Coração Mão
Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça. Um brilho no olhar, uma caneta na mesa, traçando o papel, criando...
Já tentou explicar para si mesmo, como é ter o universo na sua mão e não conseguir simplesmente segura-lo?
"ISTO É AMOR!"
"Venha comigo, querida...
Segure a minha mão...
Vamos embarcar juntos
Deixemo-nos levar pela paixão
Entregue-me os seu medos
Eu os mandarei para bem longe daqui
Viajaremos, léguas e léguas, até a ilha do amor
Onde o cenário será perfeito pra nós dois
Os ares acompanharão a sintonia das nossas almas
E, ao cair da noite, a lua e o mar vão nos apadrinhar
Cantarão notas graves e agudas, a nos observar
Contemplaremos esse sentimento singular
Banhado pelos mais ternos e intensos quereres
Ah, e só em pensar...
Já me sinto iniciando o nosso traslado
Já passeio pela areia fina, trazendo você nos meus braços
Desenhando cada traço do seu rosto
Sentindo como meu, cada pedacinho do que é seu
Venha comigo, querida...
Segure a minha mão...
Não tenha medo...
Isto é AMOR!".
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O que fazer quando os olhos não se encontram mais, as mão cada vez mais distantes os corações mais pesados?
O que fazer com tanta gente perdida, tanta gente vazia?
Não quero mais ouvir um _Oi, como vai? Se não for de alguém que realmente se preocupa comigo.
Quero receber ligação de um amigo distante que lembrou de mim quando ouviu uma música ou quando comeu um doce.
Não quero me sentir sozinha em uma reunião de pessoas.
Quero conhecer meus vizinhos e conhecer meu porteiro, e os filhos dos meus amigos do trabalho.
Quero me preocupar verdadeiramente, quero ter mais tempo disponível para ligar para meus amigos, pra passear com meu filho e andar de bicicleta.
Cansei de conhecer gente fria, que são muito bons em achar palavras, mas não sabem expressar amor.
O amor atencioso, companheiro, o amor que aceita, que constrói, que trás a paz, e que a gente nem sabe mais.
Quando se ama a gente entende o que passa por dentro do outro, pois a partir do amor, todas aquelas coisas passam a acontecer dentro de nós.
É tão difícil suportar o que sinto, é como se a tua ausência fosse uma mão de ferro a me estrangular. É como se estivesse faltando um pedaço de mim! Por favor, devolva-me o ar!
Na contra mão de 'n' futuros
hoje o céu revelou cores inimagináveis,
a brincadeira das crianças pareceu menos boba (até envolveu-me)
e o amor fujão e machucado (não covarde!) voltou destemido num cavalo de antigamente.
PALMA DA MÃO
Eu não conheço a palma da minha mão.
Entre tantos cruzados de linhas,
E mais de um veio principal
Onde descambam as águas dos meus dias.
Não tenho noção do que seja a palma da minha mão,
Reconheço, e já é volumoso
As coisas que toco, a embaralhar meu destino.
Reconheço, quando a espalmo frente aos olhos,
Alguns poros suados, o anel centenário,
A cor, que coincide com a cor do meu corpo inteiro.
Na aventura a que me lancei,
Em me procurar e me achar,
Em algumas partes de mim deu pra ver
Outras nem que eu virasse o mundo o contrário
Daria para medir, saber, esboçar.
Alguém, como eu, desconhece, numa vista frontal
O seu crânio, seu cabelo, tal como tal, são?
Ou conhece seus buracos
Que só na cabeça contam-se sete,
Afora os outros por onde se mete
Nosso temor, dizer explorar.
E os seus encontros de mãos e pernas,
Como uma árvore, quem conhece?
O por trás todo, ninguém sabe o que é.
Sabemos dos outros, também minúcias,
Nada de definido se sabe
O que conhecemos de nós mesmos
Também os ouros conhecem,
E somos mais conhecidos por eles,
Do que por nós, da mesma forma inversa.
Se por fora de nós pouco sabemos,
Imagine um devaneio por dentro.
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naeno*comreservas
Eu preciso de você, da sua mão segurando a minha, de você dizendo que vai cuidar de mim e que não vai deixar que ninguém me machuque, das suas brincadeiras bobas, das suas maluquices, dos seus conselhos e de seus carinhos, eu preciso de você me abraçando e dizendo que nunca vai me abandonar.
TEMPO DE PAZ
É necessário lembrar-se de tudo
A todo tempo tudo seja lembrado,
O levante das mãos, o último abraço,
O primeiro sorriso aberto no mundo.
É preciso de nada se esquecer,
Da casa fechada quando é pra sair,
Das portas abertas quando é para entrar,
Da rosa pesada que entortou o galho,
Olhar se o esteio não a deixou cair.
É imperioso a todo o momento estar atento
Não só aos perigos que vazam dos jornais,
Não às reticências que alguém tem
À tua pessoa e a outras,
Não aos espinhos que protegem flores,
È estar atento ao amor deserto,
O que necessitas, a lágrima certa,
Aos necessitados também do teu amor,
Do amor que ferve, e do que se aquieta,
No fundo acomodado. Os necessitados,
Os fugitivos de seus amores,
Perseguidos ainda, e ainda sentem dores,
Dos malefícios de outrem
O infortúnio da diferença,
Que há olhos que vêem.
É preciso estar atendo aos teus,
Que ele não se tornem olhos de cachorros,
Que vêem preto e branco apenas,
Não previram uma aquarela,
Se sim, assim, eram mais singelos.
È necessário estar atento ao tempo,
Que pra tudo há tempo, amor e lugar,
Pra se fazer o bem, descomprometido e franco,
É preciso andar a uma distância dos barrancos,
Reparar nos flancos, se já é tempo já,
De repor o mundo, a dor, de procriar,
De estreitar-se a cama com um só cobertor,
Esses cuidados todos que Deus nos delegou.
Se fores estéril, que não seja de amor,
Pois não fará falta um filho, do que muito restou,
Poderão ser teus outros estéreis de pais,
É preciso estar atento, no tempo de paz
Chamaram-me covarde, por amar quem não podía!
Covardía é: Porem-te uma arma na mão, mandarem-te para uma guerra que não é tua, mandarem-te matar quem não conheces, quem nunca te fez qualquer mal, teres de matar para não morrer. É: Teres de cortar o pescoço de alguém, veres os olhos arregalados desse alguém, olhar para ti, porque não conseguirá jamais falar, tentando segurar a vida que se lhe escapa por entre os dedos e perceberes o que lhe vai na alma: "que mal te fiz para merecer que me matasses?"
FLORES
Uma flor na sua cor possível
Abre a mão e colhe o sol
E aí se vê nascida
E sua cor. É amarela.
E suas pétalas são longas
E seu galho é marrom,
E o seu perfume desejável.
Uma flor de cor impossível
Combina matizes
Lançando umas sobre as outras
E fica o sol a insistir
Amarelo.
E suas pétalas são longas
E seu galho verde jurema
E o seu perfume é perceptível.
Uma flor que se arranca
Para limpar o lugar das outras
Abre-se e o sol a acolhe
E dá-lhe um amor voluntário
E a leva num relicário
Para enfeitar seu plantio
E muitas delas planta.
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