Comecei a Viver de Verdade
Desde de ontem comecei a meditar sobre esse tema, e não pude deixar de voltar ao meu passado; pois a vida é como livro, que tem começo, meio e fim; e não podemos rasgar as páginas que não apreciamos; pois nós somos conteúdo de todas elas; e tudo que nos acontece fica registrado permanentemente, e quando acontece algo, automaticamente, somos impelidos (as) a ler novamente essas páginas que não gostaríamos de nos relembrar...
Devo ressaltar que quando aconteceu os acontecimentos que vou narrar eu ainda não era cristã, e não permeava a minha vida através dos santos desígnios de Deus; senão assim poderia ter evitado os ambientes que me fragilizava mais, e de viver determinadas situações alheias a minha vontade.
EU NÃO MERECIA SER ASSEDIADA!
Eu não merecia ser assediada no passado, eu não merecia ser humilhada, nem afrontada, nem lesada, nem envergonhada!
Por quatro vezes, momentos diferentes da minha vida, eu fui assediada; a primeira vez, foi quando eu fui dormir na casa de uma grande amiga; e no meio da noite, o seu irmão mais velho entrou no quarto dela e tentou me tocar; mas eu sempre fui muito desaforada e peguei nas suas mãos e disse, pra ele, que se continuasse, eu começaria a berrar, gritar, e acordaria todas as pessoas da casa, inclusive a sua mãe, que era viúva.. Ele cedeu e se retirou do quarto. Mas esse momento me marcou, além de contar a minha amiga e a minha família, jamais fui dormir em sua casa ou em qualquer outro lugar.
A segunda vez foi quando estava numa Festa de Largo do bairro que eu morava, a Pituba, e eu estava passeando, toda alegre, com minhas irmãs e prima, e um homem passou bem perto de mim e apalpou, com toda força, o meu seio; fiquei tão revoltada com isso, que fui no posto policial e contei o ocorrido e saí com um policial a procura desse homem. E o encontrei e ele foi conduzido ao posto e sorrindo, sem ao menos se sentir envergonhado confessou o que tinha feito, e ainda disse que eu não deveria usar collant apertado, pois o que era bonito era para ser apalpado. Imagine a chateação que sentir, pois ainda era adolescente.
A terceira vez foi quando eu e as minhas irmãs resolvemos aceitar o convite de uma amiga para uma festa de Réveillon num sítio; a festa transcorria muito bem, mas o filho caçula do dono da casa, começou a beber, e a insistir comigo pra eu dançar com ele, eu recusei e ele começou a tentar me beijar e abraçar, e porque eu o afastei, ele começou a me agredir. Foram momentos terríveis, pois as pessoas tentavam afastar ele de junto de mim e ele estava alucinado, bêbado. Imagine se eu estivesse sozinha com ele o que aconteceria?
No primeiro dia do ano, eu tive de ir fazer corpo de delito com meu pai (que ficou muito entristecido), dar uma queixa numa delegacia; mas acabou não dando nenhuma punição para esse rapaz, pois o pai dele veio conversar com o meu, e o meu pai achou melhor esquecer essa situação, retirar a queixa. E também evitar algo pior, pois esse rapaz sabia onde eu morava, e apareceu no ponto onde eu estava esperando o ônibus para eu ir ao trabalho, tendo o cinismo de me oferecer carona, uma forma de me amedrontar e afrontar!
E a quarta vez foi ainda pior, pois estava grávida do meu segundo filho, e peguei um ônibus executivo (que saía do Shopping Iguatemi e circulava por vários bairros de minha cidade) para ir ao médico; e quando entrei nele percebi que ele estava vazio, e resolvi sentar num dos últimos assentos dele; e quando percebi que tinha um homem do outro lado me olhando insistentemente, ele trocou de assento e ficou mais próximo de mim. E o inusitado aconteceu, esse homem não respeitou nem a minha gravidez e quando eu percebi ele já tinha aberto a sua calça e tirado o seu órgão genital. Apesar de bastante nervosa, me levantei e fui falar com o motorista, e contei ocorrido e que queria ir a uma delegacia, ele argumentou que iria atrasar o seu itinerário, que podia pedir que o homem saísse do ônibus. E insistir com ele, fomos parar numa delegacia, e o homem ficou detido para averiguação, por atentado ao pudor. Mas sei que com certeza, ele foi liberado, mas pelo menos, não aceitei o ocorrido com passividade
"sabe as estrelas??
então, eu tava olhando pra elas, e comecei a pensar em você
pensei, essas estrelas brilham muito, mas não brilham mais
que o seu olhar profundo e o seu sorriso grandioso"
Em abril desse ano uma colega me emprestou um livro chamado "O nome de Jesus," eu comecei a ler e no meio do livro tive uma surpresa , fosse como um piscar de luz muito rápido, uma voz suave porem autoritária que dizia assim: Jesus esta acima de tudo e de todos.
Cura, poder e libertação.
Mesmo com meu coração triste fiquei muito feliz, pois não sabia o que me esperava pela frente, ele me mostrou o poder do nome "Jesus " que representa a quem crê...avisou do que ira acontecer no futuro... agora eu entendo Orar sem cessar é questão de obediência.
...meninas, comecei a assistir ao filme que elas estava assistindo,coloquei minha mão nos cabelos da Bruna e comecei a acaricia-lo e logo senti meu celular vibrar,haviam duas mensagens.
“Oi seu feio! Volto hj. Bjx”-Sorri animado com a noticia e percebi o “pescoção” das meninas.
-HUM,quem volta hoje hein JONINHAS?-Jéssica perguntou.
-Uma amiga minha.
-Que amiga?-Elas perguntaram num “coro”.
-Eita,quanta curiosidade! Uma amiga que eu conheci ontem.
-Amiga mesmo?-Bru perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas o que eu achei meio indecifrável.
-Claro que sim.-Disse gaguejando.Elas se olharam e disseram.
-Aham.Amiga...
-Parem de besteira,eu não vou ficar com ninguém.-Mais uma vez ela falaram juntas.
-Não falamos isso.
-Eu to falando já. Eu quero beijar alguém que não é ela. –Olhei pra Bruna que ficou vermelha. Jéssica levantou os braços e disse.
-Sobrei.-Começamos a rir e eu voltei a prestar atenção no filme.Depois de uns segundos meu celular vibrou duas vezes seguidas.
“Beija logo!!”-Sms da Jéssica e a outra dizia.
“Quero saber o que vamos fazer hoje. Porque você não vai me deixar ficar depressiva nas férias.” - Duda mandou. Respondi-a primeiro.
“Ok,vamos combinar algo. O que você quer?” E para a Jéssica eu respondi.
“Dorme que eu beijo.Acho que ela tem vergonha”. –Vi ela lendo e logo depois disso ela virou para o lado e “dormiu”.Voltei a acariciar o cabelo da Bru e fui me achegando,percebi sua respiração mudar e fui encostando meus lábios nos dela, ela foi retribuindo aos poucos,fiquei de frente pra ela e com a mão em sua cintura, aumentamos o ritmo do beijo,meu corpo começou a ficar quente, deslizei a mão que estava na sua cintura para dentro da sua blusa e comecei a acariciar sua barriga e sua cintura, a mão dela estava em meu rosto acariciando e depois de um tempo tinha ido para minha nuca, senti meu corpo arrepiar quando suas unhas arranhavam o local, parei o beijo lentamente e comecei a beijar seu pescoço, escutei o suspiro dela,fiquei entre suas pernas e levei as mãos pra suas coxas puxando ela mais pra baixo no colchão, puxei suas pernas pra minha cintura e voltei a beijá-la, senti suas pernas me apertarem,levei as mãos pra dentro da blusa dela novamente e cheguei em seus seios apalpando com um pouco de força,ela parou o beijo assim que eu fiz isso.O porque eu não sei, mas fiquei só com um selinho sem graça no final.Fui para o lado dela novamente só que agora com vergonha.Ficamos quietos, senti meu celular vibrando.
“To com vontade de tomar cerveja!!” –Ao ler a sms da Duda me deu vontade também.
“Ah,vem aqui em casa,vamos tomar cerveja,comer batatas e assistir filmes.”-Alguns minutos depois ela respondeu.
E eu nem sei quando foi que comecei a achar bonito o teu sorriso. Nem quando comecei a passar alguns minutos olhando a tela do meu celular esperando algum sinal de que lembrou de mim ou qualquer coisa assim. Nem quando comecei a torcer pra você dizer que sentiu a minha falta ou que lembrou de alguma coisa que me envolva e sorriu, rapidamente, me fazendo pensar que não sou tão boba assim por pensar em você o tempo inteiro. Aliás, também não sei quando foi que passei a pensar em você o tempo inteiro. Eu acordo, passa o dia inteiro, vou dormir e só acontece você em mim. Eu nem sei quando foi que comecei a sorrir ao escutar o barulhinho de mensagem chegando, nem quando meu coração começou a dar pulos de alegria sem parar por ler um simples “gosto tanto de você”. Nem sei quando comecei a sentir tua falta, ou desejar a tua presença nos lugares onde estou. Muito menos querer estar ao teu lado para cuidar de você ou, simplesmente, estar. Nem quando tive tanta confiança ao ponto de te contar os meus sonhos e segredos. Ou mesmo listar as minhas manhas e defeitos, sem medo de que você desistisse de mim. Eu nem sei quando foi que me tornei assim: tua, mas tão tua, que eu não sei mais ser minha.
Hoje precisava escrever
Uma busca incessante há muito tempo, desde os dias em que comecei a ter entendimento por o que seria o sentimento chamado de “amor”, no fundo sabia que seria uma procura intensa, não palpável e sim sentida, um sentimento vivenciado na alma. Uma voz e /ou um simples sentimento no fundo da alma, essa presença mostrava que há em algum lugar alguém que é capaz de transformar meu mundo, aquele que sem palavras muda a sua direção, passa a ser tão natural como a minha energia vital, a qual não suportaria viver sem, raio de sol, vibrante, incandescente, deste que só no olhar se compreende. Seria verdade, seria sonho!
Não sei explicar! As palavras não conseguem exprimir o tamanho sentido que faz esse sentimento no meu ser. Muitas vezes pensei, sou sonhadora isso é ficção dessas que a telenovela planta na nossa mente. Porém a busca permanecia no meu intimo. Motivo esse de falar sozinha, os amigos mais chegados até criticavam ou às vezes deviam pensar ela é “louca” acreditar nisso! Não é porque queria, mas simplesmente nasceu comigo e dali nunca saiu, como uma gestação para os que tiveram a graça de poder sentir sabe que nada é anormal, ela evolui conforme a natureza e chega ao ponto que precisa ter vida própria.
De vida própria excludente e espontânea enganou algumas vezes o seu próprio sentimento, mas no fundo sabia a verdade. Um dia ele saberia o que seria esse sonho inconsciente, sentiria, não imaginaria. Perdão aos que magoei! Não foi por vontade própria e sim um sentimento o qual não despertou em mim ou não reconheci no meu ser intimo, pois sabia que nada era forçado, às vezes parecia encaixe perfeito, mas tudo muito perfeito, logo a verdade, não seria o ideal, a dificuldade aumenta a grandeza do sentimento. Será¿ a dor incomoda meu coração, essa que você vê nos olhos das pessoas, tenho essa benção que muitas vezes não compreendi como graça e sim castigo, como dói ver essa dor e não saber o que fazer para aliviar. Apenas sente, gostaria que essa pessoa tivesse o prazer de sentir o que eu sento e assim entender que não era culpa minha e sim da minha alma. Não controlo apenas sinto.
Será verdade! Encontraria a pessoa certa, que faria o que jamais alguém fez. No momento certo ou no errado¿ Ao longo já nem eu mesma acreditava. Assim vem a duvida, ele reconheceria¿ entenderia tudo isso, acharia irreal demais¿ estórias!
ontem olhei à lua e comecei a imaginar como seria estar ao teu lado,não deixe q isso fique só em minha imaginação torne realidade!
A importância do sem importância.
Esta semana eu estava no hospital e sentada comecei a observar o mundo.
Vi uma senhora que sentada numa sala olhava a TV, era estranho, ela apenas olhava, pude notar claramente que ela não assistia nada, pois sua mente estava num canto qualquer onde aquelas imagens da tela não podiam alcançar.
E comecei a perceber como muitas vezes somos assim na vida, como se estivéssemos diante de uma grande TV, as imagens passam, mas não conseguimos assisti-las, não conseguimos senti-las, o coração fica frio e a vida sem emoção.
Precisamos acordar mesmo quando pensamos que não estamos dormindo.
Mas de repente o som gritante de uma sirene a fez despertar daquele transe e os olhos se voltaram para aquele grande carro branco com a cruz vermelha.
Eu nunca gostei daquele som, sempre sinto um nó no estomago e uma vontade de chorar como se eu estivesse sofrendo com quem esta sofrendo lá dentro, creio que seja a angustia de saber que impotente e que o simples desejo de querer bem, não é a real capacidade de conseguir fazer o bem.
O som da sirene deu lugar então ao breve silêncio e desceu um motorista com uma cara de nada com coisa nenhuma, um ser que certamente não deveria ser chamado de humano, um humano que não tem a capacidade de ser, sentir... Pois abriu aquelas portas e desceu aquela maca como se estivesse abrindo um caminhão de frigorífico e retirando uma daquelas grandes partes de um boi morto.
Naquela maca eu consegui enxergar que havia uma senhora, com seus 90 e poucos anos, uma mulher que certamente é repleta de histórias e lições, alguém que com certeza teria muito que ensinar a aquele pobre motorista, uma mulher que um dia foi uma criança, que um dia correu ou brincou de boneca, uma moça que teve seus amores e desamores e que certamente na sua mocidade jamais imaginou um dia estar naquela maca.
Um contraste de vidas e sentimentos...
Para o motorista era apenas mais um dia de trabalho, mais uma vez que ele teria que fazer o esforço de descer uma maca da ambulância, era apenas um dia em que ele enfrentava o trânsito para ganhar o seu pão de cada dia, era apenas uma maca, apenas uma velha.
É estranho como muitas vezes não damos importância ao que realmente importa, muitas vezes somos pegos pelas palavras “É apenas”
É apenas um pão.
É apenas um cachorro.
É apenas um cigarro.
É apenas um sorriso.
É apenas um tiro.
É apenas um abraço.
É apenas mágica
É apenas um beijo
É apenas uma criança
É apenas um carinho
É apenas atenção
É apenas uma dor
É apenas uma tapa
É apenas lagrimas
É apenas amor
É apenas fé
É apenas uma oração.
É apenas uma velha
É apenas uma vida!
E a pouca importância vai se alastrando, vai tomando conta do coração e quando menos percebemos estamos como o motorista ou como à senhora que assistia TV.
Estamos apenas estamos.
Não sentimos.
Beijos
Rê Pinheiro
Eu comecei a entender tanto as coisas, principalmente pessoas, saber o que de fato elas sentem por dentro — assim como um ouvido amigo, uma obra de caridade, uma troca de experiências. Tenho conhecido pequenas dores, grandes amores, sonhos quebrados, quedas e medos surpreendentes. Uma piedade que me fez entender que a dor não é coisa exclusiva minha.
"(...)Ai depois eu comecei a ter mais prazer pra cuidar do Vovô,quando eu fiquei com ele uma vez no hospital apareceu uma borboleta dentro do quarto, ele ficou apontando pra borboleta e me mostrando direto, ai ele tentava dormir,mas ficava impaciente olhando a borboleta voando pelo quarto do hospital, até que se levantou, eu perguntei pra onde ele ia, de repente ele SUBIU em cima do sofá, eu disse: "Vô cuidado, o senhor vai cair. O que é que o senhor quer? Abrir a janela? Eu abro,espere. " Mas ainda assim ele não desceu do sofá, e eu segurava ele com cuidado, até que eu pude entender quando vi ele pegar a borboleta com a mão,abriu a janela, e colocou a borboleta pra voar lá fora. Eu fiquei encantada! Vovô era incrivel nos menores atos dele.
Lembro que eu fazia de tudo pra agradar ele, chegava banana pra sobremesa ai ele disse que tinha abusado banana, eu lembrei que tinha levado umas laranjas, ofereci, ele olhou meio assim sem interesse, eu descasquei a laranja toda, tirei toda a pele branca e cortei em pedaços até encher toda a vasilha, ai eu disse pra ele comer comigo os gominhos de laranja cortado, ele comia feito uma criança, depois me olhou e perguntou se tinha mais... pra mim, não tinha nada que pagasse aquilo,a minha tamanha satisfação! Ai assim fui descobrindo como cuidar dele, como se cuida de criança mesmo! Um tempo que eu nunca vou esquecer! (...)"
Idade.
Nem sei quando comecei a perceber os efeitos da idade, mas ela sempre esteve na minha cara.
Quando a gente é jovem o tempo passa mais devagar ou mais depressa de acordo com o que se tem para fazer ou é obrigado a fazer.
As aulas parecem durar uma eternidade e as férias acabam num piscar de olhos.
Quando a gente é novo parece que demora chegar aos dezoito anos para tirar carteira de motorista e entrar em balada e isso parece ser o mais importante da vida.
Depois, tem a fase em que todo mundo vive falando que a gente é muito novo para isso e para aquilo e de repente, resolvem que a gente é velho e está na hora de trabalhar.
Não há quem não tenha tido uma vontade louca de casar quando jovem demais para isso e logo depois, principalmente os homens, vivem fugindo do casamento porque é sinônimo de responsabilidade.
Lembrei-me de um ditado que dizia: A gente nasce, cresce, fica bobo e casa.
Mulheres sempre mentem a idade. Sempre! Antes dos dezoito aumentam e depois diminuem progressivamente de acordo com o bom ou mau resultado das plásticas.
Algumas como uma amiga, insistem em dizer que não escondem a idade mas eu bem sei que a minha amiga já passou dos quarenta declarados e isso faz mais de vinte...
Há bem pouco tempo eu ouvia os mais velhos falarem de dores por todo o corpo que chegam com a idade e achava um exagero. Hoje eu vejo que não há nenhum exagero, e essa, certamente é a menor das dores da idade.
Ainda vou descobrir porque andam propalando que essa seria a melhor idade...
Foi preciso todo um ritual pra tirar você de mim. Comecei pelas nossas fotos, lembra delas? A gente juntos, sorrindo pro mundo, felizes, eu sempre enlaçada pelos seus braços, você sempre protetor com um ar de mistério. E tinha aquela outra só sua, que eu tirei quando você estava distraído. Sempre amei aquela foto, você tava lindo admirando o pôr-do-sol, enquanto eu admirava você. Joguei fora todas as nossas fotos, botei fogo em tudo que fosse palpável e me mostrasse os meus melhores momentos com você. Em seguida fui atrás de todos os bilhetinhos que você me enviava. Li, reli, e tentei imaginar se algum dia todos aqueles “eu te amo” haviam sido verdadeiros, se por um acaso você realmente sentiu amor por mim, ou tudo não passou de um atração. Joguei suas palavras vazias e falsas promessas na primeira lixeira que achei, uma lixeira pública, de uma rua qualquer, para eu não correr risco de voltar atrás e recuperar todos os seus recados. Depois foi a vez do celular, comecei pelas nossas mensagens, nossas conversas, mas dessa vez eu decidi deletar sem ler, já não tinha saúde mental para reviver cada momento, lembrar de todas as sensações que eu sentia quando via que era uma mensagem sua de boa noite, ou coisa do tipo. Aproveitei e deletei o seu número também, não quero estar mexendo na minha agenda telefônica e de repente me deparar com o seu número, e ter que encarar de frente a vontade de te ligar, só para ouvir sua voz, perguntar como você ta, essas coisas banais. Dei um fim em tudo o que me lembrava você, deletei, rasguei, joguei fora, coloquei fogo no nosso passado. Li em um certo lugar a seguinte frase: “Longe dos olhos, longe do coração”. Então comecei a te evitar também, parei de visitar seu perfil nas redes sociais, parei de frequentar qualquer lugar que pudesse colocar em risco o meu plano de te evitar, de te esquecer. Não passei mais em frente a tua casa. Parei de perguntar de você aos seus amigos. Controlei minha vontade de tentar imaginar o que você estava fazendo. Controlei o impulso de passar em frente ao seu trabalho. Me controlei por dentro, repeti como um mantra até acreditar, que você é passado e não há mais lugar para você no presente. Me controlei por fora, tentei não parecer afetada quando me perguntavam de você, tentei manter a sanidade quando te vi passar por mim. Com o tempo, todas essas mentiras viraram verdades e eu realmente te esqueci, parei de me afetar com a sua presença ou a falta dela. Com o tempo todas as lembranças se dissiparam, assim como o sentimento que um dia foi exclusivamente seu. Foi difícil chegar a plenitude, recuperar a minha paz que você fez questão de levar embora quando decidiu partir. Demorei um certo tempo até me ver completamente livre de você e seus encantos. Demorou, mas eu consegui. Hoje eu sou livre. Livre de você, livre do meu passado. To limpa, como uma dependente química que consegue largar o seu maior vício, que se afasta das drogas porque já não tem condições físicas e nem morais para aceitar o pouco que a doce sensação lhe traz em troca do muito que as conseqüências amargas levam. To limpa, recuperada, e o melhor de tudo: to feliz!
Depois que comecei a estudar percebi que minhas composições são meras poesias com algumas notas musicais...falta muito pra de fato ser uma composição. Enquanto isso em mais uma noite estou aqui eu e meu violão inspirado em uma voz que não se cala dentro de mim....
Eu sempre fugia de suas conversas,sempre me fazia de Boba.
Mas a partir do momento que comecei a conhece-lo,percebi que ele me fazia muito bem.
Percebi que era ao lado dele que eu me sentia segura,e era co ele que eu queria viver minha vida e ser feliz.
Um dia eu estava meditando e comecei a pensar: o que é o Amor?
Amor é você aceitar o outro sem julgar;
Amor é você confiar incondicionalmente;
Amor é voce se sentir feliz com a pessoa independente de onde estejam;
Amor é você dar um sorriso bobo só de pensar na pessoa;
Amor é você ver qualidades onde outras pessoas só veriam defeitos...
É algo inexplicável que te completa e te domina, te alegra e te fascina, te dá asas quando você perde o chão, te dá forças quando é disso que você precisa.
Hoje sou feliz porque você me ensinou a amar e serei eternamente grato a DEUS por ter me dado tamanha felicidade, tamanho prazer: um Amor incondicional.
Eu amo você.
