Fé de Aparências É impressionante... Maria Luiza Barros Grochvicz
Fé de Aparências
É impressionante como algumas pessoas conseguem vestir uma personalidade diferente dependendo de quem está diante delas. Quando estão entre os irmãos da igreja, são palavras doces, abraços, sorrisos, “Deus abençoe” e discursos sobre amor, respeito e união; mas basta sair daquele ambiente e a máscara cai.
A gentileza desaparece, o julgamento aparece e aquilo que pregavam como amor se transforma em desprezo por quem pensa, vive ou acredita de maneira diferente.
São bons apenas para os seus, acolhem apenas os que consideram dignos de pertencer e chamam isso de fé. Tratam os seus como irmãos, mas os diferentes como estranhos; oferecem a mão para quem compartilha da mesma crença, mas parecem esquecer toda a bondade quando encontram alguém que não cabe dentro dos limites que criaram.
Talvez o problema nunca tenha sido a falta de religião, mas o excesso de aparência: porque é fácil falar de Cristo diante de quem aplaude, difícil é praticar aquilo que Ele ensinou quando ninguém está olhando.
No fim, não é a roupa de domingo, o louvor ou as palavras bonitas que revelam o caráter de alguém, mas a maneira como essa pessoa trata aqueles de quem não precisa da aprovação.
