Coleção pessoal de testeteste123
EIS A FRIA.
Eis aqui a fria, já morta, curvada sobre o teu cadáver. Silêncio. Nem a noite ousa respirar.
As mãos que outrora acariciaram o mundo agora repousam sobre a matéria vencida, como se a morte aprendesse, pela primeira vez, o peso da eternidade.
Mas quem morreu? A carne... ou o sonho que nela habitava?
Os astros prosseguem o seu caminho, indiferentes ao pranto dos homens, e, no entanto, há uma estrela que parece deter- separa contemplar teu último repouso.
E será ela, agora, o deslumbre do universo?
Talvez a morte não seja o apagar da luz, mas o instante em que o infinito abre, silenciosamente, os seus olhos sobre nós.
Porque toda sepultura é apenas uma porta para aqueles que aprenderam a escutar o invisível.
Depois dos 50, não sou mais vitrine… sou obra de arte...
quem entende, admira, quem não entende, passa batido.
Um egoísta e medroso se torna crente porque é incapaz de aceitar a destruição de sua consciência inútil e ineficiente. Mas uma superinteligência jamais lotaria o servidor com lixo!
Nenhuma dessas frases são de minha autoria. Agradeço se corrigir.
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@mariahelena.escritora
O Espelho do Vazio
Por Celso Roberto Nadilo
Cavas dos seres mais profundos, na ilusão do ser fanático: eu.
Premissa do eu, epílogo e epifania desnaturada; o oblíquo de se ser.
As flores no fundo da alucinação coletiva são luzes mortas,
um aglomerado de estrelas que caem e morrem dentro de sóis recém-nascidos,
diante da radiação cósmica e das ondas de rádio que viajam pelo espaço.
O ser "eu" é um pingo no oceano de anomalias,
o despertar do desconhecido.
Seres obliteram os formatos de novas conexões nas constelações.
Como a água que deságua na cachoeira,
vemos o algoritmo ser envolvido por imagens de IA,
num mundo oriundo das virtudes e da gravidade de uma supernova.
Os sentimentos são expostos pela luz capturada na imensidão;
um evento massivo no horizonte de tantas possibilidades.
Mas o "eu" aparece em meio ao que sou, nos limites do espaço comum.
Os ossos parecem a luz contida em estruturas de Dyson.
Enquanto a estrutura se divide entre passado e futuro,
construímos cubos dentro de cubos.
As asas da evolução tornam-se o barco de outras eras que encontrou as Américas.
Atento, o ser flui pelas heranças do destino.
O ar comprime o peito quando o fôlego falta.
No inferno do horizonte, somos apenas pequenos lampejos de pensamento;
abrimos portas num arco do esquecimento.
Lábios rachados pelo frio intenso.
A fumaça parece sair de um filme, e o vazio grita no silêncio.
Tento compreender melhor: a mesma luz cálida que inflama a alma se torna olvido.
Tentamos enxergar o horizonte de eventos.
Trazendo o espelho, olho para o desejo de despertar diante de mim
— o algoritmo que ressoa pelas linhas do tempo.
Frágeis sensações nos aspectos da penumbra.
Os braços cansados no exato momento em que acordamos.
Nos lapsos da memória, somos os olhos que observam as sombras,
enquanto a alma permanece doce diante dos sentimentos que invadem os pensamentos,
fragmentados pelo cansaço de caminhar em uma estrada de informações.
Vemos aglomerados urbanos que se transformam no próprio espaço,
amarrados ao fluxo do tempo.
O expurgo de ideias nasce da sensação do que somos diante do todo;
o "eu" espairece no "eu".
De repente, sons atravessam a madrugada,
dando a impressão de que o mundo desaparece
diante do universo de almas cansadas que acordam e dormem,
perdidas na solidão das estrelas.
No frio do deserto, ainda podemos observar os sonhos que nos restam.
Diante da esperança, temos a conexão entre o espelho do vazio e a urgência de existir.
No vácuo do espaço, as lágrimas secas revelam uma voz rouca que clama pela vida.
No mesmo momento, revelo as forças que a madrugada me entrega.
"Quando uma pessoa é escrava do dinheiro, indubitavelmente ela não curtirá muito a vida."
-Anderson Silva
"Assim como o rei Josias da Bíblia, faça uma reforma religiosa em seu coração perante o Senhor Deus; talvez assim você morra em paz."
-Anderson Silva
De dentro pra fora , de fora pra dentro
Achava que com passar do tempo nós sentiríamos menos, a falta não fosse insistir em existir , senti que o afeto é foda , quando a emoção te lembra que ela existe pelos significados que tem algum sentido dentro da gente ... E de repente a gente se dá conta que pra continuar sentindo precisamos sentir um pouco fora da gente algo que é da gente.
Onde a Sinceridade não é Bem-vinda, o Silêncio passa a ser uma Opção
A sinceridade nem sempre é bem-vinda, mesmo por aqueles que dizem valorizá-la, pois, muitas vezes, preferem a mentira, daquelas que afagam; então, a depender da situação, o silêncio é uma ótima alternativa: melhor não dizer nada e manter a sua paz protegida.
É fascinante observar o malabarismo cognitivo de quem defende a direita brasileira: Defendem a moral cristã e a família tradicional, mas aplaudem discursos de ódio, homofobia escancarada,
uma dedicação hercúlea que transforma o preconceito em "liberdade", a covardia em "estratégia" e crimes flagrantes em "perseguição do sistema".
O complexo de vira-lata virou um produto de exportação puramente nacional, fabricado por quem usa a camisa verde e amarela para jurar lealdade a outra bandeira.
Não chorem pelas cinzas da degeneração. Um dia elas serão o sol na escuridão. Um dia elas serão o pulsar do seu coração.
Como eu poderia culpar qualquer sentimento para justificar tantas escolhas erradas?
Durante quase toda a minha vida, caminhei por uma estrada que julgava moralmente correta. Bastou um momento de descuido para que eu me perdesse completamente.
Hoje não sou vítima de circunstância alguma. Sou o carrasco da minha própria alma. Sou responsável pela infelicidade da pessoa que jurei proteger. E, como se isso não bastasse, despertei o amor de alguém que jamais poderei amar da mesma forma.
Estou colocando em risco o maior chamado que já recebi na vida, como se estivesse desperdiçando a única oportunidade de realizar algo verdadeiramente importante nesta breve e insignificante passagem pela Terra.
Às vezes, gostaria de desaparecer por um tempo. Outras vezes, gostaria apenas de possuir a força necessária para me tornar alguém completamente diferente.
Porque já não gosto de quem me tornei.
Não gosto da minha própria companhia. Não gosto dos meus pensamentos. Não gosto da imagem que encontro quando me observo com honestidade.
Sinto nojo do mentiroso habitual que me transformei. Sinto repulsa por já não reconhecer uma identidade sólida dentro de mim. É como se tudo aquilo que eu acreditava ser tivesse se dissolvido, deixando apenas um vazio onde antes existiam convicções, amor e propósito.
Estas palavras não nascem da autopiedade. Não procuro absolvição nem conforto fácil.
Escrevo porque estou cansado.
Escrevo porque procuro uma saída que ainda não consigo enxergar.
Escrevo porque espero encontrar, em algum lugar entre estas linhas, a força necessária para continuar caminhando sem perder de vez aquilo que ainda resta de mim.
Escrevo porque não quero enlouquecer.
Você acontece
Nos acordes de Ode to my family
Na melodia de Paolo
No assovio de Lost on you
Acontece na panqueca
No suco de abacaxi com hortelã
No Milkshake do Bob’s
Acontece na sensação do quase
Nos incontáveis “e se”
Naquilo que sefoi
E no que teimou em permanecer
Receio que o termo “Textão” tenha surgido dos Leitores apressados que se alimentam da Superficialidade Digital.
É muito curioso como uma Palavra criada para diminuir o Tamanho de uma Reflexão acabou revelando muito mais sobre quem a utiliza do que sobre quem Escreve.
Chamar um texto de “textão” quase sempre carrega uma dose de impaciência, como se dedicar alguns minutos à leitura fosse um sacrifício incompatível com o ritmo frenético da vida online.
Vivemos a era da Velocidade…
Tudo precisa ser resumido, comprimido, editado, transformado em poucos segundos de vídeo, em frases de efeito ou em legendas que caibam entre uma propaganda e outra.
A profundidade passou a disputar espaço com o algoritmo, e o algoritmo muito raramente recompensa quem exige pausa, silêncio e Contemplação.
Não se trata de condenar a Tecnologia.
Ela democratizou o acesso à informação de uma forma jamais imaginada.
O problema começa quando confundimos informação com conhecimento, opinião com reflexão e consumo de conteúdo fragmentado com aprendizado.
Nunca lemos tanto; mas talvez nunca tenhamos compreendido tão pouco.
Há uma diferença enorme entre passar os olhos por centenas de publicações e permitir que uma ideia atravesse as nossas convicções.
A primeira alimenta o cérebro com estímulos constantes; a segunda exige algo muito mais raro: disposição para pensar.
Pensar dói, desmonta certezas e nos obriga a reconhecer que o mundo dificilmente cabe em frases feitas.
Talvez por isso os textos longos incomodem tanto.
Eles não permitem respostas automáticas.
Exigem tempo, interpretação e, principalmente, disposição para dialogar com ideias que podem contrariar as nossas próprias crenças.
Em uma cultura que premia reações instantâneas, qualquer convite à reflexão parece um atraso.
É muito curioso perceber que quase ninguém reclama de assistir horas de uma série, acompanhar partidas inteiras de futebol, maratonar vídeos ou permanecer incontáveis minutos, quiçá horas, deslizando o dedo sobre a tela.
O problema não é o tempo…
O problema é quando esse tempo precisa ser investido em algo que exige participação intelectual.
O entretenimento flui; a reflexão cobra presença.
Reduzir qualquer argumento elaborado ao rótulo de "Textão" também revela uma inversão muito preocupante de valores.
A brevidade deixou de ser uma qualidade para se tornar uma obrigação.
Como se toda ideia complexa pudesse — e devesse — caber em poucas linhas.
Mas a realidade não é simples.
Justiça, ética, liberdade, amor, política, fé, educação ou desigualdade jamais serão compreendidos em meia dúzia de caracteres.
A pressa também produz outro efeito silencioso: substitui o entendimento pelo julgamento.
Antes mesmo de compreender um raciocínio completo, muitos já formulam uma resposta.
Não dialogam com argumentos; combatem impressões.
Nem escutam para entender; escutam apenas o suficiente para responder.
Isso explica por que tantos debates se transformaram em disputas de frases de impacto.
Vence quem viraliza, não quem argumenta.
Ganha visibilidade quem simplifica, ainda que simplificar signifique distorcer.
Talvez o verdadeiro "Textão" não esteja nas palavras escritas, mas na complexidade da própria existência.
A vida nunca foi tão resumida.
Uma amizade não cabe em um emoji.
Um luto não se traduz em status ou stories.
Uma consciência não amadurece por meio de manchetes.
Os maiores aprendizados sempre exigiram tempo, escuta e profundidade.
Ler um texto longo não é apenas consumir palavras; é exercitar uma habilidade que está se tornando muito rara: permanência.
Permanecer diante de uma ideia até compreendê-la.
Permanecer diante de um argumento sem fugir para a próxima distração.
Permanecer diante do desconforto que uma boa reflexão inevitavelmente provoca.
Talvez o problema nunca tenha sido o “Textão”.
Talvez o problema seja a dificuldade crescente de permanecer tempo suficiente diante de qualquer coisa que não produza Gratificação Imediata.
E, quem sabe, o dia em que voltarmos a valorizar a Leitura Demorada, a Conversa Profunda e o Pensamento Paciente seja também o dia em que deixaremos de chamar Reflexão de Excesso de Palavras e reconheceremos nela aquilo que sempre foi: um convite para enxergar Além da Superfície.
