Corpo e Mente Nietzsche
Solito, solicito e dividido
Acabo como náufrago
Inunda as imundas ocas deste corpo
Sofro de novo, mesmo sem adorno.
Cauteloso até demais para sair bem
Astuto e perspicaz, mas não está também
Caindo de repente novamente
Arcabolso de choro: tem.
Agora só resta navegar
Nas lágrimas de desta ilusão
Quem diria que iria mesmo pagar
Pelo que os irmão mente e coração criaram.
Fumaça
Tudo sei, tudo conto;
nada sinto, nada vivo.
Sou apenas corpo a dançar pelo trilho.
E o trem vem chegando,
apitando apressado.
Meu rodopio é longo
e desengonçado.
E me assusta quando apita
E me angustia quando apita
E me corrói ao apitar
porque não tenho como escapar.
Eu não sei qual é o nome que se dá
Ao meu tipo de sobrevivência
Eu estou morta mas meu corpo
Está vivo
As pessoas entendem como se
Eu tivesse levado um tiro
Mas eu levei, de amor
Mas é um buraco no peito
Que somente eu posso ver,
Ninguém vê
Amor, ódio, vento tempo
Dores são coisas que não vemos
Mas podemos sentir
Braille
Meus dedos traçam linhas
[no seu corpo
Tua pele é um livro raro
Preciso lê-lo de novo
Ressentir cada parágrafo.
Não te quero na minha estante
Apertado entre dois
Te desejo na minha cama
E não sei o que vem depois.
“Nossa casa e o nosso ambiente de trabalho são o nosso corpo mais amplo, que também devem ser cuidados.”
- OLHOS DE PEDRA -
Trouxe comigo, ao nascer,
Olhos de pedra, não me via,
E o meu corpo de saudade
Já nem tinha claridade
P'ra decidir o que fazer!
Acreditei que ia passar
Mas a pedra aumentou
E o peso dos meus passos
O frio dos meus abraços
Parecia não parar!
Vi sorrir quando chorava
Em momentos de solidão
E o meu corpo só tremia
Por sentir a nostalgia
De não verem que eu amava!
Olhos de pedra, fechados,
Sem coragem de os abrir
E das coisas por dizer
Tantas feridas, triste ser,
Nos meus olhos embaciados!
Morreram sonhos um a um
Nas veias grita o sangue
Tantos passos pelo chão
Tantas dores, solidão,
Pois d' amor estou em jejum!
Não podendo ser mais nada
Inventei sonhos suspensos
E das tardes de Setembro
O que fiz já não me lembro
Só vivi de madrugada!
E pensava, só pensava
E sofria, só sofria
E quando a vida em vão passava
Olhos de pedra, mal a via,
Pobre criança rejeitada!
Sou poetisa...
E tento tecer em palavras
Aquilo que o corpo vivencia...
E exprimir o que está no interior em poesias...
Sempre procuro racionalmente saber o que acontece dentro do ser...
A ciência será capaz de nos dizer muitas coisas sobre a química e os mecanismos cerebrais envolvidos no amor...
Mas não nos fará entender sua magia...
Isso só se pode entender estando apaixonado.
É essa paixão que faz moradia na minha alma...
Sou uma eterna apaixonada pela vida...
Uma singela gotícula de sereno eleva meus pensamentos...
Esbraveja meus sentidos...
Uma simples maneira de olhar...
Ou será apenas uma voz...
Ou um jeito da mão... que sem razão... me faz poetizar....
Usando recursos linguísticos...
Na volatilidade das falas
Sua beleza é triste e nostálgica
Mesmo melancólica, ilumina os olhos de quem sente...
Emerge os sentidos...
Fica exótico, torna erótico...
Então... eclipse...
Vivemos de momentos que depois passam a ser recordações.
Vivemos num corpo que não é nosso. Passa a ser pó... O que é eternamente nosso é a alma, o espírito... O que nos faz levitar... O que nos transforma em seres humanos.... O que nos faz sonhar com a chegada ao paraíso! A passagem é dura, com turbulências, com feridas que nos marcam o corpo, com peripécias inesperadas.... Tudo isto fica nesta terra..... Cuidar da alma é afinal o sentido da vida.
quero a intimidade
da liberdade do teu corpo em sono.
ao prometer-lhe a novidade e o prazer
de ser a primeira a dormir
escravizei-me ao sonho teu.
A nossa morte não é sentenciada de fato ao perdemos o funcionamento de nosso corpo, mas quando não mais encontramos razão alguma para continuarmos vivendo.
Muitos diante de algo ou alguém afirmam ter perdido .
Ora se até o corpo que carregamos de um lado para o outro e ditamos comandos e ele nos obedece, e ainda sim não o possuímos. Dirá as coisas ou alguém,
Quando acordo pra vida é como um estalo de prazer, ramifica meu corpo em labaredas sem dizer, arde, pulsa, correnteza sem nome, água que me afoga, vento que me leva a brisa fresca do nascer, quero amar, encantar e mostrar que a vida e feita pra viver.
