Cegos
Como os maiores pensadores já falaram: cegos nascidos, ainda podem "ver" os erros. Cegos por omissão, nunca o farão. pq isso os revelaria para o mundo.
Eu vejo membros crescendo, vejo cegos vendo. Vejo dentes renascendo, vejo mudos dizendo. Eu vejo o Seu amor provendo. Vejo toda dor destruída e a Sua paz sendo reconstituída. Vejo pecadores se arrependendo, a doença absolvendo. Fornicadores purificados, quem foi machucado sendo salvo.
Vejo o Seu amor para todos os lados. Vejo a paz vencendo a guerra, vejo comida no lugar da miséria. Vejo a luz em meio às trevas. Vejo Jesus refletindo em meu ser e me convidando a renascer. Vejo o conforto em meio à falta. A prosperidade até para quem não precisava. Vejo trombetas nos céus, vejo anjos com cálices e véus.
Vejo o mundo sem réus. Eu vejo milagres em forma de mel e no meu dedo um lindo anel. Vejo a Sua doçura em cada criatura, vejo a esperança que cura. Vejo os mais belos montes, vejo a linda vista do horizonte. Vejo Deus em Seu altar e ao lado Jesus esperando a hora de voltar.
“A cor do oceano, literalmente, distorce a visão dos cegos de Espírito, se você não compreendeu, literalmente, você está entre eles”
- Evg. Raoney Amorim
Os animais não filosofam. Seguem o curso natural, "cegos à linguagem, como os peixes ao mar." A aranha, por exemplo, deve sentir que a teia que constrói é o meio da sua sobrevivência física. Mas não concebe que a vida é uma grande e complexa rede de relações, semelhante à teia de uma aranha. Certamente, não desdobrará a questão metafísica se houve uma grande aranha na construção do mundo.
Era rap sem rima
Até cegos que viam
Homens sem palavras
Paredes que ouviam
Choros de alegria
O palhaço não ria
E a plateia triste e cordial aplaudia
Um poeta que nunca escrevia
Um coração partido
Que do amor tinha fobia
Um romance entre a morte e a vida
Mas quando brigavam
Outros amantes escolhiam
( As Rimas Do Velho Marinheiro )
"Os mornos, os covardes, os acomodatícios, os cegos voluntários, os "diplomatas" cuja atitude é a de mentalmente conciliar o inconciliável são os que mais contribuem para a consumação das grandes desgraças. Sob a capa dum otimismo simulado perante a própria consciência, acendem uma vela para Deus e dez para o diabo, e quando a coisa piora se dizem "chocados", sem se darem conta de que, com a sua omissão culpável, contribuíram para o agravamento da corrupção que vêem diante dos próprios olhos".
As pedras não são problema
Para aleijados
O vazio não é problema
Para cegos
A vida não é problema
Para mortos
Ai de quem ainda vive
E anda com olhos abertos!
Se então todo caminho é morto
Pedregoso e vazio
Como corações, mentes
Reações, gestos
Memórias, gemidos
Convulsões e verbos
Correndo, só sinto pedras
(caminho entre as coisas
como quem pisa no coração)
Olhando, não queria mais ver
(perdido como quem abre os olhos
e vê somente a escuridão)
Vivendo no lixo do presente
(e no sonho de viver
nunca – nunca mais)
Só tenho lembranças falsas
Uma presença fria
O coração teórico
E um olhar míope
Nunca quis saber como um algo
Neste caminho imaginado
Preso no sonho de viver
Pôde marcar a fundo
Minha sóbria tristeza
Cujo sonho era não ser
A isso nunca quis dar nome
Aleijados chamam de utopia
Cegos chamam de amor
E os mortos... estes não chamam mais
Quanto mais nos conhecemos interiormente, mais descobrimos o quão miseráveis, cegos, pobres e despidos do amor e de todas as suas virtudes somos. Mas, mesmo assim, Deus nos ama e nos aceita com um amor incondicional e imparcial.
