Corre
O Tempo
Tempo, este que nunca para
Desde que começou, corre e dispara
Muito rápido com presa
Leva tudo, e o que resta...
São lembranças,
De momentos, de mudanças
Pessoas mais velhas, corpos cansados
Mãos e pés calejados
Pelo carrasco do tempo
E um pobre desatento
Passa sem viver
Sem rir, amar, chorar ou sofrer
O que tenho, e hoje guardo
Em um cofre chaveado
São retratos jovens e filmes velhos
Lá estão seguros, enquanto esses olhos
Aos poucos se fecham e envelheço ao lado
da mulher que amo e e sou apaixonado
E mesmo que o tempo
Para meu lamento...
Um dia nos une
No outro nos pune
Ao teu lado quero viver
E mesmo após o anoitecer
Eu sempre vou te esperar
Para mais uma vez ao teu lado caminhar.
A vida corre feito menino apressado atrás da
bola colorida, como um bando de andorinhas
quando a noite se avizinha.A vida corre, o
amor escorre, e sem mais apelos um dia dia
se morre, A vida corre...
O vento corre lá fora,
esfriando minhas veias.
Fazendo-me gelo.
Estou esperando a hora,
de me lançar nessas teias,
querendo ser gelo
Esfriando-me, agora e outrora.
E não adianta mais as meias,
meus pés pararam, são gelos.
O meu coração não baterá agora,
e talvez não mais o ouvireis,
pois sou, serei pedra de gelo
A pessoa que deseja a verdade, sobre qualquer coisa, corre o risco de ouvir a verdade de Deus. (ler João 18)
Quando durmo acho que minha alma sai do corpo e corre a São Silvestre e volta, por que eu só acordo mais cansado.
Quem não sabe viver corre inutilmente atrás de borboletas, no entanto o sábio planta um jardim florido e espera!
Não tenho medo em perder, tenho medo é em não tentar. Pois, quem arrisca corre grandes riscos, e pode consegui sair do lugar. Já quem não tenta, fica a deriva de nada conquistar. C.B.S
Levanta-te e corre a batalha, o dia nasce e com ele chega a nossa obrigação em buscar o que é nosso, o que está guardado dentro de nossas esperanças diante da luta diária.
Distancia
Há dois beijos distantes querendo se encontrar
Pelo sangue fresco que corre na veia da paixão
Para poder seguir sem limite seus passos
Na única esperança de encontrar nosso destino
Movem-se há tantas milhas numa terra distante
Mais próximo da velocidade do pôr-do-sol
Cavalgando no selvagem vento como um pássaro
Na direção do arco-íris que olhos não vêem
Procurando por um momento que dure uma eternidade
Para a sós dois lábios de infinita saudades se tocar
Incendiar nosso fogosos corpos neste inverno
Ao som silencioso na pagina do nosso livro da vidas
Sangrando a nossa alma com o ardor do amor
Quando a noite se fizer admiradora da solidão
E não há um vinculo entre nos dois amantes
Mas trazendo somente lagrimas nos olhos
Bora ali desentupi o esgoto perto da casa da vózinha. Sem ganhar nada, nem uma moedinha. Corre anda logo ela tá sozinha, se não vai alagar toda a cozinha. Trás rodo, vassoura, pá e luvinha, que o esgoto entupiu com uma lata de sardinha. Pega, segura, anda que a chuva tá forte e se tivermos sorte ninguém vai perder o chinelo nem a ficar esperando o suporte da prefeitura que na nossa luz deu corte. Mas depois eu te levo pra conhecer a vózinha, ela é pequinininha... Velhinha tadinha. Corre gente que a chuva vai encher a casa da vózinha.
Todos sonham, poucos acreditam, quase ninguém corre atrás e a maioria que corre para no meio do caminho.
Teu amor pegou na veia, e corre livre pelo meu corpo, passeia soberano
entre meus desejos, e penetra em cada poro preenchendo todo espaço
não deixando brechá para nenhum outro desejo entrar.
Seu amor mora no meu hipocampo, e teu mar invade minha
terra seca, molhando como brisa a flor do meu desejo.
(Sandra Lima)
Escrever é sugar de volta o que verte minha essência. É bombear a tinta sacra que corre em minhas pecantes veias. Abster-se disto é um pecado lírico: perece a mente, apodrece a carne e depaupera o espírito.
O transito da cidade congestionada, é como o sangue que corre em minhas veias, sou urbano. O sol sob o pixe mal posto e esburaco pela chuva de um clima tropical com cheiro ruim, é minha pele. Sou o supra sumo do consumo, do gasto desenfreado pelo desnecessário. O cheiro de notas novas que saem junto ao barulho metálico dos caixas eletrônicos por toda parte. Sou as seis da tarde acompanhada do cheiro de combustível, inflamando seus pulmões, sou urbano, e gosto disso, não nego.
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