Coleção pessoal de amaurivalim
A maior criação do homem é o Pecado “depois de Deus”. O homem criou também o Diabo e fez dele o maior “parceiro de Deus”. O homem flagela a si, pelo pecado, corrupção e traição. Para si o homem tem o Diabo com boa estratégia para castigar quando não agradar a Deus.
Em vez da criação de tudo isso, o homem deveria criar mais sabores de sorvetes, pizzas e chicletes, e, alguns prazeres da carne para satisfazer o próprio corpo, livre de todo castigo. Para a salvação da alma o espírito que paire ao céu, nalguma estrela, no uivado do lobo e no encantamento do lobisomem mal amado em noite de lua cheia quando desta escafeder-me.
A. Valim
Na vida é que a vida julga.
O julgamento dado pela vida está na perversidade que cometer ou pela tolice que permitir.
É possível que a tolice e a perversidade sejam parte do indivíduo, por tantas tentações e traições, pelo discurso supostamente guiado.
O discurso moral é apenas um apego de menor significado que as relações entre corpos vestidos de nudez e despido de imoralidade.
Amauri Valim
Toda a criança que quebra um copo está sujeita ao castigo do medíocre. É preciso promover a educação sem a tolice da força.
A. Valim
O homem criou um Deus perfeito, e, um diabo para umas experiências. Os seres homens têm a opinião de que são livres.
O sistema que condena o materialismo é também responsável pelas aquisições das riquezas dos imponentes templos. O poder do homem da fé comercializa milagres, assombra o fraco e oprime o desgraçado em nome das divindades.
O mundo não vai mudar pelos ideais dos homens de poder soberba, nem pela competição criada por eles entre deuses ou pelo comércio das guerras e dos milagres. A humanidade fracassada pede clemência pelo perdão do pecado que não o cometeu. Tão ilusória quanto o pecado à proteção divina. Para o amanhã uma sujidade do prazer de hoje.
Queiramos uma nova realidade, libertos para viver o dia com fé, sem os poderes do comércio dizimista, sem a opressão sustentada pela fé, e, paz sobre o temente pagador de promessas.
Amauri Valim.
Metamorfose
Os sapos da sociedade são príncipes amaldiçoados por bruxas de poderes vingativos. Nos castelos dos sonhos ambos vivem a beira do bem e do mal se transformando e evoluindo pelos comportamentos da sociedade.
Sapos são homens/príncipes que giram em torno dos interesses da mulher por sua magia e poder de princesa e bruxa. Os sapos/príncipes protestantes imploram por um beijo ligeiro, uma voz clemente, valiosa e privilegiada.
Transtornado pela influência feminista o homem carrega a ideia de propriedade sobre a mulher. Ao sapo/príncipe talvez seja necessário consultar as bruxas da sociedade nos episódios da vida. Sendo o olhar do sapo/príncipe temente aos poderes feministas das princesas e donzelas.
Amauri Valim
Deus desfila a mulher, sua obra em carne, de complexos instintos nas entrelinhas do imaginário e do anseio do homem. Deus também construiu os cenários e as circunstâncias naturais para os ciclos das vidas.
No território sagrado as bombas são santas, guerrilheiros são mártires abençoados, líderes não são atingidos e o povo condenado à morte morre. Sem clemência, sem salvação por nenhum Deus. Parece a prova de que o milagre e santificações não são condizentes com a realidade.
Amauri Valim.
Feliz é o Diabo, misterioso, estratégico, astuto espera pelas ovelhas e moças excomungadas, expulsas do paraíso que perfeitamente Deus criou. O Diabo não precisou ensinar nada a ninguém. Tudo o que ele precisa é criado e abençoado por Deus do “joio ao trigo, do bem ao mal”.
Tendo como principal instrumento de sobrevivência: a mentira; ruína da humanidade. Não há maldade alguma no senhor Diabo, a maldade é concepção do homem, o Diabo é apenas um injustiçado, cuidador de exilados do paraíso. Neste mundo de seres de todos os espécimes, parece ser o cachorro o ser mais humano de todos. Assim também é injustiçado e corrompido pelos instintos complexos do homem. (A. VALIM)
No mundo dos grandes pensadores continuam cometendo os grandes erros, A terra santa passou a ser um eterno inferno, evidenciado pelo revoado da fênix no território da fé, aonde nenhum milagre salva da destruição pela pólvora e urânio. (A. VALIM)
Não é exatamente crente aquele que acredita que a religiosidade não possa proporcionar uma vida sadia. Crê-se que a religiosidade muda comportamentos que por consequência tornam os hábitos saudáveis de vida, por atender os anseios dessa estética. (A. VALIM)
A Oração é a forma mais singela e menos pesarosa das formas de se ajudar. É tão inerte como um mosquito na teia, talvez a forma menos humana de ajudar um ente querido. Estendamos a mão e ajudemos a levantar o ente, tratemos a fome, não com migalhas, aliviemos a dor com confortáveis abraços, mas, é mais fácil entrelaçar dedos, juntas as palmas e prostrar-se de joelhos perante a cruz e mover apenas a cabeça para cima e para baixo, em ritual e repetição ainda com olhos fechados, onde tudo Transcorre por numa imaginação. “O criador de tudo não faz parte da criação, também não toma café da manhã comigo na mesa de migalhas, não segura a minha mão ao atravessar a rua, nem alivia o cansaço dos meus pés”. Crê-se que ele habita em outro espaço, mas, está em tudo que se lê e se escreve, e, em toda a folha que cai. O criador das leis que condenam, não está sujeita as leis que os criou, não atende as súplicas nem está exposto ao sol que arde. Assim detém-se medo de estar errado, de ser condenado por ele, o que impede percorrer o caminho da verdadeira plenitude. Não é nenhum privilégio pertencer a alguma santidade. (A. VALIM).
Tão certo para os propósitos da vida: as mentiras e as traições. São as verdades incontestáveis. A sombra que cada um acredita não ter. (A. VALIM)
