Coleção pessoal de BrendaOliveira
Por que é tão difícil não ser igual ?
Por que será que revelar o verdadeiro eu incomoda tanto ?
Por que será que toda vez que eu disser o que realmente ou quase realmente penso serei vista com
desconfiança ?
Por que nessas horas serei tachada de louca ?
Por que é tão fácil rotular e tão difícil tentar entender e se aprofundar nos sentires alheios ?
Por que será que eles não enxergam a pobreza de seus
espíritos vagantes em seus mundinhos pequenos e limitados ?
Por que é tão difícil encontrar alguém que possa compreender o meu espírito ?
Eu lanço um olhar mais profundo sobre os outros e não gosto nada do que vejo.
Sorrisos feitos de gesso que levantam poeira quando se movem.
Olhares perdidos, incapazes de olhar pra dentro de si mesmos.
Pensamentos se digladiando, lutando parar deixarem de existir.
Não entendo que viver é esse.
Não consigo e não quero assimilar toda essa "normalidade" que chega a doer nos olhos.
Quero o meu eu assim como é, criticado, mas vivo.
Desejo uma liberdade capaz de dissipar essa luz cinza que pretende nos impedir de viver e sentir o que somos.
Estou distante de mim agora
Nesse espaço que me subtrai
Sinto que parte de mim se vai
e outra teima em ficar
É um quase choro e um quase sofrer
Nos dias nublados de lembranças
Imersa num imenso vazio
Fico misturada às promessas feitas em vão
na tentativa de esquecer
e de não sentir o que sinto
É tão profundo, tão absoluto, tão sempre o mesmo
que agora começo a desistir
Fiquei perdida no tempo e nas lembranças
Nada disso passou, nada mudou
Sou eu e o meu amor ainda e sempre aqui
Agora somos eu e você...amanhã já não sei o que fazer sobre esse breve estado de "nós". Ainda não aprendi a sentir sem me deixar levar.
Eu quis querer
Quis não querer
E me permiti viver
Foi além do que imaginei
Foi de um jeito que nem sei
Faltam palavras pra descrever
Nesse eu e você tão aguardado
Ficou seu corpo no meu bem misturado
que palavras não conseguem dizer.
Impressões do mar
O sol te queimou, o vento te esculpiu, a brisa amaciou tua voz e o tempo te trouxe pra mim.
Nesse mundo onde a inversão de valores está na moda, prefiro ser considerada antiquada, a ter que adaptar-me ao que não faz parte da minha essência. Não necessito fazer parte do todo, aprecio mesmo é viver o que agrada aos meus sentidos. Tenho alma poética, intrinsecamente poética. O superficial não me atrai, não pertenço a esse mundo de abraços frouxos, sorrisos ensaiados, onde o ser perde espaço para o ter. Quero sentir o que preenche meus espaços e deixar ficar somente o que for leve.
Refletindo um pouco
As vezes fico a pensar nas postagens que vejo aqui no face. Algumas, são para mim, um pedido de socorro, um grito desesperado de quem espera por um amigo para conversar, ou apenas estar ao lado. É isso, as pessoas querem a sensação de estar com alguém, alguém para rir das piadas que já nem sabem contar ou para falar sobre aquele sentimento que tanto incomoda o coração. Renato Russo disse que: "o mal do século é a solidão". Acredito que a célebre frase não poderia ser mais atual. Nesse mundo tão voltado para o ter coisas, o ser e o sentir como pessoa ficou em segundo plano. Uma pesquisa revela que em alguns anos a depressão será a doença que deixará o maior número de pessoas incapacitadas para o trabalho. O mundo capitalista quer nos convencer que não há tempo para ser gente, e quer nos fazer esquecer a sensação de curtir coisas simples, escutar o outro, olhar nos olhos. A famosa "Rede Social", tornou-se quase um consultório psiquiátrico, onde muitos vem buscar um refúgio que existe, mas não aqui.
Eu ainda gosto de coisas simples, de ficar de bobeira e aprecio muito a expressão italina "dolce far niente", que é traduzido como suave indolência ou o doce fazer nada. Amo trabalhar, sentir que sou produtiva, mas não me permito esquecer meu compromisso primeiro...estar bem.
Vamos rever os velhos amigos, dizer eu te amo pessoalmente, e não apenas através de um click. Vamos refazer o elo com o mundo das pessoas e enchergar que o mundo das "coisas" é apenas opcional, e não essencial.
E para encerrar, gostaria de postar meu trechinho preferido de uma obra que gosto muito...
"Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
Antoine de Saint-Exupéry - O pequeno Príncipe
Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso.
Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura.
Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.
Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo.
Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.
Ele pode estar olhando as suas fotos. Neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz. Escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele faça aquela cara de dengoso e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado inverno em Paris. Talvez ele volte. Você confia nele? Ou não.
Brisa no rosto, som do mar, folhas ao vento, um lindo entardecer... tudo isso deixa a minha alma feliz. Eu não espero grandes coisas, apenas sou feliz com aquilo que posso tocar e com aquilo que me toca.
Hoje refletindo sobre o pouco que vivemos e o muito que deixamos de viver, apenas um sentimento invade meu coração: o de uma bonita saudade, ou uma saudade bonita, tanto faz. Esse tipo de saudade trás em si a sensação de tudo o que foi belo, inesquecível, mas foi, passou, ficou. Agora tudo isso está no território das lembranças e sinto meu coração livre dos laços que um dia pensei intrínsecos ao meu ser.
Não gosto de momentos idealizados, gosto de viver as coisas do jeito que elas vêm e permito que a vida me surpreenda nos pequenos detalhes...nas coisas mais simples.
Ser feliz pra mim é isso
Tenho uma alma é essencialmente feliz.Mesmo quando o céu está nublado e sinto falta da luz do sol, ainda assim sou feliz. Adoro a minha companhia e curtir momentos onde só escuto a voz dos meus pensamentos. Claro que gosto da companhia de outras pessoas e do "tempero" especial que acrescentam aos meus dias. Amo conversar, dar boas risadas, escutar, olhar nos olhos. Não curto superficialidade...gosto de sentir, perceber, gosto de fazer parte...Em tudo o que vivo deixo um pouco de mim e levo um pouco do outro.
O artista é um ser estranho para si mesmo
Suas mãos são apenas instrumentos e
sua obra revela, por muitas vezes, um mundo que ele buscava sem saber.
Eu sou isso tudo, essa coisa toda, esse sem fim, essa imensidão.
Eu sou tudo, e nada cabe dentro de mim
sou esse mar invadindo a praia e levando tudo,
Sou intensa e ndecifrável... raramente sou tímida.
Sou esse divisor de águas, o antes e o depois... perto de mim nada permanece igual, porque eu mudo tudo, e mudo junto,
mas somente quando quero, quando me permito essa mistura.
O inesperado me inspira
Tenho sede por palavras não ditas
Busco emoções que ainda não tem nome
Sou o avesso da calmaria...
E não pretendo me adequar, representar outro eu
Gosto mesmo é de estar em ebulição, até deixar adormecer meus sentidos.
Sentir sem necessariamente fazer sentido...e só
Tem dias que desejo ser virada ao avesso. Quero que alguém me espalhe sem pressa pra juntar depois. Quero o inesperado tocando os meus sentidos. Amo pulsar, EXTRAvazar, transformar, permitir...
Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.
Extrapolo-me
não caibo em mim
Sou mais do que posso ver
e quase sempre o meu sentir não cabe em mim
Sigo-me por aí
Dou voz aos meus desejos
Toco o meu querer
As vezes quero mais do que penso ter
mas ninguem me tem
Nada me detem
Sou um rio
não estou fugindo, nem buscando
estou apenas seguindo meu curso
Sinto o que sinto
Me admito
Me permito
Vivo o inacreditável
Toco o improvável
Sinto a sublime sensação de ser eu
e de viver o meu querer
Não pretendo definir o que vivo
muito menos o que sinto
Rótulos não me servem
Quero o presente, o agora
Quero o pulsar, o viver
Quero o intenso e tudo o que
puder e não.
