Crepúsculo
Crepúsculo quando me olhas, sem muros sem segredos...Tuas cores tem chaves...Tuas palavras poemas...Teus ventos pincéis.
CREPÚSCULO:
"Cada entardecer é uma pintura, para quem. . aprecia a matiz encantada da obra. . crepuscular do encerramento"
CREPÚSCULO
No oriente brilha lua
No ocidente a luz recua
Mais uma noite se aproxima
Um sol laranjo se dizima
Que mistérios têm lá em cima?
No lusco-fusco nos ensina
Nem sempre é o brilho que fascina
Um acalanto pra retina
Em meio a tanta pantumima
Penumbra de paz repentina
Depois de mais uma rotina!
Lindo crepúsculo,
um primor celestial,
parte do poder divino,
admirá-lo é algo essencial
assim como um amor recíproco.
Crepúsculo fascinador,
um primor celeste
que deixa os olhos maravilhados
com esta despedida triunfante do sol e logo em seguida, anoitece,
portanto, um momento efêmero
que precisa ser observado gentilmente.
Gratidão e contemplação diária…
Quando o crepúsculo da noite se dissolve no abraço cálido do alvorecer, sinto-me tomado por uma comoção que transcende as palavras, como se o próprio cosmos, em um gesto de infinita generosidade, me enviasse um convite para renascer. Cada manhã, ao abrir os olhos, é como se o universo me estendesse um novo pergaminho em branco, uma página imaculada, onde o destino – em sua sabedoria insondável – me entrega a pena para que eu o escreva. Há, nesse instante, um pacto silencioso entre a vida e o meu ser, uma confiança misteriosa que me é concedida, como se a existência me sussurrasse: "Vai, caminha, vive, cria."
Ao cruzar o limiar do meu abrigo, sou inundado por um sentimento de reverência, pois há algo de sagrado até mesmo no que parece ordinário. O mundo vibra em sua magnificência, e cada detalhe – por menor que seja – revela-se como uma assinatura divina. Caminho por uma serra adornada por um verde que pulsa, ora gentil, ora selvagem, como se a natureza fosse a própria epifania do sagrado. O ar que preenche meus pulmões carrega a memória de eras, a umidade da vida que germina. As árvores, em sua altivez silenciosa, são testemunhas de tempos que minha existência não alcança. A névoa, tão etérea, dança sobre a paisagem como um véu de mistério que nunca se deixa decifrar completamente. E os pássaros, esses músicos alados, orquestram uma melodia que não apenas se ouve, mas se sente – uma sinfonia capaz de tocar as fibras mais íntimas da alma.
A cada passo, percebo que a beleza que me circunda é um reflexo de algo maior, um vislumbre daquilo que não pode ser contido pelas limitações humanas. Não é apenas a paisagem que se revela; é a face do Criador que se manifesta, como se a natureza fosse a Sua linguagem, a Sua arte, a Sua eterna lembrança de que somos parte de algo infinitamente vasto e belo. E, em meio a isso, há uma certeza que se instala em meu peito: cada dia é único, irrepetível, um presente singular que ecoa a preciosidade do que já vivi e a promessa do que ainda está por vir. A vida, em sua essência, é um mosaico de segundas chances, onde a benevolência divina nos permite recomeçar – sempre, incansavelmente.
Minha gratidão se eleva como uma prece. Agradeço pela pulsação da vida que me anima, por cada batida de meu coração que insiste em me lembrar do milagre que sou. Agradeço pelos laços que me sustentam, pela família que me ancora e me dá propósito, pelas mãos amigas que se estendem em solidariedade, pelos colegas com quem partilho o labor diário, tecendo, juntos, uma obra que transcende o individual. E não esqueço daqueles que, mesmo distantes, habitam o meu afeto, tornando minha jornada mais rica, mais humana. Cada relação, cada troca, é um reflexo da generosidade divina.
Mas, acima de tudo, elevo minha alma em direção ao Criador, cuja presença se faz sentir até mesmo no silêncio. Ele, que está além de toda descrição ou conceito, é a fonte inesgotável de tudo o que me é dado. A Ele tributo minha mais profunda reverência, pois sei que tudo o que não se alinha à Sua vontade é efêmero, destinado a desaparecer como a neblina sob o sol. Em Sua harmonia, encontro descanso e paz, certo de que minha vida é cuidada por mãos que jamais erram.
Que cada amanhecer nos surpreenda com sua sublime renovação. Que sejamos capazes de abraçar o mistério de cada instante, de nos perder no encanto do presente e de nos encontrar na gratidão que transborda. Somos peregrinos nesse vasto universo, buscadores de sentido, mas, acima de tudo, somos recipientes do amor que nos envolve e nos sustenta. Que a cada dia, ao abrir os olhos, possamos sentir – com todo o ser – a dádiva que é simplesmente existir.
A criatividade é mais reluzente, no crepúsculo matutino. É quando o mundo real e seus perversos ainda estão adormecidos.
221223II
COLOSSO HUMANITÁRIO
O crepúsculo que chega
A vida incessante
Em suma
Na paralisia do sono
Duas almas tornam- se
Só uma.
A fusão que resplandece
Os espíritos imortais
Amores que vem e ficam
As orquestras magistrais.
A felicidade plena
A luta contra a peleja
Nosso colosso humanitário
Ou o submundo que seja
O Otário que não tivera voz
Hoje ecoa e enaltece
A paixão não é uma rocha sólida!
Tudo que é farto
Sobra
Tudo que sobe
Desce.
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No crepúsculo dos desejos,
Nasce a paixão em seu olhar,
Um obsceno fogo que arde,
Entre o amor e o encantar.
Encontro de almas perdidas,
Que buscam viver e reviver,
Curar as feridas antigas,
Num abraço que vem do querer.
Despedida é só um momento,
Orgulho que se esvai na ilusão,
Esquecer é um ato lento,
Desamar é a duração.
Consolar é a luz da aurora,
Que apaga a sombra do medo,
Acender o fogo que chora,
Em cada passo, em cada enredo.
No palco dessa vida incerta,
Há o desejo de caminhar,
Entre o crepúsculo e a aurora,
No eterno ciclo de amar.
No crepúsculo da alma, nasce o desejo,
Chama ardente de paixão que se ergue,
Obsceno e intenso, como um beijo,
O amor, em seus mistérios, nos segue.
Reviver os momentos de encontro,
Onde viver é mais que uma pulsão,
Curar a ferida, o medo, o desencontro,
Na despedida, há um novo refrão.
Orgulho cede lugar à humildade,
Ilusão se desfaz em claridade,
Esquecer é o preço da liberdade,
No consolo da aurora, há verdade.
Apagar as sombras do passado,
Acender a chama do presente,
No crepúsculo, o sol é abraçado,
E a vida se faz eternamente.
Palavras duras o amor anula, crepúsculo de um sentimento em breve razão de existência.
Minhas dores mortificadas por uma paixão se dão na saudade de você, porem com sua presença ao meu lado acalenta meu coração.
As lagrimas se secam e minha fala ecoa ao vento e em um momento transborda-me a alegria em meu ser por sua imagem próximo de mim.
Meu crepúsculo ofusca minhas boas intenções que me direciona à ti;
porém o meu foco desembaraça quais querem as dúvidas que me fazem me perder de você;
Desatina meu querer, transpassando um pouco o otimismo e a negatividade;
Hoje o crepúsculo do amanhecer nasceu da Cor de seus olhos...
Um tanto acinzentado, escondendo a alegria de viver!
Esperando o brilho do sol que é claro voltará;
Sejamos luz na escuridão tenebrosa criada pelo crepúsculo recém chegado. Sejamos a cura para o ódio de quem por falta de carinho nunca soube a sensação de um dia ser amado, pelo simples fato de entender que a cruz em meio ao seu precipício tinha sinônimo apenas de fardo.
Amiúde
No crepúsculo, ela aparecia amiúde para ele cheia de felicidade com seus cabelos longos, descalça e com vestido branco quase transparente,
No entanto, a miragem ou talvez o encantamento se perdia no cair da noite e isso se repetia como penitência dolorosa por longos dias,
até que, numa certa noite simplesmente a escuridão foi bombardeada por uma chuva de meteoro Lírida e essa claridade desceu como confetes trazendo perfeição naquilo que estava acorrentado as ilusões,
e então, após uma porção de limão caviar e com a dopamina em alta o mundo real começou a ganhar vida novamente,
Nós dois contra o mundo, a torre de Babel foi derrubada.
“No crepúsculo dourado, o sol se despede, A noite chega, e a esperança nos concede. Nas estrelas que brilham, sonhos se entrelaçam, E vaga-lumes dançam, como pequenas chamas.”
