Crise
Crise nós todos temos, pois é na
crise que sabemos quem é quem,
mas não fique esperando na crise
a melhor solução para sua vida.
O pior remédio para curar uma crise democrática é o impeachment. Mas infelizmente é impossível salvar um governo que já nasceu morto.
Se há um ingrediente essencial às grandes mudanças no percurso humano é a crise. Nada como uma boa crise para nos dar a oportunidade de reorganizar nossa existência
É da essência das crises que não as possamos dimensionar. Toda crise é, antes de tudo, uma crise de parâmetros.
A páscoa revela o terrorismo capitalista da religião cristã: pobres desempregados, em plena à crise financeira, catando moedas para comprar peixes e ovos de chocolate---seguindo à filosofia de um ritual pagão---Isto é, se eles não agirem assim terão suas consciências cauterizadas, por não seguirem a dogmática da sua religião.
Quem na vida já passou por uma profunda crise existencial talvez se lembre: a mudança para melhor iniciou-se exatamente na fase em que se parou de lutar. Parar com esta luta sem sentido, viver o momento, seguir o fluxo da vida – isto significa wu wei. Traduzindo textualmente significa “não fazer nada”, “não agir”. Isto não significa de maneira alguma que devemos ser indolentes, indecisos ou indiferentes, porém wu wei significa, que em nossas decisões não devemos ir contra a nossa autoridade interior, o Tao. Wu wei é uma arte de fazer a coisa certa no momento certo.
O lado bom das crises é que ela nos aponta nossas fraquezas. Em crise política assistimos juízes agindo alheios as próprias leis que os outorgaram, observamos as instituições jurídicas sendo implacáveis com uns, e compassiva com outros, percebemos que os que mais atacam são os mais envolvidos em crimes de toda sorte, assistimos que quem mostra, toma o cuidado de editar para mostrar o que quer e não o que realmente acontece, percebemos o quanto somos vulneráveis às influencias e o quanto frágil é a influencia do Supremo, compreendemos que a desunião entre os partidos são lideradas exatamente pelas bancadas religiosas, observamos que os únicos que realmente obedecem ordens é a polícia, que o contraditório é visto por conveniência e não pela dinâmica, que as pessoas que publicam uma mensagem de amor compartilham 10 sobre ódio, que a guerra civil é eminente e não por superioridade ou excelência, mas pela falta de consciência e por fim, percebemos a força da mulher, e a delicadeza de nossa moral.
O problema da crise não é a falta de dinheiro, mas sim a falta de fé. Se Deus nos manda entrar no deserto é porque Ele enviará o seu maná. Precisamos deixar o Egito para trás, abraçar uma vida simples, buscar acima de tudo a vontade de Deus, caminhando seguros na implantação do seu Reino na Terra. A crise só leva ao desespero quem está construindo o seu próprio reino, não o Reino de Deus!
''Crise, triste, sobre a mira dos rifle, perfeitos pra protagoniza a quinta tragédia de Shakespeare.''
Bens e necessidades
Nesse tempo de crise as pessoas andam refletindo entre bens e necessidades, reaproveitando coisas da estação passada, se esforçando para economizar, colocando sua autoestima para cima sem precisar de tantos cosméticos, mas vira e mexe não estamos imunes aos erros, o erro do desperdício, da doença inevitável do consumo, do resultado de nossas más decisões.
Outra coisa sobre bens e necessidades que confunde a gente é a liberdade, a reafirmação de amor, os aprendizados com os acontecimentos, o divertimento sadio, inócuo, a fronteira entre a firmeza e o desequilíbrio, a boa aparência e juventude e o foco no casamento.
A ciência do bom viver diz que parte de nós possui inteligências arianas que rir da própria desgraça e a outra parte rir da desgraça alheia, que parte de nós conseguimos enxergar o coração do outro, outra parte não, que parte de nós acha que não vale o esforço e que tudo o que podia ter vivido já passou, outra parte luta sem saber por dependência afetiva.
É difícil adquirir um pedômetro, um padrão de beleza é sempre arbitrário, ou os abandonos são sempre injustos, ou a gente pode parar de tentar, a gente pode parar de se importar, parar de ter sentimentos, prender numa gaiola os déspotas.
A gente chega a poluir o ambiente por preguiça, a gente se arranha por sermos diferentes, a gente acredita que homens só gostam de mulheres bonitas, a gente fala só coisas bonitas para não deixar ninguém chateado, a gente curte um cara safado que fala de tudo até levar você pra cama, um estelionatário emocional.
A gente reclama de excesso de trabalho, da vida desequilibrada, agente se acha velha aos quarenta anos de idade e jovem demais para se despedir da vida aos 100, a gente morre por dentro, mas não dá o braço a torcer, a gente fala que a verdade liberta, mas vivemos de ilusões.
Um dia a gente entende que são as pequenas despesas que levam embora nosso orçamento, entende que somos todos macaquitos, que tudo que vivemos tem desdobramentos psicológicos, que sentimos inveja e até cobiçamos coisas alheias.
Ninguém precisa de títulos escolares para discutir seus argumentos, ninguém precisa de Deus como amuleto do qual me lembrava cada vez que enfrentava dificuldades ninguém precisa de posses para ser mais ou menos feliz.
Geralmente paramos de descobrir coisas novas sobre nós mesmos, a gente nem sabe que podemos ser vitoriosos sobre os nossos hábitos, a gente cria briguinha e acusa o parceiro por tudo e no fim pergunta se tá tudo bem.
A gente não dá importância ao mal-estar doméstico, na falta de atitudes adultas e descoladas, na história que se repete, na saúde perfeita até perdê-la, no relacionamento não estável. E quais nossos bens e nossas necessidades mesmo?
Vivenciamos uma crise moral e ética na sociedade, onde estão querendo subverter o certo, tornando o errado correto.
A VIDA É TÃO RARA
Tanta coisa pra se preocupar
O país está em crise
Os impostos vão aumentar
E no futuro ainda pretendem
Os mortos aposentar
Tanta coisa pra se preocupar
Alguém pra você ouvir
Alguém pra você abraçar
O mendigo ali na rua
Não tem nada pra se alimentar
Tanta coisa pra se preocupar
Sua casa pra varrer
Seu filho pra cuidar
Uma música para ouvir
E outra pra dançar
Tanta coisa pra se preocupar
E você parado aí
Abrindo a boca pra criticar
Um gesto de carinho
Que nada tem pra prejudicar
Tanta coisa pra se preocupar
O hoje é dia de viver
Do amanhã ninguém saberá
A vida é tão rara
Vamos nos Amar
[21/03/2015]
Crise é a palavra mais forte pronunciada por um derrotado. As pessoas que alcançam o sucesso pronunciam bravamente: “Mais oportunidades estão chegando, devemos nos preparar para recebe-las.
A mente demente do ser humano maria-vai-com-as-outras é o que ferra este PAÍS, a crise apontada pela mídia trava todos como num engarrafamento sem lógica.
Eu não vejo motivo pra tanto trá-lá-lá...
