Crônicas sobre a Morte
Nunca paramos em pessoa alguma e "cada amor novo é apenas o elo de uma longa cadeia cujo fim é o Amor único", em busca do qual estamos todos. Em cada pessoa fazemos uma parada de um, dois anos, de mais, de menos tempo, mas em ninguém nos detemos verdadeiramente, já que o nosso fim é o Amor Eterno, que se realiza somente em Deus. Nossa vida é breve e o corpo demasiado pequeno e frágil para, sem romper-se, abrigar tamanha imensidade. Só a morte nos libertará, nos dará proporções suficientes para suportar sem riscos a realização daquilo que é a única razão de ser, o Amor, de Deus.
Paramos horas a fio com o pensamento naqueles que se foram, em tudo que foi antes e acabou, no balanço do que nos resta de vida. Rápido, bem mais rápido do que supúnhamos, Melhor fora se o tempo que vivemos fosse gasto em amor. Mas, ai de nós, quando essa ideia nos chega já não resta em nós calor que alimente um amor. Deixamo-nos viver, muitas vezes com entusiasmo, para começar algo de novo. Mornos, não soubemos aproveitar a chama da juventude, ou então a desperdiçamos.
Flores... O quão importantes são! Presentes em todas as fases da vida. Ao nascer, a mãe feliz as recebe, comemorando o nascer de uma vida. Ao aniversariar, que gesto lindo! Tanta beleza e perfume, demonstra a alegria de um novo completar. No casamento apresenta suma importância com sua beleza em uma data tão especial e única. E enfim... ao morrermos ela também enfeita a memória do que foi a vida o fim de um ciclo, e mesmo assim não perde sua essência, perfume e beleza.
Uma linha salta no silêncio, pois a frase perdeu seu complemento. Mas nada disso é o caos! São algumas palavras de um filho, como tantos outros, que não têm a presença física de suas mães! Aguardo como sempre na estação da vida o próximo trem. Espero que compreenda o que falo......sempre a amarei onde estiver.
Quando começou a perder de vista a si própria, pensou que seria correto informar a uma série de Lucettes cada vez mais distantes – a fim de que passassem a mensagem de uma para a outra como na regressão de um jogo de espelhos – que a morte era apenas um conjunto mais completo de frações infinitas de solidão
A gente morre um pouquinho todo dia. Morre em cada olhar não correspondido, cada beijo apenas físico, cada toque que não vai na alma mas fica alí, na derme mais superficial existente em nosso corpo. A gente morre quando banaliza a vida e todas sensações que esta possa vim a promover. Um dia a gente morre e isso não é triste, triste é morrer mesmo estando aqui, respirando e com um coração batendo sem saber o porquê.
De repente você acorda, de repente já são 18 horas, de repente já é hora de dormir, de repente já se passou um ano daí você assusta e no assustar de repente já se passou 10, de repente você já se vê casado e de repente já tem filhos belos que de repente já estão casando e de repente você já está idoso e sua vida passou sem você nem perceber. Portanto, não há assista como um telespectador, seja o protagonista!
Os entretenimentos radicais e cada vez mais perigosos escolhido pela maioria dos jovens de hoje não são uma vertente de mais vida pela expansão de adrenalina como a maioria pensa e sim uma banalização da morte por acreditarem que a juventude é tudo e que em uma estrada de vida normal futura advirá sem grandes perspectivas, realizações e a não garantia de emoções tão fortes estimuladoras na maturidade e na velhice. Claramente um processo consumista maléfico que hidrata pouco a pouco na juventude planetária a crença cega materialista de menos fé, um distante e impossível bom futuro e aniquila por vez toda e qualquer possibilidade de dias melhores e esperança.
Para ser considerado um cadáver, o cidadão não precisa ter sido declarado clinicamente morto, afinal, é bem possível sentir o coração bater, o cérebro operar, e, mesmo assim, ter a incógnita e angustiante sensação de ser um alguém sem vida ou sem valor para o mundo e, principalmente, para si mesmo.
O que é verdadeiro não morre, mas corrói. Soma é a junção de duas ou mais coisas. Relação é o resultado da soma. Sem adição não há relação. Sem vínculo não há conjunto. A força do atrito paraliza os corpos. Sem movimento não há energia. Sem energia não há continuidade. O quente torna-se morno, o morno torna-se frio... A distância torna-se constância.
"Sistema aristotélico romantizou o significado de sabedoria e ser sábio, várias pessoas estão iludidas acreditando que atingiram um certo grau de sabedoria ou que são sábias, sem mesmo, conhecer a si mesmas. Sistema da ilusão e enganação, é um sistema que mata e rouba, ao invés de dar vida."
È certo e 100% que durante nossa estada nessa vida duas coisas vão nos alcançar e por mais que estudemos, divaguemos sobre elas, estaremos desprevenidos quando nos alcançar. Quando o Amor nos alcança, acontece, não sabemos amar,,,, estamos tão preocupados em estabelecer regras pra nãos ermos machucados, pra não sofrer que não consigamos simplesmente deixar fluir, temos que aprender a amar. e a morte, ah a morte, ela também nos alcancara, mas já isso não temos como aprender, como evitar, afinal; ninguém aprende a morrer né. E desses dois acontecimentos ninguém escapa, não podemos não podemos fugir das suas garras quando é chegado o momento, pois ambos nos atacarão sem que possamos ter a mais vaga ideia de quando isso acontecerá.
Sabe quando todos os problemas e diversidades te cercam e te derrubam no chão? Quando todos que deviam te amar ignoram seus sinais de tristeza e fingem que você não existe? Quando as pessoas te perguntam o que ta acontecendo com você, mas no fundo não ligam e só querem saber da sua vida? O que você faz? Há tantas respostas, mas por que todas tão difíceis? A vida te envolve como uma amante e te joga em um labirinto como se vc fosse personagem de um jogo e te arremessa para a morte como uma bolinha de papel pro lixo!
Pensando na vida chego a seguinte verdade: A lógica se limita perante o caminho da incompreensão. O desconhecido permeia a vida e transcende a verdade. O erro e o acerto se submetem a opiniões que nem sempre condizem com a lógica. E a realidade esconde-se por entre nuvens negras e viciosas. Nesse sentido, cabe ao homem vendado explorar um mundo sem estradas, caminhando por entre desertos e florestas visando um destino desconhecido. Mas por fim nos encontramos todos, independente do caminho e do destino. Em um mundo envolto em cortinas de um puro e inocente negro, sem pudor nem maldade. Sem saber se é o real final ou apenas mais uma parada.
Não seja tolo em confiar a sua vida, seus sonhos, problemas e vitórias a alguém que somente tenha um belo sorriso, muitos bens, ou bom orador, pois esse alguém envelhecera também, e morrerá um dia, e todos os seus pensamentos irão junto, e seus bens serão motivo de conflitos. Portanto confie somente no senhor teu Deus, que tudo fez e fará e Ele te mostrará a verdade é o conduzirá por caminhos certos, Ele te dirá o que deve renunciar, é o que realmente lutar, e se tiver fé e confiança irá conquistar. Lembre-se, Ele te criou, te formou e te renovou... Deus te ama da maneira como você é, quem gosta de modismo são homens, Deus é acima de tudo isso. Tenha fé e confie. Ele faz as coisas de modo sutil e correto, e com tempo certo, tira e repõe peças que edificam. Não existe vitória sem lágrimas e suor, pois tudo que é de graça não tem valor...
Ninguém notava, mas ela sabia, era outra. As mesmas feições, o mesmo físico, mas a alma transformada. Via tudo diferente, como se até aquele momento fosse míope e passasse a usar lentes corretivas. Sem dúvida a verdade lhe fora revelada, mas era muito tarde, como tudo em sua vida. Olhou o céu. Felizes os pássaros que podem voar. De repente ficou muito triste, nunca andara de avião. A sua frente o cemitério, a última morada (teve alguma?). Não trazia flores - sempre esquecia dos detalhes. O cheiro de velas acesas inundava o ambiente. Chegou ao túmulo. Ali jaz o amor, para sempre enterrado. Como tudo em sua vida, era muito tarde.
Os médicos costumam fazer tudo o que for necessário para manterem seus pacientes vivos quando o melhor talvez fosse deixá-los morrer em paz com alguma dignidade e conforto ao invés de afastá-los da família e usando todo tipo de recurso que mais soam desumanos que humanos. Quando chega a hora é melhor partir vendo rostos amorosos que máquinas, tubos e indiferença.
Nós empenhamos tanto em construir um futuro do qual tenhamos vontade de viver que nós perdemos ao meio do caminho. A vida nada mais é do que um trem tentando chegar ao seu destino final ele pode se perder na viagem , sair dos trilhos , cair no precipício , chegar a sua chegada ou nunca ter a chance de sair do ponto de partida, a única coisa que sabemos é que quando ele estiver andando uma hora vai ter que parar e quando isso acontecer será a sua tão esperada chegada final ou morte como nós humanos dizemos.
Para onde vou não levarei casas, terras, riquezas, amigos ,carros e com certeza irei sozinho sem nem ao menos caminhar serei levado por parentes e amigos ou ate mesmo desafetos e ninguém ficará comigo então para as minhas filhas terei deixado apenas o conhecimento para que elas possam passar para as próximas gerações. Para os amigos e a historia contemporânea a marca de um cidadão de bom caráter filho de Pedro Clementino e Maria Augusta
O sentido da vida é estar vivo. É tão claro, tão óbvio e tão simples. Mesmo assim, todo mundo não para de correr em pânico, como se fosse necessário conseguir alguma coisa além de si próprio... E quando nos deparamos com aquela que nos ceifa a "vida" há o choque que nos coloca de baixo da pequinês e da fragilidade humana. Mas quero aqui registrar que a maior alegria do "Ser Humano" enquanto Cristão, é a alegria de sua "Salvação" quando se tem essa certeza não há porque teme a morte...
