Corpo
Eu notei outro dia, quando meu corpo entrou em colapso. Se me esforçasse pra chorar, o que não seria difícil, no lugar das lágrimas, viria o sangue.
Se as pessoas lhe olhassem como você é muito mais que apenas um rosto ou corpo perfeito.
Saberiam valorizar esta grandiosidade de caráter que existe nos detalhes mais simples e nas imperfeições existentes que cada ser humano possui e o diferenciam de outros. Tornando exclusividade em sua própria essência.
Assim como vejo e admiro em você...
Ricardo Baeta.
Sentir a dor física,
pujante, latejante,
faz reconhecer,
o corpo!
Frágil, insignificante.
Frente a mente,
doente,
rastejante.
Olhos Negros
Senhora de olhos negros.
Negros também, são teus cabelos.
Corpo de deusa, seios de sonho.
Fiquei parado, e apaixonado ao
vê-los.
Flor morena, cuja existência eu
não sabia.
Por sorte te vi risonha e suave ,
figura de mulher de mim não mais
saístes.
Tenho-te à minha frente,
com esse olhar calmo, doce, os cabelos
lisos, soltos, tua voz suave e quente.
És linda. ser teu por toda vida, gostaria,
mas existem normas, e sómente, em meu
pensamento vives.
Á mim és impossível, de outra forma.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
"Carrego cravada na carne a razão da minha admiração e gratidão. Meu corpo é meu mural, minhas tatuagens meus avisos e homenagens e eu quem decido o que devo fazer ou não."
Ó MORTE QUE ME COBIÇAS
Ó morte que me cobiças
Ó corpo, a mente
Que deixas que o meu ser
Seja um ser inútil, uma inutilidade
Rastejante nesta terra de pó
Que um dia me há-de cobrir o corpo
Pois a minha alma já tem amo
Meu senhor, meu Deus
Ó morte não tenhas pressa
Que eu também não tenho
Ó morte que me cobiças o corpo
Que me desejas a carne
Desta terra que me cobre os ossos
Nesta saudade que fica com os vivos
Que tantas vezes fica a nostalgia
Em tantos momentos vividos
Ó morte dá-me mais tempo
Que eu ainda não fiz tudo que mais
Queria ou desejava nesta vida.
Quando ela fala
Meu corpo se balança
Até o ouvido dança
Arrepia por inteiro
Pois o tempero
Causador do piripaque
Desse seu belo sotaque
É o bão jeitin mineiro
Dias de frio, seu corpo pra me aquecer
Fogo misterioso, chamas ardentes
Nossas almas a se envolver.
Toque leve como flocos de neve
Mas tão quente quanto lavas de um vulcão
Sentidos aguçados, sentimentos a flor da pele
Coração em erupção.
corpo descartável
mente vazia
apego carnal
caraminholas na cabeça
nada
e tudo
dois extremos
onde está o equilíbrio?
Ah, esse silêncio gritando em meus ouvidos, clamando pra eu me mexer...
E esse corpo dormente, doente, carente, querendo te ver...
Ah, tempo, negocia comigo, vai!?
"Está lá um corpo estendido no chão!".
Quem sou? Quem somos nós?
Oque sou? E pra que sou?
Vi certa vez um homem caído na vala, chovia muito, ele sangrava.
Ao passar de carro olhei e vi pessoas olhando, sem saber oque fazer. Era tão somente um corpo ferido, onde depois de lhe sugar o espírito, chamam apenas de cadáver. E de novo, oque e quem somos nós?
Acredito que apenas e tão somente um bichinho da seda tecendo nossos fios, que ao se romper, seremos apenas algo que frutificou mas que morreu, onde muitos nem sabem porque, ou pra que viveu!
