Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

7201 - 7220 do total de 10351 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

⁠É noite
tempestade,
Nossa
Senhora
de Guadalupe
nos proteja,
e de todo
o mal do
mundo
nos guarde.

Manifestantes
tocaram
fogo
no tribunal,
porque
na vida não
aprenderam
a dialogar,
não sei aonde
essa gente
pretende
na vida chegar.

Porque
democracia
não se faz
as custas
da destruição,
e nem
tripudiando
da humilde
população.

⁠No bailar
do tempo,
completam
nove meses,
disseram
até absurdos
e que os
bombardeiros
já se foram,
é fato que
muitos são
os receios
que ficaram.

Nem o direito
de se cuidar
e o acesso
para a
inocência
comprovar,
não foram
cumpridos,
e não se
fala em
outra coisa:
que os abusos
contra ele seguem
consecutivos.

É inegável que
se trata de um
pesadelo sem
data e hora
certos para
terminar,
as perguntas
continuam
sem respostas,
o General foi
preso sem provas.

⁠Disseste que deseja dialogar
Com paz e prosperidade,
Tens o dever de responder
Ao clamor popular
Que pede paz e liberdade.

Juro que tentei crer
Na promessa que nasceu
Notoriamente quebrada,
Mas as horas passaram,
E nenhuma resposta,
Quero ter a esperança
De estar errada.

Até agora o mundo todo
Não pensa o contrário,
Porque nunca provaste
Que tu tens palavra,
O Sol nasce para todos,
E também para todos que
Dedicaram a vida à Pátria!

⁠Como as aves aguardam
o primeiro sol de verão
para poder voar,
Assim sem demora
venho pedindo
pela sua libertação.

Nada mais honrado
e necessário abrirem
as portas e as janelas,
para o sol da justiça
deixar a tropa sair,
e a vida os reencontrar.

Quero ver a liberdade,
não desejo mais
que ninguém chore,
sem pedir pela saudade
estou sentindo por cada
um mesmo sem ter vivido.

Espero que a promessa
não seja quebrada,
quero estar presente
em cada reencontro,
no afã que cada
um tenha me lido.

⁠É incompreensível
A promessa ainda não
Cumprida de liberdade,
O mundo está assistindo
O homeopático massacre
De um povo exaurido,
Que no vazio das ruas
Deu o seu augusto grito.

É infinitamente noite,
De espera por cada preso
Político que me irmano,
Porque o fatal desprezo
É mais do que um acinte,
É o abandono da vítima
Sem aparentes marcas
De um chocante crime.

Não pense que dos meus
Versos tu escapará livre,
Eles não entram em greve.
Versos que irão atrás
De você até te capturar
E farão pelas tuas mãos
A liberdade regressar
Do jeito que prometestes.

Nessa tríade poética
cheia de maravilha
e culpa por ter feito
autoritários tropeçarem
nas próprias pernas
e se desconectarem
das obscenas idéias.

Porque com a tropa
sigo presa mesmo
que não me vejam,
podem ir atrás,
estou como serpente
invisível entre as rejas.

Dessa culpa jamais
eu hei de me livrar,
porque eu não sou
o pastor que para no
meio do caminho só
para ver o tempo passar.

Dos paisanos que estão
presos também me
encontro com eles,
se os meus poemas
estão irritando,
aprendi com o povo
que eles estão indo
bem e funcionando.

⁠Em idílica jornada
escrita na parede
A Historia não mente:
Estás preso inocente.

As minhas letras
são feitas da tinta
Do clamor do amor
do teu povo,
Padecendo de agonia.

De joelhos, coração
e mãos reunidas
Em profunda oração:
sou pedido de justiça
E convicta teimosia.

Não me calo e não deixo
ninguém calar,
Permaneço irredutível
até o pesadelo passar.

⁠Em linhas culpadas antes
mesmo de terem nascido
nem um pouco lúcidas.

Sem ordem judicial,
bem cheias de tudo,
hipertextuais
e com toda a falação:
deseja saber demais.

Jogos sujos e brincadeiras
de nervos não há
quem os ature mais.

Como vai a saúde
da tropa e do general?
Quando virá a liberdade,
a augusta moção
e garantia da paz?

Em versos inconformados
e bem convictos segue
anão aceitação
de 'ditaduras'.
Ainda bem
que existe
um anjo que visita,
e trabalha legalmente
pelo fim do cativeiro
de quem é notório
inocente pelo mundo inteiro.

⁠Sensação estranha
desde o último poema,
tão perdida que não
alcança os passos
calmos de um dervixe
em pleno inverno,
sentindo as dores
dos povos que vivem
no inferno em busca
de uma esperança
ou alguma consolação,
o caminho existe
para que tiver disposto
em abrir o coração
para a paz que traz
a verdadeira libertação.

⁠Da América do Sul
eu sou o último
soldado da trincheira,
Poema de sete
assentamentos,
Letras de sete
indomáveis ventos
agitando o mar
para a memória
jamais se apagar.

A ironia orquestrada
a palavra descumprida,
não serão ultimatos,
porque o justo sempre
há de ser irrenunciável,
a história, a verdade
e os fatos jamais
serão apagados.

Neste oceânico
poemário altivo
como o vale
e de uma história
que envolve
uma questão
não honrada,
e uma injustiça
cometida no dia
primeiro que por
haverá sempre
de ser relembrada.

⁠Não é um filme
em branco e preto,
mas esse filme
eu já conheço.

Não dá para
prever o melhor
colocando mãos
armadas onde
o sentimento
de país nunca
foi cultivado,
é um sinal
de tormento
anunciado.

Na mente lentes
em 3D nas cores
rosa e azul,
não sei se perdi
o meu Norte,
ou se fico
no meu Sul.

Não me contento
com pouco,
meio que tarde
demais querem
distrair o povo
tocando a arte
de fingir que nada
está acontecendo.

⁠É fácil saber
quem é quem,
porque estes
olhos podem
ser emprestados
porque nunca
foram meus:
são de Argos.

No bater silencioso
das asas do condor
que é humano,
a verdade não está
presente no plano.

É de rir da nossa
própria desgraça
que virá a foguete,
porque tem muitas
faces sem nenhum
reconhecimento.

Não sei o quê
estão pretendendo,
parecem alheios
como meninos
numa praça em
uma tarde de verão
como se nada
estivesse por
aqui acontecendo.

⁠Vitor Meireles

Vitor Meireles é o teu nome,
mas quem te pintou com
atlânticas cores foi Deus,
Terra da minha gente linda
da Reserva Duque de Caxias,
e da minha gente imigrante
que veio fazer do Brasil
um país ainda mais gigante.

Vitor Meireles, preciosa,
teu nome era Forçação
onde os Rios Faxinal
e Palmitos se encontram
ali nasceu a nossa
História de amor e paixão,
tens em ti a reserva poética
que mais me fascina
as araucárias que sempre
fazem parte da minha vida.

Vitor Meireles é o meu amor,
com tudo o quê abriga
e a força desta gente que ergueu
uma cidade com alma bonita,
a cada verso e o baile
da Mata Atlântica poética
só aumenta a cada dia
a minha fascinação por esta terra.

⁠O cretone do destino
foi nos unindo fio a fio
nesta imensidão azul,
Vamos juntos celebrar
num distante paraíso
onde somente dois
cabem num mar imenso
e brilhante tal qual
a água-marinha lapidada
na jóia mais fina .

⁠Perseguido
o povo em
diáspora
no Equador,
e o meu
coração
segue partido
sem poder
de ajudar
e doendo
de tanto
se indignar.

Gostaria
de ter a
unção
para com
todo esse
sofrimento
terminar,
mas estou
por aqui
com os meus
poemas para
semear a glória.

É aniversário
do General,
chora o cuatro
venezuelano,
não há o quê
comemorar,
manter ele
preso é um
amargo engano,
está na hora
de libertar.

⁠Aquilo que chamam
De desconstrução
Do politicamente correto,
Eu chamo de ataques
As bases da moralidade;
É através dessa maneira
Que vão fracionando
As forças da sociedade.

É por isso que eles
Agem com agressividade
Até obter a exaustão
E a diluição de uma
Nação inteira para
Arrancar o último
Sopro de prosperidade.

Quando a escuridão
De nós se aproxima,
É porque eles estão
Reunidos em bandos
E hordas e fazendo
Sombras sobre nós
Para que creiamos
Na tranquilidade
Do silêncio que nos
Sufoca e amordaça.

Eles não querem
Que sejamos pedras
E nem vidraças,
Eles querem nos
Reduzir a nada,
Porque a nossa
Existência atrapalha.

⁠Ainda há
o quê
celebrar:
o seu
espírito
de luta
que resiste
orante
nessa ilha
de concreto
que dizem
que está
dia e noite
havendo
tratamento
cruel e tortura.

Dizem que
mesmo
preso
o temem,
não duvido,
pois está
evidente:
foi muito
feio o quê
fizeram
contigo,
mas a sua
filosofia
é explícita
que não nasceu
para se vingar.

Não há
o quê
celebrar
porque
o mal
feito contra
você que
eles fizeram
não foi
corrigido,
e mantê-lo
na prisão
ainda estão
insistindo,
não estão
agindo como
homens dignos.

⁠Enquanto não
libertarem
o General
e a tropa
O meu coração
vai seguir
aborrecido,
E a minha
alma injuriada.
Silenciosas as
asas do condor
sob Abya Yala,
A minha canção
você não cala,
Porque falo
o quê precisa
sempre ser dito.

Ressoam as
vozes nas ruas,
O povo grita
com brio,
Induzido a um
enfrentamento
sombrio,
Culpa de um
Império maldito.

O patriotismo
da região foi
estrategicamente
afastado para
que o povo
achasse normal
todos os dias
ser roubado,
e o povo
mutuamente
se fazer agredido.

Abertamente
tudo isso me
preocupa porque
na minha terra
nem chargista
é respeitado,
Querem fazer
da Venezuela
a porta de entrada
para o desconhecido.

⁠Não existe
cultura
de prevenção,
passaram
três anos
sem nenhum
tipo de indenização
ou reconstrução;
e assim Mariana
escorreu entre
os dedos
e o lucro
falou mais alto
do que tudo,
e em Brumadinho
eles repetiram
os mesmos erros
soterrando o povo
de rejeitos e fazendo
o Governo correr
sem parar para
tentar nos salvar.

Os estragos foram
feitos e já era
tempo dessa cultura
de desleixo mudar.

Porque quem mexe
com mineração
tem a obrigação
de fazer um plano
de contingência
para não mergulhar
a população na
lama por causa
da incompetência.

⁠O quê é tarde
demais é
de verdade,
mesmo que
você nele
não acredite,
e o peito
não se dobre;
a conta com
Mariana não
foi saldada,
mas também
não foi olvidada.

A conta não
é pequena
tal qual a
mediocridade
do evento que
a tragédia
provocou,
nós não
sabemos
a proporção
do desastre
humano:
só se tem
notícias que
somos 200
brasileiros que
desaparecemos,
e no esquecimento
nós caíremos.

É sem sentido
seguir desse
jeito para ocultar
o quê não é mais
segredo para
o mundo inteiro
há muito tempo:
que o Brasil
não preserva
a Natureza,
todo mundo sabe;
e sempre seguiu
atirando da janela
a sua riqueza
não se importando
que se acabe,
e nem prevendo
quanto mais gente
se mate ou se
no futuro desmate.