Cartas de Amor para Noivo

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Pós amor...




Quem sobrevive a um pós amor ainda permanece preso nas lembranças dos tempos que foram bons por um determinado período,


o eco de outro tempo sobra no lugar aonde aqueles corpos não se encontram mais,


porém, depois de alguns voos sem direção, o sol volta a nascer lindo e vibrante apresentando o verdadeiro horizonte aonde as plantas nascem em cima das cinzas de fogueiras e aonde as flores crescem e dão seus frutos enriquecendo o novo momento.

Pecado de nós



Aonde ficaram as lágrimas o vazio pernoitou,

na linguagem do amor, um se disse cego, a outra parte se mostrou mudo,

em ambas as partes a voz que toca é a do ego que assopra e assola,

e assim o cheiro do perfume foi se esvaziando do frasco,

o pecado de nós está sendo deixado sem laços,

o pouco que resta de mim cai lentamente em tudo que escrevo.

Amor plantado




Em cada gesto teu eu consegui traduzir as tuas configurações,


depois de operar os tropeços e costurar as dificuldades dancei com equilíbrio no compasso da sabedoria,


de tanto buscar a luz encontrei o seu reflexo através do espelho e então passei a multiplicar o amor plantando diversas mudas no solo antes infértil.

Rosa dos ventos




E o que vêm depois do fim?


Talvez, chuva de amor no deserto, pode ser ventos levando sonhos possíveis ao topo das montanhas, ou quem sabe, ondas gigantes trazendo novos começos de amor,


Não custa nada imaginar o bem que se faz ao acreditar naquilo que poderia ser impossível momentaneamente, mas que pode nos surpreender como forma de magia ou mágica aparecendo instantaneamente,


Uma rosa entregue a pessoa amada em meio as nuvens escuras e os ventos fortes não pode ser tratado como um adeus, deve ser pensado como um ato de esperança, um desejo de não deixar se perder no tempo o que foi construído mesmo que algumas poucas pétalas de rosas saiam por ai vencidas pela tempestade.

Diga-me
Diga-me que o amor é uma alegria que não tem fim;
Diga-me uma frase ´para eu pensar em você sem intervalos durante o dia;
Diga-me sussurrando no meu ouvido que eu não estou sonhando;
Diga-me que amanha será melhor que hoje;
Diga-me que a nossa história tem capítulos infinitos;
Diga-me que o mundo já sabe que é tudo verdade, o que existe entre nós;
Diga-me em fim, que não haverá fim.

Buscando o amor sem fim

Nosso relacionamento já viveu dias saudáveis, harmônicos e amorosos, por um bom tempo o amor prazeroso reinou como uma doce aventura a dois nas nossas vidas. Sofro ao relembrar que os conflitos mal resolvidos, a falta de diálogo, as preocupações e as nossas opiniões divergentes sobre assuntos financeiros ou de outros interesses tenham causado o afrouxamento da nossa frenética vontade de estarmos juntos.
O comodismo a que deixamos chegar a relação, abalou o nosso conceito de "união perpetua". Quando a fonte secou no que diz respeito ao companheirismo, a confiança, a sinceridade e a outras qualidades pertencentes ao amor, então, o mais certo foi evitar o futuro que nunca viveríamos.
Nem sempre tomamos a decisão certa, porém, na busca insaciável por um amor que me complete, não descansarei enquanto não encontrar aquela com que eu possa dividir uma vida de paz, cumplicidade, alegria e muita riqueza de um aprendizado sem fim sobre como amar.

Rotas do amor...
O amor fala comigo! Quisera eu entende-lo, mas suas mensagens na maioria das vezes são indiretas e apresentadas como enigmas.
Quem dera, eu saber os planos do amor com antecedência, seriam tantas as possibilidades e escolhas certas que eu faria na minha vida, nem posso imaginar como seria bom reconhecer e ao mesmo tempo desviar das angustias, incertezas, dos lamentos e das cicatrizes ocasionadas pelos péssimos caminhos traçados por meus sentimentos.
Mas não é bem assim! O amor vaga sozinho tomando suas próprias decisões, seguindo na sua peregrinação rumo ao lugar mais sagrado do meu corpo, o meu coração.

Amor, Extremo Amor!

Minha vida com você parece coisa de cinema, nossos corpos tem uma sintonia incomparável, nem as leis da física conseguem calcular a pureza do nosso amor, as vezes não me importo com mais nada, só quero vê as horas passando na velocidade da luz para chegar novamente o momento de te reencontrar. Eu não espero respostas sobre o futuro do nosso amor e também não quero chegar a exaustão, só te peço que entenda porque os meus abraços são fortes, os meus beijos são quentes e porque o meu corpo é só sentimentos e magia junto ao teu.
Estou numa linha tênue entre viver o amor extremo ou conhecer o amor ao extremo.

Mãe

Na minha nascença, o teu amor é incondicional.
Amou-me antes de te conhecer.
Quando abri os meus olhos, apaixonei-me.
Vi a tua beleza no primeiro dia.
Quando te toquei pela primeira vez,
não acreditei, parece que sonhei.

Aí descobri: é contigo que quero ficar.
Desde que tirei o primeiro choro,
os seus olhos caíram em lágrimas de amor,
os seus lábios não paravam de tremer.

Nas minhas dificuldades de poder gatinhar,
nas minhas dificuldades de poder levantar,
nas minhas dificuldades de poder comer,
nas minhas dificuldades de poder andar,
nas minhas dificuldades de poder dormir.

Nas minhas dificuldades de poder tomar banho,
nas minhas dificuldades, você sempre estava lá.

Amor de sempre, para sempre.
Cresci, ficou muito diferente.
O sol põe-se a cada dia.
O seu rosto brilha como se fosse o primeiro dia.
A sua voz é um canto da melodia.

Quando te olho, vejo um olhar perfeito,
com o toque do raio do sol que toca no rosto.
Ah, que deslumbramento, parece um encanto
das flores que brotam ao amanhecer.

O amor que dói, não destrói, constrói.
Não mata, mas gera vida que flui.
É lágrima que rega, é renúncia que edifica,
é sinal da graça, é chama que santifica.


E quando duas almas se encontram no Senhor,
descobrem que a dor é parte do amor.
Pois amar é refletir o Eterno Cordeiro,
que se deu por nós, inteiro.

Na cruz, a justiça e o amor se encontraram.
A ira de Deus recaiu no Justo,
para que o injusto fosse chamado santo.
No madeiro, o peso do pecado foi esmagado.


O salário é claro como fogo
morte é o preço, juízo é o fim.
Mas a graça grita mais alto,
no sangue do Cordeiro, Deus disse: “assim não será para os Meus”.

Cristo não fugiu da vergonha, mas a desprezou, porque o Seu amor olhava além: via você, eu, e todos os que seriam alcançados.
A maior revelação é que Ele transformou a vergonha em glória:
O que era sinal de maldição, tornou-se o sinal da nossa salvação.
O que era vergonha diante dos homens, é hoje a nossa esperança diante de Deus.

Nas profundezas onde o poeta arde,
nasce um amor que ele mesmo inventa
feito de brisa que afaga e tormenta,
de força que dobra, mas nunca parte.


É sutil como o gesto que não se vê,
mas feroz como o vento que rasga o céu;
um amor que ele molda no próprio véu
de sonhos que deseja reconhecer.

Sedutor e leve

Que o amor venha
Bata na minha porta,
Preencha o infinito,
Mas me arrepia por dentro.

Seja leve como as neblinas,
Amanhecendo e anoitecendo,
Tocando o coração,
E que me faça errar as batidas do coração.

No olho, me acalma.
Mas me traga felicidade,
Um aperto inigualável,
E um amor de fim de tarde.

Que o amor seja sedutor,
Elevando as neblinas em dias chuvosos,
Ensolarado, radiante,
Fazendo eu me arriscar.

Como pinturas,
Fotografias em álbuns,
Fotos colecionadas,
Lembrança de um futuro.

"⁠O amor que eu sinto por você não pode ser avaliado em dinheiro, na verdade, ele foi pago com muita dor e sofrimento, eu paguei a sua felicidade com a minha dor. Então quando, eu digo que te amo não é da boca para fora. Acredite, eu seria capaz do impossível para te fazer feliz⁠"

Hoje eu sei que não preciso mais pagar com dor.
Hoje o amor que eu vivo é troca, é riso, é leve, é presença.

Meu amor e assim...
como o toque da lua no mar
Borboleta desenhando
Corações nas folhas das flores...
E chuva leve que faz as tardes tremerem
Arco-íris depois da chuva no verão
É sonhar acordada
É desejar estar sem chão...
Viajem sem sair do lugar
banhar a alma no perfume das manhãs
É passear no jardim do Éden
Adormecer laçada na ternura
É desejar como menina
Tocar com força de mulher
Encantamento no olhar
Vislumbre do meu ser
Total fome do desejo
Calmaria na hora de beijar...
Tempestade na hora de amar...

“O amor não tem rosto”, eu ouvi.
Peguei todas minhas palavras e guardei.
Depois peguei meus pensamentos,
Aqueles dispersos pensamentos e juntei um por um como
retalhos de uma emoção.
O amor não tem rosto.
Talvez por isso tenha a melhor visão,
O melhor cheiro,
O melhor jeito,
O mais terno e ousado sentir.
— Mas como o amor não tem rosto?
Fecha a boca e fecha os olhos.
O amor não tem rosto.
E eu continuei a ver você na minha visão.

Instruções para Não Ser Máquina


Não nos ensinem
a fazer amor
como quem planta trigo
em solo fiscal.


Não nos paguem
para gerar corpos
como se o útero fosse
fábrica de cidadãos
e não templo
de escolhas silenciosas.


Vocês marcam nossas noites
com relógios de Estado,
apagam nossas telas
para que façamos
o que vocês chamam
de “futuro” —
mas que é só
mais carne
para os canhões
dos seus mapas.


Dizem: “Tenham filhos.
É seu dever.”
Mas onde está o pão?
Onde está o teto?
Onde está o direito
de olhar nos olhos
de quem se ama
sem pensar
em bônus,
em certificados,
em perdão de dívidas
como moeda de afeto?


Amor não tem preço.
Tem território:
o espaço entre dois corpos
que decidem,
livres,
sem medo,
sem decreto,
se querem
ou não
criar mundo
juntos.


Enquanto isso,
vocês contam cadáveres
e chamam de estatística.
Contam berços
e chamam de vitória.
Mas não perguntam
se há paz
na casa
onde a criança nasce.


Nós não somos soldados
do vosso inverno demográfico.
Nem peões
num tabuleiro
de nações ansiosas.
Somos gente.
E gente
não se programa
com isenção de impostos.


Deixem-nos
errar.
Deixem-nos
esperar.
Deixem-nos
ficar sós
sem serem julgados
como desertores.


Porque o verdadeiro futuro
não nasce
onde há dinheiro.
Nasce
onde há liberdade
para dizer:
"não hoje",
"sim, mas com quem eu quiser",
"Jamais, e ainda assim sou inteiro".


Que nenhum governo
decida por nós
quando o coração
deve bater
mais forte.


Que nenhuma lei
meça o valor
de um abraço
pelo número
de berços
que ele produz.


E que, um dia,
as nações entendam:
não precisamos
de mais corpos.
Precisamos
de mais alma.

Ohh doce empatia que aos ventos se espalha,
que ao tentar semear amor, abandona a energia de quem estende as mãos.

Ohh doce gratidão, agraciada por muitos rostos conhecidos,
rostos que veem sem perceber o esvaziar do tempo, e simplesmente dizem: obrigado.

Obrigado simples palavra,
que, sem gratidão, é a hipocrisia do mundo terreno,
um parasita que invade corações
que, decepcionados, dizem não ao que poderia ser
um genuíno “obrigado”;
um olhar que nem mil vidas poderiam abarcar
o sentimento entrelaçado que ninguém vê.

Nestas ideias, guiado pela energia crua e íntima de “Amor Incendiário” (Yago Oproprio) e atravessado pela filosofia de Camus: o Absurdo, a lucidez que queima, a beleza de continuar mesmo quando tudo parece torto
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"Faísca incerta."




Há dias em que tudo dentro de mim soa como um incêndio lento — não aquele fogo glorioso que ilumina, mas o que resta: brasas escondidas debaixo da pele, consumindo devagar, sem anunciar nada além de um cansaço silencioso. Talvez seja isso que Camus chamava de lucidez: perceber o próprio coração queimando enquanto o mundo segue indiferente, como se o meu caos fosse apenas um ruído distante na paisagem.
E, ainda assim, eu continuo. Não porque faça sentido, mas porque desistir exige uma lógica que eu nunca tive.


Há um tipo estranho de dignidade em continuar existindo mesmo quando tudo parece desalinhado. Como se cada passo fosse uma pequena rebeldia contra o vazio. Eu acordo, respiro, e carrego esse amor incendiário que um dia me atravessou — não para reacender nada, mas para lembrar que eu fui capaz de sentir, mesmo quando sentir parecia uma falha.


Camus diria que o absurdo nasce desse choque: o coração querendo mais e o mundo oferecendo nada.


O amor, quando acaba ou se deforma, deixa um cheiro de fumaça nos cantos da memória. E eu caminho entre esses restos como quem tateia um quarto escuro, procurando sentido nas ruínas. Não encontro. Nunca encontro. Mas às vezes, no meio desse vazio, algo brilha: talvez uma lembrança, talvez a minha própria teimosia.


E isso basta. Por um momento, basta.
Eu carrego minhas dores como quem carrega um fósforo aceso no bolso: perigoso, inútil, mas profundamente humano. Há quem diga que a cura vem com o tempo. Camus responderia que não há cura — há apenas o trabalho contínuo de aprender a conviver com aquilo que não tem resposta.


E é isso que faço: convivo. Não com esperança, mas com uma estranha espécie de fidelidade à minha própria história.
Continuo porque, no fundo, existir já é a forma mais silenciosa e bonita de resistência.
E se o mundo não responde, eu respondo por ele: com as minhas cicatrizes, com a minha lucidez ferida, com a chama pequena que ainda se recusa a apagar.


No fim das contas, talvez seja isso:
não renascer das cinzas, mas aprender a caminhar com elas.


Y.C