Condolências de Falecimento
MINHA MELHOR PARTIDA DE FUTEBOL
Procuro alguém que me ajude a escrever uma partida de futebol;
Que seja íntimo comigo como Ronaldinho Gaúcho é com a bola; não vou te dominar, só não vou te passar pra ninguém.
Que drible às adversidades como Neymar dribla em campo, e que faça uma tabela como o próprio Neymar fez no seu gol Puskás.
Nosso mátria é tipo o do Santos Fc: nascer e com o outro morrer.
Não vou te pôr no banco de reserva, nem para o escanteio, nem te substituir. Na vida, vamos até a final. Vamos jogar pelas pontas. Dar passos lentos. Não pôr debaixo do gramado os erros. Vamos jogar de terno, um segura o piano para o outro. Quem torce por nós, vai ter que sair do estádio, comprar o ingresso e voltar para nos assistir de novo.
Não faremos faltas.
Cada partida é um Hat-Trick, tipo o Bahéa:
“Mais um, mais um título de glória
Mais um, mais um, Bahia
É assim que se resume a sua história”.
...Se possível, vamos para a prorrogação.
Somos Ridículos!
A notícia da partida da vovó que vendia sacolés pelo portão da casa verde no Sana desceu amarga. Como eram gostosos os sacolés vendidos por aquelas mãos. Podiam não ser lá muito higiênicos, isso é verdade, mas que eram gostosos eram. Aliás, essa questão de higiene, àquela época, não era muito levada em conta. Não que isso fosse coisa do século passado, quando ainda não se sabia muito sobre vírus e micróbios. Não. Mas também fiz uma pesquisa e vi que sacolés eram vendidos na década de 20, e, já então, as autoridades sanitárias faziam exigências que ninguém cumpria, como hoje. Daí, aquela gente imunda e encharcada com a água que lhes descia pelo corpo proveniente do degelo mal contido nas sorveteiras que equilibravam os isopores carregados de sacolés na cabeça. Mas, gula sempre foi gula. Voltando aquela senhora do Sana: os dedos que tocavam o dinheiro transportado por uma bolsa de coro que andava com ela eram os mesmos dedos que apanhavam pra mim dois guardanapos, que eu sempre pedia. Era daquela mesma bolsinha onde guardava o dinheiro que puxava os guardanapos. Me limpava como um pinto no lixo após degustar sempre a dobradinha: "um de coco e um de baunilha vó". Era o sacolé gostoso que compensava depois daquela manhã inteira torrando no sol na cachoeira. E o mais engraçado é que era tão bom, que até engolir pedacinhos de plástico mordendo o sacolé a gente engolia. Aquela casinha verde fica logo atrás da pracinha, do coreto. Quando ela abria a porta, dava pra ver lá dentro uma forma cilíndrica, de zinco, onde ela acondicionava todos os sacolés. Em torno desse cilindro, gelo picado e sal grosso com um pouco de serragem. Eu perguntei preocupado com a cor avermelhada da serragem. Coroando isso tudo, uma espécie de rodilha de pano, sempre suja, protegendo a tampa, impedindo o ataque de insetos durante a madrugada. A última vez que estive com a vovó do sacolé no Sana, custava R$ 2. Funcionava todo dia até às 18h, mas nas noites quentes de verão era comum ver-se à porta da casa aquela senhora se abanando com uma folha de bananeira estendendo mais um pouco o horário das vendas pra nossa alegria e dos colegas no camping, que nem esperavam que fossemos lembrar deles, de tão bom que o sacolé era. Uma vez, no desespero, bati palmas em seu portão 1 hora da manhã, bêbado, pra pedir sacolé. Tomei um esporro da vovó, mas pergunta se ela deixou de me atender e, depois do esporro, lembro que passou docemente a mão em minha testa e avisou que amanhã estaria mais cedo vendendo os sacolés. Os sabores eram: laranja, abacate, manga, caju e, nos últimos anos, começou a ter de chocolate, além do tradicional coco e baunilha. Mas, nenhuma delas, superava o coco-baunilha, que eu ia degustando ao mesmo tempo. Que me perdoem a propaganda, mas hoje, com todo progresso e processos modernos de fabricação mecânica, como toda e relativa duvidosa higiene no fabrico, o sacolé da minha vó do Sana continua insuperável. Os picolés de hoje, ridículos até no nome, as conchas novas que têm dado forma empírica aos sorvetes, não irão conseguir nunca matar a saudade que comecei a sentir a partir deste momento, quando recebi a notícia. Não sei se exagero ao afirmar que os sacolés do meu tempo, até os extravagantes e alcoólicos que começaram a pegar moda nos blocos de carnaval, nunca serão mais gelados do que aqueles sacolés de coco-baunilha. Faltarão neles agora, eternamente, o perfume delicioso de sabonete que vinha daquela senhora. Faltarão neles, inclusive, a poesia do pedido batendo palmas no portão, e do sorriso carinhoso e aconchegante na entrega. Siga seu caminho vovó. Novos sabores chegaram pra senhora. Delicie-se.
Até por consequência, um dia iremos sentir as mesmas sensações na partida dos tripulantes das naus de Cabral e Colombo para o além-mar, para o sei lá onde, para o desconhecido. Cada um com seu motivo, estímulo e, para alguns, pasme, na busca da paz.
Quando se dá conta que a partida dos seus contemporâneos se intensificou e, por consequência, percebe que a fila está andando bem mais rápido, sorria! Segundo os ‘amigos da onça’, como uma injeção de ânimo e otimismo, eles usam a famosa expressão idiomática: ‘estás prestes a partir desta para melhor’.
PRÉ-PARTIDA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tenho muito a fazer em pouco tempo;
perdoar e pedir alguns perdões;
ter lições do que ainda não senti,
pra poder me sentir bem mais alguém...
Vejo a noite pesar sobre meu dia,
mas há muito a sonhar antes do sono,
há um mundo que o mundo não mostrou
ao meu trono de pura solidão...
Uma vida me chama pro que resta
numa vida que arruma os meus lençóis,
pois a festa passou do ponto alto...
Quero a minha verdade adormecida
ou aquela mexida em meus engenhos,
pois não posso partir tão incompleto...
NOVO TEMPO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Por um dia sem ranço de mágoa passada;
uma nova partida pro sonho de após;
pela voz renovada pra cantar a vida
que renova os caminhos; recicla os contextos...
Nossos braços abertos acolhem o mundo
sempre novo, refeito e disposto a girar,
esse ar que nos ronda não quer desperdício
com aqueles cansaços inférteis e fúteis...
Pelo amor a nós mesmos, amemos viver,
ver nos olhos à frente um espelho perfeito
e reler nossa história com olhar maduro...
Ninguém seja guerreiro, lutador, herói,
porque dói guerrear; combater; brandir arma;
recriar uma era que não era humana...
Entre o ponto de chegada e o ponto de partida, existe uma infinidade de outros pontos. Portanto, curta o caminho. É uma questão de matemática!
O tempo
"Quando chegar a hora da minha partida, por favor, não chore. Em vez disso ore por mim. Quando eu estava aqui, você não me viu, não se importou. Pedi sua opinião, mas você não me ouviu, nem questionou, desvalorizou.Olhei nos seus olhos, mas você estava ocupado nas redes sociais.
Você me desapreciou e eu me tornei invisível aos seus olhos.
Não chore, o tempo acabou."
"Para o vazio que fica após a partida de entes queridos, não há resposta que possa suprir a ausência, nem mesmo o passar do tempo. No entanto, a fé traz conforto!"
A política é como o Xadrez...
é até possível ganhar a partida com o Rei e um peão,
porém ele deve ser promovido a Dama ou Torre
para efetuar o xeque-mate...
As energias sempre voltam ao ponto de partida, tanto para o bem como para o mal, e em sincronia perfeita.
A vida é um jogo constante em relação aos bons propósitos, mas quando se joga para o mal, a partida torna-se chata, temporária, depreciativa e insensata.
Quem não sai das dívidas dá 3 oportunidades ao diabo para fazer uma partida com seu talão de cheque: check-roubo, check-mate e check-destruição, tudo no mesmo tabuleiro.
Nem toda família tem todos os filhos convertidos e dispostos para ganharem a partida contra Satanás, reconhecendo que, a presença do Senhor, forma-se uma força maior contra o Seu adversário.
Em uma partida desigual contra o inimigo de Deus é bom invocar a Sua presença para desarmar o seu jogo maléfico.
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