Carta a um Amigo Detento
Seis Lições para um Povo que Quer Ser Livre
As Seis Lições de Ludwig von Mises não são apenas capítulos de um livro — são alertas para uma civilização que flerta com a própria servidão.
Cada lição é um espelho do nosso tempo: o capitalismo, longe de ser um inimigo, é um sistema natural onde o mérito e a liberdade dançam juntos. O socialismo, por sua vez, mascara-se de justiça, mas sufoca a alma produtiva do homem.
O intervencionismo estatal, como uma erva daninha, cresce onde há medo e ignorância, corroendo a base das decisões livres. A inflação, sutil e traiçoeira, age como um imposto oculto, punindo os mais pobres enquanto disfarça os erros dos poderosos.
O investimento externo, quando livre, é ponte entre nações; quando controlado, vira prisão para o capital que quer prosperar.
E, finalmente, a política, que deveria ser o escudo da liberdade, tantas vezes se torna a espada do abuso — especialmente quando o povo abandona o estudo e entrega seu destino nas mãos de falsos messias.
Em tempos como os nossos, onde o ruído da propaganda é mais forte que o sussurro da razão, estudar Mises não é opção — é ato de resistência.
Pois onde o conhecimento floresce, a liberdade nunca se curva.
O ato de procrastinar tem se tornado, para muitos, um hábito — e pior: uma rotina silenciosa. Mas será que você está realmente atento ao que direciona a sua vida?
Já parou para refletir sobre os seus planos? Quais deles você realmente colocou em prática? Chegou a tentar ou simplesmente desistiu antes mesmo de começar?
É curioso perceber como, quando se trata de nós mesmos, quase sempre surge algo que nos tira o foco. Vem aquele pensamento: "Ah, depois eu faço..." — e esse "depois" se estende tanto que, sem perceber, vira um "nunca".
E então, ao olhar para trás, a gente percebe que o resultado poderia ter sido outro... se ao menos tivéssemos tentado.
Um ponto que quero destacar é que muitas pessoas desistem sem nem ao menos tentar. Outras vivem na promessa — é ali que habita a procrastinação.
Hoje, quero propor algo simples:
Reflita sobre você, sobre suas conquistas.
Depois, anote o que poderia ter feito diferente para alcançar um resultado melhor.
Dê um passo para trás, com consciência, para dar dois passos à frente, com propósito.
Analise os comportamentos que te levaram a procrastinar.
Faça uma lista do que você precisa deixar para trás para seguir em frente.
Quer um exemplo?
Digamos que, em algum momento, você tenha estabelecido o objetivo de comprar uma moto. Até hoje, essa meta não foi alcançada. Mas por quê? Quais foram os fatores que te impediram? O que você deixou de fazer?
Agora, num novo momento, é hora de refazer suas estratégias para alcançar esse objetivo. Isso vale para qualquer meta. O importante é colocar em prática.
Cada detalhe importa. Cada hora, cada decisão, cada atitude reflete diretamente nos seus resultados.
A procrastinação pode parecer inofensiva, mas é uma decisão — muitas vezes inconsciente — que tomamos dia após dia. E, assim, deixamos de lado o mais importante: nós mesmos e os nossos sonhos.
Então, que tal começar agora?
"Brasa"
Sinto? Talvez sim.
Mas não como antes.
Havia um fogo em mim,
onde cada emoção era álcool.
Bastava um toque —
e eu explodia em chamas.
Belo, mas perigoso.
Foi assim que me afoguei em fantasias,
jogando horas do meu vasto dia
em cenários que não existiam.
Romance era refúgio
(e cárcere também).
Depois, veio o silêncio.
A dor me acordou.
E o fogo… virou brasa.
Hoje, é morno.
Quase não aquece,
mas também não queima.
Estranho.
Talvez necessário.
Talvez... uma saída, proteção.
Mas sinto falta, confesso
da melancolia que me fazia poesia,
da música suave ao apreciar a vista na janela,
do cheiro da chuva,
da beleza quieta do mundo.
Agora, meus olhos molham,
mas não choram.
A lágrima não escorrega
ela apenas sussurra.
E algo, dentro de mim,
a seca.
No começo, temi.
Temi virar pedra.
Temi nunca mais sentir.
Mas talvez...
seja uma lição.
Nem sempre a vida é sentimento.
Às vezes é fé.
Às vezes é razão.
Às vezes é só... viver.
Viciada em fugas
mundos paralelos de doçura.
Mas um dia doeu tanto,
que eu fui embora dali pra sempre.
Desde então,
sinto tudo mais leve.
Até demais.
Deveria doer.
mas só pesa.
E o medo volta:
e se eu não sentir nunca mais?
Mas talvez...
só talvez...
sentir de forma calma
também seja amar, também seja sentir.
E há esperanças
uma brasa, ainda queima de maneira escaldante
quem sabe torne-se eu novamente uma amante?
dessa vez, sem impulsos
sem extremos.
Nos trilhos da vida, encontrei você,
Um brilho no olhar que me fez renascer.
Teus sorrisos dançam como a luz do sol,
E em cada abraço, sinto meu mundo em rol.
Teus lábios são versos que quero cantar,
Uma melodia doce que não cessa de encantar.
No silêncio das noites, teu nome é oração,
Em cada batida, ecoa meu coração.
As estrelas no céu são testemunhas fiéis,
Do amor que construímos, dos sonhos tão belos.
Juntos navegamos por mares de paixão,
Dançando ao ritmo da nossa canção.
Se o tempo parar, quero estar ao teu lado,
Desfrutar cada instante, cada momento amado.
Pois você é a razão do meu viver,
Meu sol, minha lua, meu doce querer.
E assim seguimos, de mãos dadas na vida,
Escrevendo nossa história, uma linda corrida.
No livro do amor, somos autores sem fim,
Com páginas cheias de nós e do que há em mim.
Em um mundo de santos duvidosos
Tenho medo da força da verdade,
No discurso bandidos são bondosos
Não conseguem deixar a vaidade.
Em defesa do povo e do estado
O bem comum é todo expropriado,
Esquecendo o dever de dar suporte;
Não aceitam acordo nem pitaco
Quem defende bandeira do mais fraco
Não resiste ao suborno do mais forte.
Não quero apenas um amor verdadeiro,
Quero amor por inteiro,
Sem medo do erro,
Pelos outros não por mim mesmo,
Quero amar incondicionalmente,
Sem pensar duas vezes,
Para todos os entes,
Transparentemente.
Mesmo desesperançoso,
Permaneço imaginando,
Este sonho inimaginável,
Na esperança de que um dia eu possa ter a sensação... de ser um ser humano!
De uma janela, é possível ver um pedacinho do mundo e conhecer o que provavelmente será o que estamos limitados a conhecer.
Da janela, você pode ver a natureza ou prédios, pessoas ou apenas animais pastando.
De lá, você pode ver o dia,
mas também pode contemplar o pôr do sol.
Debruçando-se para fora da janela, você conversa com amigos, conhecidos que passam e te cumprimentam.
É da janela que é possível ter uma visão externa do que está acontecendo e do que acontece quando você olha pela janela e vê o mundo lá fora...
Caminho em Corda
Eu e você, na corda esticada,
seguimos juntos, sem saber a parada.
Há um destino, mas é mistério,
um lugar oculto, incerto, etéreo.
Passo a passo, sem direção,
levo no peito essa intenção:
quero te ver feliz, brilhante,
fazer de ti alguém importante.
Serás única em cada estação,
meu norte, minha inspiração.
E quando enfim o fim chegar,
juntos iremos descansar.
VULNERABILIDADE
Hoje foi um dia de desamarrar os nós, aqueles que me apertam desde muito tempo.
Assumir e abrir minha vulnerabilidade é como ficar nu, me despido da proteção que eu forço em colocar em mim, para tapar todas as minhas imperfeições. Como se elas fossem erradas e feias de apresentar ao mundo.
Quando externei isso, com sinceridade e sem medo, foi agoniante e ao mesmo tempo me senti mais leve. Parece que quanto mais a gente tenta esconder de si, mais aquilo te sufoca e te joga num buraco. Muitas vezes, me vejo fora deste buraco, compreendendo o meu ser e de fato, encontrando minha autenticidade, só que isso não é constante, pois do nada, eu percebo que estou no fundo dele mais uma vez.
A fala, cura. Por isso, a maior arma que podemos ter no mundo, é a linguagem, com ela podemos se curar ou se ferir, mas da falta dela também.
Eu tento, a cada dia, ir em busca de algo em mim, que eu muitas vezes não sei definir, e hoje consegui entender um pouco dessa dinâmica. Não saber o que quero, faz eu me sentir perdida.
Por isso, ser sincera consigo mesmo é digno, me alivia e ajuda a organizar as percepções. Estar vulnerável, não me deixa fraca, cada dia percebo mais, que é através da vulnerabilidade que crescemos, que fortalecemos relações que muitas vezes estão quebradas ou má interpretadas. Se despir para o outro, é afirmar para si, uma maturidade que é bela. Não somos perfeitos, não seremos melhores se soubermos de tudo, é muito mais bonito, dizer “não sei, me ensina” por exemplo. Se colocar numa posição mais vulnerável, seja em qualquer contexto, precisa de força e de muita humildade.
2024
Ser Empresário no Brasil
Notícias
Empreender no Brasil não é apenas abrir um CNPJ. É, muitas vezes, um ato de coragem diária. É acordar cedo e dormir tarde, com a cabeça girando em torno da gestão, da equipe, dos prazos, das metas e, principalmente, da sobrevivência. Ser empresário por anos – ou décadas – é uma missão para poucos.
A jornada exige dedicação total. Em média, trabalha-se 12 horas por dia. Feriados e fins de semana viram conceitos relativos. A empresa passa a viver com você 24 horas por dia, sete dias por semana. Na prática, o empreendedor é sempre o primeiro a chegar e o último a sair. Quando não, precisa dominar a arte de delegar – ou acumula tudo em suas próprias mãos.
A família acompanha de perto, ainda que o tempo dedicado a ela seja limitado. É preciso equilíbrio, presença e uma comunicação constante. Afinal, empreender sozinho já é difícil; sem apoio emocional, torna-se quase insustentável.
E, no meio de tudo isso, o empresário brasileiro ainda precisa lidar com a realidade de um país que o trata mais como um obstáculo do que como motor da economia. A carga tributária alta, a burocracia excessiva, os impostos que superam, muitas vezes, o próprio pró-labore, e a corrupção institucionalizada tornam o caminho ainda mais estreito.
Mesmo assim, o empresário resiste. Paga seus colaboradores, mantém os fornecedores em dia e, quando sobra alguma coisa, pensa em si. Isso exige planejamento estratégico, gestão financeira apurada e, acima de tudo, uma reserva de caixa bem estruturada. Antes de pensar no lucro, é preciso garantir a continuidade do negócio.
Enfrentamos constantes crises que, embora travestida de conjuntural, é estrutural e política. E ainda assim, é o empresário que precisa remar contra a maré, manter-se ético, motivado e produtivo.
Trabalhar honestamente e com transparência, no Brasil, infelizmente ainda é visto por alguns com desconfiança. Há quem torça contra, quem inveje, quem queira ver o fracasso de quem se destacou pelo próprio esforço. Há também os concorrentes desleais, clientes que querem tudo por menos, e os desafios diários que envolvem negociação, fidelidade, prazos e qualidade.
E mesmo com todas essas pressões, espera-se que o empresário mantenha o sorriso no rosto, o bom atendimento, a cordialidade. Estude, se atualize, invista em capacitação. Faça mais e melhor. Sempre.
Mas por que continuar? Porque no fundo, empreender é também acreditar em um propósito. É plantar sementes de um amanhã melhor. É deixar um legado – para os filhos, para os colaboradores, para a comunidade. É ver que, mesmo com todas as dificuldades, o seu negócio gera empregos, transforma vidas e movimenta a economia local.
É por isso que não podemos parar. Porque milhares de pessoas dependem de cada pequena empresa, de cada médio empreendedor, de cada visionário que decidiu transformar uma ideia em realidade.
Acredite. Confie. Lute. Tenha fé, foco e paciência. O equilíbrio não vem de imediato – mas ele chega. E quando chegar, você saberá que cada esforço valeu a pena.
meu quadrado, meu espaço, meu começo, meu hiato.
logo eu que quero ser um treinador nato.
o sol nasce lá fora, mas a lua insiste em estar cheia
e logo, me surge uma figura escondida no fundo desse mar de areia:
eu não sabia que estava o esperando tanto,
até ele surgir por encanto.
notei que leva tempo mas o tempo sempre leva
e tudo aparece quando deve aparecer.
era alto, esbelto, carregando um pedaço do que já fora um ser.
duvido de sua definição:
da mesma forma que me assusta, me parece ser familiar.
me acobertar ou tirar minha paz?
assim como tudo que me aparece, tenho um pé atrás.
me contara que há três coisas não podem ser escondidas por muito tempo:
o sol, a lua e a verdade; assim como dizia Buda.
na boca, carregava a cabeça de uma chamada (mEdU)sa,
aquela que seus cabelos de cobra sussuravam palavras confusas
a cada infiel que seu olhar penetrante abusa.
era dela que eu tinha medo,
pois derrotava a cada idiota que invente,
mas o medo sempre foi um produto da minha mente.
parece que tudo acabou.
nele depositei minha confiança leal,
hoje sou livre de qualquer veneno letal
e esse ser me prometeu que me levaria para qualquer lugar, seja bom ou seja mal.
irei confiar, não tenho escolha.
ninguém me ensinou o caminho,
ninguém me disse como vivem os do mundo real,
então que me guiem, mesmo sendo fatal.
portas, corredores, luzes quadradas,
percorrendo pelo teto,
já não caibo onde um dia, já fui completo.
quarta letra do alfabeto, o seis da chamada,
chute na barriga, "criança mimada",
livros nas costas, bicicleta na calçada,
medo de ser adulto, levando flechada.
cresci demais: sou meu produto, meu objeto,
meu próprio vício (e de outras também),
shiu... conta nada, pra ninguém.
investindo em cada projeto, discreto.
falando: irônico mas papo reto, direto.
em silêncio, aclamado por palmas caladas
pois meu maior público vem de visualizações abafadas.
nunca estou pronto para nenhuma fase da vida?
não vim com manual de instrução:
você criou meus nomes, mas não minhas carreiras,
apenas o dono de casa sabe onde ficam as goteiras,
as cascas de banana escondidas procurando as respectivas lixeiras,
segurando nas estribeiras.
me entendendo entre caim e abel,
correndo entre as salas iguais desse hotel,
perseguindo como uma cascavel
gritando que meu talento se comprova só com uma folha de papel
de qualquer curso batido de universidade;
já sou crescido demais para saber a minha vontade.
nunca gostei de caminhos comuns,
sendo aqueles que vocês nunca valorizam,
me mostro ao mundo com pequenas conquistas, recebo o nobel
porém para vocês sigo na construção da torre de babel,
e como já contei antes, não adianta:
eu já fiz minha subida ao céu.
mil talentos, multifuncional
julgado por eu ser o meu próprio par ideal,
ainda não é mundial, meu hobbie está local,
já que dias f0das nunca serão esquecidos,
pois os elogios de fora são os mais floridos,
os que nunca me viram,
os que admiraram o meu coração e cérebro récem-nascidos.
tudo é sensível aos meus sentidos,
tudo mudou, essa vontade me expressar nunca passa,
como tarantino: não espere por nada, simplesmente faça.
das quatro paredes do meu quarto, a mente se divide em uma casa inteira,
cada cômodo se torna maior que qualquer coroa ou mérito que me consagre,
a partir de hoje, sou um santo de casa que / ainda não / faz milagre.
me conhecia como um cara viril,
comigo conheceu ceará sem ir pro brasil,
provou de berlim sem ir para a alemanha,
no topo da montanha, minha juba assanha,
meu som imita muito mais um rugido do que uma voz estranha,
peso uma tonelada e não apenas algumas gramas,
primeiro lugar na minha vida e segundo em outras tramas,
dispenso paredes e camas,
fiz por mim: a minha casa está em chamas.
se acender um isqueiro eu explodo,
queimadura de terceiro grau, te queimo,
pego fogo: pode chegar perto,
só machuco mas não mordo.
sempre preparado pra tudo dar errado,
quanto mais você me acha inocente,
mais noto que essa era a minha intenção na sua mente;
emocionalmente independente.
Sob o luar, o jardim dormia em silêncio, envolto por um brilho prateado e suave. As flores, serenas, exalavam perfume enquanto o orvalho cintilava como pequenas estrelas sobre as folhas. O vento dançava entre as árvores, fazendo histórias antigas e sussurros esquecidos.
Era mais que um jardim, era refúgio, mistério e poesia sem palavras, onde a beleza se escondia nas coisas simples da noite.
não choro mais no banheiro,
na vida passada fui um grande guerreiro
que para perguntas idiotas, entrego respostas imbecis:
um dia vou dar orgulho ao meu país,
porém duvido que quando a morte chegar, eu esteja vivo,
entregue a tudo o que vou ser e sou:
me resulto do dia em que algo quase me matou,
mas nunca vai achar onde me deixou.
Amor Canibalesco
Irei me banquetear de seus ossos e carne, como uma mera refeição de um rei absoluto
De seu coração, comerei e desfrutarei do gosto amargo de seu sangue
Devorarei cada parte sua, como se fosse minha
E por fim, despejarei todo meu amor engolindo seus olhos, para você poder observar por dentro todos os seus sentimentos sendo absorvidos por mim.
Mais uma paixão não correspondida:
Você achou mesmo que, um dia, ele olharia pra você?
E, mais uma vez, você sonhou, o solitário, o sofrido.
Sonhou com um amor impossível.
Mais uma vez, se enganou.
Viu chances onde não existiam,
interpretou detalhes que não falavam com você.
Tua carência, tua alma pobre de afeto,
te faz criar ilusões ilusórias, sonhos que entram lisos e saem rasgados.
Sim, alma solitária, você se enganou de novo.
Se deixou enganar por si mesmo.
A carência acumulada há anos te faz buscar amor em qualquer olhar gentil,
em qualquer palavra dita com leveza,
em qualquer sorriso que dure mais que o necessário.
Você confunde humanidade com paixão,
gentileza com desejo,
atenção com afeto.
Oh, alma solitária… você não cansa?
Não cansa de causar sofrimento a si mesmo?
Mas eu entendo.
Você acredita, de verdade, que ainda há uma chance,
que sua hora vai chegar.
Você achou que a gentileza dele era sinal.
Achou que, dessa vez, seria diferente.
Mas, não era.
Era só mais uma fantasia.
Mais uma paixão efêmera,
um romance criado na sua cabeça, e só nela.
E agora, alma solitária, você volta pro seu quarto,
pra sua cabeça barulhenta e vazia.
Sangra calado por mais uma decepção.
E, mesmo assim, continua esperando.
QUEM ME OLHA HOJE
Quem me olha hoje não vê o que Namarroi fez.
Namarroi é um espelho partido. Mas calma aí, estrangeiro — aqui também há progresso. Entendeu?
Uma antena nova;
Mais uma estrada bem cavada;
Uma estação de rádio sem emissão;
Duas selfies ao lado do tribunal;
E um lindo discurso de quem nunca cozinhou numa panela de barro.
E daí?
Daí tive mais ensinamentos: ensinaram-me a ter orgulho da terra.
Só faltou uma coisa — não me avisaram que o orgulho também dói,
e que até o silêncio protesta.
Mas não, meus amigos,
Namarroi não nos deve nada.
Mas devia-se a si mesma.
”Coragem Não Recompensada”
Sou um cara extremamente tímido.
Tenho muitas vontades, mas pouca coragem.
E nas poucas vezes que tive coragem… me decepcionei.
Talvez seja por isso que eu seja assim.
Ou talvez…
esse seja só o meu jeito mesmo.
Amanhã, talvez eu encontre o menino em quem investi toda a minha coragem.
O menino que me tirou de mim.
Aquele por quem tive o maior empenho da minha vida.
E eu não sei…
não sei com que cara vou olhar pra ele.
Aliás, nem sei se vou conseguir olhar.
O que eu queria mesmo era matar ele.
Não a pessoa dele.
Mas matar ele dentro de mim.
Quero que ele deixe de existir aqui dentro.
Quero apagar tudo o que me faz lembrar.
Sinto culpa.
Por tudo.
Porque fui eu que dei esse poder a ele.
Dei a ele o poder de me destruir.
Lutei contra mim mesmo.
Achei coragem onde não tinha.
Entreguei aquele maldito bilhete.
Entreguei o que eu tinha de mais honesto.
E ele…
simplesmente ignorou.
Ele deu sinais. Eu juro que vi.
Ou talvez não.
Talvez o tolo tenha sido eu.
Talvez eu tenha imaginado tudo.
Visto coisas onde não havia nada.
Talvez eu tenha sido só um emocionado.
Um bobo.
Mas uma coisa eu sei que fui:
fui corajoso.
E, às vezes, a coragem não serve pra nada.
Principalmente quando ela só leva a gente ao engano.
Seja o engano do outro…
ou o nosso próprio.
Eu não sei o que rolou ali.
Na verdade, eu não sei de quase nada.
Achei que sabia muito.
Mas agora, com muita dor,
eu aprendi:
não sei de nada.
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