Cinzas
Uma vista para um lugar no monte, numa área com vestígios de cinzas e sem qualquer vegetação é sempre um triste panorama, são muitos anos para o crescimento do arvoredo e poucos dias para a sua total destruição. Malditos incêndios!
Às vezes, é necessário ser como uma Fênix e renascer das próprias cinzas, num processo de evolução da alma em vida.
( Edileine Priscila Hypoliti )
( Página: Edí escritora )
Naquele tempo levavas tuas cinzas para os montes, queres agora levar teu fogo para os vales?
Tudo que rodeia o homem são cinzas adiadas, e esta poeira não faz nada além de embaçar seus débeis olhares.
Desejo aqui estar, mas ser apenas um grão das cinzas minhas no mar aberto, aonde estarei, aonde partirei.
“Dentro da palavra morte, todos somos cinzas. Para a grande maioria das pessoas sem atitudes, dentro da palavra vida, também são cinzas. Porque a vida sepultada tanto como a morte, se assim você permitir”.
cheiro
O cheiro de mato pó queimado
As cinzas do fogão a lenha
Tudo compõe esse desejo
Ei morena põe fogo em mim.
Quanto mais vermelho
Mais quente o olhar
Que sai de dentro da carne
Para te comungar amor perfeito.
Esse lugar forte relâmpejos
para nosso melhor beijo.
Eu aceito tudo que te vem
Porém me deixa acesso.
Mais um lampejo a gente foge
Para a alma do matagal.
A natureza nos abraça instinto maternal
E nosso amor ficar camuflada.
Onde é apenas o principio de uma nova caminhada.
Eu vou fazendo a trilha,
E batizo de namorada
Tudo é tão azul e verde
Por onde o amor passa,
Seu beijo é esperança eternizada.
Eu vi quando você sorriu pra mim
Não era pra mais ninguém
Eu fui além do quintal
Buscar presente com brilho de cristal.
Uma flor cheirosa
Um milagre perdido
O ver ser o destino
A colocasse no meu colo ferido.
Minhas memórias são coloridas,
Nem preto nem brancas,
Tampouco cinzas,
Adormecer é meu rememorar em sonhos,
Nunca opacos,
Sempre lúcidos,
Me enlouquecem,
Me destroem,
Me enaltecem,
Alertam,
Ensinam por osmose,
Citose,
Cresço ou desapareço,
Amortece,
Adoeço em insônia do saber,
Sem querer sofrer,
Por ser,
Por não ser,
Na cobrança que é viver,
Sendo eu,
Sendo você,
Qual é que vai prevalecer?
tudo pode mudar, as chamas podem se transformar em cinzas, mas enquanto houver quem queira alimentar o fogo, haverá fogo!
A noite está fria e a escuridão me amedronta.
Tem cinzas onde antes era meu paraíso e dor onde antes era riso.
Tenho medo, me salva.
Tenho pesadelos, me acorda.
Tenho dor, me cure.
Você tem todas as respostas, você tem todas as curas.
Por quê não vem? Por quê não me solta? Por quê não volta?
Não perca a tua Fé
Dias cinzas... dias nublados... não te percas nas sombras do mundo. Não te esqueças de que, por trás das nuvens, o Sol continua a brilhar. Não te esqueças de que há um Deus sempre pronto pra em Seus braços te segurar.
Não te esqueças, não te percas, não percas a vida que só Jesus pode te dar. Esforça-te e espera com paciência... eleva teu olhar e deixa Jesus teus passos guiar.
Depois da noite escura sempre há uma alvorada a brilhar... não te esqueças.
E do busão cada um desce na sua estação, rostos cinzas e coloridos se perdem na multidão... Uma multidão individual, cada um no seu mundo atual, presos e soltos na correria do mundo novo.
Os pássaros já parecem não existir em meio a fumaça da poluição e eu expectadora dessa visão...
Subjulgando a possibilidade de ser diferente da população, presa na concepção de nada ter sido em vão.
São Paulo é louco Jão.
Não sou luz nem sou treva,
Eu sou gris como o dia
Em que virarei cinzas.
Mas posso melhorar,
E é esse o segredo:
Nunca serei perfeito.
O fechar dos olhos.
Portas abrem, corações fecham.
O que estamos procurando nas cinzas, fechamos os olhos.
Monstros passam pela cabeça, e se esforçam ao terror, fechamos os olhos.
O ilustre desconhecido entra e não diz nada, e fechamos os olhos.
O corpo cai em desespero e dor, tentamos passar pela porta, mas o coração fecha.
Ouço gritos, murmúrios e mesmo assim, fechamos os olhos.
O inimaginável nos absorve, salva a tua alma e a porta fecha para o coração abrir.
Angelina Ribeiro
olharás no entanto, quando eu em cinzas ao vento
tornar-me o poema que todos esperavam
na minha morte, a morte dos escritos que me tornei
no dia do silêncio dos escritos que rasgavam meu Amor por ti..
