Corpo
A dança cura porque devolve o corpo à alma:dançar é alinhar o coração ao pulso invisível do universo.
As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.
As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.
E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.
Eu espero em Deus!
Se há uma lei que não precisa de corpo delito e provas para desmascará os criminosos... É a justiça de Divina!
Quando a alma fica leve e o espaço some, tudo o que resta é um corpo se movendo através do espaço e do tempo — onde tudo cabe em um sonho, como um eco que dança no vazio para lembrar ao universo que a ausência também é uma forma de presença.
Reno Fioraso
O RITMO QUE FICOU
“Às vezes, meu corpo encontra uma saída antes que eu consiga pensar. Então reconheço Peter no ritmo que ficou em mim.
Não luto para devolver ao mundo a dor que recebi.
Luto para que alguém, diante de mim, ainda encontre um caminho de volta.”
— Taléu
Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
DISTONIA E O AMOR
A distonia limitou o meu corpo
Porém, não limitou o meu amor
Que continua crescendo
Mesmo com tanta dor
O HOMEM É INVISÍVEL COM OS OLHOS DO CORPO! E NUNCA VERÁ DEUS COM OS OLHOS DO CORPO!
O Homem, como o Sujeito componente do Organismo Humano com função de gerir o seu Corpo e a sua Mente e a sua Consciência com base na sua faculdade de Sentir e Conhecer e Agir, só pode sentir-se e perceber-se dentro do Organismo em que se encontra, não pode ver-se a si mesmo com os olhos do Corpo do seu Organismo nem pode ver o outro Homem com os olhos do Corpo do seu Organismo.
O que um Homem vê com os olhos do seu Corpo não é a si mesmo nem é o outro Homem, mas o seu Corpo e o Corpo do outro Homem!
Não é possível um Homem ver-se a si mesmo e ao outro Homem com os olhos do seu Corpo!
Se o próprio Homem não pode ver-se nem ver o outro Homem com os olhos do seu Corpo, então, o Homem nunca verá Deus com os olhos do seu Corpo!
Despir o corpo é fácil; difícil é encontrar alguém disposto a despir a minha alma.
Priscila de Araújo
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
JEJUM: CORPO, ALMA E MENTE
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
Jejum não é só deixar
O alimento sobre a mesa,
É calar desejos vãos
E mergulhar na certeza
De que a força vem do Alto,
Quando a fé vence a fraqueza.
É renunciar por um tempo
Aos prazeres da matéria,
É buscar dentro do peito
Uma esperança mais séria,
É transformar o sacrifício
Numa oração sincera.
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
O corpo sente a privação,
A carne pede e reclama,
Mas quem jejua aprende a ouvir
O que o silêncio proclama;
Pois quando a fome se apresenta,
A fé acende outra chama.
Não é castigo ao próprio corpo,
Nem vaidade espiritual,
É exercício de domínio
Sobre o impulso natural;
É mostrar que a nossa vontade
Pode vencer o desejo carnal.
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
Jejuar também é silêncio,
É humildade e oração,
É reconhecer nossas falhas
Diante da imensidão;
É dobrar os próprios joelhos
E abrir o coração.
É súplica por direção
Quando a estrada fica escura,
É pedir sabedoria
Para enfrentar a travessia dura;
É procurar na voz divina
A resposta que perdura.
É arrependimento sincero,
É reconhecer o erro cometido,
É abandonar velhos caminhos
Que deixaram o coração ferido;
É pedir forças para mudar
E recomeçar renovado e decidido.
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
Há um sacrifício físico
Quando o corpo é contrariado,
Mas existe um outro maior:
Vencer o eu acomodado;
Pois muitas vezes o inimigo
Mora dentro do próprio lado.
É superar a própria fraqueza,
É cultivar perseverança,
É transformar cada renúncia
Em resistência e esperança;
Quem suporta a caminhada
Fortalece sua confiança.
E quando a emoção apertar,
Quando a tristeza chegar,
Que o jejum seja uma ponte
Para a alma se reencontrar;
Pois há dores que só o silêncio
Consegue ajudar a curar.
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
Jejum verdadeiro não busca
A plateia para admirar,
Nem procura reconhecimento
De quem possa observar;
Quem jejua diante de Deus
Não precisa anunciar.
Não é contar quantas horas
Conseguiu permanecer,
Nem transformar a renúncia
Em motivo para se engrandecer;
É diminuir o próprio ego
Para a humildade crescer.
Porque o jejum sem amor
Pode ser apenas aparência;
Sem misericórdia e justiça,
Perde a sua essência.
De nada vale fechar a boca
Se o coração mantém violência.
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
Jejuar é dizer à carne:
“Nem todo querer é poder.”
É colocar freio nos impulsos,
É aprender a escolher;
É descobrir que a vontade
Também precisa obedecer.
É controlar a língua,
É vigiar o pensamento,
É dominar a ira e o orgulho,
É transformar ressentimento;
Pois o verdadeiro jejum
Também purifica o sentimento.
Se a boca deixa de comer,
Mas o coração não se transforma,
Se a mão permanece fechada
E a injustiça se conforma,
O jejum perde sua força
E a aparência vira norma.
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
Que a fome seja lembrança
De quem vive em necessidade,
Que a renúncia desperte
Mais amor e fraternidade;
Que o sacrifício gere frutos
De justiça e caridade.
Que o corpo seja disciplinado,
Que a mente encontre clareza,
Que a alma encontre descanso,
Que a fé vença a incerteza;
E que o homem compreenda
Que é pequeno diante da grandeza.
Jejuar é uma travessia
Entre a fraqueza e a vitória,
É escrever dentro do peito
Uma nova e humilde história;
É trocar o orgulho humano
Pela esperança da glória.
E quando terminar o jejum
E a mesa novamente se abrir,
Que não volte o mesmo homem
Que decidiu ali resistir;
Que a verdadeira mudança
Continue depois de se nutrir.
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
Pois o jejum que transforma
Não termina ao se alimentar;
Ele deixa dentro da alma
Uma maneira nova de olhar.
Quem renuncia por propósito
Aprende também a agradecer.
Corpo, alma e mente unidos,
Na busca pela direção,
Entre súplica e silêncio,
Entre fé e reflexão;
O verdadeiro jejum começa
Quando muda o coração.
Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.
CENTELHAS DE AMOR!
Quanto tempo sem o seu perfume ,sem o seu calor ,longe do seu amor.Seu corpo ao vento ,cabelos soltos à luz do luar. E tão longe de você, vendo fotos tão perto , tão presente nas memórias, que acendem como brasas vivas...passado e presente indo e vindo tão constante . Será que ainda pensa em mim como eu penso em você? Sentimento atravessando saudade, no silêncio da noite solitária, onde nos sonhos , beijos em lágrimas desse amor que acende centelhas no meu coração!
JOÃO BATISTA BARBOSA.
Antes de cuidar do Corpo, cuide da sua Mente, de que vale um belo Corpo, com uma Mente poluída de ideias e preconceitos ruins.
Chorei encolhida abraçando as pernas,baixinho e escondida.Chorei por quase duas horas,de corpo e alma,com toda a essência do meu ser.Acho que vou dormir agora,pois me sinto exausta e também preciso de tempo para me recuperar.Aí,só aí vou ser capaz de colocar de novo minha máscara e sorrir para as pessoas,faze-las acreditar que sou feliz.
Ele beijava minha boca, meu corpo e entardecia lá fora. O sol beijava o mar, eu não conseguia tirar minhas mãos dele e pensei em como não havia outro lugar no mundo onde eu quisesse estar. Naquele momento não havia concursos, processos urgentes, telefones tocando, dramas familiares ou ansiedade. Só havia nós. O mundo todas desaparecia enquanto eu o abraçava e eu pensava que não queria soltá-lo nunca mais.
💕✨️"...na suavidade da sua pele fui deslizando vagarosamente seu corpo...e naquele momento pude perceber que era um anjo em forma de mulher...a cada toque...caricias e beijos...era o céu à me chamar...vêm...nas nuvens vão morar...e tendo as estrelas como testemunhas...no céu...eternamente vão se amar."✨️💕
Para mim, a morte encerra o corpo, mas não nos liberta imediatamente de nós mesmos. Tudo aquilo que cultivamos de pior nos corrói por dentro e, seja lá o que for o inferno, talvez seja algo parecido com isso: uma prisão na própria consciência.
