Chuva
Eu sou calmaria, as vezes furacão.
Sou chuva serena, as vezes tempestade.
Sou brisa leve, as vezes tornado.
Sou mar calmo, as vezes revolto.
Minhas oscilações são como os fenômenos da natureza que ocorrem na maior parte das vezes sem um aviso prévio. Deixam marcas, mas sempre trazem algo de bom consigo.
Deixa essa chuva cair e na segurança desse dia deixe, ela sabe para onde vai nos levar. Vou solicitar para você chegar e firmar em cores nessa manhã e voltaremos a espiar o mundo da nossa janela. Que a lucidez nos chegue trazendo uma lembrança única toda vez que solicitarmos saudade. Pode continuar falando das borboletas, é impossível não nos rendermos às coisas naturais. Enquanto prescindo a saudade deixe a chuva, deixe.
A chuva passou e a sombra do céu migrou para o chão
O sol está lá e eu
Vejo que o fim ensinou a lição que a vida está sempre
A ensinar
A história acabou mas sou grato pelo que vivi
Junto de ti
Embriagado.
Acordo com o gotejar da chuva lá fora
Abro meus olhos e te vejo deitada
Ao meu lado; como deve de ser
O cheiro do teu cabelo me embriaga
Teu calor me conforta, e
Tua presença me aquece
De todas as maneiras você me completa
Agora,
Acordo de veras
Não chove
Ressaca de uma noite
Com memórias curtas, e
Doses longas
Você não está ao meu lado; como deveria ser
Em mim falta algo, falta você.
O Lavar
Escrevo ainda com gotas de água na pele, resultado da breve chuva que me atingiu no caminho da padaria/verdurão até em casa.
As sensações que me invadiram nesse momento a minha adolescência tem uma memória mais vívida, porém a repentina plenitude pareceu ser a leveza necessária para ausentar o luto, a ansiedade dos últimos dias, que é o assunto desse pequeno texto.
A raridade das coisas nos coloca sem saber como processar. Dediquei minhas palavras sobre o período da quarentena e sobre perder há alguns dias atrás para um projeto literário coletivo e me faltou processar como nossa sociedade ocidental, com raras excessões culturais, não sabe lidar com perda, com morte. Prova são as inúmeras obras artísticas das diversas manifestações que se dedicam em mostrar o quanto é péssimo.
Deixar ir significa que vamos ficar e a ideia em si parece solitária demais. Não temos como hábito guardar as emoções e memórias das pessoas quando ainda estamos com elas e revisitar de tempos em tempos. De repente não é possível mais construir e vem o desespero de procurar o que ficou nos baús da mente.
Agora irei secar essa água que veio de cima, talvez não a mais limpa, mas permitiu em meio ao caos o egoísmo de dizer que me senti bem, viva para as possibilidades que buscarei construir. Obrigada pela força renovada pois a luta continua não só por mim, mas por todos nós.
Chuva
Então ontem a noite choveu!
E também foi ontem a noite,
Que o nosso relacionamento
Rompeu.
Hoje também choveu!
A nossa playlist estava tocando,
E com ela me peguei lembrando
Do que a gente viveu.
Amanhã poderá chover…
Mas não me importa o que o
Tempo vai escolher,pois para mim,
Todo dia que vier agora tem chuva.
As chuva e seu som ajuda bastante quando queremos romper o silêncio barulhento da madrugada.
Marcos Aurélio
Chuva
Dias de chuva, dias escuros para muitos, mas para a terra que tanto a aguarda em sua seca as gotas de água entrarem em contato consigo, são os dias de maior alegria sobre sua relva, aonde a sua forma de agradecer é através da elevação um aroma inigualável, em toda sua plena satisfação. Este aroma, que quando sentido, traz a memória as melhores lembranças já vividas por alguém, fazendo ressurgir esperança sobre os corações.
INVERSOS
A chuva chove lá fora,
Meus olhos chovem em lágrimas,
Queria chuva de meteoros,
Estrelas cadentes,
Faiscando no céu escuro...
Pra que raios e trovões?
Pra que vendaval?
Pra que tormentas?
E furacões?
Quero a brisa leve,
Que bate no rosto,
Esvoaçam os cabelos...
Quero voar ao vento,
Voar pensamentos,
Pairar nas nuvens...
O que sinto é incompreensível
Quiseram a certeza dos teus olhos loucos, que voam na chuva, e navegam no luar
O meu comodismo me abala
Somente a certeza que se pode sorrir a cada lembrança sua, pode abalar meu sonhar, monótono e vazio
Sou a poça nas estradas, e da criançada, o poço; o suor do rosto, a chuva, a enxurrada… O sereno da madrugada as lágrimas caídas…
Quem disse que a gente não pode errar,
que não pode chorar,
que não pode dançar na chuva?
Quem disse que uma curva é ruim,
que não se pode ser tão feliz assim,
que a vida é curta?
Quem disse, talvez não tenha sentido o doce sabor, mesmo que por fração de segundo, da liberdade de ser quem realmente é...
Com você fui raio de sol, com céu limpo e claro. Sem você sou pancadas de chuva, com previsão de trovoadas, escuridão, melancolia e tristeza.
Já não dá mais para esconder
Eu preciso de você
Preciso de você como as flores precisam da chuva
Você sabe que eu preciso de você
Queria começar tudo de novo
Ou voltar para o tempo que costumávamos rir,
Costumávamos chorar
E colocar nossas cabeças para pensar como seria nossas vidas quando a gente se encontrasse,
Mas você se foi e me deixou
Preciso de você como o inverno precisa da primavera
Vejo que não posso fazer mais nada, só vou seguir em frente com o que de você deixou de bom para mim.
