Clichê
ADORÁVEIS MALDITOS TEMPOS DE LÚCIDEZ.
E o clichê que me domina agora, torna-se um ciclo vicioso, constante e perturbador, que como todo ciclo, não há um prévio fim.
Tentei por diversas vezes me desprender dessa mania doentia de abraçar esse ciclo, que por sua vez, já se tornou tão familiar, assim como o observar do nada que insiste em estagnar meus anseios.
Habituada ao incerto, ao contraditório, passo somente a observar o tempo expirar-se, na mesma velocidade que vejo pessoas se perderem pelo mesmo motivo no qual me perdi. Ah, se ao menos pudesse dizer o que as espera aqui… Nada fascinante! A não ser a eterna espera de mudança. Porém cuidado ao constatar que a ruína de uma mente perdida é tomar o triste conhecimento de que tudo já foi mudado.
Hoje eu decidir falar sobre a autovalorização da mulher,é um tema clichê,eu sei. Mas por mais que seja falado e escrito sobre isso,parece que algumas ainda não entenderam. A mulher é um ser tão delicado,de uma graça encantadora,mas consegue ser forte,aguentar as dores de cólica (e meu Deus como dói),agüenta as dores de um parto traz ao mundo mais uma vida,tem também aquelas que tu olha e pensa:"Isso deveria ser considerado uma ofensa." Na minha opinião mulher nenhuma deve se permitir sofrer por homem nenhum nesse planeta,mas quem nunca né? O grau que tu sofre por amor,é na mesma medida com que tu ama se tu ama/amou muito e não foi o seu alguém certo,prepare-se a queda vai ser feia.Se tem uma forma de proteção,é o desapego,não me tornei uma pessoa fria e sim soube direcionar o amor na intensidade certa e nas pessoas certas,ficar perto daqueles que te fazem bem e que te amam,está na lista das melhores coisas. Se proteger daqueles que querem o teu mal,se desligar de bobagens que antes tu ficava meia hora chorando,é uma sensação muito boa. Acho assim que a mulher se permite sofrer,se permite levar pelos piores sentimentos,pela emoção e deixar de lado a razão. Então em primeiro ame a você mesma,valorize você mesma,respeite você mesma,e depois tu vai poder exigir cada um desses itens e muito mais.Vista seu vestido mais bonito,passe o seu melhor perfume,coloque o sorriso mais bonito no seu rosto e deixe a felicidade entrar em você.
Like a roxanne !
Entre faróis e sorrisos falsos
num clichê que releva o traço
A esguia menina se anuncia ao meio fio
Acena o começo na mescla do próprio fim
Se vende por desprezo, vontade ou falta do querer
oferece o prazer por mais súbito que pareça
Contraria a própria decepção e afasta a solidão
do só , do outro e de si mesma !
Não há idade, não há calor..
Não é tênue , nem sereno..
É cínico e mentiroso..
São atores do cotidiano da vida..
Por qual razão ? Por um detalhe ? por necessidade ?
Fazem parte da alquimia folclórica..
Fazem da essência ou demência ?
São seres ..São vidas..
sem vida ?
Você é o amor da minha vida. Não tem outra forma de dizer isso. Fosse um clichê, uma analogia, um trocadilho, uma metáfora, uma moral da história, ou qualquer outro recurso gramático ou literário. É você, sempre foi e será. Te conhecer foi um acaso, nosso amor foi sorte e nós dois juntos é destino. Ou qualquer ordem que faça sentido. O que importa é a verdade embutida no sorriso: você é o amor da minha vida.
Pode até ser clichê de mais; mas cada dia fico mais convencida de que a vida é uma caixinha de surpresas SIM.
E eu? Bom, minha coragem nunca me deixou ter receio de abrir uma enorme caixa colorida decorada com laço de fita.
Sei que fui um clichê, mas não represento mais papéis em branco na sua vida. Sua paixão é fantasma. Só vejo sensações, emoções e sentimentos invisíveis. Só vejo o vago... Você é ótima de improvisação hein! Sabe levar a relação num falsete. Não caio mais nesse seu jogo que deixa todo mundo escapar. Como é penosa sua forma de não se entregar.
Me doar? Para sua forma contida de não amar? Vai aprender a amar! Vai! E ela não foi. Pois não sabe o que isso.
"As pessoas tem tanta aversão a verdade, que criam termos como 'clichê' pra rotular uma verdade necessária."
Clichê
Há tempos longe da escrita, da produção de textos ou qualquer coisa do gênero – crônicas, contos, receita de bolo, poesia de uma linha só -, hoje resolvi sair da toca, resolvi dar fim ao longo jejum que também me incomodava. Por mais clichê que pareça ser (e quem disse haver mal em ser clichê?), hoje acordei com saudade da minha vida; acordei com saudade de um tempo em que a dinâmica dos fatos era menos feroz e parar para tomar um café com um amigo era algo deliciosamente bom. Em pequenos flashbacks da minha própria caminhada, consegui, no fundo da mente (o que abrandou minha alma), recordar de bons momentos vividos, de boas sensações experimentadas, de sentimentos belos e bacanas que norteiam e permeiam a nossa jornada e de quanto nesta jornada sorri. Tenho aprendido (às vezes à duras penas, confesso), que a magia dos pequenos gestos, do continuar a ser criança e o lado lúdico do viver são de extrema importância para nós, bálsamos renovadores de nós mesmos, que nos impulsionam, nos revigoram, nos elevam, nos fazem crescer. Acordei com uma vontade do novo, do mais, do melhor. Acordei repensando e reavaliando (adoramos fazer isso no fim do ano...) para então galgar, almejar, desejar. Penso que desejamos pouco, que sonhamos pouco, que nos preocupamos demais em empreender em detrimento do sonhar, do doce e irresponsavelmente sonhar. Caímos e recaímos na perigosa armadilha da metodologia, do pragmatismo, das fórmulas feitas, dos prazos, do tempo (que nós mesmos tornamos cada vez mais curto) e na busca incessante – e insana – por mais espaço e memória no grande HD que é a nossa vida, sem nos dar conta de que na maioria das vezes não precisamos de nada disso, momento em que o menos se faz mais, que o mero se torna grande e que a simplicidade pode, sim, ser uma bela orquestra, regida com prazer, deleite e muita satisfação.
Sim, que, nos rendamos ao gostoso clichê das promessas de final de ano, das dietas que sempre irão começar em uma segunda-feira qualquer, de mais uma vez jurar que vamos arrumar o guarda-roupa e suas gavetas e que vamos ver mais nossos amigos, fazer mais exercícios e parar de fumar.
Hoje acordei com uma velha – e saborosa – lembrança de uma música que não toca mais; acordei com a fina dor daquele beijo que deixei de dar e das tantas vezes que deixei de simplesmente dizer para alguém “eu te amo”... acordei sentindo falta dos braços que não mais irão abraçar e do sorriso, simples sorriso que muitas vezes – por orgulho, vaidade e até egoísmo – deixei de dar.
Hoje acordei com vontade de recomeçar, reconstruir e com a certeza, cristalina certeza, de que todos precisamos, de quando em quando, limpar o nosso HD. Ainda que isso pareça clichê.
Meu querido Hugo, li sua história e me emocionei. Mas não uma emoção clichê, uma emoção que realmente encheu os meus olhos de lágrimas. Tens lá seus motivos de ser feliz ou infeliz e eu compreendo, todos temos um pouco disso, mas o que realmente me surpreendeu foi o fato de você demonstrar sua fraqueza e seu medo enquanto o que todos esperam é que você seja forte o tempo todo. Meus lábios seu trincaram e os olhos se fecharam vez ou outra por admiração, por acreditar que você é uma das poucas pessoas que sabem o que é felicidade, ainda que raramente ela apareça. Não sabe quão grandiosa foi a minha vontade de ser sua amiga, de ser alguém que você pudesse contar, mas você sequer me conhece. Eu li suas autorias apenas como uma poeta que escreve e analisa, que reconhece o valor de cada letra em seu devido lugar, mas ao ler sua história a poeta se foi e veio a “humanidade” que já preexistia em mim, mas que eu ocultava para dar asas a poesia livre, espontânea e metafórica que reside nesse pequeno grão de areia que sou desde que me entendo por gente. Olhei tudo a minha volta e o que vi foram coisas desnecessárias, diante das suas dúvidas quanto a vida e ao que ser ou fazer dela. Não vou dizer que te entendo, sou sincera ao ponto de admitir minha ignorância quando se diz respeito a ti, eu não sei nada sobre ti, mas admiro-te diante de todos que lerem isso. Saiba que por mim você será sempre visto com bons olhos, não só por causa da sua dificuldade, mas pelo fato de não ter se deixado levar apenas pela depressão e pela conflituosidade que habita em ti à tempos, mas por não ter deixado de ser uma pessoa de bom coração. Tende bom ânimo, querido.
Surgiu
Como uma flor no asfalto
Não foi nem de longe
Um clichê esperado
Desses que a gente vê na TV
Surgiu e apenas surgiu
Não explodiu
Mas desabrocha
As vezes parece mais duro que uma rocha
Não foi um clichê
Isso jamais vai ser
Longe te quero perto
Perto te quero mais próximo
Mais próximo quero sua boca na minha
E o seu sorriso doce
E esse seu jeito torto
Que me irrita
Não é conto de fadas
Nem daqueles que se observa no sofá da sala
Não foi nem de longe
Um clichê esperado
Um desabrochar rápido
Um arco íris colorido
Algo premeditado
Não foi nem de longe e nunca será
Algo que se espera
Algo que se imagina
Eu nem mesmo esperava
E hoje não imagino longe da minha vida.
O amor virou clichê que ninguém mais assume? É errado se doar? É brega ser romântico? É estranho ser feliz? É insensatez querer um laço profundo e sincero? É tão descabido amor que respeita, que apoia e que permanece? É inconsequente planejar um futuro? É indesejável quem tem olha nos olhos e enxerga seu coração antes de se deter a todo o resto? É o resto tão mais importante do que os sentimentos? É o orgulho tão mais vitorioso do que a delicadeza de amar o outro tal qual ele é? Tem padrões o amor ou o amor deveria ser o padrão?
É loucura amar de forma profunda? Se for, que me desculpem os sãos, mas opto pela loucura de revelar a essência do que sinto... E não espero menos do que a mesma medida de quem meu coração decidiu amar... Espero reciprocidade daqueles que têm um laço com meu coração... Só sei amar por completo, só sei mostrar a verdade do que sinto... porque algo aqui dentro do meu coração me diz que talvez eu tenha razão em não seguir a forma de amar da multidão do século XXI, tão cheia de si, mas tão vazia de tudo o que mais importa...
Seria clichê dizer que o casamento figura entre os momentos mais importantes da vida de um casal. Além disso, o registro dele também é de suma validade. Então vamos falar sobre casamento e fotografia de formatura: a grande importância desses dois momentos.
Pode ser clichê.
Porem eu falo.
Poesia sussurro da alma? Fato.
Pode vir de Analfabeto
Que com palavras faladas expressam seus decretos.
Pode vir dos mais maduros
Que por poesia anseiam desde Imaturos.
Pode vir de crianças
Que mesmo sem o mundo entender
Respiram poesias de esperanças.
Eu já falei, porem de novo direi.
Que um dia fiz poesia
E poesia me fez.
Essa vida é engraçada
Eu que sempre disse não
Que achava clichê
Esse papo de casal
Me aparece você
E faz eu perder
Essa minha postura
De bandido mau
" Ele(a) diz apenas que fala o que pensa e não tá nem ai " Haha, aquele argumento cliche pra encobrir a arrogância e a falta de educação .
Cardiopático, sei que sou!
Sou um mero clichê ambulante
Um enfeite na estante alheia
O filho perdido da linda sereia que a charme pouco sabia usar
Sou o diferente que não se sentia gente
Sou o vivente inanimado
O filho da empregada que desacreditava que poderia ir mais longe
O filho pródigo que nunca abandonou aos seus
O paladino que nunca viu o amor e a gentileza como fraqueza
O que sentia dor ao ter o coração partido daquilo que se quer viveu
O ouvinte daquela eterna canção que o idioma não entendeu
O mensageiro daquele querer que não era seu
O ouvinte de historia enfadonhas de um sonho que se perdeu
O contador de contos que um dia nem se quer foi seu
O que pensava e agia diferente dos demais
O desbravador fulgás de um amor certeiro que nunca fora correspondido
O lendário sonhador que nunca quis de fato crescer
A eterna criança que sua determinação e audácia jamais quis perder
Não sou o ontem, nem o amanhã, e sim o agora
E se tudo fosse diferente, eu não seria mais eu
E agora velho, jovem menino em que labirinto se meteu?
J. D Silva
