Coleção pessoal de BrendaOliveira
Invandido-me por todas as brechas que deixei abertas, assim de propósito, só para ver você se aproximar cada dia mais.
Permanecendo no mesmo ton, no mesmo ritmo, é assim que quero ficar, sem deixar lugar para qualquer coisa que não seja "nós".
Mistura que embriaga meus sentidos e que me faz sentir como gosto...mulher
O que a gente faz quando percebe que está tudo errado
e quando tudo fica assim misturado...
Uma parte do que nunca acabou e
outra parte do que nunca existiu.
Por que nessa hora tudo fica tão real
E por que o mundo ao meu redor parece repetir
sempre a mesma coisa?
Sou essa mistura de rocha com folha ao vento,
Metade indo, metade ficando.
Aprendi que a direção é mais importante que a velocidade,
Mas nesse exato momento nem sei se estou em movimento
Muito menos se estou indo para algum lugar...
Nesses momentos de melancolia,
esqueço dos passos que já dei
e de tudo que já sei
Quero apenas viver algo
que tenha a ver com liberdade
sem saudade
sem distância
sem talvez
Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...
As vezes fica tudo assim aluviado
Tudo assim tão misturado
Tudo e nada ao mesmo tempo
É um ser e não ser, onde tudo é apenas quase
e nada é o que parece ser
Nesses momentos, os sentidos me confundem e entorpecem o que restou da minha racionalidade
Palavras ficam soltas pelo ar, e são ditas mesmo quando o verbo está ausente
A essência do existe ultrapassa os rótulos dos dicionários
Me permito ir além, pois sei que a loucura real é ficar presa aos limites da definição.
As vezes me pego assim oscilante,
em algum lugar bem distante
Fujo dos meus pensamentos,
tento pensar em algo diferente
e escondo meus quereres debaixo do tapete
Sei que algumas coisas permanecerão como estão,
outras nunca mais serão as mesmas
Nesses momentos de melancolia,
esqueço dos passos que já dei
e de tudo que já sei
Quero apenas viver algo
que tenha haver com liberdade
sem saudade
sem distancia
sem talvez
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver
Sou essa mistura de rocha com folha ao vento.
Sou assim, metade partindo, metade ficando.
Nada, nem palavra alguma podem me definir, eu sou plural, inconstante e borboleta.
Era apenas um apenas isso, agora existe um antes e um depois, existe o divisir de águas.
Coisa sem nome, sem descrição e permanentemente sem noção.
Depois de você não existe consciência, não existe julgamento, existe apenas uma mistura de vontades e uma sintonia de pensamentos.
Sao palavras ditas no silêncio, nesse silêncio onde não existe vazio.
É como se desmanchar e permanecer inteira.
É viver o indizível.
É um esvaziar para tornar-se plena.
É um caminho que queremos, apesar de não sabê-lo.
Não existe definição para o nosso querer, pois definir é limitado.
Dia de neblina
Novidade com rotina
Lembranças tão vagas
Sentires tão confusos
Pensamento vagando
Sei que as vezes sem querer
Olho para trás
Para ver se o passado continua em seu lugar
E ter a certeza de que não está me seguindo novamente
Cansei do caminho que me suga
Cansei porque não me leva a lugar algum
São apenas circulos
E eu me encontro sempre no mesmo ponto
São sempre as mesmas interrogações
Algo não está no seu lugar
As minhas vontades estão aqui
Gritando dentro de mim
A minha natureza não aceita esse estado tão inerte
Essa coisa que não mexe com meus sentidos
Sei que falo de tanta coisa ao mesmo tempo
Sei que sou assim tão misturada
Sei dos meus quereres se fundindo, se partindo, se querendo ainda e nunca mais
As vezes sei que nem caibo em mim, me estrapolo, me derramo
Mas o que fazer com esse meu ser, é assim que sou.
