Coleção pessoal de testeteste123
Por vezes, a mentira seduz não por ser mais bela do que a verdade, mas porque a verdade exige uma coragem que ainda não possuímos. Furucuto, 2026
O Processo Seletivo do Progresso
No desfrute da árvore, sua sombra reluzindo sobre a terra emana vida — e isso é bom.
No calor sufocante, a água congelada dos Alpes da montanha refresca o corpo.
Os peixes nadam, parecendo flutuar nos céus; isso é maravilhoso.
As frutas da árvore caem, mostrando que a gravidade está longe da nossa compreensão. Como as folhas secas, o fruto se decompõe ou gera outra árvore; e isso foi bom de se ver.
O vento surge juntamente com as nuvens carregadas de chuva. Mas o calor escaldante afasta as águas... Vejo o sopro levar as nuvens para as camadas superiores. É lindo ver a natureza. Os pássaros dançam nos céus, desenhando um novo início.
O calor aperta. Um sorvete é bom, delicioso, mas o vento frio denuncia o que vem adiante.
Nas fronteiras dos sonhos, reside a devastação humana e o descaso com o lixo. O desrespeito à vida.
Os desejos de futuro tornam-se profundos demais enquanto os animais somem e os pássaros abandonam os céus.
O denso ar poluído ganha contorno: carros barulhentos, pessoas sem noção... Música alta que se autointitula arte. Até os ratos correm por onde antes voavam pássaros. Agora, voam apenas moscas e baratas.
Nesse caos ambiental, bolsões de vida resistem, mas cobra-se entrada — pois tornaram-se parques do Estado, reservas nacionais, praças e corredores controlados. As árvores carregam poeira nas folhas; os pássaros estão restritos a um meio ambiente sitiado. Onde antes caminhávamos sobre águas límpidas e reluzentes, agora impera o mau cheiro.
Modinhas são desenvolvidas e resumidas nos likes do algoritmo: alienação intelectual pura.
Dizem que a vida tem urgência, mas tudo passa rápido demais. A alienação faz todos engolirem o processo seletivo do progresso, enquanto as infames manobras políticas revelam-se máquinas de enriquecimento ilícito.
A legalidade tornou-se peça de museu, como bichos empalhados. É pão e circo que o povo quer? Pois que venham com a palhaçada. Enquanto isso, animais marcham pelas estradas vazias, pedindo carona.
As aves observam o horizonte sob luzes de um céu anômalo, enquanto a maré vermelha bate à porta. Os reservatórios pluviais secam; suas nascentes foram destruídas pela indústria que busca espaço onde outrora era mata.
As folhas secas dão origem ao deserto árido. O sopro do vento leva embalagens plásticas de refrigerante, como em um velho oeste americano feito de lixo. A água que caía dos céus, limpa e cristalina, agora cai ácida, negra de fuligem.
Inundações e secas extremas ditam o novo cenário ambiental. O fogo que sai da terra demonstra que o mundo, finalmente, acompanha a natureza autodestrutiva do ser humano.
"Saber para onde vai" transforma o "caos do mundo" em "vento potencialmente favorável", mas é a sua constância de trabalho diária que, realmente, fará o "impossível" acontecer.
Quando a pessoa não consegue alcançar ou compreender a profundidade de alguém, ela tenta rebaixar essa profundidade para se sentir confortável na própria superfície.
Aquilo que eu não vejo nem percebo, Deus me mostra. E se não me mostrar, Ele simplesmente me afasta e me insere em caminhos confiáveis! Revisto-me desta confiança que não falha e não tarda.
(Aline M. Abdalah)
Não pratiques ações somente para demonstrar gentileza. Renegues fazer parte desta plateia social.
020726
"Dependemos do amor para se encontrar no caminho que traçamos, mas tem pessoas que sempre optam pelo ódio e as mágoas e se perdem no labirinto da vida."
Mesmo se estivermos distantes
Seremos apenas um
Pós um está no pensamento
E o outro está no coração.
Dos cinco filhos da mãe nordestina, um parte para longe, levando consigo o sotaque, o sabor e a força de um povo que nasceu para espalhar cultura pelo mundo.
Última Conversa — Paulo Fernando | Menino Confuso
Você foi o amor mais intenso que eu já vivi, mas, ao mesmo tempo, aquele que mais me magoou.
Nunca pensei que a nossa história terminaria assim. Durante meses, pensei em te escrever, em tentar descobrir se ainda existia algum sentimento em você por mim, mesmo sabendo que você já estava com outra pessoa. Porque eu te amei. E nem sabia que era capaz de amar alguém dessa forma.
Hoje, não te amo como antes, mas ainda guardo com carinho as boas memórias que construímos. As ruins, eu perdoei. Não porque deixaram de doer, mas porque não quero mais revivê-las.
Nunca imaginei que conseguiria apagar as nossas conversas. Fiquei sete meses preso a elas. Foi mais fácil me desfazer de tudo o que você me deu, de tudo o que fazia lembrar você. Mas aquelas mensagens… nelas eu sempre encontrava um pedaço de nós, e era nelas que eu permanecia preso. Até hoje.
Comecei a sentir vontade de encerrar tudo quando percebi que ver você olhando as minhas coisas já não me afetava como antes. O teu sorriso já não trazia a luz que um dia iluminou os meus dias. E, se eu já não sentia mais necessidade de olhar a sua vida, também não fazia sentido continuar deixando uma porta entreaberta para que você observasse a minha. Foi por isso que apaguei tudo.
Chorei.
Chorei porque foi a história mais bonita que eu já vivi. Cada momento ao teu lado parecia pura mágica. Mas, ao mesmo tempo, também foi o meu maior pesadelo.
Naquele dia, na praia, na nossa última conversa, foi como se cada palavra sua fosse um soco. E pensar que foi justamente no mar, no nosso primeiro encontro, que eu me apaixonei por você. Terminar tudo exatamente onde tudo começou foi um choque difícil de explicar.
Mas a dor da despedida foi ainda maior.
Naquele instante, eu olhei para você completamente ferido e disse adeus. Você sorriu. Até hoje não sei se era nervosismo, indiferença ou deboche. Só sei que doeu. Porque, mesmo naquele momento, eu ainda estava aberto para você.
Sempre foi você quem eu quis.
Eu só queria entender você um pouco melhor. Também queria que você tentasse me compreender. Mas não aconteceu. E, mais uma vez, eu me perdi dentro de um amor que não encontrou o mesmo caminho de volta.
Hoje, quando apaguei as nossas conversas, não foi porque deixei de reconhecer a importância da nossa história. Foi porque entendi que algumas lembranças precisam permanecer apenas na memória, e não mais na tela de um celular.
Você sempre fará parte de um capítulo importante da minha vida. Um capítulo que me ensinou a amar com toda a intensidade que eu tinha, mas também a entender que nem todo amor foi feito para permanecer.
A dor não desaparece de uma vez. Ela aprende, aos poucos, a morar em um lugar onde já não controla os nossos dias.
E, finalmente, hoje, esse ciclo acabou.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
A Porta da Liberdade — Paulo Fernando | Menino Confuso
Na calada da noite, acordei com alguém batendo na porta. Logo pensei que fosse na minha casa. Quando escutei a vizinha perguntando quem era, uma voz bradou dentro do meu quarto: um “sou eu” que estremeceu tudo o que há dentro de mim.
Levantei-me, andei pela casa, sentei, e logo pensei: poxa, será que nunca vou sair daqui? Será que ninguém vai notar que estou preso? Que preciso ver o sol raiar novamente? Que preciso de um abraço?
Com os olhos fechados, senti uma calmaria dentro de mim, e as lágrimas molhavam o meu rosto. Comecei a lembrar do meu pai, aquele que vem cuidando de mim mesmo eu não merecendo. Senti saudade de falar com ele. Eu tinha tanta coisa para conversar, mas ao mesmo tempo sentia vergonha, pois eu tinha me afastado, mesmo ele estando ao meu lado.
No estado decadente em que eu estava, me humilhei e me prostrei aos seus pés. Pedi perdão, pois compreendi que ele é a minha verdadeira liberdade. Em silêncio, ele estava ali me ajudando, e naquele chão ele começou a dizer o quanto eu era lindo, magnífico, sublime. Ali, matei a saudade do pai.
Quando abri os olhos, olhei para a janela. Me levantei e fiquei observando, esperando forças para poder abri-la. Então fui em direção à luz que ultrapassava pela fresta da janela e a abri.
O céu, a terra, as flores amarelas e azuis… um sol nascendo.
Não consegui segurar as lágrimas e deixei cair.
Precisei sair do meu cômodo para receber o que eu precisava: a minha liberdade. Pois ela já morava dentro de mim.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
Labirinto de Migalhas — Paulo Fernando | Menino Confuso
Você me fez derramar lágrimas.
Meu coração começou a sangrar ao te ver partindo, e meu sonho foi, pouco a pouco, se destruindo. Não imaginava que eu precisaria dessa realidade para perceber que eu e você acabamos — e que esse foi o nosso fim.
Cego pelas tuas palavras bonitas, perdi-me no teu labirinto, onde você não me permitia sair. Vivi a ilusão de que poderia ter você para sempre na minha vida, como nos contos de fadas, que sempre têm um final feliz.
Te ver partindo foi como um flash, que me mostrou a realidade: você não está nem aí para o que eu sinto por você. Então vi minha venda cair ao chão, e as lágrimas que rolavam no meu rosto foram, aos poucos, se secando.
Respirando fundo, comecei a procurar uma saída. Uma porta para sair de perto de ti, porque já não dava mais.
Eu te amo, mas ficar sofrendo não.
Na minha solitude, comecei a ver o mundo de outra maneira. Percebi que eu precisava me amar, buscar o meu eu, me encontrar novamente.
Diante disso, fui em busca da minha felicidade, porque o seu amor de migalhas eu já estava cheio.
Sim, estou conseguindo viver sem pensar em você. Logo poderei te ver novamente e dizer que você não foi um erro, mas sim um acerto que me fez crescer e criar camadas de proteção contra pessoas assim como você.
Enquanto esse dia não chega, vou vivendo.
Feliz.
Longe do teu labirinto.
Longe de tudo que ainda te envolve.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
Algumas Ilusões — Menino Confuso | Paulo Fernando
Não sei se já aconteceu com vocês, mas comigo sempre acontece.
Eu começo a me envolver com a pessoa e passo a sentir muito por ela. E tem gente que não sabe lidar com isso. Promete céu, terra e mar… mas você já entende, no fundo, que aquilo não vai passar de palavras bonitas.
Mesmo assim, você acredita. E acaba mergulhando de cabeça nesse começo de relação.
Passa o primeiro mês e tudo parece maravilhoso. Um sonho mesmo. Você conversa até o sol aparecer e só para quando o cansaço chega. Abraça, beija, sente demais.
Mas os dias passam… e tudo começa a mudar.
O tempo que era muito vira pouco. A atenção vai se afastando aos poucos. E aquela pessoa que prometeu céu, mar e terra já não está na mesma sintonia que você.
E então as lágrimas começam a cair.
A pessoa parece não se importar. E o pior: ela diz que você “não é pra ela”, que “não está no momento”, que “está confusa com tudo isso”.
E vocês terminam aquilo que nem deveria ter começado.
Passam 30 dias depois do término… e você ainda sente.
Porque sentimento não passa como dor que se resolve com um simples remédio. Não é rápido assim.
E então você, sem muita força, pergunta:
“Você ainda gosta de mim?”
Você espera uma resposta positiva. Mas, na verdade, a pessoa finge não entender:
“O quê? Como assim?”
Engraçado como algumas pessoas mudam depois de conseguirem o que querem.
Você fica arrasado, claro. Quem gostaria de se sentir esquecido por alguém que amou?
Acho que ninguém.
Mas uma coisa é certa: nem tudo precisa ser do jeito que a gente quer.
Quando você vira sua própria prioridade, esse tipo de pessoa deixa de ser amor… e vira só uma ilusão.
E como ela mesma disse:
“Eu estou vivendo, e você também. Você está bem, e eu estou ótimo.”
Guarde isso: você não precisa de um namorado agora. Você precisa de você mesmo.
De conhecer seus gostos, suas manias, seu cheiro, seu silêncio.
Lembra: quando você começa a deixar de lado o que tanto queria, você começa a receber sem precisar correr atrás.
Bom… acho que é isso.
Qualquer coisa, me chama. Vamos conversar.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
O amor, quando deixa de ser sentido, vira uma moeda de troca valiosa. Se não percebem, não te amam.
A sabedoria começa no reconhecimento do vazio, mas se constrói através do acumulo contínuo de frações infinitesimais e complementares.
Enquanto uns vendem a ilusão do consumo, outros vendem a ilusão da revolução. No fim, ambos enriquecem no topo.
