Criação e inspiração
Os “vaievens” desse mundo assustam. A vida gira muito mais rápido e ágil do que imaginamos. Quando vê já é Natal. Reveladores segredos às vezes surpreendem, porém são necessários, para compreendermos que ninguém é igual e que é através dessa essência que nascem as carências. E assim as pessoas se procuram, se encontram - se perdem - se encontram – vivem-amam.
Gosto de pensar que lá no final vai ter sempre algo melhor esperando por mim. Me arrisco mesmo, sem medo, porque eu sei que sempre depois da montanha escura tem um pôr-do-sol maravilhoso, depois da tempestade tem a calmaria, depois de um dia tem sempre outro. E assim eu vou levando a vida: sem muitas esperas, sem pessimismo, sem muitas neuras. Amanhã tudo vai ser melhor. Se não for amanhã vai ser depois e se não for depois, tem sempre outro amanhã. O que definitivamente não dá é pra abrir mão da felicidade. Já ouvi muito de pessoas pequenas coisas do tipo: "não vai dar certo", e deu. As pessoas são o problema, elas fazem de tudo para estragar tua esperança e quando não conseguem, inventam e reinventam mil outros motivos. O segredo é esse: acreditar sempre. Acreditar tanto em você quanto nas possibilidades. Acreditar que a fé que te cerca é maior que qualquer vento contrário. Não desistir nunca, a felicidade mora logo ali na frente.
Problemas, todo mundo tem ! Ninguém é melhor do que ninguém, e nenhum problema é comparável com o de outras pessoas. Forças, a gente pede pra Deus e desculpa a gente pede pra nós mesmos, por sermos tão falhos com nossa própria capacidade física e mental de superá-los !
" Eu não falo porque quero salvar alguém ou ser melhor que ninguém. Eu falo porque gosto de lhe mostrar a realidade e minha capacidade de lhe entender. Quem sou eu para salvar alguém ou ser melhor que alguém? Eu é que tenho que me salvar e melhorar pois sou ser humano e ser humano é carne e também erra! "
O segredo, é não criar expectativas para que a sua decepção não seja maior do que seu sonho. Mas, metade de tudo, nunca me fez bem. Na verdade, nunca consegui aceitar nada pela metade, ou é tudo, ou é nada. Ou é amor, ou é amizade, ou nada. Ou toca meu coração, ou deixe-me quieta. Se não for por inteiro, não venha, não fale, não ame. Sou mulher, não formiga. Sou mar, sou fogo, sou terra e ar. Sou céu, sou estrelas, então, ou me ama por completo, ou não ame. Ou é tudo, ou nada.
Talvez teria sido mais fácil sumir ao invés de encarar. Talvez teria sido melhor ignorar do que olhar de frente. Talvez teria sido mais prático fazer de conta que nada aconteceu. É uma pena, porque nem tudo dá para sumir, ignorar ou fazer de conta que não existiu. A diferença, é que para voce, tudo foi nada, e o nada para mim, foi tudo.
A FELICIDADE é uma eterna criança. Quanto à TRISTEZA não se preocupe. Esta já está tão velha que vai morrer logo.
Nunca se Apaga
A maior lembrança que eu tenho é o dia do seu aniversário.
O meu melhor café da manhã foi o na padaria da esquina,
servido a pão com manteiga, café preto, café quente.
Lembro-me de que o assoprava para você, enquanto vestias as luvas e a toca de tricô
fio a fio costurada à mão, por sua mãe.
Eu sorria! Você com bochechas vermelhas, os lábios trêmulos e esbranquiçados,
também sorria. Balançava os braços e as pernas com tanta sutileza,
era quase invisível de tão doce, só para se esconder do insistente frio.
Porém o frio não desistia em levar-te para dançar. Enciumava-me todo, e logo me esquecia.
Era uma simples e apagada manhã de outono.
Não seria exagero meu em afirmar que ao seu lado
os pássaros voaram mais alto, passaram do céu,
bicaram as estrelas, como se fossem sementes na terra e, descobriram uma luz que alimenta.
Difícil não é? Pois bem, aconteceu!
Que as árvores decidiram desenraizar-se para poderem brincar com os cachorros e os mendigos na rua.
Não seria exagero eu dizer que quando estava com você, eu fui feliz.
Eu sei, eu sei, esse é o maior dos exageros.
Mas acredite, foi o que eu fiz.
Costumo me lembrar, não muito, não demais, da sua ternura.
Faz tanto tempo, quanta saudade dos velhos momentos.
A última taça de vinho que nós bebemos,
encontra-se junta a vela que acendemos para aquele simples jantar-surpresa de primavera.
Estão dentro da estante de vidro que nunca mais ousei em abrir.
(Vejo que há uma última gota avermelhada ao fundo que nunca se secou).
Todas às vezes que tento, paro com a mão na dobradiça e encosto a cabeça.
Repudio-me por ser um fraco e, não conseguir abrir uma reminiscência tão bela.
Os livros de poesia, com aquelas folhas amareladas, encontram-se inalterados na mesma estante.
Nunca mais li um verso se quer de algum deles.
Minha alegria ficou naquelas páginas esmiuçadas pelo tempo.
Não ei de incomodá-los, repousam e dormem, repousam e dormem.
Meus sentimentos alojam-se na mais alva nuvem, circulante no mundo.
Se tu, minha donzela, soubestes o tanto que ainda estás comigo,
entenderia as palavras cortadas, nunca ditas, que continuam insistindo para serem ouvidas,
nas páginas misteriosas da vida.
Vá, eu vou, já fui. Sozinho, ouvindo Beethoven ou Debussy.
Embriagando-me com vinho, deslizando meu corpo por uma saudade jamais vista ou sentida.
É minha saudade, acredite minha bela, é minha eterna ferida.
Eu estava há muito tempo sem pensar nela
Tomei decisões e segui rumo ao meu futuro
Nunca imaginei que ela voltaria para cobrar
O tempo em que ficou esquecida por mim
A única pessoa que ela tinha...
Eu lhe disse que era preciso deixar as coisas como estavam
Que você não sentiria dor alguma por ser esquecida
E acabei deixando-a na solidão
E você não tinha escolha...
Tu quebraste as próprias costelas por mim
Dedicaste a mim todo o tempo noturno
Curaste rapidamente tuas feridas
E depois abandonaste todos
Enchendo-se de veneno...
Assim eu decidi viver
Assim eu planejei ficar
Até que a morte me separe
E a você eu dei liberdade
Mas você não tem um lar...
Tu viste como eu estive aqueles dias
Encheste-me com esperanças
Tuas palavras me calavam
De um modo que passei a acreditar
Que era eu a culpada...
Não acreditava que seria assim
Eu não pude esquecer
Você ficou ao meu lado
Sofrendo em silencio
Hoje eu venho me desculpar...
Não, não insistas!
Não tente desculpar-te
Crescestes e sabes o que a meu coração sucedeu-se
Ele está partido, e tu estás lá dentro
Não podes viver apinhando experimentos...
Espero que você me espere
Tenha paciência que voltarei
Saiba que sempre estivemos juntos
Estamos aqui agora
E vamos continuar...
Tu não compreendeste
Foi-se ao chão minha paciência
Como tu eu também levo um grande peso
Jamais imaginei que a raiva tomaria minhas costas
Farei com que sinta o mesmo e parta...
