Coleção pessoal de AndreAnlub

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Aquela pétala que cai, pedaço de flor que se banha, maravilhada por agora molhada; mistura-se a água de um tempo e some com o rio que rouba.

Com o perdão que outrora não conhecia, aprendi a amar, ser feliz e saciar quem me sacia; aprendi a controlar minha raiva, doar-me mais e cobrar menos; aprendi a ser moderno amando o eterno e que serei sempre aprendiz.

Acordei venerando a música, peguei a gaita e o jeito, não fazemos amor há tempos e saiu um blues dos pesados. Melodia traçada nessa harmonia, rito e reta, meta e mote, fito o mito: Sem moda - sem fúcsia - filha única.

Acordei acessível, com novos aforismos, ansiando ouvir tua voz. Acordei querendo... Ser o ser mais admirável para ti, te amar com maior tenacidade, experimentar tua sensualidade. Acordei famélico... Querendo me entregar, querendo te possuir.

Sempre quero sorte plena, cem por cento de êxito, na sede, na sina e na senda... Sem cena. Vou tentar, tentar e tentar novamente, até valer a pena.

Logo que começaram a reciclar o lixo, certos indivíduos, inúteis e presunçosos, perderam um adjetivo.

Dentro e fora do nada prático homem apático, um específico sentimento colossal abrolhou. Abrigou a cautela num juízo lunático básico, cingindo o corpo e tocando o amor.

Uma das chaves para a porta do viver melhor é reconhecer e valorizar mais as vitórias do que as derrotas.

Nunca temas as vozes: algozes – atrozes. Travestidos de pouco caso. Não és o rei deposto, ainda tens um reinado e coroado de alento, tens a rainha de gosto.

Meus cães são meus amores, senhores, donos da situaçãos. Eles não guardam rancores e nunca me deixam na mão.

Faça um traço, entre em ação e cores irão fluir no seu pensar. Encéfalo explode, ogiva nuclear, arco-íris, cogumelo, refração.

Não devemos deixar ferver a cobiça, para não queimarmos a cabeça, grelhando os neurônios e temperando a soberba. Na bondade existe a candura, a face do nosso verdadeiro “eu”. E tão logo se alcança o apogeu, quando estendidas nossas mãos, tratando todos como irmão, nivelando a mesma altura e sem julgamentos em vão.

Não sei se é tão importante saber se haverá vida após a morte; mas uma coisa eu garanto: É essencial haver antes.

Se sou retrógrado? Digo que sou como uma velha locomotiva a vapor, mas que gosta de uma sauna seca. Tenho no eucalipto o odor e no suor minha seiva.

Olho por olho, dente por dente, é coerente que os opostos se atraem. Na beira do abismo dou um passo à frente, mergulho fundo, só o amor constrói.

Vê-se os trilhos do bonde, no pé das frutas do conde, no entorno do misto dos milhos, com as doces e tortas espigas do conde de monte cristo.

Fita uma rota, faz uma bola: amassa, arremete, amarrota. Na lixeira dos olhos no mundo, vendo tudo e uma untuosa esmola que pelos dedos escorre.

Minha alma e coração, amizade plena e comunhão. Paranoicos, cegados, categoricamente contrariados. Irmãos, quase siameses, gêmeos no amor, na doçura e na ilusão.

Olho-te e já não vejo só o teu rosto... Vejo uma aquarela de intermináveis possibilidades.

O meu dó, de ver sua ré, sem mi mi mi, de lua a sol, de cá e lá, fala por si, sem fã, sem fá.