Coleção pessoal de LaylaPeres

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É, nunca mais pude fazer alguém feliz, nunca mais pude ser inteira mesmo com o meu cabelo loiro com a raiz aparecendo, mesmo com os meus dentes que são do tamanho de uma criança, mesmo com as minhas unhas vermelhas e com o velho coração de sempre. Nunca mais pude lembrar o tanto que é bom viver, tudo que é bom sentir o coração na boca, as perna ficarem trêmulas e as mão geladas.

Nunca mais pude dizer que gosto verdadeiramente de alguém, porque eu sei que ele vai embora e no final das contas, vou acabar me sentindo do jeito que eu estou hoje. Nunca mais!

Nunca mais pude abraçar com siceridade com um abraço simples, agora, eu peço abraço para o meu conforto. Nunca mais pude beijar com o coração explodindo e sentindo aquele amor dentro de mim, mas agora os beijos viram sem sentindo, sem graça. Nunca mais pude sorrir com sinceridade e antes, eu sorria atoa por aí.

E meu coração ainda parece que vai sair da boca quando a música Me Namora começa a tocar no celular da minha mãe, mas aí lembro que não é mais meu celular, não é mais você.

Mas ao sair da loja, o coração vazio com a sacolinha de chocolate na mão direita e dos esmaltes na mão esquerda. E eu querendo abraçar o mundo assim. Quantas vezes eu já quis abraçar o mundo sendo que eu estava com as mãos tão ocupadas?

Minha ex professora disse que eu estava bonita e sorri sinceramente, bom começo não é? Mas passando em frente a uma loja de roupas de cama começou a tocar Same Mistake e ontem, chorei tanto ouvindo essa música. Perguntando porque diabos os meus sorrisos, os meus sentimentos, os meus textos não eram valorizados.

Não posso erguer os braços para segurar o mundo, mas posso evitar de pensar que tudo isso pode mudar um dia. E é bom assim, um novo estilo de pensar, de agir e até mesmo de gostar das pessoas de novo.

Impotência toma conta e eu quero só comprar chocolate. chocolate, chocolate, chocolate. esmalte. esmalte. esmalte. Inventar estórias agora seria uma boa né? Mas tá frio e frio não faz muito bem a mim e nem com os meus sonhos. Amanhã seria realidade quebrada e tudo ao normal. Então, esquece. Impotente, você não será um, mas eu sou uma. E eu sinto tão mal quando alguém acabe chorando pelos meus textos. Mas ao mesmo tempo eu vejo que a minha dor passageira e dramática existe nos outros e se comovem comigo.

Me disseram que só curava um amor com um outro mais forte, mais bonito e mais seguro. Mas como eu arrumo isso? Tem algum manual ou listinha de básica de quem é permetido? Não, não tem.

Hoje sinto sexto sentido mais alerta do que todos os dias. Não sinto. É verdade. Esqueço que não tenho mais coragem de lutar e nem dar a minha santa cara a tapa. Dormir já não resolve, o bom seria apagar e puft. Cadê a Layla que tava aqui? É, não pode ser isso também, sairia piadinha americana e sem nexo.

Eu me refiro quando o mundo desaba a qualquer hora na cabeça e não se pode levantar os braços para tentar segurar. Me refiro quando outras pessoas começam a rir de algo engraçado e você não pode fazer nada, não tem mais forças para mover um músculo da face. Mas não se pode chorar por uma verdadeira tragédia grega.

Ando parecendo que vivo com uma sacola vazia que nunca se enche, não se altera, não se enche de alegria.

Não quero mais brigar e nem tentar acreditar mais nisso. Acabou, é isso. Mas eu não me esqueço de você, e você, não se esqueça de mim. Me veja como algo bom, ou algo dramático-divertido. Só isso.

Por que você não pode ao menos gostar de mim do jeito que eu quero? Eu escrevo tão mal assim? Eu tenho um cabelo loiro tão artificial, mas não é digno de ser amado? A minha letra é desenhada e isso atrapalha? Por que hein? Ah, deixa.

Um dia, eu sei que tudo isso vai mudar e quando mudar, eu vou sentir um pouco de dor no início, porque no começo-meio-e-fim, absolutamente tudo foi em vão. Por que?

Sei que você me pedisse para ser discreta, eu iria fazer esforço e seria a mais discreta de todas. Mas aí, se você me pedisse pra não gostar mais de você, aí eu não falaria nada. Choraria, pediria a Deus que mandasse uma chuva ou algo assim que abalasse tanto você e essas coisinhas aí que você a chama de meninas, que para mim são uns mini-monstrinhos. E deixo bem claro, não é ciumes, é só o que eu acho realmente delas.

Não sei mais o que acontece, sei ser divertida mas ao mesmo tempo eu sei ser dolorida-sofrível-dramática.

Mas não tinha mais ideias e muito menos argumentos para construir um texto, digamos com algum nexo e que não fosse tão meloso, tão amor-com-amor ou amor-com-desamor.

Tenhos autores preferidos e nenhum amor. Triste né? Deve ser por isso que eu escrevo pro blog. Para me lembrar que viver sem amor não há graça. Mas fazer o que, a maioria das pessoas se aproximam de mim, me fazem feliz uns instantes e depois fazem eu sofrer.

Os professores dizem que eu sou distraída e a minha mãe fala que eu sou mandona e de fato, odeio quando as coisas não saem do meu jeito e não tenho mais escolhas a não ser chorar.