Casulo
O CASULO
Independente do tempo que você passe nele, sentirá como se fosse um infinito. Terá em si, em diversificados momentos, todas as variações térmicas existentes. Um frio intenso causado pelas dores mais profundas da alma. Um calor insuportável, causado por uma raiva inexplicável pela injustiça que lhe causaram. E até um certo conforto, de temperatura amena, causado pelo invólucro das aprendizagens e do crescimento. Emoções, as mais intensas, vindo à tona. Misturadas, confusas.
Você questionará tudo, e não entenderá a necessidade de tamanha dor. Cada dia você sentirá algo ao se olhar no espelho, raiva, carinho, desprezo, dúvidas, rancor, alegria, ternura, pois, para nos reconhecermos como realmente somos, faz-se necessário muitos e muitos mergulhos em nossas próprias almas.
No casulo é perfeito, por que você está preso em si mesmo, É obrigado a olhar seu reflexo todos os dias, durante o processo. Além do mais, estará sozinho, pois, não cabem duas pessoas em seu espaço de metamorfose. Entenda, não adianta pedir ajuda, nesse pequeno espaço só cabem você e sua autocura.
O momento mais doloroso, sem dúvida, será o seu nascer de asas! Elas só nascerão se você tomar doses diárias de aceitação, de auto perdão e do liberar perdão, amor-próprio e novas aprendizagens. Suas asas lhe darão um novo olhar, novas e intensas cores na alma e uma exuberante beleza ao fim do processo.
Muitos já são borboletas e não conseguem sair deste alvéolo, alguns já saíram e estão aprendendo a voar. É inexplicável o ar que se respira depois de passar por tanto sofrimento, e é lindo o seu reflexo no espelho resultante de suas merecidas asas!
O processo da metamorfose é inevitável, doloroso solitário e único.
Certamente você já esteve ou estará no casulo…
Você será ou já se tornou borboleta…
Então… Aguente firme, se perceba e voe!
Bem-vindo a vida
Outono, fragmentos
Inverno, casulo
Primavera, esperança
Verão, despertar
Em cada ciclo
Sempre há um recomeço
Podemos até recuar
Noutra ocasião florir
Para então acreditar...
Que voar
nem sempre é partir
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 02/05/2021 às 18:30 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Sinto-me guardado dentro do meu próprio casulo, junto de um imenso breu onde a memória se recusa a lembrar de pequenos pedaços de uma infância sofrida e judiada.
Amigo de verdade é como casulo: te acolhe, te aquece, te protege e fica contigo até o momento que abre as portas pra você voar!
De repente o casulo começa a ficar pequeno demais para a borboleta... ela precisa voar
Por muito tempo, vagueio solitária por aí
Muito eu caminhei
E a luz que precisava encontrei
E sem saber descobri que ela já estava em mim
Era reflexo de tudo que por muito tempo desprezei
Meus medos, meus sonhos, aspirações e dúvidas
Tudo o que me mantida inerte e muitas vezes me prendia por meio de raízes
Sem saber, descobri que o que me prendia delicadamente e me envolvia como em um casulo de uma borboleta,
Era o que me preparava para agir
Me amortecida de todas as quedas
Lá tinha também todo o alimento que precisava
E o que necessitava para me fortalecer, me desenvolver e, sobretudo, me curar
Quase tudo o que eu precisava estava lá
Eu disse: quase tudo
Porque meu destino não era ali, eu não permaneceria ali para sempre
Como todos sabem a vida é feita de ciclos
Portanto, tudo aquilo era temporário
O que me diziam, que tudo ia passar, era verdade
Só que morava em mim um medo, um terrível medo
O medo de saltar
Relutantemente, hesitei
Não queria sair dali
Não queria perder todo o meu suposto conforto em prol de abraçar todos os sonhos que a vida tinha pra mim
Percebi que demorei mais tempo do que deveria no meu berço primário de aprendizagem
Não queria sair
Não queria lutar
Não estava pronta
Tinha medo
Mas, mal sabia o que havia a me esperar
No entanto, chega uma hora que o casulo começa a ficar pequeno demais, apertado e limitado
O casulo começa a ficar muito pequeno
E, finalmente, ela descobre que precisa voar
E, encontrar o seu próprio caminho
E, voltar a sonhar
Tudo o que ela pensava não ser capaz de viver
Era só o que não cabia no seu universo de sonhos
Era só o que ela não se sentia capaz de sonhar
O medo aprisiona os nossos planos, mas só a liberdade te tira desse lugar
Não é a coragem,
Apenas a liberdade que te liberta desse aprisionamento e te permite acreditar
Porque só uma mente livre torna, também, uma alma livre
Estou como a lagarta preso no casulo sofrendo todas as transformações para virar uma linda borboleta pra brincar no seu jardim e pousar na sua flor.
É necessário fazermos como a lagarta, que no casulo da sua mente, medita em sua vida, absorve experiências, traduz sentimentos em aprendizados, buscando seu Deus interior e evolui ao ponto de se tornar em outro ser totalmente diferente, livre, maduro, em paz, que é capaz de voar. Assim deve ser o ser humano, largando suas mazelas emocionais, tudo aquilo que o faz rastejar, como apego ao pecado, bens materiais; e algum dia dizer:"Eu vou indo, fluindo, evoluindo, num voo lindo em direção ao Pai, à Mãe."
Ela ainda habita dentro do seu próprio casulo.
Mais calma,está apenas se preparando e fortalecendo-se para o dia que finalmente aprenda a voar🦋
Imagino fielmente que o ser humano, pra se Humanizar de verdade, precisaria de um casulo tal qual a lagarta, que purga o seu máximo, doando para aquela segregação de cárcere o seu Tudo o seu Melhor.
E só então ganhar asas de borboleta!
Assim também o homem, que quer ser transformado, precisa abdicar de seus egoísmos, pra poder voar.
A beleza está no desejo de mudar de casulo. Seja radical, seja livre e mude sempre. Pois somente quem entende, aceita e compreende, que por mais que mude e radicalize, a beleza e essência que se tem é tão pura, que em todas as formas se torna única.
A Lagarta e a Borboleta
Em um pessegueiro em flor havia um casulo.
Dentro dele uma lagarta muito pessimista.
De sua janela via as borboletas felizes, de flor em flor
e invejava a sua liberdade.
Chorava se sentindo esquecida pela sorte, até que num dia de sol, uma borboletinha pousou à sua janela. Vendo-a chorar lhe pergunta: Por que choras?
Porque eu também queria voar e estou presa aqui dentro...
Ao que a Borboleta responde: Então não sabes de onde, nós borboletas, viemos? Nós viemos de casulos, iguais ao seu.
A Lagarta surpresa e vibrando de alegria sorri feliz...
Compreendeu, finalmente, que para tudo há um tempo. Tempo de ser Lagarta e tempo de ser Borboleta e tratou de esperar que tudo acontecesse no seu tempo.
Cika Parolin
da coleção de pequenos Contos Infantis
O casulo não é uma prisão e sim um tempo necessário para a transformação.
Nos desesperamos diante das situações da vida porque só enxergamos o agora, mas calma, logo você vai voar longe e entende tudo isso! 🦋
Quem ficar preso num casulo com medo dos acidentes da vida, além de não eliminá-los, será sempre frustrado.
Faça de seu corpo um casulo para uma alma limpa e pura... Para que sua vida vire uma borboleta linda e livre.
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