Cegos
Título: Os Loucos Guiam os Cegos.
Penso que sigo — ou me conduzem?
Se pregaram em mim o que penso,
desde pequeno,
o que, de fato, é preciso?
O que é meu conhecimento?
Se os loucos nos guiam,
o que é são num mundo de cegos?
E o meio-termo, onde fica
neste tempo moderno?
Sou conduzido
ou condenado?
Se tenho um olho,
sou visão
ou sou alvo?
Como posso confiar?
Em quem posso confiar?
Se quem comanda
nem palavras brandas
consegue interpretar?
Se o país está assim,
a culpa é minha
ou de outro alguém?
Sou responsável
ou condenável
pelas línguas
dos loucos
que vêm?
Além de presos na caverna, estamos cegos, o que impossibilita a chegada de uma luz prestes a iluminar nossas mentes. Isso é o que chocaria Platão.
Tanta gente fingindo e sendo arrogante, que esquecem a efemeridade de suas patéticas vidas cegos por causa do maldito dinheiro., Enquanto isso o tempo vai passando tão rapidamente, que não se dão conta e nem terão tempo de ser pelo menos uma vez na vida verdadeiros consigo mesmos.
Descobri que existem dois tipos de cegos espirituais: aquele que nunca viu a luz porque nunca lhe foi apresentada, e aquele que tem a luz ao redor de si mas prefere andar no escuro.
Nas sombras da existência, eles me vislumbram,
Cegos à minha essência, surdos ao meu lamento.
Admiram o invólucro, ignoram a alma que habita,
Neste baile macabro da vida, sou um espectro errante.
Não busco o afeto da turba ignóbil e vã,
Prefiro nutrir as almas que comigo caminham.
Que se dane o mundo e seu julgamento fútil,
Sou o veneno e o antídoto, o pecado e a virtude.
Mil faces possuo, não por vil falsidade,
Mas pela complexidade de minha natureza.
Na cela úmida e fria de minha consciência,
Teu amor, paradoxo doce, é minha única clemência.
Sou a lua negra no céu da existência mundana,
Ora cruel como o inverno, ora terno como a primavera.
Entre o ódio e o amor, danço eternamente,
Um balé mórbido, belo em sua decadência.
O mundo me chama de monstro, outros de santo,
Eu sou apenas o reflexo de seus próprios encantos.
Ser, fazer, ter - trindade profana da humanidade,
Yin e Yang, em perpétua dualidade.
Valores imutáveis carrego como uma cruz,
Fiz chorar muitos, e chorei em solidão.
Posso ser gélido como a morte para meus inimigos,
E compassivo como um deus para estranhos em aflição.
Na cela fria do destino, teu amor me aquecia,
Às vezes, anseio voltar, para sentir tua falta com mais agonia.
O amor, esse tirano, exige sofrimento e medo,
Para florescer em sua plenitude, qual flor do mal em segredo.
O ódio gera violência, diz a sabedoria banal,
Mas já vi o amor causar dor mais fatal.
Entre pecados e virtudes, sou um ser grato,
Esperando que os céus vejam nisto algum valor inato.
Sou a lua em todas as suas fases etéreas,
Novo, crescente, cheio, minguante - uma dança sidérea.
Bom e mau, em medidas inconstantes,
Sou eu mesmo, em todos os instantes.
Quem sou eu para ti? Quem sou eu para o mundo?
Um enigma sem resposta, um abismo profundo.
Aceita-me em minha totalidade complexa,
Pois sou a poesia viva, bela em sua perplexidade.
Flavio “ The legendary “ Álvaro
Uma ilusão de 2 lados
Nos olhos cegos do amor, ela se perde,
Em um mundo onde a razão se esconde,
Atraída pela luz de um sonho incerto,
Que a leva por caminhos de deserto.
Ela não vê quem está ao seu lado,
O coração preso num laço apertado,
Por alguém que apenas em seus pensamentos reside,
Enquanto quem a ama, silencioso, desliza.
Vendada pela paixão, ela não percebe,
A presença sutil de quem a quer e a tece,
Em cada gesto, em cada olhar afetuoso,
Que implora por um espaço, tão amoroso.
Mas o amor a cega, a envolve num véu,
Ela busca algo além do que é real,
Perdida num labirinto de ilusão,
Ignora a verdadeira emoção.
Assim, ela segue, na sombra do amor sem visão,
Enquanto o verdadeiro amor, em silêncio, espera,
Que um dia ela remova a venda dos olhos,
E enxergue a felicidade ao seu lado, sem emaranhados.
Temos que confiar em Deus como os cegos confiam em seus labradores. sabendo que mesmo sem ver estão sendo bem guiados.
Atravessando a linha do horizonte, vejo, através dos cegos olhos meus, toda a beleza do amor.
Valnia Véras
Manos tira éssa venda, abre o 'zoi 'ceis 'tao doidão!?
'Tamo parecendo m bando de cegos, teleguiados a perdição
___Sementes___
Olhos,
vale tê-los,
se,de quando em quando,
somos cegos
e o que vemos
não é o que olhamos
mas o que o olhar semeia
no mais denso escuro.
Vida
vale vivê-la
se,de quando em quando,
morremos
e o que vivemos
não é o que a Vida nos dá
nem o que dela colhemos
mas o que semeamos
em pleno deserto.
____
Cegos de Amargura -
Às vezes procuramos o que temos
na iminência de inventar felicidade
e ali está, ao nosso lado, não a vemos,
cegos de amargura e de saudade!
Somos da História um filho do meio
à procura d'um lugar que não é nosso
procuramos o que temos, que já veio,
vida que respiro mas não toco!
É tão estranho estar vivo e parecer morto
estar alegre e sentir uma tristeza
que nos invade de lés-a-lés o corpo
deixando a Alma revestida d'incerteza!
Será loucura acreditar na felicidade?!
Será a felicidade feita de loucura?!
Nada existe sem um pouco de saudade
porque a saudade é feita de ternura ...
Há os que de facto se iludem, e háos
que se deixam iludir, estes sefazem de
cegos, por não quereremenxergar a
realidade, diante deseus próprios olhos.
Nunca foi culpa, da cor da pele nem da mente, é culpa dos olhos, porque se fôssemos todos cegos, o mundo não teria racismo.
