Coleção pessoal de LaylaPeres

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Antes, eu poderia ter a desculpa do meu celular vibrando para poder ficar segurando, agora que não há celular vibrando sozinho, o meu celular fica bem longe de mim. Por que afinal deixaria ele comigo? Ele está desligado e não sinto vontade alguma de ligar. A dor que eu sinto é pequena, é como se fosse uma cólica, mas não é tão pequena para mim, porque todas as minhas cólicas são fortes, me dão vômitos e não consigo nem comer, só quero ficar deitada e esperando o teto desabar em cima da minha cabeça a qualquer minuto

Desde criança fui seletiva, se eu não tivesse a tal boneca, brincaria com outra. Se eu não tivesse o tal chiclete, teria um pirulito que manchava a língua. Ou então, desde pequena, ciumenta, egoísta, querendo tudo e todos. Mãe, eu quero aquela Barbie Rapunzel. Mãe, aquela menina tem a blusa igual a minha. Talvez, a criança que há dentro da gente, nunca morra. Sempre sobra aqueles restos, aquelas pequenas partículas de uma vida pequena, um sonho pequeno e um amor mais pequeno ainda.

Não tenho o que reclamar sobre você, não há nada que possa falar que eu te odeio, mas ainda quero te odiar... vai ver que assim, tudo não volte ao normal? Amor e Ódio sempre andam tão lado a lado, que era mais fácil gostar de você. Eu quis te esperar parada, eu quis... E não soube o que você queria.

Querer e esquecer, parece fácil falar, parece fácil colocar em risco... mas na prática, tudo some e vira um nada, um começo de vazio, uma falta que ninguém ocupa.

É sempre triste despedir, despedir de um amor então, é querer morrer e nunca mais voltar para a realidade e acredito que sim, existe vida após o fim de namoro, fim da ficada, fim de amizade. Afinal, acabou e não precisa ficar se lamentando. É estranho, você pensar que nunca mais vai ouvir a voz da pessoa, nunca mais terá brincadeiras, nunca mais, será um vazio, mas um dia, passa e a pergunta é sempre a mesma " quando " ?

E o telefone tocou ... escutei uma voz suave, uma chance para esquecer a sensação, mas eu escolhi ficar. E vou ficando, esperando, vendo outras vezes o telefone tocando, outras sensações, mas não mudaria aquela antiga por nada!

Eu deixo o caminho mais curto para você e você quer alongar como se não tivesse um final para isso. Não quero deixar um até nunca mais para você, até porque não teria forças e nem coragem, poderia até dizer, mas depois, soltaria uma risada, como se fosse levar na brincadeira.

- Me escuta, não fala nada, é, sou quem você tá pensando que seja, mas por favor, quieto, só me escuta.
- Tudo bem, eu estou ouvindo - E o menino disse.
- Você não sabe, mas mal eu uso deliniador, lápis de olho e maquiagem, pelo simples fato que eu sei que por tudo que você for falar vai me dar vontade de chorar, eu sei que depois disso, você nunca mais vai querer olhar, falar, ou qualquer coisa em relação que tenha eu no meio. Mas por que? por que você quer que eu te esqueça? por que justo eu? peça para quem você quiser, mas não pra mim, por favor - e a menina já estava com voz de choro - E eu que sempre quis você por perto, quis sempre saber o que levava a sua vida, qual fim você queria. E você, você o que fazia? um nada, isso acho que é mais do que um nada, e eu sei que você tá pensando que eu já estou com vontade de falar e estou mesmo, mas mesmo assim, continuarei, mesmo você querendo ou não...
- Espera, deixa eu falar?
- Não, EU te liguei, eu tenho que falar, me ouve, deixa eu terminar. E sabe por que eu tô fazendo isso? Por que eu te aviso, por gostar de você, se você quiser, eu te deixo em paz, deixo e te esqueço, como sempre fiz e como eu sempre vou fazer.
- Não... por favor - a voz do menino parecia fraca -
- Por favor você, me desculpa, e isso não é uma despedida, eu gosto realmente de você, e se continuar do jeito que está, eu não irei fazer nada, afinal, o que eu posso fazer?

Quando eu vi que tudo poderia ser mais fácil, que tudo poder ser realmente diferente, resolvi entrar de vez nesse jogo, no jogo que eu teria duas respostas e dois finais, o de ganhar você ou de perder. Eu sabia o que eu queria, e eu não sabia o que você gostaria que fosse.

Você sabia que eu odeio escutar teu nome? Não é que eu odeio. Tá, eu odeio! E você não sabe, você nunca vai saber também. Vou proteger como numa caixa com um cadeado bem grande, assim, daqui uns tempos, eu posso te entregar a chave e você vai poder ler tudo que eu escrevo ao seu respeito.

Prefiro acreditar que ninguém merece o meu sofrimento, mesmo sabendo que isso é tão egoísta, e mesmo sabendo que isso é só apenas uma mentira inventa. Que querendo ou não, você acaba sofrendo do seu jeito sem que ninguém dê palpite.

Me perco e te perco no meio do caminho. Eles apertam a minha mão, eles me elogiam e eles não são você. Eu começo a rir de uma cantada, de uma frase, de um texto pronto e estranho e quem fez, não foi você.

Mudar... mude, mas cuidado que poderá ter consequências mais tarde.

Eu não sei qual será a sua reação ao saber disso, ao saber que uma menina como eu escreveu a tanto tempo e você talvez nunca havia percebido que você seria o meu tema, o tema que eu sempre tive e sempre vou ter facilidade de escrever.

. Daqui três anos(se ainda existir o mundo, é claro!) , se nada tiver acertado vou mandar os textos ao longo do tempo.
Todos os temas vão ser o único só, vai mudar o jeito de escrever, vai mudar o jeito de pensar, afinal já vou ter quase 20 anos. Os textos não serão tão simbólicos e vão ser mais francos, mais claro e sem importar muito com que você vai pensar, porque vão se passar três longos ou não anos. Os textos serão simples, vão ter suas ações que muitas vezes são bipolares e complexas, tuas falas, teus sentimentos e o que você acha sobre algum assunto ou até mesmo o que você acha sobre o amor.

Tudo bem, eu nunca vou ser o que você quer, acho que até me acostumei com isso. Sou neurótica, mimada, metida e quem quer ter a atenção da metade do mundo. Ainda continuo sendo ciumenta, hiponcondríaca, bipolar e bem estressada.

Sinto apenas falta mas agora não sei de que e nem o porque disso tudo, nem sei o motivo desse texto . Sinto sua falta. Sinto falta do jeito que você era.

E eu tive a segunda chance de te deixar e tchau, adeus. Mas insisto no jogo, se e perdeu, não importo, eu quero chegar até aonde penso e torço para que isso aconteça.

Ainda seguia em frente com o meu sorriso que saia robótico e eu ficava calada, que muitas vezes eu nunca consegui fazer isso. É, Layla quieta é a mesma coisa de uma criança não gostar de doce.

Eu continuei escrevendo textos e mais textos sobre a partida do falecido. De tanto que eu amava blablábla. E não adiantou nada, ele não voltou, eu apelei feio e fim de uma relação bonitinha que havia ainda.