Coleção pessoal de testeteste123
Ama-me sem pressa. Desperta em mim um fogo que percorre cada centímetro da minha pele, deixando meus sentidos à flor da pele. Há um desejo intenso que cresce a cada pensamento em você, uma vontade que se torna impossível de ignorar. Meu corpo e minha imaginação parecem chamar pelo seu toque, enquanto a expectativa do nosso encontro transforma cada instante em pura ansiedade e paixão.
Se alguém pensa que os textos que publico são indiretas, sermões ou broncas para quem me acompanha, está olhando para o lugar errado. Eu escrevo sobre mim. Cada linha é uma confissão, uma prestação de contas que faço diante do espelho quando a madrugada já expulsou todas as desculpas.
Mas há algo mais aqui — uma segunda camada de confissão, mais silenciosa e mais desconfortável: a percepção de que existir não é estar parado, mas estar em travessia.
Eu não começo essa viagem — ela já está acontecendo quando percebo. E isso muda tudo o que eu acreditava sobre controle, direção e destino. A imagem da Terra como uma nave não é futurismo nem metáfora científica; é apenas a forma mais honesta que encontrei de olhar para o fato de que nada em mim, nem fora de mim, está fixo.
Escrevo como quem revisita a própria vida como uma casa abandonada. Abro portas que preferia manter fechadas. Encontro erros mofando nos cantos, covardias escondidas atrás de boas intenções e verdades que sempre estiveram ali, enquanto eu insistia em olhar para outro lado. Escrevo porque preciso organizar esses escombros antes que a cortina se feche. O fim não avisa o dia nem a hora. Apenas chega.
E no meio disso tudo, percebo que a ideia de “vida” muitas vezes foi apenas um nome mais confortável para o movimento. Uma tentativa de fingir estabilidade onde só existe deslocamento contínuo.
Não há um ponto de partida claro. Não há um retorno verdadeiro. O que chamei de começo e fim sempre foram apenas pausas dentro da mesma travessia. E aquilo que chamamos de “eu” talvez não seja mais do que o rastro momentâneo dessa viagem, algo que existe enquanto se move e desaparece quando tenta parar.
A *juventude acredita que sabe*. A idade descobre que quase nunca soube. Só o tempo nos concede a crueldade da lucidez — essa clareza de que muitas derrotas poderiam ter sido evitadas, mas também de que sem elas talvez nunca enxergássemos nada com precisão.
Há quem passe a vida tentando preservar a pele, o coração e a alma de qualquer cicatriz. Mas essa cautela não compra um minuto sequer. Não impede a travessia. Apenas reduz o que poderia ter sido vivido a uma forma mais leve de ausência.
Eu não escrevo para ensinar ninguém. Escrevo porque preciso encarar o fato de que estou dentro do que descrevo. Não há fora.
E se vou partir marcado, que seja. Que minhas rugas contem histórias. Que minhas cicatrizes denunciem os lugares onde a vida — ou melhor, onde essa travessia — me atingiu em cheio.
Prefiro carregar o peso de ter vivido ao vazio de ter apenas sobrevivido.
Eu acho incrível as pessoas que moram em uma casa com sua família a vida inteira. Criam memórias, lembranças, laços que atravessam anos e décadas. Não tive essa experiência. Vivíamos mudando de casa e de endereço. Éramos como nômades, ciganos. Mesmo constituindo minha própria família, acabei reproduzindo esse padrão. Não tenho essas memórias de forma física. Não tenho uma casa do passado para mostrar que estivemos lá. Também não pude preservar o quarto do meu filho.
DENÚNCIA
Olhei para o céu azul como o mar.
Antes pelo menos ele era azul,
Hoje, ele parece 'té fumaçar,
Nem o mar, como era, tá tão taful.
Que era belo, hoje não mais está,
Que antes gosto era não mais é pra tu.
Pessoas nem conhecem o mundo nu.
É o humano que da cor tá a tirar?
Um dia olhei ao longo do horizonte.
Nada vi ao não ser prédios disformes,
Pessoas e mais pessoas em mui montes.
O mundo não é muito lá uniforme,
Mas se fosse, humano estaria longe.
Seja consciente, sua vida forme.
2083 📜 "Se o objetivo dos Ateus é também (ou apenas) convencer os crentes-em-Deus de que Deus não existe, o que eles conseguiram até ontem? Quantos eles convenceram? Alguém sabe? Eles sabem?"
As Sombras da Essência e a Dualidade do Ser
Por Celso Roberto Nadilo (Adaptação Lírica)
As sombras da essência e a dualidade do ser: o trágico contraste entre o triste e o feliz.
Há uma dor profunda em não se reconhecer no espelho, um cansaço em nunca encontrar a felicidade no próprio ser. É a dor existencial que se manifesta também nos fenômenos do autismo — graus distintos da alma e da individualidade, onde até o mínimo barulho fratura o silêncio e converte o indivíduo em um território de conflito sensorial.
Diante disso, como agirá o transhumanismo? Irá ele sobrepor-se ao ser existencial?
Compreender a mente humana é mergulhar no complexo e no imprevisível. À beira desse abismo, para onde podemos guinar? Nas fronteiras do desconhecido, a mente ainda é um universo do qual sabemos muito pouco. Projetamos chips, eletrodos, receptores e emissores digitais instalados no cérebro para obter o controle da mente e criar uma ponte definitiva com o mundo. Mas, com o intelecto dividido com a Inteligência Artificial, o controle mental, as decisões e as escolhas ainda seriam influenciados pelo mérito do astro espiritual?
Para onde caminhamos? Para dentro ou para fora? Para cima ou para baixo? Seremos nós os laços que unem a humanidade, ou apenas nós de uma rede técnica? O sentido contemporâneo mais profundo está justamente no início daquilo que começamos a viver. O "nós somos" diante do "eu sou" nos impele a compreender que a própria existência tornou-se um salto de fé em direção ao transhumanismo.
Tudo o que conhecemos, tudo o que somos, desdobra-se diante do que vejo na caverna — o eterno retorno às alegorias de Platão, buscando laços ainda mais profundos na eternidade. Nas órbitas das nossas origens, somos criaturas minúsculas diante da imensidão infinita do universo. O transhumanismo talvez veja o fim deste cosmos, mas será que ele compreenderá o real significado de ser poeira?
A verdadeira grandeza que carregamos está no milagre dessa poeira cósmica saber falar e pensar. E, talvez, através das eras, cruzando galáxias e universos, continuemos a captar conhecimento, conscientes de que sempre fomos a parte mais viva da matéria estelar.
O espelho da existência reflete o espelho de um mundo multissensorial. A verdade permanecerá primordial, ou os espelhos abrirão múltiplas realidades até que tudo vire um borrão? O multiverso fragmenta o espaço e o tempo; contudo, evoluímos apenas nos atos que somos capazes de dominar. Diante do contraste do ser, o tempo de existência será superior ou uma mera métrica de qualidade de vida?
As definições do ser podem crescer ou definhar. Mas a alma humana necessita compreender o ciclo sagrado da vida: nascer, crescer, amadurecer e, por fim, perecer nos limites dignos da existência.
Por Celso Roberto Nadilo
Viajamos pelas asas do tempo e ganhamos conflitos e questionamento sobre o somos e que seremos capazes de ser diante o eu.
Talvez eu nunca descubra em qual canto do universo seu nome foi escrito pela primeira vez, talvez ele tenha surgido junto de alguma estrela que já morreu há milhões de anos, ou tenha sido guardado em silêncio entre planetas que ninguém jamais verá, só sei que, quando penso em você, não imagino fogos de artifício nem fenômenos raros, penso em gravidade, penso naquele planeta que não podemos habitar porque você é o ar que existe pra continuar, muitas pessoas fazem barulho para permanecer em lugares que não pertencer.
Elas são independentes demais pra se conectar com a órbita e você é simplesmente a órbita que faz tudo ficar em ordem, seus olhos carregam a cor das noites em que o céu parece mais próximo da terra, seus cabelos escuros lembram aquelas madrugadas em que as constelações parecem ter sido espalhadas à mão, uma por uma, sua pele é como caminho de flores de cerejeira e ainda sim?
Existe algo curioso sobre você que não consigo decifrar, por mas que eu leia seus detalhes que ninguém reparou, tipo o jeito que você fica envergonhado quando sorrir, quando seus olhos brilham quando escuta sua música favorita ( deve está pensando em algo tão bonito quanto você) e sorrir sem perceber, quanto mais tento definir quem é, menos as palavras servem.
É como tentar guardar uma galáxia inteira dentro de um frasco, sempre sobra alguma estrela do lado de fora por falta de espaço, por você ser o espaço, talvez seja por isso que gosto de imaginar que você foi feito da mesma matéria das nebulosas: partes de luz, partes de mistério e uma quantidade absurda de coisas que ainda estão se tornando aquilo que nasceram para ser.
E enquanto o universo continua se expandindo sem pedir permissão a ninguém, você segue crescendo dentro dos pensamentos de quem teve a sorte de encontrar seu caminho, de quem teve sorte de sentir seu abraço quentinho, e beijar-te, olhar em teus olhos e dizer que sortuda é por ter você .
Sem alarde! Sem aviso! Você, apenas você!
Como fazem os astros mais bonitos.
Voltando do trabalho, sentado dentro do ônibus, me deparei com uma cena que chamou minha atenção. Um homem, sentado à minha frente, passava lentamente pelas fotos e vídeos da esposa em seu celular. Não era um gesto apressado. Durante quase dez minutos, ele observou cada imagem com cuidado, como quem revive lembranças e escolhe, entre tantas, aquela que melhor traduz o que sente.
Depois de analisar tudo com um olhar de admiração, finalmente decidiu. Publicou uma foto dela no status e escreveu: "Minha companheira que fecha no claro e no escuro. Te amo pra sempre."
Confesso que a cena era bonita. Havia carinho, orgulho e a vontade de mostrar ao mundo o quanto aquela mulher era importante para ele.
Mas, enquanto o ônibus seguia seu caminho, um pensamento atravessou a minha mente. Talvez porque a vida tenha me ensinado a olhar além das aparências. Sorri discretamente e pensei: "Que eles aproveitem bastante esse momento, porque eu já vi essa história."
Não como quem deseja o fim de um amor, mas como quem sabe que promessas eternas nem sempre resistem ao tempo. A vida muda, as pessoas mudam, e aquilo que hoje parece inabalável pode, amanhã, existir apenas como uma lembrança. Ainda assim, enquanto o amor é verdadeiro, merece ser vivido intensamente. Afinal, o presente é a única certeza que temos.
Às vezes carregamos um mundo inteiro nas costas porque acreditamos que, se entendermos cada detalhe, a dor finalmente fará sentido. Mas nem toda resposta vem de descobrir o passado; algumas vêm de perceber que você continua capaz de construir um futuro, mesmo quando ainda existem perguntas sem resposta
As paisagens urbanas com suas, construções, pontes, túneis e viadutos, são moldadas pelas mãos e energias humanas decorrentes do cansaço, dor, frustações e preocupações, ao passo que as paisagens rurais exalam a paz, harmonia e reconforto, uma vez que foram criadas genuinamente pelas mãos de Deus.
A Tranquilidade Navegava E Uma Aquarela Virou Arte
Aquarelas e uma mente criativa dão vida a uma bela arte; assim, a visão de uma pequena canoa sobre as águas vai para uma tela, enfatizando que não era o vazio que navegava e sim a tranquilidade que seguia o seu caminho, semelhante ao que acontece quando um poeta usa as palavras para transformar em versos cada detalhe que percebe, e as melhores partes são enfatizadas do jeito que ele acredita que merecem.
Sabe aquele desejo ardente de realizar um sonho, mas pensou que era algo fora de alcance? Pois é, conforme você pensou, realmente se impossibilitou. Contudo, com a chegada de uma nova noite, é hora de sonhar novamente. Desta vez, tenha fé de que é, sim, viável, e isso transforma toda a sua perspectiva e realidade.
Não podia impedir o tempo de passar
Só podia esperar e fazer
Com que ele nunca nos afastasse ou destruísse.
Eu sou chamado de escritor e poeta
Venho até soar romântico
Escrevo tudo sobre o que eu penso
E o que escrevo se torna pra muitos
Uma resposta e uma solução.
Eu não vou negar, eu realmente amo a minha solidão
Mas eu ainda espero um certo alguém vir me tirar dela.
