Contexto da Poesia Tecendo a Manha
Sóbria, sou prosa,
Embriagada sou poesia
A poesia e que alimenta meus dias de prosa, com ela brinco de faz de conta...
Finjo saber o que não sei
E também desconhecer o que já sei.
Na poesia renovo minha fé
Em tudo que não mais acredito
Mas que um dia acreditei ter existido...
Se eu pensei ter existido, foi porque intensamente as vivi,
Por isso, às vezes me pergunto:
Essas coisas de amor existem?
E se existiram para mim, pode alguém agora as estar vivendo
A alegria e felicidade de um amor supremo.
Por isso fico feliz, e rezo para que não acorde tão rápido,
Deste sono que ainda dormes... deste sonho de ser feliz...
Mas sinto também tristeza
Por ter consciência da cegueira
Que é a realidade de ter os olhos vendados.
HÁ SE EU FOSSE
Há...se eu soubesse usar as palavras
Há ...seu fosse poeta
Lhe faria poesia dia e noite,noite e dia
Há...se eu fosse compositor
A todo instante,mergulharia na tua fragrância e me inspiraria no teu calor , e só lhe faria canção de amor
Há... se eu soubesse usar as palavras
Há... se eu fosse escritor
Faria de você um livro, com letras douradas ,e pra sempre pela minha vida inteira seria decorada
CAVALO E POESIA
A trote no teu
cavalo da fantasia
és livre, como ninguém
Cortas o vento
não és frágil!
e voas nessa viagem
mais longe que o firmamento
No seu dorso sobes
ao cume da felicidade
Por conta desta amizade
até teus olhos sorriem
Eu sei que ainda te lembras
do dia em que o recebeste
e quando o acariciaste
logo balbuciaste:
É meu!
Vai chamar-se “poesia”
Senhora menina e suas cascas.
Que bela jovem era aquela. Tinha nela alguma poesia, uma filosofia qualquer. Não me parecia ter lido, assim tantos livros, mas parecia saber de algo, algo que talvez não tivesse aprendido, algo que talvez tivesse percebido. Ela tinha uma maneira peculiar de olhar, uma maneira peculiar de se movimentar. Seu movimento era em direção ao outro, ela se olhava no espelho do outro constantemente. Mas o que será que havia de irreal no encanto que ela causava? Será que por intuição ela sabia o melhor ângulo para cada espelho? Será que ela se contorcia para ficar na melhor pose? E o pior, sim, eu suspeitava do pior... Todo aquele malabarismo machucava os músculos da senhora. Ela em algum lugar ainda não havia percebido, que naturalmente já era linda. Que não era necessária nenhuma pose extraordinária para enfeitiçar o espelho. Não, não aquela menina. Ela era magia nas lentes fotográficas, e parecia ainda melhor nas lentes que captam movimento, sim, ela era movimento.
Até que um dia, a menina decidiu que não queria mais ferir seus músculos para agradar espelhos, ela enfim descobriu que a única pessoa que vê o reflexo é ela mesma. Sim, ela descobriu que poderia ter mil espelhos, poderia fazer mil poses, mas só veria a ela mesma, e só ela, só ela a veria. Já que o outro, também veria a si próprio no reflexo dela.
Houve um dia em que a menina se apaixonou por ela mesma através de um espelho, um espelho que a fazia se movimentar. Mas havia uma certa pintura naquele espelho, uma pintura estranha que a impedia de ver alguns detalhes.
Aquele espelho de fato não era um espelho normal. Tinha qual quer coisa nos seus olhos que não se faziam entender, tinha uma filosofia em movimento de contradição, de ebulição ou seria, de implosão? Às vezes era invisível, às vezes a tornava linda. Mas isso de se perder cansa e fascina, fascina e cansa. Era muita contradição, eram mentiras sinceras, logo ela que dizia se interessar por mentiras sinceras. Aquele espelho pelo menos teve valia, na sua loucura de pólos desconexos, deu a mão para e menina e ajudou a descobrir seu nada.
A menina começou a arrancar cascas, aquele espelho exigia muita energia, fazia bem, fazia mal. Estava sempre em eminência de partida, partida que não se concretizava. Aquele espelho era expectativa, era promessa. A menina passou a querer concretude, a menina não queria mais uma promessa, ela queria um presente. Mas o presente do espelho era como seus olhos, hora intenso, hora distantes. O espelho amava o reflexo de si nela, porém as vezes se assustava. Ela num dado momento se assustou também. Havia alguma coisa de errado na pintura daquele espelho. A pintura mudava de cor. A menina resolveu então que quem iria partir era ela. E partiu. Ela partiu o espelho também. Que hoje em fragmentos reflete outras coisas. Ela também reflete outros, também se fragmentou e se descascou ainda mais.
Talvez ela nem lembre mais, talvez sim. Um dia talvez foi a última coisa que ela disse se olhando no espelho. Um dia talvez ela se torne amiga do reflexo que enxerga naquele espelho, agora ainda é confuso demais.
Um dia... O espelho que hoje reflete outros amores, outras filosofias, guarda a lembrança do reflexo da menina, sem contorcionismos. Ele não guarda seus movimentos em fotos e até mesmo os retratos que o espelho tem dela, são fragmentarias, misturadas. O espelho já sabia em algum lugar. O espelho misturará a menina com o ambiente. Ele queria, ela também. Ela nada, ele nada, ela tudo. Amizade.
Queria uma inspiração sem você
Maldita poesia sem fundamento
Estranha perca de tempo
Pensamentos fúteis
Que sentido teria essa poesia?
Pra quem escrever?
Qual a chance de alguém se emocionar?
O amor é a porta da loucura
Pelo amor o mundo se move
Com amor as estações mudam
Sem você não há versos
E só com você existe poesia.
Uma Caloura
Não sei fazer poesia
Não sei mostrar o meu amor
Você sabe o quanto o amo
Você sabe que vivo por ti
O maior sentimento que já tive
O melhor homem eu já conheci
Por você quero viver eternamente
Por você daria tudo
O nosso beijo tem magia
Adentra em outro mundo
Mergulha em um grande mar de desejo
Se todos conhecessem um amor
Assim como você
Único,ímpar e incomparável
Os dias seriam mais felizes
Tenho é vergonha desses melosos versos
Incompatível a imensidão que é ter você
Sou uma boba apaixonada
Que gritaria aos astros esse amor
Pra chegar a você
Eu te amo!
MEU POETA:
No lago profundo da tua sensibilidade...
Sinto a plenitude da poesia: da saudade acompanhada,
que descreves com paixão a quem não conheci...
Posso ouvir:
O colibri sorrindo, conduzindo o enredo solitário...
Cenário contemplado por aqueles que te veneram...
Maestro rege os versos que a ti dedico...
Não se perca em risos ao perceber a fragilidade inocente...
Carente de amor, do calor que aquece os corpos na madrugada...
São palavras cultivadas no passado que vive em mim...
Porque é assim que me sinto:
Tocada pela emoção que por vezes me faz chorar...
Ao viver a ilusão dos poetas...
Quem me dera ser a razão da tua inspiração, como eres para mim agora...
Viver na tua memória como vives na minha...
Porque trocamos poesias em silêncio...
Vivemos o amor que sonhamos; mas não sentimos o amor que desejamos...
Ao admitir a saudade de um passado que não passou...
Ao recusar um presente que nos machuca...
E não ver o futuro que nos espera...
É assim que descreves a saudade ao compor a tua obra prima...
Uma das muitas que me facina...
Confesso a admiração que a outros não revelei...
Aqui deixarei a homenagem a meu poeta amado... PABLO NERUDA
Senão sobre o amor...
O que escrever em uma poesia
Senão sobre o amor?
Domina por total meus pensamentos
Seja ele pelo o que for...
E não adianta tentar
O amor em tudo vai aparecer.
Seja perto, longe, como for,
Ele sempre vai acontecer...
Recíproco ou sofredor,
Pé no chão ou sonhador,
Amigável ou muito amável,
Calmo ou fogoso,
Seja qual for a aparência, a sensação
Amor para todos, é amor sem explicação...
Posso usar todas as palavras do mundo
Mas mesmo assim não seria capaz de descrevê-lo.
Poderia descrever o meu amor, meu pessoal!
Mas não o Amor, sentimento mundial.
Sei apenas, que sempre
Domina por total meus pensamentos
Seja ele pelo o que for...
Claves nacionais em poesia tupiniquim
As margens dessa terra de Santa Cruz continuam mais do que nunca plácidas, com um povo que supera continuamente a marca do heroísmo. Nem sempre conseguimos igualdade, todavia, lutamos com braço forte para conquistá-la. A morte se enrubece de temor diante da Pátria Amada. Brasil, esse sonho imenso que aos poucos se faz realidade, em cada rosto estampado o amor e a esperança de melhores dias, alvo céu que desce ao sagrado chão brasileiro do branco, do negro, do índio, das misturas de todas as raças, faz a imagem do Cruzeiro e do Corinthians reluzirem. Tua natureza foi feita para a vitória, o teu tempo foi feito para ser imemórial! Mas deixa de ficar deitado eternamente em berço esplêndido, recobra suas forças! Contempla o sol que continuamente te faz ser um novo mundo. Avante, Florão da América, profundo é o teu céu! A graça de tuas paisagens inigualáveis, que gerações vindouras correm o risco de não verem, já foram mais contempladas e hoje pede para viver. Talvez, seria o tempo de ter glória no futuro e paz no passado, de fazer com que as pessoas sejam mais vida, para além da vida que possam dar. Mãe gentil, constituíste uma imensa família! E o que Deus mais queria, não era ser brasileiro, era que o povo brasileiro fosse inteiramente dele!
'...a poesia é tão bela porque parece vir como uma ponte que comunica algo indescritível. Veja só como a ilusão nos leva pelo nariz a acreditar em asneiras somente porque poetas sabem fazer truques gramaticais tão bem quanto um mágico tira pombos do bolso. Então não se dê o trabalho de esconder o que há em seu coração; ninguém vai descobrir, nem se você quisesse.
[communication breakdown e a poesia]
ESCONDERIJO
No meu esconderijo íntimo
A poesia derrama da alma
Saram feridas dilatadas pelo tempo
Enxugam lágrimas de solidão
Enquanto a saudade veste fantasias...
Finjo lugares lindos
Amores secretos
Enquanto bebo cálices de amor
Até me embriagar de felicidade
E adormecer no meu leito de sonhos...
Sonhar lugares
Onde posso atracar minha esperança
E embarcar do infinito do meu eu
Encontrar versos perdidos
E sopra-los para fora
Feito folhas de outono...
Sentir cheiro de primavera
Sair do lugar frio dos meus medos
Aquecer meus sentimentos de desejos
Sentir prazer onde há tempos
Sobrevivo de carinhos efêmeros...
Passear pelo jardim do meu eu
Colher flores
Enfeitar minha alma de pétalas
Até minha essência
Escorrer meu perfume de mulher
Saciar meu corpo de um poema
Que exale prazer
E eu deixe de me esconder
Nessa poesia íntima
Que sara, mas não curam
As feridas do meu ser!...
Se Não Fosse a Poesia
Ah! O que seria da vida sem a poesia
Sem o entoar embriagante das canções?
Não haveria o desejar, nem as paixões
E nem sequer felicidade haveria
Trancafiada a sangrar os corações
Santo Deus! Nem o amor existiria
Não haveria encanto ao luar
E nem mesmo a magia do mar
E as esquecidas estrelas
(Coitadas!) não mais brilhariam
Oh! Pobre natureza
Nem as flores brotariam
Se não fosse a poesia
Nada disso existiria
Nem o pôr nem o nascer
Nem a noite nem o dia
Se não fosse a poesia
Nem a existência bastaria
E não haveria ao ser o mundo
Somente o vácuo profundo
Se não fosse a poesia
A poesia virou confete
É na areia que está o meu carnaval,
é no mar que estão as serpentinas,
brancas ondas a quebrar na praia.
Aqui encontro a magia da poesia,
vestindo fantasia que a luz do sol irradia.
No meu carnaval não tem máscaras!
Tem rostos, tem corpos bronzeados
desfilando naturais alegorias na praia,
que vem do mar, que vem da areia
desfilando como netunos e sereias.
É a palavra que brinca na praia,
no balanço das ondas faz o samba enredo,
o carro abre alas é um navio pirata
assaltando um coração enfeitado
por poesia que na areia virou confete.
POESIA, MINHA FIEL COMPANHIA
Num dia fui inventada, no outro me reinventei. Já tive asas quebradas. Já as tive inteiras, outra vez. Já pisei em pedregulhos e sorri por puro orgulho, quando a dor me visitou.
Já me perdi no horizonte sem sequer sair do lugar, viajando ao ver os navios
dançando felizes, nas águas, em alto mar.Já sonhei com outras terras, outros portos, com as gentes de outro lugar.
Já bebi minha própria saliva; já provei do meu próprio veneno; já tive a boca rachada de tanto tagarelar.
Já rasguei minhas memórias escritas em um papel qualquer que o tempo, no seu tempo, esqueceu em algum lugar.
Já tive medo do escuro, já me perdi em atalhos, já enlouqueci por bobagens.
e distraidamente, tranquei minha alma num armário.
Já chorei quando perdi amores; já dei risadas quando recebi flores; já voei nas nuvens, inflada pela felicidade.
Até corri em disparada, só para ganhar um abraço dos braços de quem eu tinha muita saudade.
Já tive o coração na garganta, na boca, na cabeça com sentimentos que nem me deixavam a realidade enxergar.
Já amei quem não devia e tremi mesmo quando me diziam: “Não tenha medo não”.
Os anos foram passando e eu sempre esperando que minha alma estabanada sossegasse e, quieta devorasse essa tal de poesia, que os mais velhos diziam que com o tempo nos fugia, desfigurando todas e quaisquer emoções.
De fato, passaram-se os anos, os dias, as horas e meus planos.
Porém, a poesia, dona absoluta de minhas fantasias, numa doce e eterna teimosia, resistiu ao tempo, às dores, aos desencantos , ao meu cansaço e como uma bactéria resistente, continua presente em minhas veias ,correndo com sofreguidão como sangue quente me fazendo companhia nas minhas horas de total e irrestrita solidão.
Meu Refrão - Saudade
Hoje a lua me faz sentir saudade. Saudade das horas senhoras da poesia que, em noites frias, me fizeram viver um verão. Saudade dos sorrisos tontos e de nossos planos sonsos de, algum dia, sermos o que nunca fomos. Saudade das palavras não ditas, apenas entendidas por nossos olhos atentos aos movimentos da emoção. Saudade das palavras perdidas nos sorrrisos cumplices da paixão. Saudade dos toques pretensiosos de nossas mãos, fingidos não terem nenhuma pretensão. Saudade da fragrância quente e envolvente do calor do abraço presente em nosso coração . Saudade dos sentimentos intensos e descompassados vividos com sofreguidão. Saudade, também, de todas as interrogações nos porquês sem necessidade de explicação. Hoje, a saudade me abraça e me tonteia, do mesmo modo de quando eu estava pertinho de você.
Dedico esta poesia a Alessandra Espínola, após matar a minha sede na fonte de seus escritos.
PROCURO-TE
Procuro-te nas palavras.
E em teus versos te encontro.
São diferentes as nossas estradas,
mas iguais as nossas madrugadas.
Perco-te pelas frias esquinas da vida
e em tua alma te reencontro.
São diferentes os nossos destinos,
mas iguais os nossos desatinos.
Nossas feridas são pulsantes.
Nossas dores, viajantes errantes.
Nossas vozes jamais podem descansar.
Procuro-te na prisão dos loucos.
Porque ouço gritos sufocados e roucos.
E vozes que mal posso escutar.
Amiga, sinto te informar.
Somos prisioneiras da fantasia
Estamos condenadas à poesia
Somos Deusas da nossa criação
Mudaram-se os ventos
as formas
os dias.
Mudou o tempo,
o sonho,
a palavra,
a poesia.
Esmaeceu-se na alma
a alegria
a beleza,
a euforia.
Perderam-se nas horas
as certezas,
as vontades,
a sintonia.
Ficou o cheiro - no apelo da saudade
e lembranças perpetuadas
num álbum de fotografias.
E quando a poesia se faz ausente?
E a gente ama de repente
E detesta quase sempre
Quando vivemos no contrario dos nossos sentimentos?
Enlouquecendo a nossa mente
Vivendo nesse amplo insignificante momento
E a saudade se faz presente
E a vontade aflora de repente
E os sonhos de te encontrar
É quase sempre
A única vontade que me atende
Nas noites escuras
De uma vida ausente
Que tente a ir pelo inconsciente
De uma mente
Que mente
Quase sempre
E vive
A procura de um amor
Que me ame eternamente
A Poesia esta em cada canto do mundo e dentro de nós
É de um sorriso que se faz
Ou com choro de um rapaz
A criação de minutos com uma vida de anos.
É agradar a todos com sua própria historia.
Apenas o tempo é capaz de dizer quem é você.
Antes
Seremos
Depois
é
E poderá chegar a ser
historia para dormir
“Era uma vez”.
Como sempre digo
A vida é .
Conto de fadas
Como encontrar a poesia?
Ela existe em todo lugar,
Presente se faz em todo o tempo,
Basta senti-la:
Na pele, nos cheiros, no olhar,
Quase consigo tocá-la com os dedos.
A poesia não se cria, transmite-se.
No pulsar da alma que faz da caneta
tradutora esforçada.
Buscamos a palavra certa, mas,
quase sempre, escrevemos a errada.
E essa é a graça da vida,
Simplesmente ela acontece.
às vezes sem querer, às vezes,
às vezes...
Como encontrar a poesia?
Não busque-a, viva intensamente,
e, certamente, ela te sequestrará,
para sempre, para sempre.
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