Coleção pessoal de LaylaPeres

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E agora volta eu, meu coração dilacerado com os amores perdidos. Sem motivo algum para escrever textos apaixonados, sem motivo algum para continuar existindo. As lágrimas insistem em cair por um amor perdido, um amor que foi deixado de lado aos poucos, um amor que eu não sei se realmente existiu.

Alguém que dê valor no que você sente, já que você sempre diz que eu nunca dei importância para gente, para o que você sentia. Se soubesse o quando me dói ter que ver a minha felicidade indo embora aos poucos e eu não posso me mover, porque eu tenho medo. Se soubesse o que você é realmente pra mim. Mas não sabe. Não sabe e vai embora aos poucos e eu não posso te segurar, porque você merece alguém melhor do que eu .

Por todos os silêncios revelados, por todos os amores em espaços de linhas, por todas as sensações que eu senti nesse pouco tempo mas bastante para sentir que eu era realmente entendida.

Queria sair por aí e ter que esquecer de tudo, mas quando eu finalmente acho que melhorei, vem algo, e me faz lembrar de tudo e pronto, desmoronei. Acabou aí. Acabou esperanças e a vontade de ir lutar. Sei o final da história. Ele apaixona, eu até tento voltar e apaixonar, temos um pequeno caso e aí, pronto. Faço ele sofrer ou ele me faz sofrer. É escolher. Morrer ou Matar, e o que eu faço menino? Por favor, me ajude, não aguento mais. Quero que você fique feliz por mim, quero que dê abraços sinceros e beijos. Quero apenas a tua felicidade.

Eu li uma vez um trecho de Martha Medeiros um grande amor pode surgir aos 15 anos. E eu posso afirmar isso, um grande amor surge ao 15 e o difícil é que esse grande amor, não está nem aí para você. Caga montes para suas dores, seus amores e sua vida, menino. Só sabem xingar, e eu não gosto disso. Eu levei fama de sem coração e você sabe disso, me sinto tão mal. Eu tenho um coração sim, que pulsa toda hora, que leva socos e pontapés, mas ele existe. Ele também é bipolar como eu, mas existe e não é de pedra, muito menos de gelo. E o vazio é só isso, não se passa disso. Eu tenho meninos que gostem de mim ou pelo menos, dá a impressão. Tenho as minhas amigas e os meus poucos e lindos amigos, mas por que justo comigo?

Ando com o sensação que todo mundo é feliz e eu sou a menina sozinha, não consigo mais, não tenho mais forças, você está me entendendo? Eu dou os meus sorrisos falsos por aí, começo a rir mas não é sincero. Eu queria apenas entender, eu sou praticamente uma menina tão vazia, tão sem fundamentos por aí, sem expectativa nenhuma. Tem dias, menino, que minha vontade é de não levantar da cama. Ter que enfrentar família, amigos, conhecidos, professores enchendo o saco, não é tão fácil.

Eu queria tanta coisa que hoje eu deixei pra trás, não sei como consegui, mas deixei, sendo importante ou não. Mas ainda insisto, faço barulho, grito num lugar que a minha voz vira Eco. Mas mesmo assim, sento no teu sofá e espero, porque um dia, você vai abrir a porta e eu poderia finalmente te jogar na cara tudo, porque aí sim, eu seria uma mulher realmente forte. Mas como eu não sou tão forte, e isso seria tão imaginário, eu vou sentar no teu sofá e esperar ... esperar ... esperar ...

E olho para o nada, que seria o lugar idela agora. Para um lugar que eu pudesse produzir uma anestesia própria em que as dores não chegam, que eu pudesse escrever os meus textos sem ter que explicar para quem foi dedicado, porque aí sim, seria o meu mundo e só se resume aí. Sem explicações com todos os textos alegres ou não, mas lá que nada me afetaria e isso seria lindo e ao mesmo tempo tão assustador. Se eu fosse para o seu mundo, eu iria sofrer e como eu não sou tão forte assim, mas não fujo tanto assim do amor e nem das suas dores que isso provoca. E entro, invado tudo, quebro tudo, jogo teus quadros no chão. Faço barulho, mas não tem ninguém mais lá e volto reprimida, propositalmente inalcançável. Mas aí, eu volto para o meu mundo, mas como que eu fico em alcance de quem um dia, a anos atrás me lembrava que eu nunca seria dele e hoje, estralo os dedos e ele vem correndo? Mas não é isso que eu quero.

Mas eu não me esqueço de você, e você, não se esqueça de mim. Me veja como algo bom, ou algo dramático-divertido. Só isso.

Cheguei ao ponto neutro que não tenho mais vontade de me arrumar tanto, de não acordar, de não ouvir músicas, de não mais viver mas eu não posso continuar, não pode nunca adiar a vida.

Ando parecendo que vivo com uma sacola vazia que nunca se enche, não se altera, não se enche de alegria. Uma sacolinha rosa e média, não é gigante e nem pequena, digamos que dá para levar e não se faz passar vergonha. Me disseram que tinham medo de me perder, e eu confesso que a sacolinha começou a pesar, mas aí eu lembrei de tudo, eu li as mensagens, recordei amores, recordei momentos, e a sacolinha foi esvaziando e foi se tornando um saco de lixo.

Sonhos são tão doloridos e tão inteiros, tão bonitos, mas agora ficam pelas metades, com um coração partido ao meio. Uma parte fica com você, e uma comigo. Combinado? E daqui uns dias (meses ou anos) eu te entrego a minha parte e você fica com o meu coração, e o melhor ou pior de tudo, ele será inteiro para você.

Acabo de fazer uma trança no meu cabelo, meio de lado, meio desajeitada, como um dia, eu tive um amor, tão de lado, tão desajeitado. Você deve tá achando graça eu te comparando a uma trança não é? Pois é, até eu estou achando bastante cômico com isso.

Eu queria tanta coisa que agora eu não quero mais ou se quero, eu não sei ou não entendo ou talvez, eu entendo mas não quero aceitar esse fato. Ando pelas metades, tenho um coração bem pela metade, meu cabelo está pela metade (sabe como que é, quase um mês sem tingir), minha esperança também. Ou seja metade completa.

Porque isso é só mais um sono em uma noite fria e com um coração vazio. É, vou deixando...até que ela resolva encontrar outra menina a quem torturar, mas já a noite... eu não consigo evitar. Talvez a dor me faça ver o que realmente eu sou uma menina, uma só menina que espera sua mãe desesperada para que ela fale logo:
- calma, dorme, está tudo bem, vai passar.
E eu vou acreditar, já que sou apenas uma menina.

Eu fiz a dor como a minha amiga, como a legítima amiga, que anda comigo para lá e para cá, ela senta ao meu lado na escola e me faz escrever esse texto.

Tudo foi em vão. Tudo. E eu não posso chorar, porque não tenho mais a mínima vontade e porque não merecem o meu dolorido choro. Sinto uma dor lá no fundo, mas é suportável ou se pelo menos não é, não vou chorar e resolvi isso. Não andam merecendo nem o meu sofrimento. Descarreguei meus medos, planos, amores, desamores, ilusões e o que eu andei sentindo ultimamente, são coisas que eu mal consigo falar para minha própria mãe, mas tenho a coragem de falar para ele, legal. Não, não é nada legal. Aí ele não pode fazer nada, ele ajuda para que o sonho termine mais rápido, com muita dor, e eu com muita vontade de fugir para o Paquistão, mas é a vida, essa é a realidade.

Quando a noite chega, eu sinto uma aflição que ninguém muda, amanhã vai ser um novo dia, um novo modo de tentar sobreviver sobre tudo sem você. É tão estranho agora eu escrevendo textos e mais textos sendo que sinto raiva acumulada com eles.

Nunca quis acreditar em amor eterno, e hoje eu acredito. Nunca, jamais, eu queria te esquecer, mas hoje de manhã eu percebi que me zerei de novo. Nunca se esqueça de mim, nunca se esqueça desses textos que não têm o real significado, só para mim. Nunca deixe de acreditar. Nunca. Eu sei, não tenho então motivos para continuar, mas eu ainda continuo com o coração vazio. Mas acho que nunca é uma palavra tão forte, não é? Então troco tudo por momento, mas não tenho mais forças, porque eu nunca fui uma menina forte.

Só quero respirar aliviada, no ar mais puro, com o coração vazio, mas eu nunca consigo. Depois dizem que eu sou fria, não é mesmo, coração?

Nunca pude entender porque você nunca pode sentir o mesmo que eu sentia por você. Nunca quis saber porque o destino é tão cruel com as pessoas. Nunca me interessei sobre teus assuntos, sobre tuas garotas, sobre teus amores e tuas festar. Porque no final, eu sofreria e você iria ficar bem, anulando os fatos e descobrindo que eu sou apenas uma dramática mimada que fica escrevendo textos por aí. Nunca quis acreditar em príncipe ou menino perfeito mas tudo mudaria aí .