Censura
Que o amor de Deus esteja nas palavras, sem censura, mas no compromisso de estruturar a cada alma que ele é especial, se mostrará o caminho agradável da paz.
Letras Em Versos de Edna
A SEDUTORA
E m 1850 Flaubert escreveu
M emórias de uma mulher
M uita perseguição e censura
A sua notável criação lhe rendeu
B atalhas judiciais foram travadas
O Tribunal, a absolvição, concedeu
V ista como uma ofensa à moral
A sociedade e o clero apontou
R ealismo, novo estilo de época
Y o mal do século encerrou.
Queria registrar a noite nas paredes da cidade
mas a censura não permitiu
Queria confessar ao padre mais próximo
todos os pecados que aparentemente me trouxeram ao céu
Queria dizer, assim, sem jeito,
os motivos que me fazem querer voltar
antes mesmo de ir embora
Queria poder guardar num baú os
trejeitos que apenas eu, de todas as outras,
naquele lugar, consegui perceber,
Queria poder ter filmado e arquivado
em outro mecanismo, que não a minha mente
o sorriso bêbado, rindo com a boca perto da minha,
a voracidade tirando meus pés do chão e corpo da Terra
me engolindo e me mastigando com um único beijo
Queria fazer lei dessa falta de pudor
Queria que o mundo pudesse apreciar a arte
que o sol faz ao refletir esses cabelos claros
e essas feições francesas, inéditas para mim...
Queria que não fosse uma terça-feira de manhã,
e que ela não acordasse daqui a pouco;
Moça, com uma beleza dessas,
queria eu poder viver de poesia.
A pior censura não é aquela grosseira que escandaliza, mas a refinada que até conquista seus censurados.
A censura em país democrático fere mortalmente a Constituição democrática de 1988.Que país é este em que os cidadãos não têm o sagrado direito de expressar os seus pensamentos?Ísso é um verdadeiro retrocesso ao processo democrático do Estado de Direito.
Segredos
Que vontade louca de te encontrar
Poder te falar sem censura
E sem medo
O quanto te quero
Do meu amor sincero
Da página que foi virada
Mas que pode retornar
Do medo da demora
Do tempo que é implacável
Que não deixa nada passar
Chegar bem pertinho
Desses seus olhos enigmáticos
Olhar com muito cuidado
E adivinhar o que lhe vai
Bem dentro da sua alma
O que não é muito difícil
Pois a vida me ensinou
A reconhecer os sinais
Embora irrelevantes
Mas que revelam
Segredos tão importantes...
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Segredos
Que vontade louca de te encontrar
Poder te falar sem censura
E sem medo
O quanto te quero
Do meu amor sincero
Da página que foi virada
Mas que pode retornar
Do medo da demora
Do tempo que é implacável
Que não deixa nada passar
Chegar bem pertinho
Desses seus olhos enigmáticos
Olhar com muito cuidado
E adivinhar o que lhe vai
Bem dentro da sua alma
O que não é muito difícil
Pois a vida me ensinou
A reconhecer os sinais
Embora irrelevantes
Mas que revelam
Segredos tão importantes...
Eu buscava em cada humano um gesto de ternura. Mas a maldade deles se ocultava na censura... Meu último momento bom foi quando ela sorriu, no lugar do meu coração, um buraco vazio.
Segura porque pra essa ditadura
Sou a censura da censura
Sem hesitar
E a minha sorte é que eu não quero mais me ver
Me refletindo em você
Eu já vivi todas as marcas
Mas eu ainda escrevo cartas
Pra ninguém ler
Eu adoro dançar só
Mas com você
Amores no silêncio!
O que são palavras para ti?
Coisinhas pequenas que se diz,
Ou censura da alma que condiz?
O que dirias das minhas palavras?
Seriam loucuras eternas de um Romeu,
Ou forma na desforma de um plebeu?
E se eu disser que já te amo?
Seria amor a liberdade, ou cativeiro a ti?
Um Soror ao verso que te clamo...
Tu no silêncio me ouvirias até ao fim?
Meu silêncio?
Um abismo de palavras (Morte, se calhar…)
E que dirias do silêncio que desnudas?
Meu amor em um olhar,
Ou beijo suave de Judas?
E se eu disser que já te quero!
‘’Querer” seria aos Lusíadas,
Ou dor e morte embaladas?
E se no querer fosse perder,
Então, no amar fosse morrer.
No silêncio seria viver?
E se eu disser não te querer?
Então, seria que nem mentido
Assumindo o medo de te perder!
O que são palavras para ti?
Coisinhas pequenas que se diz,
Ou censura da alma que condiz?
(Amores no silêncio)
"Sem limite, sem censura, sem juízo...
Eu faço tudo errado e me divirto com isso.
Beleza nacional, estilo patricinha, garota sangue bom, complicada e perfeitinha"
"Na poesia encontro minha fulga, não tenho censura. Não preciso ser consciente, nem me preocupar. Nas palavras soam minhas verdades e insanidades, transcendo o limite do certo e errado – posso ser. Não preciso compreender - apenas sentir e escrever."
tenho outra teoria...
"a auto-censura seria quase uma auto-sabotagem.
bem diferente da autocrítica, pena serem separadas
por uma linha muito tênue, portanto facilmente confundíveis,
e qualquer tipo de censura prejudica e inibe a criação,
por isso lhe peço, não me censure: permita-me criar."
by Mel
