Crônicas infantis para incentivar a leitura das crianças
MEIMEI:
A TERNURA QUE SE FEZ SERVIÇO — DA VIDA TERRENA À TAREFA JUNTO ÀS CRIANÇAS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A história de Meimei não começa no mundo espiritual. Antes de se tornar, nas páginas psicografadas por Francisco Cândido Xavier, uma figura associada ao amparo das crianças e à ternura materna, houve uma jovem mulher chamada Irma de Castro, cuja existência terrena foi breve, mas marcada por simplicidade, religiosidade e inclinação para o auxílio ao próximo.
Irma de Castro nasceu em 22 de outubro de 1922, em Mateus Leme, Minas Gerais, filha de Adolfo Castro e Marina Castro. Ainda criança, transferiu-se com a família para Itaúna. Aos cinco anos, perdeu o pai. Segundo os relatos biográficos preservados por aqueles que conviveram com ela, destacava-se pela inteligência, pela sensibilidade e por uma personalidade singular.
Sua formação escolar chegou ao segundo ano do Curso Normal, onde teria sido uma das melhores alunas da classe.
Mas é sobretudo nos pequenos gestos que sua personalidade parece adquirir maior significado.
A ESMOLA QUE NÃO ESTAVA NA BOLSA.
Um episódio atribuído à sua vida revela, de maneira particularmente expressiva, a natureza compassiva que os relatos lhe conferem.
Logo após seu casamento com Arnaldo Rocha, quando deixava a Igreja São José, em Belo Horizonte, um homem em situação de extrema pobreza aproximou-se e pediu-lhe uma esmola.
Arnaldo, percebendo a situação, teria chamado sua atenção para o fato de que ela não carregava sequer a bolsa naquele momento.
Irma, entretanto, não se afastou.
Diante daquele homem, teria explicado que nada possuía para lhe oferecer. E, encontrando no próprio afeto aquilo que naquele instante podia doar, aproximou-se dele, abraçou-o e beijou-o.
Mais importante que a literalidade do episódio, transmitido por relato posterior, é o princípio moral que ele expressa: a caridade não começa necessariamente naquilo que possuímos, mas na maneira como enxergamos aquele que necessita de nós.
Uma esmola pode alimentar por algumas horas. Um gesto de respeito pode devolver, ainda que por um instante, a alguém humilhado pela miséria, a consciência de que continua sendo pessoa.
É nesse ponto que a narrativa de Meimei deixa de ser apenas biografia e passa a adquirir significado espiritual.
NANÁ, A MENINA QUERIDA.
Irma cresceu em uma família católica e, desde cedo, demonstrava profunda religiosidade. Participava das práticas de sua fé e teria sido crismada na região de Olinda, próxima a Mateus Leme.
Segundo os relatos conservados sobre sua infância, um sacerdote, impressionado com sua maneira de ser, teria chamado aquela menina de “criança divina”, passando a tratá-la pelo apelido Naná.
Sua religiosidade, entretanto, não se apresentava apenas como hábito exterior. Os relatos sobre sua personalidade descrevem uma jovem afetuosa, modesta e particularmente sensível ao sofrimento alheio.
DE IRMA A MEIMEI.
O nome pelo qual se tornaria conhecida no movimento espírita surgiu, segundo o testemunho de Arnaldo Rocha, de maneira bastante íntima.
Durante o namoro, Irma e Arnaldo teriam encontrado, em uma publicação, referência à personagem chamada Meimei, acompanhada da explicação de que o termo significaria algo próximo de “noiva querida” ou “bem-amada”.
O nome permaneceu inicialmente como uma forma carinhosa e particular de tratamento entre os dois.
Somente depois do desencarne de Irma é que “Meimei” se tornaria publicamente conhecido, associado às mensagens recebidas por Francisco Cândido Xavier.
A expressão “amor puro”, igualmente relacionada à sua memória, teria origem em sua irmã Rute.
Assim, um nome que nascera na intimidade de um relacionamento conjugal acabou ultrapassando os limites da vida particular e passou a identificar, no âmbito da literatura mediúnica, uma personalidade espiritual dedicada a mensagens de ternura, educação e amparo.
UMA VIDA CURTA, UMA EXPERIÊNCIA INTENSA.
Irma casou-se com Arnaldo Rocha aos 22 anos.
O matrimônio, porém, durou aproximadamente dois anos.
Portadora de nefrite crônica, hipertensão e graves complicações renais, desencarnou em Belo Horizonte em 1º de outubro de 1946, aos 23 anos, pouco antes de completar 24.
Seu grande desejo era ser mãe.
E talvez seja justamente nesse ponto que sua história encontre uma das suas características mais delicadas.
Meimei amava as crianças. Segundo os relatos de Arnaldo, nutria profundo desejo de maternidade e até mesmo imaginava um pequeno filho a quem chamava carinhosamente de seu “principezinho”.
Quando Arnaldo chegava do trabalho e se sentava, ela brincava dizendo que ele estava sentado sobre seu filho imaginário.
Não é necessário transformar essa passagem em explicação sobrenatural. Ela pode ser compreendida simplesmente como expressão do intenso desejo de maternidade de uma mulher cuja existência terrena não lhe permitiu realizar esse sonho.
E, justamente por isso, a posterior associação de Meimei com o amparo às crianças adquiriu, para muitos leitores, uma profunda ressonância afetiva.
E DEPOIS DO DESENCARNE?
É aqui que precisamos distinguir doutrina espírita, obra psicográfica e tradição biográfica.
No Espiritismo, a morte não representa o desaparecimento da individualidade. A Doutrina Espírita ensina a continuidade da vida do Espírito e seu progresso através das experiências sucessivas.
Entretanto, afirmar exatamente qual posição hierárquica um Espírito ocupa no mundo espiritual exige prudência. A expressão “Espírito da mais alta hierarquia espiritual”, quando aplicada a Meimei, deve ser compreendida como uma afirmação devocional ou biográfica, e não como uma classificação estabelecida por Allan Kardec.
Da mesma forma, existe uma tradição segundo a qual Meimei seria a irmã Blandina, personagem apresentada por André Luiz em Entre a Terra e o Céu, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Essa identificação foi divulgada por pessoas próximas à história de Meimei, entre elas Patrícia Marcelino, conforme o relato apresentado. Contudo, não se deve apresentá-la como identificação documentalmente comprovada ou como afirmação da Codificação Espírita.
Na obra de André Luiz, Blandina aparece vinculada ao Lar da Bênção, uma instituição espiritual dedicada à assistência e educação de crianças desencarnadas e ao auxílio às mães.
O cenário descrito é profundamente simbólico e educativo: crianças, mães, jardins, escola, cuidado, ternura e preparação para novas experiências.
É justamente nessa atmosfera que a tradição aproxima Blandina de Meimei.
Não precisamos, contudo, forçar a identificação para perceber a beleza da mensagem.
A PRECE DA CRIANÇA.
Entre as mensagens atribuídas a Meimei através da psicografia de Chico Xavier encontra-se uma tocante súplica em favor das mães.
Seu sentido fundamental ultrapassa a simples proteção infantil.
A criança pede que aquele que a auxilia não abandone sua mãe, porque a criança depende igualmente do equilíbrio, da proteção e do amor maternos.
A imagem é de extraordinária profundidade: a criança é apresentada como a flor que promete fruto; a mãe, como a árvore que a sustenta.
A mensagem desloca, assim, nossa atenção da criança isoladamente considerada para a família como organismo moral.
Cuidar da criança significa também cuidar daqueles que a educam.
Amparar o filho sem amparar a mãe pode significar cuidar do efeito e abandonar uma das causas fundamentais de sua segurança afetiva.
Esse princípio encontra perfeita consonância com a perspectiva espírita de educação moral, responsabilidade e progresso do Espírito.
MEIMEI E A VERDADEIRA CARIDADE.
Talvez seja esse o ponto em que a lembrança de Meimei possa nos oferecer algo mais importante do que a curiosidade sobre sua suposta posição espiritual.
Não é necessário saber se ela ocupa determinado grau na hierarquia dos Espíritos para compreender o valor de sua mensagem.
O essencial está naquilo que sua história inspira.
A jovem Irma, segundo os testemunhos conservados, enxergava o pobre onde muitos talvez vissem apenas um mendigo.
Desejava ser mãe.
Amava as crianças.
Viveu pouco.
Sofreu.
Desencarnou jovem.
E, posteriormente, seu nome passou a estar ligado, na literatura mediúnica de Francisco Cândido Xavier, a mensagens de ternura, educação e proteção.
Seja qual for a interpretação que se dê às informações transmitidas pela tradição, há uma lição que permanece acima das discussões biográficas:
a grandeza espiritual não se mede pela posição que alguém ocupa, mas pela qualidade do bem que consegue realizar.
Meimei, como Irma ou como a personalidade espiritual apresentada nas mensagens atribuídas a esse nome, permanece para muitos leitores como símbolo da maternidade espiritual, da infância amparada e da caridade que não humilha.
E talvez seja essa a melhor maneira de recordá-la: não apenas como alguém que desejou ser mãe, mas como alguém cuja memória passou a ser associada ao cuidado daqueles que mais necessitam de proteção.
A criança pede abrigo; a mãe pede amparo; e a caridade verdadeira compreende que ambas caminham juntas.
FONTES PARA ESTUDO.
Francisco Cândido Xavier / André Luiz — Entre a Terra e o Céu, especialmente o capítulo IV, “No Lar da Bênção”, FEB.
Francisco Cândido Xavier / Meimei — mensagens psicografadas atribuídas a Meimei, em obras e coletâneas mediúnicas.
Relatos biográficos de Arnaldo Rocha sobre Irma de Castro, posteriormente divulgados por Patrícia Marcelino.
Allan Kardec — O Livro dos Espíritos, especialmente os princípios referentes à sobrevivência e à progressão dos Espíritos.
Observação de rigor: a identificação de Meimei com a personagem Blandina e a afirmação de que Meimei seria um Espírito de “mais alta hierarquia espiritual” devem ser apresentadas como tradição ou interpretação biográfica/mediúnica, não como fatos estabelecidos pela Codificação de Allan Kardec. Isso preserva a beleza da narrativa sem sacrificar a lucidez espírita.
238 🙏🌹A gente precisa de mais poesias, mais gentileza, sorrisos de crianças, cheiro de terra molhada, pétalas de rosas orvalhadas, manhãs banhadas de sol, noites de lua com aroma de jasmim, pessoas de alma alegre, e principalmente de gente que goste de gente assim, que acreditam no bom, no simples, no respeito, no perdão, na compaixão, na gratidão, pessoas que aceite o outro do jeito que o outro é, que não despreze o valor da gentileza. Bom dia! Paz e luz para todos... AUTORIA DESCONHECIDA.
♥️🙏BOM DIA FAMÍLIA.
Ayache Vidal.
Outra vez Scooby Doo
(1Evaristo)
Epstein, P. Diddy, banco do vorcaro,
Crianças resgatadas de sequestro,
Exploração da alma, excesso de trabalho
Há algo podre no e além do congresso.
República Democrática do Congo,
Guerra da Ucrânia, curso de drones na Penha,
A cada progresso mais um rombo,
O país refém de extorsão se desdenha.
E eu aqui a concatenar
Em quais parâmetros iremos chegar
Também aos poucos me lembrando
Dos desenhos do Scooby Doo em avisar
E ninguém tentou entender o tanto,
No fim os monstros são sempre humanos.
feradapoesia.blogspot.com
Aqueles que acreditam que um deus tem razões para tirar a vida de crianças nos mitos bíblicos, e que acreditam poder ser perdoados por qualquer coisa, não importa o quão terrível seja o que fizerem, e nem o quão irreversível a outras pessoas seja, não teriam como não ser os mais perigosos e perversos. Os crimes mais terríveis da história humana sempre foram cometidos por aqueles que acreditavam estar fazendo "a vontade de Deus".
Além disso, se tudo é perdoado, tudo é liberado. Se não há limites para o perdão, não há limites para os atos, muito menos responsabilização real pelas próprias ações. Quando se tem um deus que permite e regulamenta a escravidão, faz vista grossa pra abuso, ordena e causa a morte de crianças, animais, bebês de colo, mulheres grávidas e nações inteiras simplesmente pelas mesmas não o seguirem ou não se sujeitarem ao seu suposto povo... Não há limites para a maldade, não apenas do suposto deus, mas também daqueles que o seguem.
Por isso, todos os dias, o "povo de Deus", os líderes religiosos desse mesmo ser, aparecem em noticiários pelos crimes mais perversos, covardes e hediondos que se pode cometer. Tenham cuidado com aqueles que se dizem "homens e mulheres de Deus". Eles podem tirar a sua vida, rasgar a sua alma, destruir a infância dos seus filhos, e ainda assim acreditar que vão pro céu, já que o deus deles aceita tudo, basta que o culpado o idolatre e aceite. O ego do deus judaico-cristão é mais importante pra ele do que a justiça, e convenhamos: justo esse pseudo deus nunca foi, segundo a própria mitologia dele, assim como a história do cristianismo e do mundo supostamente criado por ele. Não há nada mais mortal, perverso e perigoso do que o "amor cristão".
- Marcela Lobato
A verdadeira alegria é encontrar a bagunça das crianças,
ouvir as mesmas histórias "chatas" outra vez...
É ter louça para lavar, a cama para arrumar
e a casa cheia de vida.
Porque, depois, o tempo passa e o café esfria.
E no fundo, nunca foi sobre o café...
É sobre a verdadeira melodia de viver
A religião que encontramos primeiro parece naturalmente verdadeira
Isso acontece porque crianças não começam a vida comparando sistemas filosóficos.
Elas simplesmente aprendem.
Aprendem o idioma.
Aprendem costumes.
Aprendem o que é certo e errado.
Aprendem quem são os heróis.
Aprendem o que os adultos consideram sagrado.
Se uma criança cresce ouvindo que determinado livro é sagrado, é natural que aquilo se torne parte da sua realidade.
Por isso, considero muito importante separar duas afirmações:
“Minha fé é verdadeira para mim.”
e
“Minha fé é a única possibilidade legítima para toda a humanidade.”
A segunda é uma afirmação muito maior e exige uma justificativa muito maior.
E é exatamente aí que surgem os conflitos religiosos.
Crianças deveriam estar brincando e desenvolvendo o próprio senso crítico, não sendo treinadas para decorar roteiros ideológicos que nem têm maturidade para entender. Estão transformando crianças em políticos mirins, o que me lembra muito o fenômeno dos pastores mirins em algumas igrejas.
Em ambos os cenários, o que vemos é uma atuação ensaiada: a criança mimetiza gestos, tons de voz e frases de efeito que claramente não pertencem ao seu repertório infantil. Quando o palanque ou o púlpito substituem o parquinho, a criança perde o direito de ter dúvidas e de descobrir o mundo no seu próprio tempo.
Estamos trocando a educação pela doutrinação precoce. No fim, essas crianças não estão sendo preparadas para serem cidadãos conscientes ou líderes espirituais, mas sim ferramentas de marketing para adultos que querem validar suas próprias crenças através da 'pureza' de uma criança que, na verdade, só está repetindo o que lhe mandaram dizer.
Protejam as crianças
Uma criança é tão pura e inocente,
Não conhece a maldade
Nem os pensamentos insanos
Que há na mente dos desumanos.
Quão horrível é ter a infância quebrada
Ao se deparar com um monstro
Que não é fruto da imaginação,
Mas é real, só não é humano,
Por ser capaz de fazer tamanha barbaridade!
Alguém assim merece a pior punição,
O mais duro castigo e nenhum
Pingo de piedade,
Pois a criança cresce marcada
E fica para sempre traumatizada,
Para ela as coisas perdem o sentido,
Não consegue mais se alegrar,
Muito menos confiar em alguém.
Nunca mais é a mesma de antes,
Para ela tudo acabou a graça,
Assim também como sua infância.
Quem vê cara, não vê coração,
Não deixe os pequenos sozinhos,
nem por um segundo,
Com o tio, padrasto, namorado ou vizinho,
Pois sempre há um leão
À espreita de um novilho
Para tornar a sua nova vítima.
Se a criança disser que foi incomodada
Acredite nela e não fique calado,
Denuncie todo o crime praticado,
Apoie movimentos de conscientização,
Proteja as crianças e lute pelos direitos delas,
Que estão escritos na Constituição!
A criança um dia se torna adulta
E não é mais aquela indefesa
Que um dia alguém se aproveitou,
Nela também cresce a certeza
De que mais forte se tornou!
E conseguiu renascer e sorrir
Após anos de angústia causados por seu agressor.
Aqui se faz, aqui se paga.
Não adianta fugir das consequências,
Pode passar o tempo que for,
Achando que ninguém se lembra mais de nada,
De todo o mal e dor
Que causou a um ser humano,
A justiça tarda, mas não falha;
Mesmo que seja além dessa vida,
Ninguém escapa da justiça divina!
Protejam nossas crianças,
As ensinem a não falarem com estranhos
E nem as deixe ser tocadas!
Para evitar que sejam enganadas,
Ou caiam nas garras de um perverso.
Abra os olhos e fique atento aos sinais,
Nossos piores inimigos são os da nossa própria casa…
Velho conto
Os navios negreiros;
Homens, mulheres e crianças forçados a embarcar.
Eles sofriam mais do que guerreiros;
30 a 45 dias a durar.
Cabiam de 100 a 300 pessoas;
As pessoas que morriam eram muitas.
Trabalhar sem descansar;
No Brasil, 12 a 15 horas por dia.
A imunidade ia ao fim;
Pouca comida a receber.
Também envelhecimento por vim;
O que vai acontecer?
Castigados por qualquer pequena falta;
Palmatória, gargalheira, e a máscara de flandrês, impedindo-os de se alimentarem.
Se recebiam algo em troca? Nada!
E também mortos e machucados por seus direitos lutarem.
Quando para o Brasil vieram;
Suas culturas também deixaram.
Como capoeira, congado e reisado;
Todos esses fugitivos;
Seu lar encontram com alegria.
É um velho conto de muitos;
Esse é só o começo dessa poesia.
Fui para Marajó logo ali
na Cachoeira do Arari,
O Cordão do Galo junto
com as crianças passaram
dançando e cantando,
Surpreendente você chegou
envolvendo e encantando,
Foi daí que me dei conta
que encontrei o Sol de amor,
que perdidamente me apaixonei
o meu melhor entreguei,
e é com contigo que eu estou,
e de ti não mais regressarei.
Geração de pouca memória,
que se esqueceu das crianças,
de ser o lado positivo da história
e das melhores lembranças.
Está convencionado que não
faremos parte nenhuma
do que houver de se comemorar;
elas terão um mundo inteiro
daqui adiante para consertar.
De como será daqui para frente,
não faço a menor ideia;
se alguém houver de me escutar,
porém, aos quatro ventos urge falar.
Se não for oferecido um mundo bom,
amor verdadeiro e alegre convívio,
não espere para si um futuro melhor.
O que restará do mundo sem seu olhar? Quem protegerá as crianças, a natureza, os frágeis valores que defende? Seus projetos, seus grupos, seus gritos e músicas desaparecerão no silêncio? Sua birra, sua marra, sua casa, seu poder e até sua pretensão ...
Afinal, o que é você sem tudo isso que chama de "seu"? Talvez a resposta não esteja no que deixa, mas no que é quando nada o define. Sem as referências, descobre que sua essência é anterior a qualquer posse ou papel. E que, talvez, o mundo seguirá, ...
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
Quando crianças, nosso maior medo era a ideia de que o bicho papão sairia debaixo da cama para nos assustar. Nossa verdade absoluta era a de que fadas existiam e vinham trocar nossos dentinhos de leite por moedas de 25 centavos. E ansiávamos que o natal logo chegasse para ganharmos presentes do Papai Noel. E de repente crescemos e as circunstâncias fazem-nos ansiar por verdades que venham substituir os nossos medos.
JEOVANIA VILARINDO (Diga-se de passagem)
Quando éramos crianças nos davam coisas amargas e ruins, pois diziam que era para nosso bem, para que pudéssemos crescer fortes e saudáveis. E quando finalmente nos tornamos adultos...
Bem, agora que finalmente nos tornamos adultos, a vida continua nos dando as mesmas coisas para sermos fortes diante da adversidade e saudáveis em nossas relações
O que mais me deixa triste é ver o mundo pedir socorro,é
ver crianças e adultos sem casa e sem comida.É ver pessoas
morrerem na fila dos hospitais,ver as secas no nordeste.Da
um nervoso ver a incapacidade do SUS.O mundo esta acabando de uma só vez.Cuide e ajude o seu mundo pois foi nele em em que você nasceu.
Redescobrir Crianças
entre as flores e espinhos
nuvem de céus azulados
devemos ser únicos aqui,
nos limitis definidos em melodias
encontramos estradas
vazias, livres a andar de mão dadas
em minha face o vento sopra
variados e firmados nas pedras do tempo
E por motivo reflito.
Como é bom viver
Deixar um pouco da brisa tocar por ser diferente
Em fortes ondas mares de esperança, em cada
Criança brilha ternura
Sol e lua.
Motivos mil,
O destino é a distancia em Reinvenção...
Redescobrindo o mundo
De sonhos filtra águas dos oceanos a sombra de vidas infinitas
Quem dera que fossemos sempre crianças, e a lembrança fosse algo a se esperar.
E se ainda existisse a inocência? e se os sonhos não custassem a chegar?
Quem dera voltássemos aos abraços sinceros, ao choro verdadeiro e a capacidade de amar. E tudo fosse apenas brincadeira, e os sorrisos mais sinceros estampassem o olhar. ~~ Quem dera...
Esses dias eu estava observando as crianças, e vendo como elas se divertiam rolando no chão, não se preocupando com a imagem que elas passavam para os outros, nem ligando se o cabelo estava arrumado ou não, elas são felizes por serem elas mesmas e por não ligarem para que os outros falam delas[...]
Ai vem aquelas pessoas desprezíveis e falam: " Que criancisse da P@#%$ ", então se pra essas pessoas ser o que você realmente é, é ser criança tudo bem, não estamos nem um pouco incomodadas com isso, é justamente pelo contrario por mim eu não teria nem crescido[...] Eu tive que perder tudo, pra aprender que não se pode ganhar todas as coisas. Eu tive que derramar lágrimas todas as noites, pra limpar minha alma. Eu tive que fingir ser forte, e sorrir, quando lá dentro, eu estava desabando. [Crescer pra que?] pra encarar essa realidade seca e medíocre que o mundo tem pra gente? não muito obrigado, por mim eu pegava meu carrinho de volta e vivia na terra do nunca junto com o Peter Pan...'
E então brincando no parque, as crianças avistaram essas aves a voar.
-elas querem ganhar o céu! - disse uma delas.
Então eles começaram a pintar aquilo que as aves pensam e tornar-se o local de seus rasantes
e travessuras aéreas.
E a partir desse instante, o céu e o parque se confundiram, assim como as crianças puderam
ganhar asas, e o céu deixou de ser o limite!
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