Coleção pessoal de eriecsoulz
Presente do Destino
Um anjo lindo
Que me trouxe a felicidade
Puro como o raio do Sol
E o azul do céu
É o que vejo em seus olhos
Um encanto, um menino
O presente do destino
O carregarei
Até que suas asas se curem
Te guiarei
Pois seus sonhos
São meus sonhos
E não há nada nessa vida
Que de ti vai me afastar
Você veio
Pra preencher a solidão
Fazendo mais feliz
Acabou a ilusão
Esta canção que estou escrevendo
É o plano de Deus pra mim
E agora eu entendo...
De repente, a vida exige mais. As atitudes de ontem, hoje já não são mais aceitáveis. A responsabilidade, a dependência antes designada a alguém, passa a ser inteiramente sua e, mais que isso, agora alguém também as destina a você. É preciso assumi-las. "Dar-a-cara-a-tapa", prepare-se, já tem muita mão engatilhada para fazer isso. Você vai ter que suportar e levar consigo estes adendos. É uma fase. Só uma fase. Fase de crescimento. Vai passar. Você vai se acostumar. Vai ter que se acostumar.
Muitas pessoas preferem seguir um caminho insatisfatório para si, abrem mão de sua própria liberdade apenas para não ser autor de árduas decisões, em contrapartida, rogam reconhecimento por tais responsabilidades, na verdade nunca assumidas.
A thousand words in your tea
Sente-se
Tome um chá
Sem pressa
Já logo aviso
Está quente
E não vai esfriar
Espero que goste
Muitos amam
Outros odeiam
Mas é assim
Ardente
Do começo ao fim
Nos intervalos
Mil palavras
Vamos mergulhar
As horas vão passando
Os minutos se escorando
Os segundos se acabando
E então?
As chamas estão acesas
Vamos
Tome o chá.
- Shiiiiiiiu! Óbviamente não estamos aqui pra brincadeira.
- Talvez isso tudo não devesse passar de uma enorme diversão.
- Você é rículo.
- E você muito careta. Leva tudo muito a sério. Vive aí estressado com a "correria" dos dias.
- Pelo menos cumpro com minhas obrigações, não vivo a mercê, fazendo vista grossa, deixando tudo pra lá. "Ahhh! De boa!".
Um minuto de silêncio.
Um conflito de realidades distintas.
Quem estaria certo?
Aquele que procura manter tudo sobre controle o tempo todo, ou aquele que vive a "Paz e Amor"?
Educados que são, despedem-se e vão embora, seguindo seus sentidos opostos. Certos e Errados. Nada mudaria, mas o enigma da vida passara por ali e, como sempre, emaranhou um pouco mais os traços.
Se somos humanos
Não somos perfeitos
Nós erramos
E sempre erramos
Porque somos humanos
E podemos errar
Podemos seguir
Sem se magoar
E sorrir
Respirar
No céu mergulhar
Sonhar e não parar de lutar
Voar
E mesmo se cair e se machucar
Não se envergonhar
Permitir-se recomeçar
NÃO TRANFORME A FENDA NO ABISMO
Éramos tantos
Todos ligados
A um único sentimento
Mas cada um em si
Tão externos
Distantes e perdidos
Os olhos na janela
Nas páginas de um livro
No chiado da TV
No breu do quarto
No fundo de nós
Em introversão
Regressão
Desistência
Desistência da desistência
Porque descobrimos
Que não se pode parar
Então seguimos
Assina-se os papéis
Sela-se o contrato
Nos declaramos cientes
De que cedo ou tarde
Dali de dentro
Seremos arrancados.
Escolhas?
Destino?
Sorte?
Vida...
Que sentido
embaraçoso.
O tempo.
A mente.
O coração.
Tão óbvio.
Sem endereço.
Exatamente
na primavera,
a textura
da neve.
Portas
emperradas
e janelas
completamente
abertas.
Através dali,
infinitamente
Sol azul.
Flamejante.
Não mais,
simples
pessoas.
Raios de luz!
Te digo:
Vale a pena!
Te desejo:
Fé!
Porque
vai ser bom,
engraçado,
divertido.
Feliz.
Pra
todo mundo
é.
O sentido
esperado.
Finalmente
encontrado.
Novamente
uma ideia
que se mudou.
Para dentro.
Chama viva.
Meu corpo está se desmaterializando, levado pelo vento forte que me obriga a fechar os olhos. Partícula por partícula. As primeiras gotas de chuva começam a tocar o chão e em segundos tudo se transforma num estrondoso borrão cinza petrificado e embaçado que é a cidade. As pessoas estão correndo de um lado para o outro. Ninguém se importa. Nada é mais importante que seus próprios paletós, sapatos e penteados impecáveis. Terrivelmente bom, se não fosse tanto egoísmo, fantasticamente ruim, se não fosse tanta maledicência. É assustador. Abri os braços, agora sorridente, e implorei: “Leve-me! Leve-me daqui!”. Senti a dor no flash de um raio atravessado. Uma nova vista. A ternura e o calor das mais belas lembranças transbordaram no meu coração. Agradeci a tudo e a todos, a cada simples nascer do Sol que me dediquei. Nada daquilo seria mais necessário. Nem dizer, sequer fazer. Aproveitei o último minuto. Deslumbrado, vi o fim. Vi a redução, o pó. Vi a vida. Eu vivi. Eu fui FELIZ.
PAZ? A paz está na serenidade da alma, na consciência tranquila, na dedicação, no acerto da promessa, na gratidão, na proporção de luz que existe em cada um de nós. A paz está no inesperado pedido de perdão, de quem pede e também de quem o concede de maneira sincera, entendido de que no momento ocasional, o que pôde ser feito, foi feito. A paz está no fato de aceitar que errar é permitido para que se possa efetivamente acertar. Muitas vezes induzidos pela realização pessoal, algo que se acredita erroneamente trazer paz, mal aproveitamos o pouco tempo que temos, enfocando problemas desnecessários, cobiçando coisas que na verdade não precisamos, falando palavras que nada constroem e a verdadeira paz fica esquecida pelo viés. Tenho em meu coração que a paz está muito além. No princípio. No respeito. No caráter. Em ser justo. A paz está na melhor maneira, na melhor atitude, na melhor intenção.
Não basta apenas fechar os olhos, prender-se na escuridão e dar vazão aos pensamentos, acreditando que estes chegarão ao topo do mundo. A vida pede mais, quer o corpo arrepiado, o sangue fervendo na face, o brilho nos olhos, ela quer o sorriso da alma, da minha alma. Por certo, já sei onde quero chegar. E onde estou? Dançando na melodia da música? Apreciando o formato das nuvens ou olhando meu próprio reflexo ir embora no riacho com o tempo? Eu quero viver. Ser a música favorita. Quero voar tão alto, até tocar as estrelas, e nadar, sem perder o fôlego. Vou elevar meu coração, vou absorver a luz do Sol, vou abrir os olhos, levantar e caminhar. Dê-me sua mão, vamos juntos.
Meus olhos se abrem
Nada posso ver
Penso em você
Estendo minhas mãos
A buscar suas mãos
Mas elas recuam
Sua imagem se dilui
Escorre em meu rosto
Goteja o chão
Que se abre
Desmorona
As nuvens gritam
O céu chora
O mundo te engole
Te absorve
Te devora
O solo se fecha
Uma pequena fresta
Traz um fio de luz
Que vem do núcleo
Me ajoelho
Me aproximo
Então eu vejo
Não era você
Era eu
Imediatamente
Puxo-o de volta
E com força
E consigo
Volto
Sobrevivo
Eu
Ali
Renascido
Eu, eixo do presente, completamente instável. O futuro ao meu círculo máximo, tão próximo e aparentemente tão distante, porém tão determinado. O passado ao meu círculo mínimo, dissipando-se pelo tempo, responsável pela base atual e sua sustentabilidade indeterminada. Girando, girando, girando. Forças contrárias, mas que juntas voam na mesma direção. Gira assim, gira giroscópio.
Eu precisava conversar com meus pensamentos, olhar meus olhos no espelho, refletir, ficar sozinha, mas você estava lá, me repreendendo a todo tempo. Tomei um banho quente e demorado. Fui me deitar. Tentei pegar no sono mesmo com o coração agoniado. Pensei em ler algo e você apareceu, fingi estar dormindo evitando te encarar. Senti que me observava. Cobriu-me com o lençol e saiu caminhando na ponta dos pés. Ouvi o som das chaves e a porta ranger. Saltei da cama rumo à janela. Camuflei meu rosto na cortina e vi você correndo na areia em direção ao mar. Tínhamos noites claras, uns e outros coqueiros na praia. Uma bela visão do horizonte. Desatou o velho barco manchado de azul, entrou na água e começou a remar. Flutuou até a ilha e contornou-a pela água. Pensei que fosse voltar, mas remou mais metade da margem e desceu. Lembrei-me de quando nos conhecemos, ainda tão jovens, tão parecidos, nadando até a ilha para ver os grandes navios mais de perto. Ficávamos brincando, conversando, compartilhando sonhos, horas e horas. Inocentes. Até a vida nos obrigar a crescer. As coisas mudam tão rapidamente. Por quê? Peguei meu caderno velho de poucas folhas e entrelacei meus sentimentos por entre suas linhas desbotadas. Assinei meu nome. Arranquei a folha, dobrei-a e coloquei no bolso do avental. No dia seguinte colocaria numa garrafa e discretamente jogaria ao mar, pelo menos ali, feita de rabiscos, eu podia ser eu mesma...
"Por quê?
Este é o livro que nunca li
Estas são as palavras que nunca falei
Esta é a trilha que nunca seguirei
Estes são os sonhos que passarei a sonhar
Esta é a alegria que é raramente compartilhada
Estas são as lágrimas
as lágrimas que derramamos
Este é o medo
Este é o pavor
Isto é o que há na minha cabeça
Estes são os anos que passamos juntos
E isto é o que eles representam
E isso é o que eu sinto
Você sabe como me sinto?
Porque eu acho que você não sabe
Annie Lennox"
Toda manhã, ao ser iluminado pelos raios de Sol, o despertador desboca a gritar irritantemente, feito um galo que impõe sua autoridade inspirado pelo amanhecer. Eu, passivamente o obedeço, ligo a única estação de rádio que ele toca, um grandioso repertório internacional de canções antigas. Até que gosto. Aprendi a gostar. Tiraria mais um cochilo, mas não há tempo a perder. Meus movimentos são quase que involuntários, automáticos, leves, tão leves. Olho-me no espelho, ainda sou eu mesmo, ainda estou aqui, preciso dar o melhor de mim e então digo ao reflexo: Hoje ao sair por aquela porta, você passará por um milhão de oportunidades, de todos os tipos, você será categorizado, subestimado e talvez até seja elogiado, mas nada disso tem muita importância, apenas você é capaz de se promover, apenas você poderá identificar qual dentre tantas possibilidades é que lhe levará ao êxito total. Esforce-se! Seja você mesmo, ainda que seja esquisito, mas seja você. Permita-se!
Amor?
Vagando por aí, estão infinitas declarações de amor, perdidas aos ventos, cantadas em melodias, escondidas em páginas de livros em gigantescas prateleiras, iluminando telões de cinemas ou até mesmo perdidas nos labirintos da memória. Algumas delas ainda caminham juntas a se perder de vista, outras acabaram em desunião, uma era ar e a outra era mar, eis que num ponto se finda.
Amar requer certos sacrifícios, requer maturidade, paciência, cumplicidade, alegria. Amar requer amor, óbvio, tão óbvio, que já vi muitos amores sem sequer um pingo de amor. Amar requer superar as quatro estações, o florescer da primavera bem como resistir a forte ventania do outono, o frio do inverno e a euforia do verão. Penso que sei algo sobre o amor e relaciono certas características desses períodos ao dia a dia da vida, mas talvez eu não saiba nada, apenas crio suposições e um conceito próprio que ninguém precisa concordar.
Que seja amor próprio, correspondido, não correspondido, amor de mãe, de irmão, amigo, amor, o centro de um mosaico colorido. Dos mais complexos sentimentos, este é meu eleito, o amor. Ou seria amar? Sendo o amor simples demais. Não sei responder tais questões, sei apenas que é preciso saber pelo que/por quem lutar, até onde se pode ir, quais empecilhos lhe serão inaceitáveis e quais serão as qualidades primordiais. Qual guerra está disposto a encarar? Até que ponto vale a pena? Onde está o amor? Onde?
Profundeza dos olhos
A água quente percorria meu corpo sentado embaixo do chuveiro, a escuridão vista dos meus olhos fechados induzia-me a voar longe com os pensamentos, a tristeza dominava no meio do peito e a decepção me corroía. Abalado fisicamente e psicologicamente. Cansado, pedi a Deus que me trouxesse novamente os sonhos, a força para continuar meu caminho, minha boca estremeceu e as lágrimas se uniram a água corrente. Não me segurei, deixei sair, deixei levar. Fui me deitar e rapidamente adormeci.
Acordei ao amanhecer com o coração mais leve, antes de levantar, fiz uma prece, e com a força das palavras pude ver claramente: Privei-me do mundo, dos amigos, da família, da minha vida. Privei-me de mim mesmo para lutar por algo que nunca valeu a pena. Um território desconhecido, engambelado, superficial. Fui apunhalado ali, tantas vezes, por todos os lados possíveis. Já havia deixado tudo aquilo ir e decidi seguir na direção oposta. Foi o que fiz.
Sinto agora, que uma pequena esperança cresce no fundo do coração, ressuscitando o sorriso da minha alma. Volto a admirar as pequenas maravilhas do mundo: O sol, as nuvens, a lua, as estrelas... Penso que um dia tudo se encaixará, e então, serei capaz de aceitar e entender que tudo aquilo foi imprescindível para uma melhor evolução do meu ser, minha essência, que lá na frente se postergará a outros patamares.
Miopia
Traça-se, até mesmo em 2D, uma certa euforia resplandecente na proporção de seus olhos, manifestada evidentemente antes mesmo do seu destino final. Primeiro paralisa, depois estremece com o sussurro de uma gargalhada estrondosa que não dobra nem a esquina de tão silenciosa. 360 graus, pura escuridão. Sequer pode-se ver três palmos a frente do nariz. Desce o Sol e converge a luz, ainda assim, negativo, nada se consegue ver. Ela permaneceu estática. Teve medo de dançar. Preferiu não arriscar. Tirou os sapatos, respirou a atmosfera. Riscou algumas flores no chão e deitou-se no meio delas. Quantas flores perfumadas. Agora sim, confortável. Alucinada, conectada e reconfortada pelo seu grande amor permaneceria ali por mais uma eternidade.
Não se permita desculpas. Não ter um teto, um carro, uma condição financeira boa, um corpo sarado, nunca foi motivo de não obtenção de sucesso. Não seja cruel consigo por ser imperfeito. Todos somos. Todo tempo é tempo. Dê o primeiro passo. Busque, aprenda, inove, recomece. Seja rápido, ou, quando perceber, o tempo já passou, as oportunidades se foram, as feridas se fecharam, mas a dor vazia, ainda permanecerá. Você olhará no espelho e não verá nada além de um punhado de fios brancos e uma enorme tristeza na alma. “Aí já era!”. Lembre-se do quanto batalhou para ser o que é hoje, ter o que tem hoje. Quão árdua foi sua caminhada. Quantos tombos levou e precisou levantar para que pudesse agarrar a vitória e carregá-la no peito. As histórias mais bonitas são feitas de superação. Supere-se!
Roubaram-me de mim
Roubaram-me
Levaram meu sorriso, minha alegria, meu brilho
Levaram meus sonhos, meus desejos, minhas opiniões
Levaram minhas memórias
Levaram tudo
Na verdade, na verdade, na verdade
Levaram quase tudo
Restou-me a fé
Tudo que eu preciso para aprender e reconstruir tudo novamente
Quanto ao restante
Infelizes
Certamente precisam mais que eu
Vou seguir reescrevendo minhas palavras
Com a lembrança de tudo que já se foi
Com a certeza que muito ainda virá
Vou viver
Reencontrar-me!
