Cores
Flores no campo, cores a brilhar,
Cada pétala é um sonho a flutuar.
O vento acaricia, suave e sutil,
Despertando em nós o desejo febril.
Sussurros da Tarde
Na luz suave da tarde que se despede,
Cores dançam nas folhas, um doce enredo.
O vento traz memórias, risos e canções,
E o coração se enche de suaves emoções.
As sombras se alongam, como abraços perdidos,
Em cada canto do mundo, sonhos esquecidos.
A vida é um poema que se escreve ao luar,
Com versos de amor que nunca vão cessar.
O ABISMO ME OLHOU DE VOLTA
As sombras começaram a devorar tudo ao redor, e as cores se perderam tão rápido que mal pude perceber. O chão sumiu aos meus pés, mas continuei parado, olhando para baixo, como se algo lá embaixo estivesse me chamando pelo nome. O ar ficou mais denso, quase sólido, como se cada inspiração fosse um esforço. O silêncio fazia barulho demais, e por dentro de mim um medo antigo se contorcia, tentando me convencer a recuar.
O abismo respirava comigo. Era mais do que um vazio; era um espelho distorcido, mostrando todas as partes minhas que eu sempre tentei esconder. Os olhos dele me fitavam com paciência cruel, como quem espera que eu desista. E, quanto mais eu olhava, mais ele se tornava familiar, como se uma parte de mim já estivesse caída lá dentro e agora me convidasse a completar o salto. Havia uma vertigem que não vinha do corpo, mas da alma.
Eu entrei. Não havia outra escolha além de atravessá-lo. Cada passo doía, mas me fazia entender que o abismo não queria me engolir — queria me devolver. Quanto mais eu caminhava por dentro dele, mais as paredes dele perdiam força, e eu descobria que era eu quem as sustentava. No centro dele, finalmente percebi: ele não era infinito, eu é que não ousava ir até o fim. Quando alcancei o outro lado, minhas pernas tremiam, mas eu respirava leve como quem volta do fundo do mar.
Então ergui os olhos. Do outro lado, à distância, já me esperava um novo abismo, diferente, mais profundo. E por um segundo, antes de seguir, eu sorri: a travessia nunca acaba — e isso não é um castigo. É a prova de que ainda estou vivo.
PORQUÊ
Te pintei numa tela errada...
Usei cores trocadas ou cores do nada...
Se perdia toda a beleza duma caminhada...
O brilho,carinho e amor...
Jogados numa canção de nada...
Sombras da vida de conversa inacabada...
Sorrisos forçados com janela fechada...
Sentimentos vazios sem lágrima chorada...
Olhares distantes duma alma perdida...
De tanto querer ,escolheu o nada...
De vóz vazia ,era feliz...
Calada uma aprendiz...
Sorriso meigo de criança...
Em cada gesto uma lembrança...
Ficou na tela a vida que escolheu...
Que a tornou feliz...
Vivendo um mundo que criou...
O tal mundo que é o seu...
Safira
Lua, como ela voa,
Sempre delicada, a noite
É toda sua, toda tua.
Ela, com cores de seu cabelo.
Na rua, a lua nua,
Como colírio para os seus olhos lindos.
Tanta beleza, a natureza
Refletindo nos seus olhos, rindo.
Tanta beleza, indiscreta,
Inquieta de tanto beijar,
Se desmontou de tanto imaginar o nosso amor.
Hoje a lua, ela canoa,
Inesperada de tanto desejo.
E no seu beijo, safira, eu te digo:
De tanto que eu penso em ti,
Plena, Taíssa, como é a vida
De tantos cantos roucos
E de beijos loucos,
Se tanta falta me faz.
Safira
Safira
Safira...
Eu me via como uma flor cinza, uma flor doente de cores, que sonhava com um jardim. Certo dia apreciei o pôr do sol e pude observar sua cores, e o leve calor que pairava na atmosfera. Era meu ser convalescença. Observei um quadro florido e este mesmo quadro me observou, com quem tentasse me transmitir suas cores. E eu as senti. Era meu ser convalescença. E às cores foram surgindo e cada vez mais sentia suas nuances. Olhei para o sol do meio dia e senti o ser calor. Ao passar do dia, olhei para a lua que especialmente estava cheia, e senti beleza. Meu ser convalescia é o mundo se enchia de signifiacdo. Olhei para mim, para o meu corpo, e o vi como um instrumento. E a vida se transformou em música. Era um renascimento. Nesse momento Deus me olhou. E senti a vibração. Era o milagre, que pedi em um sussurro. Tenho agora uma vida que já não é mais cinza. E senti a natureza em toda a sua diversidade. Tudo o que estava oculto se apresentava lentamente a mim. E em vida, eu nasci de novo.
O sol,
a lua,
O negro.
A branca e o pardo.
Nesse mundo de cores não me encontro.
Identifico-me preto, sou pardo, identifico-me pardo, logo sou branco.
Hoje me dizem quem eu sou, amanha iram dizer quem eu era.
Perguntaram o por que e direi já era.
Já era hora de acordar e me enxergar nu, sozinho, mas nunca vazio, pois em mim nasce de uma fonte a enxurrada de esperanças.
Aonde o daltonismo seja tão forte que enxergamos as almas antes de nos diferir apenas pela cor e o preço que querem dar por ela.
Que teu coração seja como uma primavera eterna, cheio de cores vibrantes, perfumes suaves e alegria contagiante.
Que ele floresça com esperança, renovação e amor, sempre pronto para florescer e espalhar beleza por onde passar.
Amo a arte e tudo aquilo que de algum modo, pinta com mais cores e vivacidade os tons da minha vida.
Pretérito do passado
Paixão!
Cores quentes...
(Que sonoridade).
Não! Não...
Por que roubaste
O meu ser oculto?
Miserável!
Deixo-me no nada.
Arrancou-me, mutilou-me
Deixando-me no além.
Ingrata,
Seus rastros
Voltaram
Para tentar roubar
Este lugar vazio
Que você me deixou
-pretérito, quero distância
De ti.
Ahhh... Que momento psicodélico...
Voando, sonhando...
Tudo é flores...
Tudo é cores...
Que sensação boa
Meu corpo está relaxado.
Minha respiração calma
Isso afeta toda alma.
Melhor que o amor.
Melhor que a paixão.
Melhor que um beijo
Viver nessa alucinação.
Amar é ver as cores do arco-íris mesmo quando o sol não brilha sobre gotas de chuva.
Amar é sentir borboletas no estômago.
Amar é quando seu pior momento sobreleva-se aos seus momentos ruins.
Amar é enaltecer a alma. É sentir o coração eufórico.
Amar é a condição de encontrar-te satisfeito fisicamente e mentalmente, é sentir-se seguro e confortável... É aquela sensação de bem-estar.
Em suma, se amar virou "coisa" de gente corajosa, então as pessoas têm medo de serem felizes, pois amar é sentir a felicidade subitamente.
ENTRE AS CORES DO ARCO ÍRIS A VIDA SEGUE
Autora: Profª Lourdes Duarte
Sigo o destino na estrada da existência
Como se houvesse um arco íris ligando,
Sonhos e realidade, ora bela ora singela
Por esta ponte circular a vida passa
Com marcas que nem o tempo apaga.
Na estrada mística ou real, as vezes sinto
Toda dor do sofrimento no peito apertar
Sigo em frente na esperança de dias melhores
Que os dias chuvosos vão embora,
E o arco ires ressurja e o sol volte a brilhar.
A cada amanhecer um novo dia ressurge
Trazendo um arco íris da esperança
Com cores exuberantes e singelas
Na certeza de que as tempestades passam
E sem elas, não haveria bonança.
Entre as cores do arco íris a vida segue
Com raios e trovões ou sol a pino
A vida segue a cada passo lentamente ou veloz
Lutando, acreditando e com esperança
Que nuvens pesadas passem
E minha alma volte a brilhar.
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Se na vida não houvesse esses momentos maus, como saberíamos reconhecer os bons?
O arco ires de cada ser humano só apaga, se ele perder a esperança. Não desanime diante das dificuldades e sofrimentos, acredite, tenha esperança e quando superar mais uma dificuldade, desfrute da vitória porque Deus está sempre contigo.
O ENTARDECER DE BELAS CORES
Autora: Profª Lourdes Duarte
A cada fim de tarde o céu ganha novo tom
Brilha o entardecer de belas cores
Mistura de cores, mistura de pensamentos
Tarde marítima, dunas finíssimas ou verdes campos.
O entardecer de belas cores tem seus mistérios
No cerrado, a tarde cai,
Sombreando a vegetação rasteira
Nos montes as eminências se azulam
Anunciando a noite que logo chega.
E mesmo quando no entardecer a chuva cai
podemos ver que ainda ali há cores e beleza
Nas gotas de chuva que cai sobre a terra
O brilho que cintila mostra sua beleza.
Entre todos, um astro se delineia com clareza
O sol que brilha empalidecendo no horizonte
Buscando descanso depois de um dia reluzente
Que ele descanse mas que aqueça seu coração,
Aonde quer que se esconda.
Ao entardecer meus pensamentos vagueiam
Ouvindo a melodia dos pássaros a revoar
Impossível não lembrar de você,
E dos momentos que juntos vivemos
Num temporal de amor, eu e você
Autorretrato
a vida presenteou-lhe com mimos e harmonia de cores
o mundo que nasceu sobrevivia do silêncio da oração
o silêncio da emoção que bastava... e sem dores
cada pétala de cada flor pulsava-lhe o coração
no mundo que nasceu, ornado de ipês... um encanto!
encanto do poema que não sobreviveu ao escutar
a magia da poesia não revelada... nem sob o olhar
nem pelo sentimento mais nobre e sacrossanto
ela sentia um mundo onde o pulsar do coração
era muito mais que bater... era cadência,
mas ausência do ritmo da poesia sonhada
a fragrância dos ipês não bastava... silêncio
a vida presenteou-lhe com inspiração... calada
como solidão de poeta genuflexo em oração
a carência dos versos enfim brotou-lhe um dia
e com o regozijo da autonomia o parto da poesia.
(Bia Pardini)
Leve contigo as tuas flores,as tuas luzes movimentos e cores... As tuas cenas,as tuas loucuras... vendavais. Leve contigo a tua sorte,os teus pequenos cortes,os teus surtos irreais... - Já aprendi a ser forte. Não vou olhar para trás. Onde estão os nossos amigos que já não nos conhecem mais? Leve contigo os teus momentos insanos de perigo. Leve contigo este momento triste e tudo mais que existe. - Agora tanto faz! Leve o teu sorriso e tudo mais que for preciso... Deixe-me em paz! Leve contigo as tuas fantasias...a tua boca amarga e fria que já não me beija mais. Leve contigo as tuas melancolias,as tuas alegrias E o que poderia ser o mais Belo amor. .. Leve contigo as nossas noites de orgia,os nossos sonhos,as nossas poesias E tudo o que lhe causa horror. Leve contigo as nossas lembranças,as nossas esperanças, nossos planos bobos de criança,a tua infinita dor. Leve o teu sorriso e tudo mais que for preciso...- Não quero o teu favor. Leve contigo os meus passos,os meus compassos e descompassos os meus abraços,os meus pedaços... Leve contigo a nossa longa e fria rotina e embale junto com os teus pequenos sonhos de menina por essa estranha estrada que já não nos leva a nada ... Pois se você quer ir embora - essa é a hora! Vá ! Más vá agora! E leve tudo! Não vou esperar lá fora. Não vou olhar para trás. E nem dizer até mais - Vou ficar parado e mudo. Leve os teus retratos e perfumes,os teus malditos ataques de ciúmes,o que antes era belo e que agora é somente medo e ilusão. Leve também contigo o teu sorriso e tudo mais que for preciso. - Só devolva o meu coração!...
"O amor
Navego em alto mar; com a brisa suave a me tocar, o encanto das cores, das flores e do céu em contraste com o lindo azul do mar, e eu e você juntos a brindar ao verdadeiro amor.".
Cores extravagantes.
Bebidas borbulhantes.
Um shopping bem movimentado.
Uma vibe nostálgica.
Discos de vinil fofinhos.
Pétalas de sakura voando.
Um amor jovem.
O Festival de Daruma.
Sentimos revelados.
Inspirado em "Palavras que Borbulham como Refrigerante".
"Meu mundo
Mundo de encantos, de cores, de brilho, de sonhos, de fantasia, de pura magia, com riqueza de quadros feitos especialmente para nós e com uma pitada sublime de amor.".
