Contos sobre a Fome
E eles passaram a noite em claro,trocando mensagens,rindo de coisas bobas,sentindo borboletas no estômago ao se falarem, se amando como se ninguém soubesse o que é amar, planejando uma vida juntos . E quando amanheceu eram como estranhos seguindo caminhos diferentes,dois inimigos mortais. Os planos foram esquecidos,e o amor jamais existiu.
Nessa madrugada parei no tempo, pensando em nos dois, o quanto é bom sentir teu calor ofegante, e os batimentos acelaredos do teu coração através dos toques das minhas mãos, no ar pairava um cheiro bom e especial que saiam de nossos poros como se enlaçasse nos dois juntos naquele momento formando um preso no outro como uma raiz, o tempo jamais ousava passar, apenas nossos olhares que se atraiam a se cruzar quase que instantaneamente, evitando assim que ousássemos falar, citar, apenas nos tocar, nos beijar, nos acariciar, esse encanto não teve termino, apenas um inicio, este que prolongou muito, te vendo debruçada ao meu lado te peguei num momento de relaxamento, totalmente adormecida, passei as mãos no teu cabelo longo descendo pelas costas, agarrei a tua cintura, fui a pé do teu ouvido, e falei baixinho, você o grande amor da minha vida!
Passando na rua, em Jardim qualquer, havia uma roseira, nessa roseira havia uma única rosa, como se estivesse a espera de pessoa apaixonada, que a entregasse para um grande amor. Ainda me pergunto, será que o dono a deixou de propósito? Foi uma forma de retribuir ao universo que lhe dera uma rosa assim no passado? Talvez nunca possamos saber, mas a rosa permanece ali, esperando algum futuro
As cores do céu estavam mudando conforme nós dois íamos nos tocando. Ele me levou no colo e me deitou com cuidado em cima dos lençóis. Eu o olhava e não acreditava que tudo aquilo tava acontecendo de verdade, tocava seus cabelos enquanto ele beijava meu pescoço... E ali nós passamos a noite toda. Era como se nada mais existisse, éramos só eu e ele – como num sonho. As águas do mar cantavam e dançavam num ritmo perfeito.
"O homem saiu da loja de brinquedos carregando um urso gigante. Não para que pudesse se divertir, ou chamar atenção. Mas para estimular e manter viva a criança que ainda residia em sua alma. E quem sabe assim, pudesse compartilhar essa centelha com os adultos que adormeceram os infantes dentro de si." (Pelúcias para a humanidade - Victor Bhering Drummond)
Se chove, aquelas águas das lembranças duradouras, é uma nova chance para reviver o que passou. Não como um reviver amargo. Lembranças de preciosidade, em que a oferta pode ser maior que a recepção. Liberdade de escolha, não limitada a nenhum padrão estabelecido, simplicidade em optar pelo lado que for.
Muita gente sente saudades de um tempo que demorava mais para passar. Geralmente isso acontece em uma das melhores fases da vida, infância. Lá mora a raiz de nossa memória, as ricas lembranças. Tudo é mais puro, apesar de em nenhum momento de nossa existência existir completa pureza. Mora também, em nossas origens infantis, o começo das grandes realizações.
Não se trata de mais um costume ou ideologia importada lá do norte do mundo como algo perfeito, que não precisa ser revisto. Aqui no Brasil, o sonho de Luther King não será ofuscado pelas neblinas da opressão. Continua vivo, nas consciências e inconsciências, mesmo as que são repletas de medo do amanhã.
Leitura, musicalidade, entrega, reflexões, pensamentos, diálogos saudáveis, amar, ser amado, parar para sentir a água fria de um rio, fazer caminhadas, descansar antes de o corpo começar a gritar por socorro, não guardar mágoas no coração, perdoar quase que de modo divino, buscar o amor ágape. Tudo isso é guardar o coração de qualquer tipo de virtualidades desnecessárias, tempo em que ainda dá tempo de mudar as prioridades nas relações, respirar a beleza da vida.
Com consciência plena de que comida ainda falta em muitas dispensas, sabendo também que não falta solidariedade nas famílias periféricas, vejo, aos montes, gente levando alimentos não perecíveis para as igrejas para que sejam doados para quem não tem. Aos poucos, com muito pouco, uma gotinha em meio ao oceano de dificuldades brota em cada coração. Percebo surgir uma fonte inesgotável de bondade e amor em ajudar o semelhante.
Não nos sobra quase nada quando percebemos nossa vulnerabilidade e fraqueza diante do que antes estava em nossas mãos. Assim é a vida, não temos como saber quanto tempo ainda temos. Mas podemos desenvolver alguma certeza, a de que podemos viver todos os dias como o último e, ao mesmo tempo, o primeiro.
Em qualquer lugar que eu estiver, sentirei vontade de ler um novo livro, contar novas histórias, escrever mais um poema, compor músicas, acreditar que as palavras podem soprar para o mundo novas realidades que nunca fui capaz de criar. O que escrevo pode ajudar as pessoas a ver o mundo com outros olhos.
É na mesa do escritor e também em seu escritório que se pode ver um pouco de sua personalidade. Resquícios de sua história se manifestam através dos livros jogados. Um pouco de café fica ao lado do computador. Algumas fotos para inspirar. Uma música de fundo, para dar gosto ao que se ouve. Qualquer intromissão, ainda que seja a mais sutil, ou mesmo a mais inesperada, a que mais grita na alma, serve apenas para acabar com as ideias ou para ver surgir outras ainda com mais poder.
O silêncio de quem tem muito a dizer me incomoda. Enquanto isso, inverdades acerca do que acontece no Brasil e no mundo são disseminadas às crianças e adolescentes, formando uma geração que poderá ser mais cruel que a atual. Quero lhe chamar para participar, publicar seus pensamentos, músicas ou poesias, crônicas ou artigos formais, vídeos ou manifestações criativas. Não veja simplesmente a realidade passar. Todos nós fazemos parte do que acontece.
Usei drogas
Corri pra me esconder, fui parar debaixo da ponte
suplicando, comida, moradia e conforto
me viciei nas drogas, só pra sair da realidade
usei crack, só pra não ver a vida
sai maluco tentando me encontrar
chorei muito, depois que soube que eu não poderia usar,
supliquei por ajuda, mas a porta fui o que encontrei
a ajuda eu tentei
passei fome, frio, cede. Me deram uma vela
e falaram que eu teria tudo que me falta
não acreditei
não faz sentido
uma vela para sustentar meu vicio? que me mata?
eu ouvi as vozes dizer: "você não presta, seu lixo
imundo! um drogado, viciado, isso não é gente é um monstro!"
e o meu vicio a aumentar!
então não sabendo por onde mais andar eu ascendi a vela e nela
eu pedi. "me de amor próprio, não quero depender de ninguém e de nada
não quero me martirizar por um amor que me jogou no lixo
nem tão pouco ficar preso a um sentimento que não tem sentido"
o amor próprio me dominou e a força de realizar algo que sempre almejei me conquistou, hoje não me deito nas ruas, nem tão pouco uso drogas pra me destruir, irei construir meu castelo, na luta, na batalha e suor.
Desejo amor aqueles que estão nas ruas, chorando por comida; e peço a deus com essa vela iluminar o mundo de tanto ódio. (METAFORA)
Se eu tivesse você como minha namorada, eu escreveria um livro só olhando para você, pois tenho fome não de pão, tenho sede não de vinho,Tenho fome dos seus beijos, sede dos seus lábios, saudades dos seus carinhos. Gostaria tanto de saborear seu amor em uma cama com pétalas de rosas e saciar minha sede em um cálice de ouro, sendo só Eu e Você com apenas uma taça na mão."
Acho que estou ficando doente. Não sinto fome, nem ânimo. Coisas que eu admirava hoje não têm mais cor, tudo parece cinza. Só tenho vontade de ficar deitada no escuro, ouvindo músicas que me ajudam a liberar minha cota diária de lágrimas. Parece ser a única coisa que me tira do silêncio, porque nem as palavras conseguem sair da minha boca. Durante o dia, até consigo rir e me distrair, mas quando a noite se aproxima, a tristeza retorna. Ela insiste em aparecer todas as noites, não me dando trégua. Já não sei o que fazer. Minha mente está sempre pensando, mas nunca encontra uma solução. Algo que possa me curar. Se você souber onde vende um xarope para isso, por favor, me avise, porque estou precisando.
Meu Deus, isso é tão triste fome, miséria, guerras, preconceitos, discriminação isso não é certo, não sou Deus e muito menos um revolucionário, mas se tivesse o poder, transformaria o mundo em um lugar mais justo. Mas como nada é justo e pouco é certo, continuemos a viver nesse mundo injusto.
A fé do sertanejo é infinita. Faz chover, faz chorar, a planta cresce, clima aquece, fome abranda e ele esquece. Sertanejo. De que mais sua fé é capaz, sertanejo? Seguir em frente sem nada na mente, sem comida, sem dente. Ah, sertanejo, queria ter sua fé na vida, carregando pote, buscando comida com o pé rachado, sem nada na mente. De que mais sua fé é capaz, sertanejo? Seguir em frente.
Apesar de ser maioria cristã, a humanidade hoje vive imersa na fome, miséria, analfabetismo, violência, discriminação racial, social, de cor, nacionalista, atrelado ao uso abusivo de substâncias psicoativas, lícitas ou não. Se somos de fato cristãos temos que ouvir o mundo que clama, anseia de forma profunda, ser liberto pelo Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
