Citações Românticas
Fomos tão Seduzidos pela Política do Espetáculo, ao ponto de romantizar um mundo onde políticos-influencers fingem governá-lo.
A política, que deveria ser a seara sagrada do debate sério sobre os rumos da sociedade, passou a disputar atenção com a lógica do entretenimento.
Em vez de projetos, buscamos personagens…
E, em vez de argumentos, consumimos performances.
A capacidade de governar, de dialogar e de construir soluções coletivas muitas vezes é ofuscada pela habilidade de gerar engajamento, viralizar conteúdos e ocupar o centro das discussões digitais.
Nesse cenário, a popularidade passa a valer mais que a competência, e a visibilidade mais que a responsabilidade.
O governante transforma-se em celebridade; o cidadão, em mero espectador.
A complexidade dos problemas públicos é reduzida a frases de efeito, cortes e recortes de conteúdos e narrativas descaradas e cuidadosamente produzidas para provocar emoções instantâneas.
O que exige reflexão é substituído pelo que gera reação.
A Política do Espetáculo não nasce apenas dos políticos.
Ela também encontra terreno fértil em uma sociedade esvaziada e cada vez mais acostumada à velocidade da informação e à necessidade constante de entretenimento.
Muitas vezes, preferimos a figura carismática ao gestor eficiente, a polêmica ao diálogo, a torcida à análise crítica.
Assim, a democracia corre o risco de ser tratada como verdadeiro um Reality Show, onde o importante não é governar bem, mas manter altos índices de audiência.
Mas o problema é que as consequências das decisões políticas não desaparecem quando as câmeras são desligadas.
Enquanto discursos rebuscados rendem curtidas, políticas públicas afetam vidas.
E, enquanto disputas performáticas ocupam as manchetes, desafios reais continuam exigindo planejamento, competência e compromisso.
A gestão de uma cidade, de um estado ou de uma nação não pode ser confundida com a administração de uma marca pessoal.
Talvez o maior desafio do nosso tempo seja reaprender a distinguir liderança de influência, comunicação de propaganda e popularidade de capacidade.
Democracias saudáveis dependem de cidadãos que enxerguem além do espetáculo e exijam mais do que performances bem produzidas.
Afinal, governos não deveriam ser avaliados pela qualidade de seus vídeos curtos, mas pela qualidade de suas entregas.
Quando a política se torna apenas espetáculo, a verdade perde espaço para a encenação.
E quando a encenação passa a ser suficiente, corremos o risco de descobrir tarde demais que, enquanto assistíamos ao show, deixamos de acompanhar aquilo que realmente importa: a Construção do Futuro Coletivo.
Não faço a mais vaga ideia de onde surgiu a romantização da Desculpa e do Perdão.
E, sim, nessa ordem!
Na Bíblia, não foi!?!
Lá não se romantiza absolutamente quase nada, embora haja — aos borbotões — os que insistem em fazê-lo.
Desculpa e Perdão, embora tão caprichosamente confundidos, diferem um do outro pela razoabilidade e profundidade.
O primeiro, muitas vezes, tenta se legitimar na justificativa, enquanto o segundo se alicerça no reconhecimento da culpa e no arrependimento.
O primeiro alimenta a falsa ideia da amenização dos conflitos; o segundo requer o real desprendimento da podridão do lixo da alma.
Ambos coexistem e muito caprichosamente se confundem!
Nem todos que pedem desculpa pedem perdão, e nem todos que desculpam, de fato, perdoam.
Quer seja por opção ou conveniência, a moda do momento é ofender, já com o pedido de desculpas ao alcance das mãos.
É um olho no pecado e o outro no perdão!
Num dia, fala-se um monte de asneiras; noutro, diz-se mal interpretado…
Num dia, agride; noutro, pede desculpas.
Tomara que dois tapas na cara e um soco no estômago não virem moda.
Desculpem-me por não poder ajudá-los a Romantizar a Separação; estou muito ocupado com a Normalização das mulheres poderem continuar Vivas depois dela.
Há separações que encerram uma história…
E há homens que, incapazes de aceitar o fim, transformam o término em uma guerra.
Talvez precisemos parar de romantizar frases como “se ela não for minha, não será de mais ninguém”, “ela acabou comigo” ou “eu fiz tudo por ela”.
Não há romantismo quando o amor se transforma em posse, quando o ciúme se apresenta como prova de sentimento ou quando a rejeição é tratada como uma ofensa que precisa ser vingada.
Separar-se deveria ser apenas isso: separar-se.
Não deveria exigir coragem para sair, medo de ser perseguida, mudança de rotina, bloqueios, medidas de proteção ou a preocupação constante de que o ex-parceiro não aceite que a relação terminou.
Uma mulher não deve precisar convencer ninguém de que tem o direito de ir embora.
Ela não precisa oferecer uma última conversa.
Não precisa permanecer disponível para aliviar a frustração de quem não aceita o fim.
Não precisa justificar cada passo depois da separação.
E, principalmente, não precisa pagar com a própria vida pelo simples direito de dizer“acabou”.
Precisamos normalizar algo que jamais deveria ter deixado de ser óbvio: mulheres continuam pertencendo a si mesmas após um relacionamento.
Continuam livres.
Continuam donas dos próprios corpos, das próprias escolhas, dos próprios caminhos e, sobretudo, do direito de reconstruir a própria vida.
Romantizar a separação é muito fácil quando se olha para ela como roteiro de filme ou novela.
Difícil é encarar aquilo que acontece quando o amor termina e alguém decide que o outro não tem o direito de seguir em frente.
Por isso, talvez seja hora de trocar algumas narrativas.
Menos: “ele a amava demais”.
Mais: “ele precisava respeitar o fim.”
Menos: “ela destruiu o coração dele”.
Mais: “a dor não dá a ninguém o direito de destruir outra pessoa.”
Menos histórias sobre os homens inconformados com a perda.
Mais atenção à mulher que só queria continuar viva após dizer não.
Porque terminar um relacionamento não deveria ser um ato de coragem.
Deveria ser apenas uma escolha.
E nenhuma mulher deveria precisar sobreviver para provar que teve o direito de fazê-la.
-O que o homem continua buscando na mulher!
- Feminilidade, romantismo, elegância, recato...
Sabe, essas coisinhas que a mulher vêm perdendo, e o homem não consegue aceitar?
(Nem eu...)
☆Haredita Angel
Acordar ao seu lado em Trinidad e Tobago,
receber o seu beijo romântico e apaixonado,
e entregar a alma convicta e o peito devotado.
Sob as bênçãos de Papa Bois e Mama D’Leau,
e a companhia do florescer da Chaconia,
entregar os meus dias e contigo fazer história.
[O amor convida; nós nascemos para a glória.]
Poesia romântica
Lírio
Você nasceu lírio no meu silêncio,
branco de paz no meio do caos que eu era,
floresceu onde minhas dores tinham medo de existir,
e ensinou ao meu coração que amar também é repouso.
Teu amor não grita, ele perfuma,
fica no ar mesmo quando você vai embora,
é cuidado que não pesa, é presença que cura,
como quem toca a alma sem pedir nada em troca.
Se um dia eu murchar, fica,
regue-me com teu olhar simples e sincero,
porque amar você é como ser campo aberto:
mesmo ferido, ainda escolho florescer.
O Último Eco do Romantismo
Ainda que as luzes da cidade apaguem o luar, e o tempo corra sem pressa de sentir, eu continuaria a sentar-me à mesa e a criar, versos de um amor que muitos deixaram de ouvir.
Que me chamem de o último romântico da Terra, o guardião de uma chama que teimam em apagar.
Se o mundo lá fora se perder em sua guerra, eu venço os dias no simples ato de amar.
Mesmo que minhas palavras encontrem o vento, e flutue sem destino feito folhas no chão, sei que o silêncio do espaço acolhe o sentimento,
e o próprio universo compreende a canção.
Pois nada que é puro se perde do nada, nenhum sopro genuíno se desfaz em vão.
A vida,
em sua volta sensata e sagrada, devolve o afeto que sai do coração.
E assim escrevo,
sem medo do vazio, falando ao infinito o que a alma traduz em letras.
Se sou o último a cantar à beira do rio, que minhas palavras guardem o restinho de luz!
Eu tenho amor,
tenho carinho,
tenho ternura,
tenho romantismo e paixão.
Tenho tudo isso guardado,
sobrando no peito,
transbordando nas mãos.
Só não tenho
pra quem doar.
Saul Beleza
POEMA DE ANANINDEUA
SER ROMÂNTICO
É O MEU PROBLEMA PRINCIPAL.
TE DAR FLORES NO HORÁRIO DE VISITAS NO HOSPITAL.
Romantismo de um período intrusivo, onde não se pensava nas teorias de John Locke. Mas refletimos sobre Bertrand Russell no intuito de encontrarmos os meios de um subsídio. Porém nos apegamos em Karl Marx, onde concordamos com a teoria do cansaço de Byung-Chul Han.
Apaixono-me com muita dificuldade, romanticamente falando, mas quando o faço é dificil tirar de mim esse sentimento. Sou dura na queda. Uma ótima amiga, também. Faço de tudo por meus amigos, mesmo que seja DOLOROSO para mim, em alguns casos.
Amore in Venezia.
Manhã romântica de primavera, eu estava sozinha na linda Praça São Marcos, esperando a minha irmã. Eu deveria ter ido com ela, mas, meus pés já estavam cansados demais. Naquele instante eu pensei que Veneza é mais atraente para passarmos uma lua de mel e não para fazermos pesquisa de trabalho. Sei que muitos gostariam de está no meu lugar e ver os pombos voando, os casais apaixonados fazendo juras eternas, o sol pairando no azul das águas que se confundem com o brilho do céu. Mas, tudo o que desejava naquele momento era estar na minha casa no Rio de Janeiro.
Depois de quase uma hora, eu fui surpreendida por um belo jovem veneziano, de olhos verdes, com sorriso e olhar um tanto conquistador. Ele se aproximou lentamente e lançou algumas palavras:
- Oi senhorita, como está? – Confesso que o achei um pouco atrevido e ao mesmo tempo atraente e educado. Por isso fui bastante educada.
- Estou bem, só um pouco cansada.
Nesse dia conversamos pouco. Apenas nos apresentamos, ele disse se chamar Luigi, e quando eu disse que me chamava Carolina, ele achou lindo.
Passaram-se alguns dias sem que nos víssemos, até que houve um romântico baile para comemorar a primavera. Foi nesta noite mágica que o reencontrei. Ele estava lindo, com um sorriso inebriante, seus olhos pareciam um lago banhado de amor. Depois do baile saímos para passear sobre a nevoar daquela noite quase irreal. Tive sorte, pois, minha irmã voltou cedo para o hotel e eu fiquei na doce companhia do jovem veneziano.
Caminhamos silenciosamente pelas ruas enfeitadas de flores, com cheiro de jasmins cobrindo toda a cidade. Parecíamos sem destino algum, como se não houvesse o futuro e logo eu tivesse que retornar para a realidade do meu lar. Fomos guiados pelas batidas dos nossos corações.
Quando a madrugada deu lugar a uma luminosa e preguiçosa manhã, pois, a cidade inteira ainda dormia. Abraçamo-nos sobre a Ponte de Rialto, ele me presenteou com um beijo apaixonado, típico de um veneziano e me fez juras de amor. Namoramos ao balanço das gôndolas naqueles canais apaixonantes. Mas, eu sabia que na tarde daquele mesmo dia eu teria que partir.
Por alguns instantes senti vontade de largar tudo no Brasil e viver aquele sonho de amor. Comprar uma casinha com flores na janela, de frente para as águas solitárias, que já viram amores nascer e depois partir. Infelizmente, eu precisava voltar para o meu mundo real, menos colorido, mas, que me fazia sentir com os pés firmes no chão.
No fim da tarde, eu me despedi daquele que foi o meu amor por uma única noite e permanecerá dentro de mim a vida inteira. Talvez na próxima primavera, ou, quem sabe em um dia qualquer eu torne a encontra-lo. Afinal, a vida sempre pode nos surpreender.
A dois meses ela conheceu um rapaz de olhos coloridos, sonhador e romântico, daqueles raros, tachado de careta por não beber, tão pouco fumar. Um rapaz que valoriza os pequenos gestos, que está pronto para fazer uma mulher feliz. Mas ela não quer. Diz por aí que agora quer alguém mais velho, mais maduro, mais experiente, sem ao menos se dar conta que não importa quantas velas se colocam sobre o bolo ano após ano, sim, de que forma suas experiências o moldaram.
Mal sabe ela que aquele menino de olhos coloridos cresceu sem pai, sempre teve que batalhar pelo que quis, é justo e até excluído pelos demais por ser tão maduro e raro, pois, ainda sabe apreciar o luar e contemplar o brilho das estrelas. Mal sabe ela que ele tem um amor tão puro, guardado para ela.
É ela tem tudo para ser feliz outra vez, agora com quem a valorize, pena que ela ainda não tenha limpado seu coração de um amor que não lhe fez bem, que ela esteja deixando a felicidade passar, não esteja vendo ela parada na sua porta sem ao menos ser convidada a entrar.
Hoje até o céu cinza de nossa cidade deu um toque especial ao charmoso almoço de domingo romântico, hoje nossas velhas e confortáveis roupas foram suficientes, hoje nosso sofá foi um divã, um refúgio com a companhia de programas fúteis de TV e internet, hoje foi tudo normal, mas ao mesmo tempo especial, ter você é isso, tudo que é singelo tem um toque de perfeição. Para ser o que for e ser tudo.
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