Cinzas
Cinzas
Viver? Morrer?
Isso nunca foi culpa sua.
Mas, quanto a amar Pedro?
Isso, sim! Isso você poderia ter evitado.
Mas por que permaneceram?
Sinto falta de Pedro.
Sinto sua falta.
Sinto falta de nossos encontros,
E sinto muita mais falta de nossas despedidas.
Até mais!
Até mais...
Nada mais.
Agora conheço a perda de grandes amores, e conheço o esforço de voltar das cinzas, à sombra do que antes era importante.
Somos pó,
quando não do nosso chão,
Somos do chão das esquinas.
Quando não das cinzas
Somos purpurina.
Somos das estrelas...
E vê-las,
nos tornamos pó de ouro,
(ainda que de tolo).
E tolos,
nos deixamos nos tomar com dolo,
Pelo pó da cafeína...
Cinzas
Talvez o verão tenha queimado os frutos.
As mãos, ressequidas, apenas recolhem restos.
Cinzas, ardores, ossos.
Havia ali,
não se lembra?,
um rumor de desejo,
que nenhuma palavra salva:
todo poema é póstumo.
Botei a boca no mundo,
não gostei do sabor. Ostras e versos
se retraem
ao toque ácido das coisas tardias.
Na sombra insone do meu quarto,
o vazio vigia, na espreita do que não há:
por aqui passaram
pássaros que não pousaram. Fui traído
por ciganas, arlequins e cataclismos.
De nada me valeram
guardar relâmpagos no bolso,
agarrar nas águas as garrafas náufragas.
Jogam minhas cinzas no mar.
Não dá tempo nem de acenar.
Não volto nunca mais. Digo sim, digo não.
Entro em extinção. Sem nada nas mãos, com peso nas costas.
Sempre vou lembrar de você enquanto eu respirar.
existem dias que as manhãs estão tão cinzas.
Que não se vê e não se sente a luz que vem do sol.
A energia que nos cerca é negativa e os
Problemas aparentam não ter solução.
Cabeça erguida pra mudar o dia de amanhã
E aprender com o velho dia que passou,
Já foi!
Só a batalha foi perdida e não a guerra, então:
Positividade!
Só não se sabe de onde a gente vem e nem pra onde vai.
Força Man!
Buda, Jesus Cristo, Oxalá, Pacha mama.
Dimensão por dimensão,
Transcendentais da vida insana.
O mundo é material, dinheiro e fama.
Se o homem sucumbir na dor,
O amor inflama.
Seres de luz e elementais com seus mistérios.
Revelando mundos ancestrais, poder etéreo.
Nas asas da imaginação o amor é império
E faz do coração uma oração e o seu critério.
No berço da criação, criança se faz.
Extra terrestre, anunnakis, caverna, neandertais.
Evoluir, revoluir, deixar fluir na cor lilás.
Transmutação no coração,
Só é barão quem banca a paz.
Paz senhor capataz.
O mundo se fez, o mundo se faz.
Não deixe a alegria acabar porque a quarta-feira de cinzas chegou.
Ela pode estar na sua vida inteira mesmo não sendo carnaval.
Caminho sobre calçadas
cinzas e quentes que
fervem os meus pés e o sol
quente de um novo janeiro
ilumina e incendeia o céu e
meus pensamentos.
O sentimento quente
de pensar em você é mais
forte e insuportável,
todos os meus
vazios já estão
queimados.
As pontas dos meus dedos
caem em cinzas enquanto escrevo
este, pensando em você vou me
queimando e queimando e
isso dói.
A fumaça sobe
por entre sombras de
cortinas velhas e o vento
úmido de agosto
empurra pra cima o que
sobrou.
Estou sentado
e olho distante os
efeitos que o tempo
e você fervendo e queimando
deixaram em mim,
você, o tempo e a distância
se afastam.
Esta devastação é uma encruzilhada com uma escolha: permanecer nas cinzas ou seguir em frente sem essacarga. Aqui está a chance de se moldar em uma nova nudez, fortalecida por um legado de resiliência para escalar os escombros em direção a uma vida diferente.
Cinzas...
Dias que parecem noite.
Barulhos que dão remorso...
Brilho esplendoroso...
Dor que apenas o susto mesmo acho explica...
O aperto no peito...
Antigas crenças vai cair tempestade cubra os espelhos e tire tudo das tomadas...
Não pentear os cabelos...
Nem mesmo olhe para tempestade pode sumir...
Não tome banho de chuva pois pode ser levado.
Coisas que nunca vou esquecer.
Coisa que os mais novos nunca vão saber.
Coisas que nossa cultura se perde com a tecnologia.
A rua não viável para ninguém
Brincadeira a um aparelho para tudo...
Formidável senso tecnológico...
Embora o humanismo esteja fora de moda.
Vivemos a era do trans humanismo...
Ditos populares esquecido...
Pois a poesia e morta...
O remanso da tecnologia é fria sem vida...
O amor se tornou um aplicativo...
O que se tem status digital...
Então o somos definidos pela coisificação...
Aonde vivemos? Seremos digitais?
Transgênicos...
De uma humanidade que se curvou diante a tecnologia...
Em pleno calor de janeiro, olho pra janela lateral a mim onde trabalho,
vejo nuvens cinzas e densas iguais os dias que venho passando.
e como elas surgem em meio ao verão sem explicação a tristeza surge nos meus dias que outros julgariam como bons dias.
Sigo lutando, tentando todo os dias ser um pouco melhor, dever menos ao destino e concretizar pensamentos. Sigo a curtos, mais constantes. fraco mais sempre seguindo. apesar de tudo, venci todos os meus piores dias,
e hoje é apenas um dia cinza que a melancolia veio me visitar.
Homossexual: sou banido do afeto e do social. A puberdade me cobre com cinzas de um vulcão, onde a nuvem de fumaça densa me confunde a identidade. Olhares de raio X, amiguei... Com muitos ais, nu e exilado, sou gay.
Apesar de tudo
Das névoas pertinentes
Surgem olhos,
Olhos contentes.
Das cinzas queimadas
Surgem mãos,
Mãos amadas.
De um fosco vazio
Surge um brilho,
Um brilho de alívio.
