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Cartas de Morte

Cerca de 4676 cartas de Morte

BR MORTE 153

Na imensa e negra passarela
Desfila a senhora da escuridão
Escolhendo a cada cratera
Aqueles que ficam, aqueles que vão...

Aqueles que em seu corpo trafegam
Levam na alma o medo
Pois suas crateras revelam
Ceifas de vidas tão cedo...

Caminho frio da incerteza
Margens do descaso cruel
Onde paira a fúnebre tristeza
Derramando lágrimas de fel...

Imensa lâmina opaca
Unindo o sul e o norte
Espalhando corpos e sucatas
BR caminho da morte...

Gigantesca vergonha Nacional
BR da insensatez
Caminho torvo e mortal
BR morte 153.

Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi

Morte do Artista

Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.

Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.

E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.

Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.

O ataque coordenado pelos EUA/Israel e seus aliados da União Européia ao Irã,
com a morte do líder religioso iraniano
(Ali Khamenei) vai implicar em muita coisa
no mundo em geral, as principais são:
alta do petróleo e aumento da inflação.


Há quem comemore o ataque e o óbito do líder do Irã acreditando que com a eliminação dele o Irã vai se livrar do regime teocrático e ditatorial.
Ou são ingênuos ou são, totalmente, sem noção.


Muita água ainda vai correr debaixo dessa ponte... haverá uma sucessão de ataques e represálias , direta e indiretamente , aos envolvidos nesse conflito.


Há risco de uso de armas nunca vistas antes... Ninguém tem o que comemorar, mas sim se preocupar. A panela de pressão está prestes a explodir. Salve-se quem puder, se puder...


Eliminar um líder não necessariamente muda o regime.
Embora possa parecer que a morte de um líder duro enfraquece um governo, regimes teocráticos não dependem exclusivamente de uma única pessoa.
Outros membros estruturais, como instituições militares, redes de poder clerical e apoiadores ideológicos podem se reorganizar e até endurecer (ainda mais!) como resposta ao ataque.


A “lua de mel” entre guerra e paz não dura, nunca durou!
A história moderna mostra que grandes conflitos tendem a ter repercussões duradouras: mercados, diplomacia e relações entre Estados levam tempo para se ajustar,
e muitas vezes pagam o preço por anos após o cessar-fogo.


Ninguém, de fato, “vence” facilmente grandes guerras. NINGUÉM!


Conflitos amplos como esse raramente têm um resultado claro sem enorme custo humano e social, tanto para os diretamente envolvidos quanto para o resto do mundo, economicamente e geopoliticamente falando.


Eu me lembro bem (minha memória é excelente!) , enquanto meu pai assistia o "Reporter Esso" , transmissão que terminou no final de 1970, mas meu pai morreu em 2001 chamando o jornal televisivo assim,
já ouvia falar e via imagens sobre o Oriente Médio e seus conflitos e absurdos ...
Estamos em 2026 e nada (NADA!) mudou.
Não será agora que irá mudar, né?!...


O antigo ditado popular diz que:
Pau que nasce torto... permanece torto.
Eu sou dessa ideia.


✍©️@MiriamDaCosta

A morte do fim.


Criamos e idealizamos um divino que possa aliviar o nosso sofrimento de existir sem respostas e sem sentido. A falta de respostas da vida e do que vem depois da morte inquieta a nossa mente, fazendo com que esperemos que a nossa existência se encha de alguma esperança.


Ao mesmo tempo, também queremos nos sentir seres especiais, carregados de significado aqui e além daqui. A vida parece injusta quando pensamos que a morte pode ser apenas o fim, mesmo que o fim seja, de fato, a própria morte.

NADA TRANSCENDE À REALIDADE:

Discorrer à morte...
Remete-nos às margens
Dos rios
Que se vão
Rumo ao mar longínquo
Com a fúria do vendaval
Arrebatando sonhos e ilusões.
Discorrer à morte...
Nos conduz ao epicentro
Das incertezas.
Encetando-me a nitidez de que
Nada tenho ou sou
Ou para aonde vou.
Que tudo é nada.
E a única inferência
É morrer.

A morte!!!

Quando morremos, entramos em um sono profundo: perdemos a consciência de tudo e de todas as memórias. Permanecermos em sono pós-morte até que sejamos concebidos novamente. Ao nascermos, recebemos novamente o sopro da vida e teremos um novo ciclo de vida — como uma folha em branco. Não trazemos nada, lembranças ou ideias da vida passada. E assim a vida se repete. Não existe céu ou inferno, apenas um sono pós-morte.

Prof. Mendes

Locução da reflexão a vida e a morte.
A vida resiste num mundo de capricho e desequilíbrio.
Aonde caminhamos pelo direito de estar vivo e viver melhor.
Temos desigualdade social a fome
e o real temor o consumidor e o mais grave terror dos conflitos armados...
A ambição a degradação do meio ambiente transformam o mundo.
A vida resiste é floresce a no concreto...
Mas, como resistir ao próprio ser humano... A vida é a virtude deste mundo...
Como julgar a vida tão bela?
*Neste arco complexo de realidade*
*Temos que respeitar a vida *
* pois a inércia é a morte pois ao pó voltará*

A Morte do Caráter


O caráter adoeceu em silêncio,
foi perdendo a voz nas esquinas do interesse, trocou a espinha por atalhos e aprendeu a sorrir com dentes emprestados.


Enterraram princípios como quem varre poeira, cobriram a verdade com tapetes caros, e a honra virou um objeto antigo guardado num quarto que ninguém visita.


Hoje o caráter é lembrança em retrato amarelado, uma árvore cortada que ainda insiste em sombra, morreu de pequenas concessões diárias
— não por um golpe, mas por abandono

A morte é simplesmente o fim.
Ela não transforma, não conduz, não prepara.
É o encerramento total do ciclo,
o ponto em que nada mais se prolonga.
Não há caminhos ocultos,
nem sentidos posteriores a serem buscados.
A morte existe para fechar,
para afirmar que tudo o que tinha tempo
chegou ao seu término.
Reconhecer isso não é negar a vida,
é aceitar que todo ciclo
se encerra exatamente onde termina.

Leveza é encontrar-se com a morte e viver


Porque adeus,
se até logo já bastaria,
quando nada acaba,
estando triste.


Uma jornada é uma jornada.
Um dia de tristeza é um dia a menos.
É a solidão de um mar,
um dia ensolarado parcialmente encoberto.


Felicidade acabada,
o sustento da dor,
tendo a alma atravessada,
bem devagarinho.


Morrer aos poucos,
lenta e dolorosamente,
é a vida quem nos impõe
diante do medo.


Levanto-me da minha lama existencial,
chorando qual uma criança recém-nascida,
cego por tanta luminosidade,
tentando simplesmente me ambientar.


Uns dias depois do meu novo nascimento,
busco encontrar forças para me sustentar,
para seguir onde quer que seja,
com um sorriso em meu rosto.


Carlos de Campos

Silhueta
Quando te conheci, a sua luz já estava no fim, e, quando percebi, as mãos da morte já estavam aqui.
Porém, ainda vive a lembrança
do seu andar explodindo em mim — um semblante sombrio e, ao mesmo tempo, brilhante.
Isso é cativante: gira, contorce, e o ar se ausenta dos meus pulmões.
Mas tudo se distancia, e tudo vira uma imagem borrada ao fundo,
como uma silhueta em névoa brilhante.

A morte não procura ninguém, ela apenas cumpre seu papel...
E todos passaremos pelas suas mãos frias enquanto houver vida sobre a face da terra.
Quando morremos, partimos ao encontro definitivo com Deus, pois é através da morte que partimos para outra existência; existência divina.
E porque muitos têm medo da morte?(Há quem diga não temer)
Isso eu não posso negar: temo muito, mesmo sabendo que não há fuga...
A morte causa medo e insegurança...
Quase sempre surpreende. Não tem dia, não tem hora, não tem lugar, ela simplesmente chega...
Para alguns, lentamente; para outros, derrepente!
Nos causa dor, lamentações, tristeza e um vazio imenso no coração...
Por ser assim, viva, ame, perdoe, pratique o bem, doe-se; Plante espalhe e colha amor... Aproveite e viva bem cada momento...
Olhe sempre à frente, encontre motivos que os façam felizes. A vida uma viagem com ponto de chegada e de partida.

​"A morte não escolhe grandes momentos; ela chega em um dia comum, ignorando seus planos inacabados. O mundo não fará uma pausa por você. Portanto, não espere o 'dia perfeito' para ser feliz. Viva com a intensidade de quem sabe que o tempo é o único luxo que não se recupera."
— Ginho Peralta

Percebe-se que, após a morte, certos nomes deixam de ser pronunciados com frequência.
Não morre apenas a pessoa, o nome também se silencia.

A vida é tão breve que, como se costuma dizer, não há tempo sequer para ler todos os livros que se ama.

A ausência não está apenas no vazio deixado, mas nos gestos interrompidos, nas palavras que já não são ditas, nos rituais simples que desaparecem com quem partiu.

Um corpo nunca é apenas um corpo.
Ele carrega uma história inteira: sentimentos, marcas, traumas, resistências.
É memória viva! E, ao final, também é o lugar onde a morte se manifesta.

A vida não é um sopro.
É a chama.
O sopro é a efemeridade entre a vida e a morte.
Mantenha esta chama acesa, mesmo que "muitos" tentem apagá-la.
Só Deus é início, meio e fim.
Então, vamos aproveitar
o "meio", porque o fim é a incógnita imbatível e indubitável que temos no presente.

O problema não é a morte, mas a dor
A dor de quem fica
A dor de quem vai
A dúvida que nos consome
A saudade que acompanha quem ficou.


Quem se foi, daqui não mais será
Donde está, colhe seus frutos
Mas quem ficou,
A falta machuca
A saudade espanca
A negação maltrata


Por fim, o fim chegou
Levando um personagem
Deixando um quadro escrito a giz
O tempo dá conta do resto
Mas o que de fato ficou?

O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?

Pela morte da amiga Elfriede Galera

E* difícil não sentir tristeza
L*embrando de suas alegrias
F*rida e os seus belos sorrisos
R*evigorando todas nossas vidas
I*ncrivelmente focada em sua luta
E*strela inspiradora de luz eterna
D*eixa-nos nesta saudade em vida
E*mbeleza o céu com sua presença

Que Deus a receba em seus braços!!!

uma garrafinha de água
o fogo na floresta apaga
e salva o bicho preguiça
da morte pela queimada

que a ponta de uma brasa
de cigarro que foi jogada
pela janela do seu carro
naquela beira de estrada

não coloque fogo na mata
existe vida nas matas
evite causar queimadas
não lance fora a brasa

e o equilíbrio de tudo
na sua vida sagrada
simplesmente depende
que a vida seja preservada

então ao invés de fogo
leve sempre um pouco de água
e quando fizer parada
dêixe lá para a bicharada