Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov
Tem gente odiando o que o futuro trouxe. Viveu o passado como se não houvesse futuro, o presente como se não houvesse passado — e ainda se acha injustiçado.
O nome disso, meu amor, é o retorno do que plantastes.
Depois dos 40 anos, a única certeza que você tem é de que não sabe como chegou tão rápido até aqui. Mas você reconhece cada passo, cada lágrima, cada resposta e pergunta que ouviu; sabe das mágoas, das marcas — e ninguém, absolutamente ninguém, vai mudar isso.
Há momentos, lugares, frases, sensações e vivências que são eternas, marcantes, como se tivessem sido escritas com tinta permanente no meu coração.
Parece que no fim as coisas ficam mais fáceis.É como a própria morte pois sempre nela há tristeza,medo,dor,mas no fim tudo se acalma,tudo fica em paz.E isso que sinto é a morte;a morte de um amor.
Com sorte,talvez essa seja a última pétala de rosa que cai.
E hoje vai ser uma trade vazia e uma noite melancólica como toda sexta feira e eu vou desejar desesperadamente que alguém me abrace quando a depressão chegar.E vou desejar mais do que nunca ouvir um “eu te amo”.E vou sentir uma saudade tão profunda por ele que ela vai me consumir e me dar vontade de chorar.E minha razão vai apitar dizendo “não chora,não vale a pena”e vai fazer as lágrimas ficarem paradas nos meus olhos sem cair.E esse esforço para elas não saírem vai me dar uma dor de cabeça insuportável.
É quase uma da manhã e meu sono não vem, está ausente, como você, e odeio essa ausência. Você me deixou com frio, no meio da rua e da chuva, quebrada como uma boneca de porcelana. Só que não posso me sentir assim para sempre porque porcelana é difícil de ser consertada, mas não impossível. Preciso de um amor açucarado para quebrar esse gelo, de um amor com cheiro de outono e sabor de domingo e não importa se não durar até o inverno, apenas preciso de alguém que me segure para eu não desabar como as folhas que caem lá fora.
Eu elegi quinta- feira como meu dia preferido, mesmo preferindo a sexta, porque era na quinta que eu o via, que ele me cumprimentava e eu correspondia com um sorriso. Passei a amar as terças, porque era nas terças-feiras que ele conversava comigo por longos minutos até o ônibus parar em seu destino e ele me acenar um adeus. Coloquei as quartas-feiras em um altar, porque era nas quartas que ele me beijava, dizia que me amava, me cobria de elogios e promessas me dizendo um "até logo" cheio de segundas intenções. E eu odiava as segundas- feiras, porque era tudo cinza e sem graça sem a presença dele ali, como se nada tivesse importância e perdesse o tom, o sabor, a cor. E agora eu prefiro as segundas porque não preciso vê-lo, porque na segunda o coração não dói, porque não preciso me fingir distraída para não vê-lo quando ele passa, porque na segunda eu consigo respirar aliviada. Porque na segunda-feira, de algum modo, o coração não sangra.
Eu só sinto pena por ela, porque assim como eu, ninguém a alertou que você poderia partir o coração dela. Ela é intensa, e assim como eu, merece coisa muito melhor que você. E desculpe se o ofendi, mas querido, não me julgue, eu só quero ver a poesia correr solta, como um animal selvagem que se liberta, como um pássaro que abre suas asas sobre o horizonte.
Você me deixou como um passarinho com asas quebradas, fraca demais para voar. Mas hoje eu voo, querido, eu voo alto, como gaivotas sobre o mar.
Ele ficou me esperando como um cavalheiro e isso fez com que eu me derretesse por ele. Ele conversava animado sobre as pessoas à nossa volta, mas eu não ligava para elas. Na verdade, eu queria congelar todas as pessoas ali exceto nós e beijá-lo até o coração se revirar do avesso, as pernas fraquejarem e eu me derreter tipo manteiga no chão do estacionamento.
A chegada do natal e das típicas perguntas dos familiares como "e os namoradinhos?", "como anda a vida amorosa?" e "fulano ainda está solteiro, pode ser sua chance de agarrá-lo" me fizeram pensar o porquê de eu ainda estar solteira. Os comentários dos familiares no final do ano nos incomodam, eu admito, mas o fato é que para algumas pessoas não importa se você concluiu a faculdade, fez um intercâmbio e passou na OAB, pois se você ainda está solteira, não venceu na vida. Falá sério! Algumas pessoas têm sérios problemas! Então respondendo o porquê de eu ainda estar solteira, bem, é relativamente simples; eu acho que nós aceitamos o amor que achamos que merecemos e eu mereço um amor que me consuma. Eu mereço um alguém que seja inteligente, diferente, que me trate bem e que me faça bem. Eu acho que sou uma pessoa extraordinária, que mereço um alguém extraordinário, e acho que ainda não encontrei essa pessoa. Por isso, entre me contentar com migalhas, palavras vazias e amores amenos, eu prefiro ficar com minha própria companhia, que é algo que me preenche e me basta por enquanto.
Eu era um misto de ansiedade, medo e estresse e me entreguei a essa viagem como um herege que se atira ao fogo, como quem dá-se ao carrasco, esperando, aguardando ver minha alma queimar. No entanto, minha alma não foi consumida pelas chamas,minha alma, não sei se por influencia dos rios ou das marés, aprendeu a virar água e submetendo-se às adversidades,apagou quaisquer chamas que pudessem existir, Eu descobri que viajara para buscar, não para fugir. Eu viajei para buscar e achei. Achei minha desorientação como resposta e não como pergunta e isso me encheu de paz, como se a resposta fosse fluir tal qual a água, como G.H no romance de Clarice Lispector.
Eu não sei como nem por qual motivo eu me vi cantarolando "Always" do Erasure e pensando nele e querendo, desejando estar com ele e beijá-lo até perder o fôlego. Fiquei aflita com isso, confusa, estranha...Porque meu corpo queima de dentro para fora quando penso nele e parece ser quase impossível conter esse incêndio dentro de mim. Então eu já nem quero fugir e quero é sair correndo para os braços dele e me sinto tão idiota por isso!
Fé de Aparências
É impressionante como algumas pessoas conseguem vestir uma personalidade diferente dependendo de quem está diante delas. Quando estão entre os irmãos da igreja, são palavras doces, abraços, sorrisos, “Deus abençoe” e discursos sobre amor, respeito e união; mas basta sair daquele ambiente e a máscara cai.
A gentileza desaparece, o julgamento aparece e aquilo que pregavam como amor se transforma em desprezo por quem pensa, vive ou acredita de maneira diferente.
São bons apenas para os seus, acolhem apenas os que consideram dignos de pertencer e chamam isso de fé. Tratam os seus como irmãos, mas os diferentes como estranhos; oferecem a mão para quem compartilha da mesma crença, mas parecem esquecer toda a bondade quando encontram alguém que não cabe dentro dos limites que criaram.
Talvez o problema nunca tenha sido a falta de religião, mas o excesso de aparência: porque é fácil falar de Cristo diante de quem aplaude, difícil é praticar aquilo que Ele ensinou quando ninguém está olhando.
No fim, não é a roupa de domingo, o louvor ou as palavras bonitas que revelam o caráter de alguém, mas a maneira como essa pessoa trata aqueles de quem não precisa da aprovação.
Às vezes, existe em mim uma sensação que não sei nomear — como se eu tivesse me afastado de mim mesma sem perceber. Continuo vivendo, sorrindo, conversando, seguindo os dias, mas há momentos em que tudo parece acontecer diante dos meus olhos, e não exatamente comigo.
É como assistir à própria existência sentada na última fileira, reconhecendo o rosto no palco, mas sem sentir que aquela pessoa sou eu por inteiro. Conheço minha voz, meus gestos, minhas histórias, mas ainda assim existe algo profundamente estranho em habitá-los.Como se eu estivesse presente apenas pela metade, observando de longe uma vida que deveria sentir como minha.
E o mais inquietante é não saber de onde vem esse vazio, nem por que, mesmo estando dentro de mim, às vezes me sinto tão distante de quem sou.
Sinto saudade de um passado que já não consigo lembrar direito; é como sentir falta de uma casa que talvez nem exista mais, mas cuja ausência ainda mora em mim. Não lembro dos detalhes, das vozes ou dos dias que ficaram para trás, mas existe uma parte de mim que, mesmo sem saber exatamente para onde, ainda deseja voltar.
Há dias em que a saudade do passado aperta o peito como se quisesse me arrancar do presente; e tudo o que eu mais desejo é voltar para algum lugar no tempo em que eu ainda era verdadeiramente feliz, quando sorrir parecia natural e a vida não pesava tanto sobre os meus ombros.
Na face oculta da escuridão
Ver- se alvo como dia
A ininterupta corrupção
Que devora a pátria amada
De povo sem território
E um Estado sem nação
Debandada são as riquezas
Nos destroçar das belezas
Ao forja- se a burguesia
Classe firme
Classe forte
Que nunca precisara
Da sorte
Mas sim da epifania
A fortuna que lhes cercam...
Viera da tortura? Jamais.
Da mão de força
Dos demais
Até os confins dos dias.
190926
Poentes que Regressam
O verão já acabou;
porém, o mar insiste em escrever‑nos, como se na pele ainda ondulassem ondas que não pertencem só ao mar, mas o que fomos aos poentes.
Quem ama não usa a saída como primeira opção. Quem sempre vai embora, nunca esteve realmente presente. 💔
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