Constelação
A pessoa sincera é como a chama de um vulcão em erupção,
iluminada e tranquila como uma constelação.
Minha constelação depende de nós dois para brilhar.
Meu coração depende do seu amor para vibrar.
Meu sorriso depende do meu olhar em você.
Minhas loucuras com você ficam mais divertidas.
Meu sentimento por você cada dia ta mais forte do nunca.
Estação
Não há constelação no céu da tua boca
Não há nem dentes em tua boca!
E mesmo assim,
Perduras um riso frouxo de esperança...
E nos teus olhos, tanta indagação!
Com a tua roupa imunda
Cobres vagamento tua solidão
Seguras o pão com tanta força
Como se fosse escapar da mão
De repente,
O desvario transforma tua face
Loucura? Raiva? Não sei
Arrasta tua perna arruinada
Até o canto da estação
Devora teu pão
Digere tua alma
Recordas tua face de ontem
Engasga de decepção
Não há dentes
Não há casa
Não há dinheiro
Acabou o pão
Há apenas a vida que passa
A gritar-te
Não! Não! Não!
Há pessoas que estão na nossa vida
Como estrelas fazendo uma constelação no céu
Estão sempre lá
Para nos guiar
Quando nos perdemos
Outras fizeram conosco parte do caminho, uma jornada de luta
Choramos e rimos
Fomos companheiros, amigos, confidentes
Partilhamos
Também há quem nos surja no caminho como exemplos a seguir:
Mostram-nos o que devemos ser
Outras são as que nos ensinam
O que não queremos ser
Todos os que passam no nosso caminho acrescentam algo
Levam algo consigo
Umas ficam sempre presentes ainda que ausentes
Outras deixam apenas um lugar vazio
No espaço do esquecimento
E queremos bani-las para bem longe para não mais voltar
Tornam-se fantasmas
Ocupam as suas masmorras
E ficam lá
À espreita de nos poder voltar
A atormentar
Com todas aprendemos, crescemos e nos tornamos grandes
Porque as conhecemos
As tivemos ao nosso lado
Quando precisamos delas
Ficaram pegadas suas na nossa memória
Memória coletiva
Somos todos parte integrante uns dos outros
Agradeço à vida todos os que me apresentou
E que o melhor de mim
Seja feito da experiência do que retirei
Do pior de cada um
Tu que me lês
Estás aqui
E eu?
Caminhante, alucinado pela constelação de belas estrelas cintilantes. No horizonte a melhor imagem me mostrava você. Fui em sua direção, você sorriu e fechou os olhos. Um abraço apertado, o Id e o Ego, “intertextualizando-se” num contexto de dois ponto um e ponto.
Meu universo não é repleto de constelação, mas tenta clarear o ambiente que pisa, com a lamparina da alma e o candeeiro do coração.
Uma estrela com teu brilho
És minha constelação
E eu te sou furacão
Destruo tudo querendo te tocar
Mas não importa, é tão certo
Quanto um vulcão e o mar
Nossos beijos que dariam uma vida a rimar
Seus toques de volúpia ardente
Meu coração de audição estridente
E o teu sorriso que faz o mundo se ofuscar
Meus tremores internos
Nossas mãos unidas
Dispostas por suas idas e vindas
E teus olhos tão desertos
Que me diziam ser errado lutar
Por um futuro incerto
Com quem vive no escuro de um inferno
Algumas feridas precisam sangrar
E por mais que me doa a partida
Porque você não se decide
E a tua ausência em mim vive.
De fato, sou melhor pela ida
Não se lida com aparências
Em teu zelo, quis permanência
Mas livrei-me da abstinência
Dois coelhos com uma cajadada
E sou mesmo tão errada
Mas que se exploda o mundo inteiro
Sou todo fogo certeiro
Que ascende o meu cigarro
Respiro, inspiro
E te esqueço a cada trago.
Thaylla Ferreira Cavalcante (Amor, meu grande amor.)
Hoje a constelação está deslumbrante, um colírio para os olhos.
Só penso que estaria bem melhor com você aqui do meu lado,
Apreciando a vista.
Ela é constelação ....
Ela é cometa..
Ela é dessas que passa pela vida da gente..
E a gente nunca mais é o mesmo....
Me sinto como se cada estrela no céu fizesse parte de uma constelação de amor que reflete na alma o quanto sou apaixonado por você!
O meu âmago acende e apaga nas escuridões dilaceradas.Entretanto brilha uma constelação perene, só que tênue, tênue por causa dos cactos estilhaçados pelos caminhos inóspitos. Transcrevo e apago, amargo o ardor desprovido, comido pelo mal abrigo. Desabrigo de um devaneio múltiplo, alumbrei as vísceras num tom estonteante. O afago me cobria naquela estação, canção não cantada em voz alguma, em tons de aquarela encontrei-me numa mistura homogênea, meandrica. Choveu cor, e eu me inundei até o último pote de tinta revirado. Dancei só nessa chuva, as tintas dialogavam comigo, e diziam que eu era meu abrigo, caiam feito as águas do céu, cantavam feito um cantor, e susurraram em meus ouvidos, que nem toda cor veio pra fazer aquarela, simplesmente se misturam e desaparecem.
- Relacionados
- Poemas de estrelas
- Chuva
- Orvalho
- Escrito nas Estrelas
