Chuva
Por que à noite pensamos em uma pessoa especial?
Mesmo quando cai uma suave e fria chuva, quando desejos, plenamente conectados misturam-se à saudade que bate forte no coração... Quando sonhos se confundem com a própria realidade... Quando o amor, sem saber, busca bem mais que uma ilusão...
Também não sei...
Quero ser como a água da chuva para molhar o teu corpo todo, como a tualia para inchugar-te, como o sol que abre todos os dias para voce, o meu amor por ti é eterno jamais vou me esquecer de voce
Amor: ainda estruturalismo.
Terra molhada, barulho de chuva, tarde que calha,
Há um corpo invisível na incidência de cada.
Linguagem que calha, signo-chuva, sintaxe molhada.
Me sopra aos ouvidos o tal: foge da teia, foge da teia, foge da teia!
Injusta territorialidade, me furta a fuga a priori,
Nasço à tarde muito bem estruturado.
Esse monoteísmo, esse monofonismo, a unidade-mulher,
Espiritualidade semântica, desesperança quântica, labirinto lógico.
Quintal grande, balanço na arvore, avó, mãe, tio tocando violão,
Amor, grande amor, etc, etc, etc.
Porque eu gosto de caminhar na chuva, não tenho guarda-chuva. E penso que este artefato é um tanto mentiroso. Ele me guarda da chuva, mas não guarda-chuva. Não tem reservatório, não tem calha, enfim não tem vocação nenhuma para usar este nome. Sugiro mudar o nome para repelente de pingos de chuva.
“Tem dias que tudo é estranho mesmo, começando pela chuva que transborda pelos quintais da vizinhança, que molha as idéias das velinhas viúvas, dos mendigos tristes e dos pássaros sem asa. Tem dias que o sol não aparece, por mais que esteja no céu, por mais que esquente a nuca dos vagabundos.”
Esqueça seu orgulho e junte suas lágrimas,
pois talvez até a chuva possa ser a humildade de Deus sendo revelada...
“Sempre tive um fascínio por Londres, pela chuva de nostalgia que embeleza as tardes, pelo chá das cinco. Esse amor platônico por coisas vintage, por casacos e por chapéus. Esse sonho de garoto, essa mania de imaginar e sentir a necessidade de tocar, de viver a fantasia ao menos por um dia.”
Um lugar de esperança e sem dor,
Céus perfeitos e sem chuva
Pode deixar este lugar mas desista,
Porque nós estivemos esperando por você
O amor sem destino
e como um pombo correio sem postal.
A terra sem a chuva,paro o molhar.
O sol sem os ceus para o erradiar
e expelhar.
como os ceus reflectem-se na mare.
Reflecte-se o amor no coracao da pessoa amada.
Lá, há uma chuva que começa fina;
Ganha forças à medida em que o tempo vai passando;
São lembranças que trazem arrependimentos;
Até mesmo as boas lembranças contribuem com a formação de uma chuva torrencial;
Apesar disso, essa chuva lava os caminhos por onde escorre;
Há um breve momento em que ela diminui de intensidade, como se fosse possível um breve respiro de alívio;
Mas logo volta a maximizar a água que cai, e com ela novamente toda aquela melancolia;
Entretanto, ela não será eterna;
Ela terminará no momento em que tudo estiver apaziguado, renovado;
E assim renascem as esperanças de um caminho melhor e sem tantos percalços;
E a chuva chega ao seu fim;
Então limpo meus olhos vermelhos;
Respiro aliviado e esperançoso;
E assim termina meu pranto que 'lavou'
minha alma e escorreu meus sentimentos ruins...
CHUVA (soneto)
Chove lá fora. O meu peito também chora
São suspiros de velhos e eternos pesares
Da alma que desapegando quer ir embora
Uma tristura que diviso, repleta de azares
Chove... Que agonia se percebe de outrora
Ah! Quem falou pro agrado voar pelos ares
Em preces de ira, com o chicote e a espora
Deixando as venturas laçadas pelos alares...
Chove lá fora. Minh’alma também aflora
E eu sinto o que o cerrado também sente
O pingo quente, e abafada a aflição afora
E esta tal melancolia que no temporal uiva
Tão impiedoso e ruidosa, que vorazmente
Tem a sensação: - choro! E chove chuva!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Se só de um temporal de chuva já nos faz nos sentir pequeno, imagina o resto... Vocês não sabem com o que estão mexendo !
Hoje esta chovendo novamente, penso comigo, são muitos sentimentos que a chuva trás. Ela pode lavar a terra e regar às plantas, ela pode destruir árvores e criar pontes. Porem, qual sentimento profundo que você senti quando a brisa do ar fresco bate na sua pele? Sim, bem naquele momento que você escuta o cair da água e os olhos enxergam às nuvens escuras? Talvez seja o sentimento mais nobre de gratidão. Gratidão pelo que essa chuva vem entregar, as vezes também chove por dentro do nosso peito, alaga à alma e transborda nos olhos. Aprendi com o tempo a trabalhar esses temporais e tenho muito pouco tempo. Talvez eu aprenda mais e mais a cada dia com essas gotas ,que de maneira cientifica, é explicada pelos cientistas e por filósofos é pura poesia. Nesses temporais encontramos nosso próprio ser, esse dom de pararmos de olhar o exterior e olhamos pra dentro; de certa forma encontrei nesse momento o motivo de sorrir. Pode sorrir comigo?
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