Coleção pessoal de amaurivalim
Pensamento Niilista
Por Amauri Valim
Na medida em que o homem frequenta o mundo advoga por saberes dogmáticos mitológicos que assentam sobre si, são concepções da verdade superior impregnada em uma corrente genética humana. Há uma absurda necessidade de remédio milagroso dado por mãos sagradas de entes mortos para o fim de toda a impertinência.
Norteado pela supremacia dogmática cristã o ser humano é geneticamente submisso sob uma concepção divina. Desprovido de privilégio pelo êxtase da fé e da promessa de salvação também adota o estado de pobreza como prova de fé. A norma cristã é uma vontade de poder onde o oprimido não se da conta da opressão que corrompe naturalmente os homens de mentalidades comuns. A ética religiosa parece cuidar bem da moral dos defensores de uma perspectiva de vida melhor para o futuro; após a morte.
A morte é um plano de Deus. O sentido da vida é um plano humano. A fé é o fruto da sustentação do homem corrompido, como recompensa o milagre ou a vida eterna.
A felicidade consiste em um momento de não querer passar para próxima fase. É quando torso para que o momento não acabe, desatrelada a uma meta.
A prática do desapego é uma maneira de livrar-se daquilo que não possui. Se algo no pensamento não puder deixar de existir ainda é possível regulá-lo.
Pelo dinheiro a humanidade segue lutando, transgredindo, corrompendo e banalizando, Em um País completamente laico não se faz obrigatório ao indivíduo a religiosidade, o “Deus seja louvado” em notas de reais, o crucifixo na sala do julgamento. Emancipação, laicidade é liberdade é exclusão; ainda que sejamos alienados.
O psica me falou: que eu poderia ter quantos problemas eu quisesse, que bastaria eu acreditar; qualquer dor, mal, tristeza, crença ou azar.
O que mais une a humanidade são as tragédias da natureza e o que os separam os humanos dos humanos são os pequenos eventos; os insignificantes.
Homens são sapos limosos que as mulheres transformam em encantados príncipes. As mulheres não sabem o poder que têm, ainda bem, elas poderiam matar o diabo.
Entre a cruz e o sino há um longo caminho que se deve percorrer na conduta da fé como norma que rege a vida. Hipocrisia, sacrifício, medo, até se perguntar sobre aquilo que realmente quer compreendê-lo e torná-lo livre, desalmado, das coisas que não fazem bem.
Vivo a boemia, a penumbra dos misteriosos bares de paredes pretas com escadas em madeiro, de bar em bar; noiteio. Mesmo que eu seja visto debruçado sobre mesas de biroscas, sarjetas, varandas velhas e latas enferrujadas de violetas. Onde o devaneio voa, em uma vida à toa. Assim detenho o despertar das novas razões do ser livre.
O amor não é suficiente para felicidade, devido a uma dependência das circunstâncias harmonizáveis entre o bem e o mal. O bem e o mal são estabelecidos por Deus entre a serpente e a mulher, entre o homem e a maçã; entre o céu e o inferno. Para tudo Deus e o Diabo são os personagens da vida. Como explica a maldade divina: Gênesis 3;15: " Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dele.
Deus, uma concepção para os efeitos da bondade, único e necessário à legitimidade das verdades sobre a fé e a moral.
Está parecendo madrugada de Lua cheia, onde o sopro do vento (vruuuuhouuuu) confunde-se com canto de Lobisomem. Aos desalmados todo o cuidado que se preza.
Ao professor se deve ao mínimo o superestimo.
O radicalismo é insano, egoísta? A violência endurece a racionalidade, pula etapa, cerceia a razão, corrompe valores morais e fere a dignidade. Houve época que o professor(a) era mais respeitado, mais digno e honrado, todos tinham como referência o Professor(a).
As forças palacianas deveriam servir com a finalidade de garantir os frutos desses sacrifícios e benefícios para a classe. O Professor(a) já tido como referência, padrão de estética da sociedade, tem sido visto como vilão, de demérito feito, representado pelo radicalismo sindical. São lutas travadas que provocam conquistas e deturpações da mais digna e respeitosa imagem social.
Salvem-se! Salve o professor(a) daquilo que possa parecer radical, insano, esquizofrênico! Almeja-se uma representação educativa para a classe, tão mediadora de conflito assim como o professor mediador de conhecimentos. A luta diária torna-se um conflito de interesses entre representante, representado e poder. Perdem-se diariamente os valores humanistas das conquistas.
“Ao professor se deve ao mínimo o superestimo”, como reconhecimento parcial da batalha cotidiana. Não esquecendo de que lutam contra os efeitos causados pela incompreensão de um ou outro dirigente. Aos professores se devem a empatia, carisma pela contribuição mediadora do conhecimento.
Amauri Valim.
