Casa sem Teto
PASSAGEM
O que olha, o olhar do morto fixo no teto,
Pensa no aborto no feto,
No filho que seria o prodígio,
Porque os que vingaram,
Envolveram-se com drogas,
O que pensa o defunto?
Pensa no gerúndio do verbo morrer
Pensa nas coisas que deixou de dizer,
Pensa nos abraços que deixou de dar,
Pensa na esposa que deixou de amar,
Pensa no particípio do verbo finar
O que pensa o finado
No féretro fechado
No pranto caindo de alguém preterido
No pretérito imperfeito
E no mais que perfeito
Do verbo acabar
Acabara bem antes do lapso, do colapso
O que olha o olhar do morto,
Num ponto indeterminado,
Pensa no pigarro, na cirrose,
Pensa no enfisema,
Na cachaça que não mais beberia,
No cigarro, que não fumaria ...
O que olha o olhar do defunto,
Germes, vermes em festa,
Por um novo presunto,
A passagem? Alguma paisagem?
Trevas ou luz?
Ou A singular possibilidade de renascer?
Hoje estava decidido colocar um teto solar de lona no meu fusca, porem ao perguntar formas de pagamento, fiz uma brincadeira com o atendente levei uma "patada".
As pessoas agem de forma grosseira de forma que machucam as outras, tão ruim isso. Como é melhor levar a vida na alegria, existem pessoas que acho que não pensam nisso ou talvez o problema seja apenas eu. Talvez seja uma diferença de "classes sociais", não entendo... Muito triste... Resumindo, não comprei e nem vou mais comprar. Sei que pra eles eu não farei diferença alguma, pois devem ter bastantes clientes de alto nível que terão com certeza um atendimento "VIP" diferente do que eu tive.
Desculpem o desabafo, mas meus amigos "antigomobilistas" me entenderão, pois somos uma única família.
04 de abril é o Dia Mundial dos animais de Rua. Alguém sabe qual é o Dia Mundial dos Sem-Teto?
Benê
Dual
O bom da vida é viver num lar sem paredes, com teto solar e com suas fundações em cima de uma rocha,
Através do reflexo do espelho caído no meio da floresta o sol brilha e ilumina as flores e as borboletas ao mesmo tempo que sua sombra revela uma paisagem de galhos finos e as folhas secas caindo lentamente e se espalhando pelo ambiente,
A uma dualidade e beleza entre o que é exposto para todos e o que é visível apenas para o que está dentro do nosso cantinho mágico e bem guardado.
Coracao e terra sem dono..
E lar sem teto..
Coracao e bicho complicado..
E quebra cabeca sem peca...
E filho desobediente..
E falho..
Complicado...
E vc reclama de quê mesmo?
Quando se tem apenas o céu como teto..
Seu cãozinho como afeto...
O chão como colchão...
Eca solidão como melhor amigo...
E mesmo assim ... sempre sorrindo..sempre agradecendo... aí eu penso...
E vc... reclamando do que mesmo?
Duas alianças conjugais representam três elos para a vida inteira: contrato matrimonial e teto conjugal, onde a família é a extensão do amor e deste compromisso.
A importância não está ligada a distância;
O afeto vai além do teto;
O cuidado não está somente no tato;
O amor não tem cor,
O perdão não combina com rancor.
A angústia de viver sob o teto do medo produz uma realidade conflitante com o que podemos considerar importante em nossas vidas.
(página solta, sem data, do manuscrito jamais finalizado)
As paredes não falam.
O teto range.
O chão me reconhece — como se já me esperasse há séculos. E de fato, esperava. Pois sou feito dessa espera.
Sou o vulto que atravessa corredores de casas sem nome. Sou o passo que retorna sempre ao mesmo degrau onde tu, Camille, foste ausência e juramento.
Disse-me o silêncio:
“Ela não virá.”
Mas eu conheço tua forma de vir:
É quando a dor se torna bela.
É quando a sombra assume feição de vestes esvoaçantes.
É quando uma lembrança toca minha nuca como sopro — e não há vento.
Eu sou só.
E isso me basta, Camille.
Porque o que me basta não é viver...
É te carregar onde ninguém mais entra.
Faze em mim a tua vontade.
Se quiseres que eu enlouqueça — enlouqueço com dignidade de mártir.
Se desejares meu silêncio — calo como um sino afogado em cera.
Se queres que eu escreva — escrevo com o sangue dos sonhos interrompidos.
Mas não me peças que te esqueça.
Isso não sou.
Tu és a cruz que não sangra,
o vinho que nunca embriaga,
o leito onde a morte se recusa a deitar-se.
Camille Monfort, minha dama da noite que não amanhece:
Faze em mim tua vontade.
Faze de mim um relicário, um espelho partido, um véu sobre o corpo de ninguém.
Porque, mesmo entre mundos, mesmo no exílio das estrelas apagadas,
eu te amo com a força de quem aceita o destino de nunca ser tocado —
mas de sempre pertencer.
O mundo lá fora desaba em água e cólera, e eu aqui, sob este teto de vidro, vestígio translúcido daquilo que um dia chamei de proteção, permaneço imóvel, vulnerável, suplicando em silêncio para que sua fragilidade não ceda antes da minha. Como se houvesse hierarquia no colapso.
Somos ricos se temos amor, paz de espírito e boas companhias. Somos ricos se temos um teto acima de nossas cabeças, comida em nossos pratos e um lugar para descansar nossas mentes. A verdadeira riqueza é feita das coisas que o dinheiro não pode comprar.
Não podemos ser hipócritas e dizer que o dinheiro não ajuda a trazer felicidade, porque ele abre muitas portas e nos permite viver experiências que, por muito tempo, estiveram apenas em nossas mentes. No entanto, devemos entender que a verdadeira essência da felicidade não é encontrada nas riquezas materiais, mas, sim, nas coisas mais simples da vida.
A verdadeira felicidade não possui preço, possui valor. Ela é encontrada todas as noites, quando chegamos em casa, depois do trabalho, e nossos filhos correm para nos abraçar, em todos os domingos em que almoçamos junto à nossa família, relembramos os velhos tempos e também nas risadas infinitas que nos deixam sem ar quando estamos próximos aos nossos amigos.
A fartura material é muito boa, mas só podemos nos considerar realmente ricos quando temos em nossas vidas tudo aquilo que o dinheiro não pode comprar.
Somos ricos se temos amor, paz de espírito e boas companhias. Somos ricos se temos uma família que nos ama, um trabalho que nos permite tornar o mundo melhor e amigos que estão sempre ao nosso lado. Somos ricos se temos um teto acima de nossas cabeças, comida em nossos pratos e um lugar para descansar nossas mentes todas as noites.
Se buscarmos no dinheiro ou nas riquezas o sentido de nossa existência ou a motivação para acordarmos todos os dias, dificilmente estaremos empolgados com as nossas vidas, porque o que tem o poder de animar os nossos espíritos e nos fortalecer nos momentos de luta não vem de fora, mas, sim, de dentro de nós.
O que nos faz seguir em frente é o amor das pessoas que temos à nossa volta, as orações de nossas mães, a lealdade de nossos amigos. O que torna a vida realmente especial são as conexões que criamos, os momentos que vivemos e as memórias que criamos.
O que dá sentido às nossas vidas e nos torna pessoas realmente abençoadas não é o que temos, mas sim o que somos e o que nos tornamos a cada dia.
Devemos valorizar mais as coisas que o dinheiro não pode comprar porque é nelas que reside a verdadeira magia da vida.
Então, deixe de lado por um momento o seu celular, o seu carro ou sua casa nova e abrace as pessoas que você gosta, converse com uma pessoa mais velha ou passe um tempo na natureza, assim você poderá sentir o quanto a vida tem a oferece e entenderá que ficar preso a coisas pequenas é uma grande perda de tempo.
A verdadeira riqueza é feita das coisas que o dinheiro não pode comprar, leve essa verdade para a sua vida.
Às vezes olho para o teto do meu quarto e vejo o universo (diga-se de passagem, uma visão incrível!) Outras vezes eu não consigo ver nada. As estrelas vêm de vez em vez, mas elas nunca ficaram lá por muito tempo.
Independente das sociedades, " O céu é meu teto; a terra é minha pátria e a liberdade é minha religião". Somos Calon da etnia milenar Romani.
