Bastava esperar.
Logo surgia algum candidato querendo mostrar suas habilidades.
— Deixa eu bater uma?
Era tudo o que queríamos.
O sujeito tomava distância, ajeitava o corpo, corria cheio de confiança e...
PÁ!
Chutava aquela bola cheia de areia.
Nós caíamos na gargalhada. Os outros meninos que já conheciam a brincadeira também. E assim a velha bola de capotão, que não servia mais para jogar futebol, encontrou uma segunda profissão: castigar os pés dos desavisados.
Até que, certo dia, apareceu um menino bem maior do que nós.
Ele também quis mostrar suas habilidades.
Tomou distância, correu e soltou o pé.
Quase torceu o tornozelo.
Dessa vez, ninguém teve muito tempo para rir.
Furioso, ele distribuiu uns tapas nos menores — eu e meu amigo incluídos — e, para completar o castigo, levou embora nossa bola cheia de areia.
Foi o fim definitivo daquele capotão.
Pensando hoje, talvez tenha sido melhor assim.
Primeiro minha vó tentou matar a bola com dez facadas. Nós a ressuscitamos, enchemos de areia e a transformamos numa armadilha. Depois apareceu alguém maior, acertou nossas contas e levou embora o corpo do delito.
E minha vó?
Minha vó nunca ficou sabendo da ressurreição.
Ainda bem.
Porque, conhecendo aqueles dedos duros, desconfio que os cloques da segunda vez teriam sido muito piores.
Ivo Terra Mattos
Ah, o futebol... essa linda fábrica de fazer o assalariado sofrer. Fiquei sabendo que os jogadores da Seleção estão tristes com a sua revolta, viu?
Super preocupados enquanto olham o saldo bancário cair mais alguns milhões por contratos de marketing e bets. Mas não desanime!
Continue pagando aquela camisa parcelada em 12 vezes e fugindo do agiota que te emprestou dinheiro para a TV nova. Afinal, a indignação é sua, mas o lucro é todo deles. Que momento lindo para o esporte brasileiro. 🌟
A seleção na mansão chorando com lencinho de grife e o torcedor em casa, sem dinheiro pro bife.
Já que os técnicos e jogadores que atuam no futebol brasileiro são estrangeiros, a seleção brasileira ideal deveria ser formada por: Rossi, Andrés Gómez, Gustavo Gómez, Cuesta, Piquerez, Arrascaeta, Carrascal, Jhon Arias, Borré, Flaco López,
Carbonero. Sem xenofobismo.
Benê Morais.
Manifesto: A Gaiola Coletiva
O futebol não é a nossa cultura; nossa cultura é a estrutura, a crença e a raça da nossa gente que, com o próprio suor, levantou esta nação. Uma nação que não foi construída pelos senhores escravagistas, mas sim apesar deles.
Hoje, somos governados por democratas da alienação. Promovem a futilidade e a ganância, alimentando a luxúria de um espírito podre — para aqueles que acreditam em alma, pois para o sistema, ela nunca existiu. O velho "pão e circo" continua de pé. No jardim da nossa sociedade, a flor é devorada pelos ratos da extrema-direita democrática. Mas há um preço: todas as flores precisam de espinhos para proteger e expor a sua beleza.
Somos obrigados a engolir a corrupção e o negacionismo. Na transição do ser político e analítico para o ser inerte, fomos engolidos pela alienação social e religiosa que viralizou. Junto com ela, viralizaram o racismo, a intolerância espiritual e a indiferença. Sob esse teto, a pobreza tornou-se sinônimo de ignorância e de escassez política.
Somos uma rica mistura de raças e credos, mas os governantes ainda nos enxergam como meros objetos de manobra. Criam-se políticos de estimação e cargos previsíveis. Candidatos corruptos desfilam impunes, esfregando na nossa cara as provas do roubo. Mesmo assim, a alienação vence, porque a mente da massa está presa em uma gaiola coletiva.
O senso da razão ainda sobrevive, resistindo bravamente em meio a deepfakes e fake news. No entanto, dividimos o espaço com aqueles que lutam para viver na utopia de uma "Matrix". Somos peças de um jogo político focado nas riquezas do povo, onde a vida é sofrida e onde lutamos diariamente pelo direito de existir em um mundo onde tudo — absolutamente tudo — tem preço.
