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Contexto da Poesia Tecendo a Manha

Cerca de 30107 frases e pensamentos: Contexto da Poesia Tecendo a Manha

REBOTO

Cobra d'água
cobra sega...
Cobra braba
cobra pega,
tem cobra dando seu bote
em meio a sua macega.

Cobra a divida
cobra a vinda...
a ida e volta esta ferida
seu moço cobra a conta
d'essa sua triste vida.

Porque cobra aquele no
que nunca pagou ninguém
se um dia foi inteiro
hoje não vale um xerem.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ENTRANHAS (soneto)

Então? Poucos estarão ao teu lado
Tua sorte vai até quando fores útil
O desprezo é porção do lado fútil
Lamentável, da ingratidão é aliado

De tão cego o afago se torna inútil
Vários hão ambição, pouco agrado
Onde o olhar se faz fragor calado
E o abraço repulsa num solo fértil

Afaze-te ao discernir denodado
Da injustiça encontrarás o covil
Da proteção o ferrolho trancado

Não te faças de amigo neste ardil
Nem formidável no vil acordado
A dor calejada, pode ser gentil!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

AMOLDO VERSOS (soneto)

Eu amoldo versos como artesãos
Do barro inviolado a transfiguração
Livre é o saltimbanco do coração
Que trova alumbramentos cortesãos

Nas pontas dos dedos em convulsão
A quimera arranha os tarares anciãos
Com a lira d'alma nos gemidos sãos
Escorrendo expressão da imaginação

Gota a gota, tato a tato nos corrimãos
Das vozes que aos amados clamam
E das odes que saem como bênçãos

Neste improviso tem dores, emoção
Solidão. Na cata dos sensíveis grãos
Da poesia. Transformados em canção!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SOLIDÃO BORRALHEIRA (soneto)

Erma solitária solidão borralheira
Que atulha o cerrado de melancolia
No entardecer encarnado em romaria
Alongando o minuto em hora inteira

Assim só, os sonhos vão pra periferia
A espiar a sofrença além da fronteira
D'alma, caraminholando oca asneira
A crepitar agonia em atroada sombria

O vazio do imenso céu sem cabeira
Nos engole com chilreio e zombaria
Galopando apertura numa carreira

Tétrico encanto da solidão crua e fria
Que do silêncio é a sua mensageira
E que ao coração saudades anuncia!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

QUIMERAS DOLOROSAS (soneto)

Estou solitário no cerrado sem cores
Nas lembranças tristuras guardadas
No peito vis nostalgias desmaiadas
De sortes desfolhadas e sem flores

As tardes de mesmices requentadas
Que a solidão arrefece aos arredores
Enquanto vão esgarçando as dores
Perdidas saudades hão em toadas

Quantos gemidos, quantos valores
Por estarem dolorosas nas ciladas
Largam as quimeras nos bastidores

E nas presunções alheias, estacadas
Que fazem da condição só temores...
Me vou arrastando entre vergastadas!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

JOEIRAR

Quando nasceu, não tinha nome
Poderia chamar-se... Um nome qualquer
tantos nomes a escolher!
Uma peneira de grãos, um furundu,
José, João, Sebastião, Adão...
Seja lá o nome, qual fosse chamado,
teria que pagar, para ter um.

Uma vez recebido o seu,
seria seu!
Iria se chamar por ele,
iria parecer com ele
daquele dia em diante,
aquele nome, recebido e pago,
para o restos de sua vida...
Teria que ser, seu agrado.

Seria ele...
A musica, a nota dos seus ouvidos
o espaço, os passos do seu fado
a dádiva da sua alma,
seu timbre, seu nome,
seu cume, seu apelido.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O AMOR MEU (soneto)

O meu amor pode ser afim à todo mundo
Os deslizes mais ou menos à toda gente
Porém, ele tem um particular facundo
Insiste em ser fidelidade integralmente

É diferente de ser só um amor profundo
Vai além do temporal, quer eternamente
-se importa? Ah! Importa completamente
Pois é rotundo no peito, e n'alma fecundo

Ele tem sombra e, também é reluzente
Necessariamente é simples e jucundo
Sempre evidente, nunca está ausente

Todavia, ele será ferozmente iracundo
Se das profundezas o bem for poente
Pois amor que é amor do amor é oriundo!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

REMINISCÊNCIA

Aquela casa velha no vale...
Os ventos ainda te sondam
o sol em suas manhãs, ainda lhe sorrir
mas hoje, abandonada...
Das promessas e esperanças
o que lhes resta, são...
Montanhas de saudades, por ali.

Hoje, suas paredes e seus espaços
são baús de um tempo passado
são marcas de um plano marcado.

Baús, cheios de sonhos
felicidades alegrias
choro, tempestade fantasia.

Florada de vida, idas e vindas
ate mesmo,
coisas que não parecia.

Nas paredes d'aquela, casa..
amores e medos, misturam-se,
com degredos, e segredos.

Inserida por Amontesfnunes

Se eu falar que estou apaixonado
O que pensarão de mim?
Que sou um bobo,buscando a felicidade?
Que sou um ingênuo, acreditando em algo que não é real?
Ou dirão que eu sou humano?
Pois não somos nós que somos capazes de nos apaixonarmos? Não!
A paixão está presente em tudo,
Seja no nascer do sol,que espera 24 horas pra encontrar a sua amada lua,
Seja nos animais,quando o macho não consegue se separar mais da fêmea, como um lobo protegendo sua alcateia,ou um tigre protegendo seu bando.

O que dirás aos homens quando lhes perguntarem sobre o amor?
Dirá que é um mito como as historias infantis?
Dirá que é uma criação fictícia?
Ou dirá a eles que o amor é inexplicável?

Não somos nós que os sentimos?
Entao como somos capazes de explicar o inexplicável?
A mente do homem, se expande cada vez mais,com o conhecimento,
Mas para conhecer o amor,não é necessário senti-lo primeiro?....
Sentir aquele sabor descendo seco pela garganta.
Aquele coração pulsante,palpitando como uma música, batendo e batendo,em milésimos..

Se os homens virem ate você
Em verdade vós dirá
Que o amor nenhum homem
Jamais pode explicar
Que nenhum homem pode escapar
Que nenhum homem dele fugirá.

Não temas ser de pouca força
O amor é oque molda o homem
E a arte que confude a nossa visão
A musica que deixa nossos ouvidos
Sem ouvir o resto do mundo
São a filosofia e a razão pela qual
Todos nós ainda procuramos viver

Não precisamos cada um
De um pouquinho de amor?
Olha bem pra mim..
Olhe bem como uma coisa leva a outra
Você não percebeu?
Eu estava falando de paixão,
E comecei a usar a palavra amor..?
"Por que?" você me dirás
E eu lhe direi
Porque o amor
E o que leva as ondas ao mar
E o que leva os passarinhos a cantar
E o que leva o poeta a escrever
O amor te fez nascer
E o amor te faz renascer
No amor não existe morte
Porque viveremos eternamente, no coração de quem um dia nos amou.

Se quer amar e ser amado
Não se prenda ao passado
Pois da paixao
Da amizade
Da inimizade
Até do ódio
Qualquer caminho
Pode te levar ao amor.

Não sei o que há comigo
Pois quando escrevi isso,
Eu ja estava apaixonado
Pela mulher mais bela
A poesia que se forma nela
O canto aquarela
Que ela me faz ouvir
Visao distorcida
Alma vivida
Venha até mim, e me faz ser feliz.

Tu és a poesia da qual
Escrevo e descrevo a cada dia
Tu és o ar que respiro
A paz,em meio ao conflito
A rosa em meio ao espinho
Tu és a minha vida.

Amar, amar,e ser amado
Eis a questão do amargurado
Que pensa que sabe,
O que é amar

Se apaixonar,se apaixonar
E ser apaixonado
Eis a questão do iludido
Que pensa que todo amor,
É um imenso conflito
Mas sem amor,guerra em sua mente terá.

Só digo tudo,e ao mesmo tempo nada
Estou confuso ela é a minha amada?
Mas e claro que sim!
Pois foi com ela que aprendi
Foi com ela que senti
E foi ela que perdi
Mas no final eu continuei,amando-a.

Sou um escritor des escrevendo
Tudo que já explicaram sobre amar.

Pois em verdade vos direi
Escrevendo eu, que ja amei
Que o amor pra explicar? Ninguém
Mas pra sentir? Alguém
Então venha amar? Você também.

Eu um escritor apaixonado
Escrevo isso em verdade
Para amar,não tem gênero,
Etnia ou idade
Basta ter caráter
E compreender o real significado
De amar.

Tu me amas? Eu te amo
Você que está lendo pensou em alguem?
Corra atrás!
O amor e loucura, o amor e se arriscar!
O amor e sonhar e realizar.
Não pensou em ninguém?
Pois fique tranquila
O sol nasce para todos
E a sua hora vai chegar
E só você ter a paciência de esperar
Como para todos o sol também,
Vai nascer,você vai entender o que e amar
Se ja ama não perca tempo
Se arrisque mesmo que seja um não
Voce tentou,e foi ai,que quando mesmo
Você receber um não estiver de cabeça erguida
Você terá aprendido, a se amar.

Pois saiba que para amar
So depende de você querer sentir
Se permita sentir,e você
Não se arrependerá.

Continue andando de cabeça erguida
Se trata de amar não de viver em uma ilusão e para compreender o real significado de amar,ser amado,e viver do amor
Basta seguir a você
Sua vida
E seu coração
Agora vá e viva!
Pois o amor é para todos
Mas nem todos,são para o amor.

O amor não se explica
Se sente.
Va amar,va buscar o amor
E uma aventura,sem começo,
E sem fim,pois que ama
E busca o amor
Para todo fim
É um novo começo.

E o que esse escritor
Antes que essa poesia ei de morrer,
É que eu te amo
Como vós me amou após se encantar
Por minhas palavras.

E mais uma vez pra terminar
Não releia isso, agora va praticar
Pois todos nos nascemos
Pra amarmos e sermos amados
Entao vá meu caro leitor
Em meu ultimo fôlego de vida
Em verdade eu te digo
Você meu amigo
Vai viver
Vá amar
O que eu já sinto por você que está lendo
Minhas palavras, e o que você já sente por elas,
Isto também
É amor
Vá e vá e mais uma vez em meu ultimo fôlego lhe peço e suplico
O último pedido deste escritor,
Vá e ame
Vá amar.

Inserida por RobertValentine

CERRADO DUAL (soneto)

O cerrado tem dia de sorrir, e ele sorria
Tem dia de melancolia, e ele entristecia
Porém, também, tem dia de total silêncio
E na quimera dum colossal o vário é cio

É mistério, sequidão, chuva, calor e frio
Deitados sob o céu que provoca arrepio
É a tristura com o espanto da sutil ironia
Que muito desflora, muito recria, poesia

E nesta galeria de tanto, dele o encanto
Da sequidão ao empapado num só canto
Num bale dual, no seu cenário desigual

É o cerrado, das cores e do seu pálido
Soprando no planalto o seu vento cálido
Transmutando a diversidade no plural...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

VALER-SE

Sei, sei...
Eu sei que passei da conta,
mas não conta!
Sua conta, me desmonta
amedronta, me afronta
e eu fico assim
como se nunca tivesse ponta.

É, e assim com tanta conta!
Quando você me aponta...
Sinto carranca,
perco a tampa
escorrego na rampa
é como se estivesse sem janta
depois do trupe de sua bronca
tudo que sinto
é a trava da sua conta.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SONETO DO AMOR EXATO

Da ventura, terá sempre o invejoso
Por não ter a lua amasia tão divina
E uma paixão tão pouco peregrina
No coração eleito no olhar amoroso

Amor, será sempre suspiro glorioso
Regado de adulação pura e cristalina
Vermelhas rosas, e emoção inquilina
Um gesto, revelado um tanto airoso

É harmonia que nos amestra, contina
Não emulando, e sim no afeto ditoso
O sentimento no espírito, lamparina

Que então, não seja o ter ambicioso
Que o mal que queira o bem ensina
Pra no amor não ter amor enganoso

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Saudade e carestia

No amor há sempre uma saudade.
Carestia do ato de amar.
Se se está perto, saudade na distância que há na proximidade.
Uma distância voraz incessante.
Se longe, saudade da contemplação,
saudade da consumação de corpos na unidade,
abreviação da distância insistente.
No amor há sempre uma saudade e carestia,
um querer a mais,
um querer...
mais.

Inserida por warleywaf

Eu sinto falta das risadas
Eu sinto falta de jogar papo fora
Eu sinto falta do carinho
Eu sinto falta do seu jeito
Eu sinto falta de conversar na madrugada
Eu sinto falta de sorrir ao ler sua mensagem
Eu sinto falta da sua motivação
Eu sinto falta do seu humor
Eu sinto falta do seu timbre rouco
Eu sinto a sua falta
Sinto lá no peito
Forte e dolorosamente
Constante e repetidamente
Como essa poesia
Que já não tem mais sentimentos
Que como a brisa do vento
E tudo que vivemos e sentimos
Passou
Rápido demais para ser seguido
Mas lento demais para ser esquecido

Inserida por julianavalesi

PATUSCADA

Um carrapato, no meu sapato!
cara, isso é muito chato...
Chatos, carrapatos
quebra de pratos...
Tudo ingrato.

Outro dia amarraram o pato
dentro do saco,
o pato estava fraco...
Que saco!
Pato fraco
saco com buraco
o pato escapou...
Bateu asas e voou
e por vias de fato
o dono do pato chorou.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Um dia vendi meu cavalo.

Foi num domingo, nessas voltas de rodeio...
Eu garboso bem faceiro vinha com pingo a lo largo....
Me ofereceram um trago e seguimo ali proseando...
Logo vieram ofertando uns troco no meu Picasso...

Era lustroso o bagual, calmo como chirca em barranca...
Mansidão não hay quem compra, disse um velho paisano...
Largaram uns peso no pano de primeira refuguei...
Depois logo pensei, hão de cuidar do pingo...

Eu nunca fui de apego, meu rancho é a solidão...
Ainda dei o xergão e vendi o meu velho amigo...

Quando voltava pras casa, a pezito curando o trago...
Fui lembrando das andanças que fizemos pelo pago...
Lembrei até duma noite, que quase se fomo nas barranca...
Por causa de uma potranca o Picasso enlouqueceu...
Depois obedeceu e voltou a compostura...
São coisas da criatura, da natureza do bicho...
Eu sei bem como é isso comigo se assucedeu...

Mas eu já tinha vendido, de nada mais adiantava...
A vida continuava, quantos já venderam cavalos...
Uns bons outros malos, mas é coisa da tradição...
Depois pegamo outro potro...
Domamo e mais um tá pronto pras lides de precisão...


E assim se passaram os anos, e nunca mais vi o Picasso...
Mas ainda tinha a lembrança daquelas festas campera...
Debaixo de uma figueira nos posando prum retrato...
Eu virado só em dente, tamanha felicidade...
E ele bem alinhado, com pescoço arrolhado, mostrando garbosidade.

E o tempo foi passando, eu segui domando potros...
Mas um deu pior que outro nunca mais tirei pra laço...
Lembrava do meu Picasso, manso, bom de função...
Trazia ele na mão, nunca me refugo...
Desde do dia que chegou potranco bem ajeitado...
Se acostumou do meu lado vivendo ali no galpão...

A vida é cerca tombada, quando se sente saudade, dói uma barbaridade...
O coração em segredo as vezes marca no peito, qual roseta na virilha...
Não fica bem pro farroupilha ter saudade dum cavalo...
Que jeito se vai chorar, são coisas de índio macho...
Sentimento é um relaxo difícil de aquerencia...

Mas o tempo vem solito, não trás amadrinhador...
Num dia desses de inverno, juntando geada no pala...
Eu vinha nos corredor pensando nas cosa da vida...
Foi quando vi um cavalo magro ali atirado junto a cerca caída.

Fui chegado mais perto daquele coro jogado
Os olho perdido e triste, me perguntei qual existe gente mala nesse mundo.
Pra atirar assim um crinudo, pra morrer a própria sorte
Pedi licença pra morte em me cheguei sem alarde.

Não creio em divindade, mas o milagre aconteceu
Ali na beira da cerca, quando me olhou com tristeza...
Na hora tive a certeza que aquele pingo era o meu.

Levei ele pro rancho, tratei e curei os bixado...
Dei boia e fique do lado, até ele melhora...
Perdão meu Picasso amigo, agora ficas comigo...
Não te vendo nunca mais...

Por mim pouco importa se já não serves pra lida...
Aqui será tua vida até o dia que morrer...
Talvez não tenha perdão, sofresse em outras mãos...
O que fiz naquele dia?
Te vendi por alguns trocados, um amigo não tem preço, o que fiz foi judiaria...

Nunca mais vendo cavalo.

Inserida por RenatoJaguarao

A falta do que fazer
a falta que você faz
A falta da lua no dia
que só a noite me trás
a falta disso a falta daquilo
a falta que eu fiz
Desculpa, vacilo

A falta de sono
a falta de espaço
a sua falta de novo
aqui no meu pedaço
aquela falta que ainda nao veio
mas com certeza, irá faltar.

Inserida por hiperflavio

Saudade e vontade
Choro em frente ao espelho
saudade, vontade e vaidade.

Hora de dormir eu abro a janela
a lua cheia me lembra ela.

Antes de dormir vou escrever
e que onde estiver você possa ler.

A letra esta feia e as mãos tremidas
nas folhas destacam
minhas lagrimas escorridas.

Inserida por hiperflavio

SONETO ANTES DE TU

Antes de amar, amor, era amador
Não tinha nome, rua ou endereço
Nada importava ou queria apreço
Expresso era o suspiro de amor

Eu sonhava sonhos pelo avesso
Nas fases da lua um devaneador
Em silêncio cochichava a tal dor
Num desprazer plácido, impresso

Tudo era um vazio, morto, clamor
Caído em um horizonte espesso
Onde escorria olhar tão sofredor

Antes de tu, não existia começo
Até que vieste com o teu amor
E pude no soneto ter ele impresso...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro, 21 de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CEREBELO

Felicidade temporária
Que diz pra sempre me amar
é sempre me enganando
que me faz acreditar

e na imperfeição dos
tempos perdidos
se encontra nas lagrimas
a sinceridade de um sorriso

Por isso um minuto
de amor é eterno
e viver se torna um prêmio
bem vindo a realidade
Temporária felicidade.

Inserida por Wellgomes