Corpo
''Teu sono''
''Me perco em teus segredos
deslizando meus olhos em teu corpo,
meus lábios suspiram entreabertos
observando o teu sono.
Cada curva que acentua,
tua feminina beleza
me faz ir além da admiração,
deslizando por todo teu corpo
minha desejosa mão
Sua respiração suave,
sua pele macia,
teu corpo diante meus olhos
apresenta uma beleza que fascina.
Quieto, sem me perder em desejo
observo teu sono,
com um breve sorriso
aquele que carrego sempre
por estar contigo''
Meu coração veio ao mundo,
Primeiro que meu corpo,
Que nasceu logo em seguida
Que para o céu, olhando
Descobri a minha sina
Que pra lá,
Chegar um dia
Terei de viver a poesia da vida
Ausência de corpo presente
Indiferentes, dançavam a pavana,
Enquanto o tempo dócil se evadia,
Sufocados na fumaça de havana,
Na corrente que a vida esvazia.
O grupo, que a angústia despistava,
Exangue e desprovido de ideal,
De Moscou, Pequim ou Bratislava,
Vivia o seu próprio funeral.
No quarto de estátuas, salpicado
De tédio agudo, expressão final,
Estavam lá, sem nunca ter estado,
Reféns de uma coluna social.
O denso vazio da conversa
Estampa o ócio na fisionomia.
A sarabanda que atrai, perversa,
Nos cérebros sem uso, a apatia.
Esperanças, na entrada abandonadas,
Procuram a lembrança passageira
Das ilusões sempre acalentadas
No vácuo da mente hospedeira.
Ganhar batalhas sem ganhar a guerra,
Tragados por insossa calmaria.
E descobrir que entre o céu e a terra,
Há mais que uma vã filosofia.
Não há revolta nem ressentimento,
Nessa desordem quase vegetal,
Mutismo sela o arrependimento
No leito de Procusto sideral.
A densa bruma altera o semblante.
Escravo é da verdade o corifeu.
A voz do coro congela o instante:
Baldada a morte pra quem não nasceu.
Prisões cósmicas são o cruel destino
De ilusões no limbo da razão
Fica a procura: mero desatino.
Da finitude, singular refrão.
Resume-se, ó mundo putrefato
Do anódino, do vil, do rotineiro,
Na ignorância deste simples fato:
Entrega vale, se for por inteiro.
O bom mesmo é quando a gente escancara a alma e deixa o corpo fazer da coreografia da vida um espetáculo experimental.
"Saiba valorizar quando encontrar um cara que te ame independente do corpo que você tem, independente se você malha e tem um corpo escultural ou é mais gordinha. É claro que a beleza atrai, mas o conteúdo convence."
O corpo precisa de descanso. A cabeça precisa de tranquilidade. O coração de amor. O ego de humildade. Para o dia, alegria. Pra dar certo, harmonia. Nossa alma precisa de fé. Para os desafios, permaneça de pé. Pro amanhã, esperança. Para o ódio, perdoar como criança. Para os males, cantar. Pra quem soma, ficar. Pra quem machuca, adeus. E nós, por inteiros, precisamos somente de Deus. Ele é Tudo: O Caminho, a verdade, a VIDA!
PARAÍSO
Percorri teu corpo.
Com o rosto colocado sob
a espuma desses teus cabelos,
pela testa desci, linda e alta,
coloquei meus lábios nesse
narizinho arrebitado,
Perdi-me nessa boca doce
e carnuda,
resvalei suave, neste queixo,
desci por seu pescoço
a volta dei em seus seios,
escalei-os, no cume beijos muitos,
deixei como presença.
Veio após, o ventre, e cheguei
ao início de duas coxas roliças
lindas, entre elas o paraíso.
Com os lábios desci até os pés,
charmosos, elegantes.
Então, iniciei o caminho de volta,
parando sob estes lábios quentes,
sedutores, e enquanto os beijava
loucamente, adentrava aos poucos
o Paraíso.
(Roldão Aires)
GOMAS DA PAIXÃO
Aroma de corpo
corpo sob toalha
toalhas em gotas d'água
água em fina camada.
Camadas de desejos
desejos trepidos de volúpias
volúpias movidas a beijos
beijos em marcha a galopar.
Galopar na paixão
paixão de brasas e labaredas
labaredas atiçando fogo
fogo que a ti segreda.
Segreda em seu casulo
casulo que lhe dão gomas
gomas de vontades pesponta
pesponta e aponta o aroma.
Antonio Montes
A desgraça dessa geração é o CORPO malhado e bonito, e a alma mais feia que bater na mãe por causa de mistura.
É ridículo certas pessoas que possuem apenas beleza exterior e o interior é mais podre que as vísceras de Hitler!
Na areia
Me perco em teus cabelos ainda do mar
molhados.
Tenho-te em meus braços, corpo úmido,
seios que em mim ficam colados.
Tua boca beijo, e em teu corpo deslizando
as mãos a ele aliso e afago, beijo-o por inteiro.
Sobre a areia com carinho te deitando,teus lábios sinto,
e entre sussurros e desejos, ao amor nos entregamos
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Buscando Equilíbrio
É necessário sempre buscar o seu equilíbrio,
Assim o corpo e a alma sentirá um grande alivio.
Não dependa de substância, nem muito menos de alguém,
Seja independente, não se torne um refém!
Busque sempre o amor e seja sempre positivo,
O pensamento é a força criadora, não dê força ao inimigo
Mantenha-se sempre firme e siga seu coração
Mantenha-se equilibrado e resista a tentação!
Seu corpo
Era poesia nos movimentos d'alma
Num palco
Onde a vida musicava-lhe um som suave
De esperança!
A jovialidade de um corpo sarado não suplanta uma mente sagaz e a lingua intrépida ávida por prazeres
Sinta!
viva a emoção latente que percorre o corpo,
estremece a alma e pertuba a mente.
Minhas mãos escrevem poesias em teu corpo e
suavemente traçam caminhos, descobrem prazeres,
a pele fala, sente, suspira, se contorce
e minhas digitais ficarão tatuadas em ti.
Sussurro em teu ouvido palavras de desejos e
nossos sentidos mudam..
Corpos se unem feito imãs, o que eram dois, se torna um.
E em desejo e prazer, ficam unidos
até o suspirar explosivo
da própria existência.
Vc me faz sair do corpo, Ir até vc Muitas vezes.
No mesmo dia, Fico atordoado.
Quando volto em si, E vc não esta aqui!!!
