Carta a um Amigo Detento
Sempre soube que esse dia iria chegar.
E bem e já faz um tempo, que meu corpo vem dando sinais, vem tempo que meu psicológico vem avisando que meu limite estava sendo ultrapassado.
Já vem tempo que veio me abrindo, e pedindo ajuda, já vem tempo to avisando meu tempo ta chegando.
E parece que ele chegou, eu não estava vivendo e aim sobrevivendo, eu estava do seu lado te pedindo ajuda e você simplesmente me ignorando, não só isso mas estava acontecendo algo bem pior.
Você estava mesmo me matando, eu me fazia de cega, de surda pra não enxerga, oque realmente estava acontecendo.
Eu fui aguentando muita coisa, e coisas além do meu limite, e olha só há que ponto cheguei, eu achei de verdade que seria diferente com você.
Por isso me entreguei, me doei, me abrir por completar pra você, pra no final você me despedaça por completa.
Menina grande
O amor é como um pássaro em liberdade,
E tudo que preciso é o ar que eu respiro,
Somente o amor pode refletir a verdade,
E te amar,é tudo aquilo que eu prefiro.
O brilho da lua se ofuscaria diante da tua beleza,
O teu sorriso é mais belo do que o mar,
Tu és fada,sereia e princesa,
Simplesmente a mulher que escolhi amar.
Pois o amor anestesia o tempo,
E nele,tudo faz sentido,
É o mais nobre sentimento,
Antídoto para um coração aflito.
Sem amor, eu nada seria,
Sem graça e completamente deserto,
Certamente eu morreria,
Sem ao menos, ter você por perto.
Sem você, sou um vazio,
Um triste velho ermitão,
Seria os peixes sem um rio,
O silêncio de uma solidão.
Sem você não consigo sonhar,
Acordado,eu ficaria eternamente,
Se extinguiria o prazer de amar,
Ficaria perdido como um velho demente.
Sem você e pra quê,
Não consigo imaginar tal situação,
Não teria motivos e nem porquês,
Seria o início da minha aflição.
Lourival Alves
Ah, meu caro, se deixássemos Machado de Assis esculpir com palavras o retrato de um namorado, certamente haveria o mesmo brilho sutil de ironia e a profunda percepção das complexidades do amor que permeiam suas obras. Vamos, então, imaginar como seria a celebração de tal romance sob a pena de nosso astuto cronista.
Meu amado, és como um personagem machadiano, que encanta não apenas pela presença, mas pela riqueza de teu interior. No teatro da vida, assumiste o papel não de um Bentinho consumido por ciúmes, mas de um Pedro de Alcântara, que oferece amor com a generosidade de um imperador e a lealdade de um amigo. És o herói romântico sem as tragédias que costumam seguir os passos desses personagens, mantendo sempre o equilíbrio entre a paixão e a razão.
Em cada capítulo de nosso amor, revelas nuances de um Capitu, com olhos de ressaca que me arrastam para o mar profundo de tua alma, mas sem os enigmas e as ambiguidades que ela carrega. Tuas palavras têm o poder de Virgília, encantando e seduzindo, porém sempre transparentes e sinceras, sem os véus de mistério que Machado tece ao redor de suas figuras femininas.
Como um bom romance machadiano, nosso amor possui suas peripécias e reviravoltas, mas ao contrário dos contos de desencontros do bruxo do Cosme Velho, o nosso é tecido com a firmeza dos laços que apenas se fortalecem com o tempo. Cada dia ao teu lado é um novo capítulo, não de suspeitas e desventuras, mas de descobertas e alegrias compartilhadas.
Com a sabedoria de Machado, lembramos que o amor não é apenas feito de momentos de êxtase, mas de uma série de pequenas felicidades cotidianas, aquelas "migalhas" que Brás Cubas, em retrospecto, tão amargamente subestimou. No entanto, em nossa união, cada migalha é um banquete, cada pequeno gesto, um tesouro.
Portanto, meu estimado, meu amor, meu companheiro, saibas que em cada linha que o destino escreve para nós, encontro mais uma razão para celebrar a nossa sorte de estar juntos. Machado poderia muito bem ter escrito um romance sobre nós, onde o amor não termina em tragédia, mas continua a florescer, página após página, num eterno e grato desenrolar de afeto e companheirismo.
Estamos nos buscando e ao mesmo tempo, culpando um ao outro.
Estamos todos nos desencontrando e nos culpando todo tempo. "Homens não prestam". "Mulheres não prestam".
Eu estou aqui. Só.
Tentando ainda encontrar alguém bom, alguém que queira ficar para o café da manhã, almoço, jantares, fins de semanas, festas de fim de ano.
Tentando encontrar alguém pra ser o meu amor, o meu homem, o meu bem. Alguém que me deixe apoiar, me deixe ser seu pano de fundo. Também estou aqui para ser amada , desejada, cuidada que segure minha mão, que me abrace quando minha boca não conseguir expressar a dor... que não me deixe ir, pois eu sempre quero ficar, pra você. ❤️
feitos de contornos ilusórios
olhei de muito perto e vi átomos,
olhei de mais perto ainda e vi um oceano universal
feito de pequenas ondas vibrantes fundamentais
olhei de muito longe e vi galáxias com suas bilhões de estrelas
olhei de mais longe ainda e vi aglomerados de aglomerados de galáxias
mas só agora parei pra olhar a olho nu,
e então vejo mãos, seres, palavras, números, objetos, formas,
muitas muitas formas, uma quantidade inumerável de formas,
porém todas feitas de falsas divisões e contornos ilusórios, que ocultam a
unidade do todo, de tudo o que somos, tudo o que é
agora basta uma pausa, um respiro no meio o dia,
ou a paz dos cômodos antes de dormir, pra nos vir um vislumbre da verdade,
um lampejo de consciência e sermos novamente impressionados por uma
percepção humana que apresenta uma realidade de aparência inacreditável
o teletransporte vs a presença, de todos nós
Estou deitado…
E incessantemente de um pensamento à outro eu vago
Até que de repente
“Como assim esse tempo todo eu estava de olhos fechados?”
E então eu descobria que eu era teletransportado
De forma sútil e automática, pelo pensamento eu era carregado
A máquina de teletransporte fica tão escondida quanto um nariz no meio da cara
E é tão sorrateira quanto a respiração antes de ser apontada
Estou de pé…
E incessantemente de um pensamento à outro eu vago
Até que de repente eu percebo
“Esse tempo todo eu estava de olhos abertos, sonhando acordado??”
Novidade, de olhos abertos eu também estava sendo teletransportado
A máquina pode nos levar pra lugares bons ou ruins
Mas eu não estou lá de verdade então tanto faz
A paz só pode estar no aqui e no agora
Morar nos pensamento é sempre algo precário e insatisfatório
A máquina sabe pintar e pinta sobre qualquer tela
Ela pinta de paraísos precários à infernos imaginários
Seja sobre a tela sem cor do breu dos olhos fechados
Ou sobre a tela colorida dos olhos abertos
Pra imaginação não há cortinas reais, ela se sobrepõe a qualquer coisa
De um pensamento à outro, e assim sigo sendo enganado
Busquei tanto tanto pela realidade, mas me perdi procurando no lugar errado
Mas agora sabendo que sou um prisioneiro, talvez eu tenha alguma chance de ser libertado
A saída não está dentro e nem fora, pois não existem lados
Como as aparentes distâncias em um quadro,
sem tempo, sem espaço
Como as aparentes distâncias em um quadro,
sem tempo, sem espaço,
sem distâncias
Como as aparentes distâncias em um quadro,
sem tempo, sem espaço,
sem distâncias, sem moldura
Como as aparentes distâncias em um quadro,
sem tempo, sem espaço,
sem distâncias, sem moldura,
sem quadro
Como as aparentes distâncias em um quadro,
sem tempo, sem espaço,
sem distâncias, sem moldura,
sem quadro, sem pintura
Como as aparentes distâncias em um quadro,
sem tempo, sem espaço,
sem distâncias, sem moldura,
sem quadro, sem pintura,
sem aparência, sem nada
sem conceitos,
sem pensamentos,
livre,
livre de si mesmo,
solto de si mesmo,
absolutamente solto,
enxergando paredes e muros materialmente vazios como de fato são,
como na visão de uma criança vendo as mesmas paredes mas sem se sentir presa
sem tudo,
sem mundo,
sem barreiras,
apenas o infinito,
apenas a realidade como ela é,
como ela realmente é pra além de perspetivas, pensamentos, abstrações,
pra além de alguns centímetros cúbicos que sustenta a ilusória separação
sem camadas de ilusões, apenas o núcleo permanente de todo lugar,
sem indivíduos, sem eu, sem nós, alguém ou ninguém,
sem partes,
sem formas,
sem contornos,
sem corpo,
sem tudo,
sem mundo,
sem universo,
sem barreiras,
sem imaginação,
apenas o real,
apenas o infinito, o ilimitado,
apenas o que é
Sou um ser imperfeito cheio de sonhos e ambições que o tempo levou...
Não te quero convencer o que ou quem realmente sou, não...
Gostaria que tentasses por ti descobrir e que nessa tua jornada te apaixonasse por tudo o que eu deixo transparecer,
e quem sabe um dia,
me amasses pela verdadeira beleza do meu ser.
Já fui sem noção, pensei que amava com exactidão,
mas não,
pois com erros aprendi
por tudo aquilo que vivi.
Hoje sei, posso comparar e dizer te o que é realmente amar...
E a ti garantidamente dou o melhor de mim.
Que pela primeira vez que me fitou, algo em mim despertou.
Algo que o tempo outrora no meu peito guardou.
Se tu ao menos acreditasses,
que te quero por tudo o que és.
Se tu ao menos visses,
que te desejo tanto ou mais como noutro dia qualquer,
Se tu ao menos arriscasses e perdesses todo o medo em ti...
Quem sabe um dia,
visto que não há dia sem noite,
nem noite sem fim.
A vida é como um eletrocardiograma: não podemos estar sempre altos, no pico, nem baixo, na base, nem em linha reta constante, pois a vida para e a gente morre.
É saber que teremos momentos de grande alegria, estupenda felicidade, enorme tristeza, gigante depressão e assim, em nossos dias, tudo há de se erguer, tudo há de abaixar, isso significa que você está vivo, isso é a vida.
Livres de bens valiosos, transportamos apenas o amor um pelo outro;
protegemo-nos mutuamente, cada um com o seu poder;
eu com o poder da força física;
ele com o poder de triplicar a minha força;
Porque a vida é feita de momentos;
Uma nova aventura.
"Pedro Alexandre"
05/05/2024
Em cada riso teu, há um verso que se desenrola, uma rima que floresce em meio à simplicidade do cotidiano. Tua risada é um poema que não precisa de palavras, uma obra-prima orquestrada pelo sopro do afeto, tocando as cordas mais sensíveis da minha alma.
Apaixonadamente, persigo cada sorriso teu como um pintor busca capturar a luz perfeita, como um poeta sonha com a metáfora definitiva. Nas entrelinhas do teu riso, descubro os segredos mais doces da felicidade; um universo de cores explode em esplendor, pintando o céu cinzento com pinceladas de esperança e alegria.
Teu riso é a melodia que embala meus dias, a canção que transforma o mundano em mágico, o simples em sublime. Nele, cada nota vibra com a pureza de um amor sincero, cada gargalhada é um convite para dançar sob o ritmo do nosso encantamento compartilhado.
Quero ser eternamente o artesão das tuas alegrias, o poeta de teus sorrisos, compondo na cadência do nosso amor versos que celebrem a beleza do teu riso. Pois em cada risada tua, o mundo se reescreve mais bonito, e eu, eternamente cativo desse som, encontro o verdadeiro significado de amar.
Você me deixa assim, em um estado de encantamento tão profundo que cada palavra se torna uma celebração, cada gesto um ritual sagrado de conexão. É fogo que chama, ardente e implacável, que consome sem destruir, que aquece sem sufocar. Em seu brilho, vejo a promessa de dias repletos de luz e noites iluminadas pela chama da paixão.
Você é água da minha sede, essencial e revitalizante. Com cada gota, você sacia uma sede profunda, a sede de uma alma que anseia por companhia, por compreensão, por amor. Seu toque é como o riacho que suavemente erosiona as pedras de minhas resistências, fluindo através das barreiras que construí ao longo dos anos.
Você é o suspiro do meu respiro, aquele breve momento de paz no meio do caos, aquele instante de silêncio entre as batidas do coração. Quando o mundo ao redor acelera, sua presença é o sussurro que me traz de volta ao centro, ao que é essencial.
Você é o Mar do meu amar à vista do luar, vasto e misterioso. Em seus olhos, vejo horizontes infinitos, possibilidades que se desdobram como as ondas ao sabor dos ventos. A cada encontro, a cada abraço, mergulho mais profundo nesse mar que promete descobertas tanto de você quanto de mim mesmo.
Seu nome é minha vontade preferida, a palavra que escolho sussurrar ao vento, na esperança de que ele a traga de volta para mim em forma de carinho. Seu nome é docê, oxe, com dendê, temperado com a singularidade de nossa cultura, enraizado na terra que nos nutre e nos define.
Você é o calor com mais valor, aquele calor que não apenas aquece, mas que também ilumina e transforma. É o pedido mais cedido, porque em cada desejo que você expressa, encontro uma ordem que meu coração não pode recusar.
Cada palavra que escolho é uma pincelada neste quadro que tenta capturar a essência do que você é para mim. Mas como toda obra de arte, as palavras falham em expressar plenitude; elas apenas insinuam, sugerem, convidam a olhar mais de perto. E assim, continuamos a pintar, juntos, este quadro de amor e admiração, adicionando cores e texturas, na esperança de que, algum dia, ele possa realmente retratar o que sentimos.
No tecido do tempo, eu bordo cada verso,
Refletindo a dualidade de um amor imerso
Em marés de silêncios e respostas pendentes,
Navegamos os rios de sentimentos crescentes.
Você é fogo que chama, inquieto e vivaz,
Aquece minha alma quando tudo mais jaz;
É água da minha sede, sereno e profundo,
Refresca a essência do meu ser no mundo.
É o suspiro do meu respiro, tão essencial,
No vai e vem do peito, um balanço natural;
É o mar do meu amar à luz do luar,
Vasto e misterioso, difícil de sondar.
O seu nome é doce como mel de engenho,
Tem sabor de oxe e dendê, em seu desenho
Um tempero raro, um elo com ardor,
Amor, valor e fator, em sua cor.
Eu sou a luz que ilumina seu caminho,
Clareia as encruzilhadas com um pouco de carinho;
Mas sua sombra em mim é escura, é profunda,
Um mistério que me envolve e que nunca se desvenda.
Eu sempre abraço, envolvo sem medida,
Em busca de um eco, uma resposta adquirida;
Eu chamo, escrevo, em silêncio você se mantém,
O único que nunca responde, nunca vem.
Eu posso te amar com todo fervor,
Mas amar é também saber soltar, dar valor
À liberdade de escolha, ao espaço, ao respirar...
Será que devo esperar ou simplesmente caminhar?
Foi sorte te conhecer, uma bênção, talvez,
Ou esperança de um futuro que a alma refaz;
Devo insistir, ficar, ou deixar o destino levar,
Descobrir novos amores, novos mares para navegar?
A sinceridade é a chave, o fio que conduz,
Desembaraça as dúvidas, traz à luz;
Conexão verdadeira que pode libertar
Este ser que ama, sofre, e tenta se encontrar.
Diante de incertezas, deixo o coração falar,
Mas sempre aberto ao novo, pronto para recomeçar;
Se o amor é verdadeiro, se é para ser,
No tempo certo, livre, ele há de florescer.
O Crepúsculo do Desejo
Nas sombras do meu coração, onde murmúrios ecoam,
Habita um amor sepultado, sob véus de luto e segredo.
Uma paixão fantasma, que nas trevas me assedia,
Um amor não correspondido, que como sombra, comigo vadia.
Nas tumbas de sentimentos, onde repousam os mortos,
Meu amor solitário vagueia, entre os esquecidos.
No jardim das almas perdidas, ele sussurra para a noite,
Promessas não cumpridas, num lamento sem açoite.
Como um vampiro, ele suga a essência de meu ser,
Deixando apenas a casca, um vazio a padecer.
Nas veias desse amor, corre não sangue, mas veneno,
Um elixir doloroso, doce e pleno de pequeno.
O céu de minha mente, outrora claro e vasto,
Agora coberto por nuvens negras, um tormento nefasto.
Cada estrela apagada, um sonho de reciprocidade,
Cada trovão distante, o eco de minha saudade.
Em noites de lua nova, quando a escuridão é completa,
A tua ausência é um espectro, na penumbra discreta.
Rondando os corredores de minha alma enclausurada,
Um amor zombeteiro, na escuridão encarnada.
Oh, como desejo libertar-me deste cárcere sentimental,
Quebrar as correntes desse amor brutal.
Mas como arrancar o próprio coração, motor de meu tormento,
Sem o qual a vida cessa, e com ele, só sofrimento?
Assim, na catedral do desespero, ao altar me prosto,
Ofereço meu coração, um sacrifício ao gosto
De um amor cruel, deus de minha devoção,
Que rege minha vida com mãos de perdição.
Esse é o crepúsculo do desejo, o ocaso do meu querer,
Onde amar é um inferno, um eterno padecer.
Entre sombras que dançam, e o frio que tudo consome,
Meu amor não correspondido, em trevas, encontra seu nome.
Existe um caos que surge por conta de uma paz impossível de mensurar.
Eu sinto quando estou ao seu lado, mesmo
não tendo palavras para descrever.
Essas são as instruções para você tentar entender o que acontece:
Apenas deite a sua cabeça em meu peito e ouça os tropeços das batidas do meu coração.
J•O•R•N•A•D•A
Na vastidão do universo, onde a vida pulsa,
Um mistério se esconde, uma jornada se desdobra.
A vida, um sopro frágil, um instante passageiro,
Se não vivida com fervor, um vazio derradeiro.
Buscamos riquezas, tesouros a conquistar,
Mas a verdadeira fortuna é a saúde a preservar.
Quantas vezes agradecemos pelo dom da existência?
Ou nos perdemos na correria, na inércia da indiferença?
A vida, um espetáculo, uma dádiva sem igual,
Cada amanhecer é um convite a um novo ideal.
Não neguemos sua complexidade, seu desafio,
Pois é na luta que encontramos o verdadeiro brio.
Agradeçamos, pois, por cada momento vivido,
Abracemos a vida, com fervor incontido.
O tempo corre veloz, deixando memórias no ar,
Criemos lembranças que nos façam orgulhar.
E quando os desafios se erguerem diante de nós,
Lembremos que Deus confia em nossa força e voz.
Sejamos gratos, acolhamos a vida com devoção,
Pois hoje estamos aqui, e amanhã? Quem sabe a razão.
Ego
Um álter ego se manifesta de um ser vil e intangível aos olhos de servos incrédulos em sua presença nada sutil que apresenta um selo inquebrantável sendo antagonista de ti.
Que só espero o fim não por capricho Devil só sendo enfim protagonista que diz não rogarei por ti mais lembraras que aqui jaz este inimigo que luta contra tu e nunca desistira nem mesmo no último momento de uma vida efêmera compara vos ser indigno.
Portanto não cairei no seu encanto e que de min só me oponho e nunca ganhara nada de mim como fé amor e sonho.
Onde se redenção existe não ore porque pôs nunca direi sim jamais me entregarei a ti diante eminente fim.
༻Aos 𝟓𝟎༺
༺༻
Não esperava um dia ser daqueles que diziam: “antigamente”… era assim e hoje não, mas a vida nos mostra que ao longo da vida tudo se altera.
❝Aos 𝟓𝟎 (cinquenta) realizei ter a 𝐝𝐞𝐬𝐯𝐚𝐧𝐭𝐚𝐠𝐞𝐧 de 𝐯𝐞𝐫 as 𝐥𝐞𝐭𝐫𝐚𝐬 ao 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐨, mas também fiquei com a 𝐯𝐚𝐧𝐭𝐚𝐠𝐞𝐦 de 𝐯𝐞𝐫 gentinha 𝐦𝐞𝐧𝐭𝐢𝐫𝐨𝐬𝐚 ao 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐞.❞
Brincando com as palavras, contrastando uma enorme verdade!
༺༻
Tc.05052024/87
Vindas de um galho,
Suspensas ao vento,
Limitadas por um tronco,
Mulheres são pétalas brutas
Que desabrocham em cores vivas,
Desafiam os vendavais,
E carregam consigo sua luta.
Pétalas selvagens, exalam coragem
Entre espinhos e sangue
Buscam nas sombras sua luz,
Pisoteada pelos juízes cegos
Cegos do próprio ser,
Entendem somente o escuro,
E ignoram o que é belo.
Sonham em um dia alçar vôo
Livres do destino ao fogo iminente,
Imploram pela preservação
De sua natureza resplandecente.
Sendo impossível apagar os fatos,
Poderá o futuro superar
Os crimes do passado?
Pétalas que caem, perdidas
No orvalho pulverizado pelo tempo.
Mas, cedo ou tarde, encontram uma saída,
Provando que perder-se também é caminho.
Permitam que as pétalas ao nascerem
Tenham a chance de voar alto
E desfrutar de seu ansiado florescer.
Ecos de um amor atemporal
Tudo começou com um "oi" no Instagram,
na sua foto dei até zoom.
Não achei defeito algum,
conversas de noite e manhã,
estilo músicas do Djavan.
Ela sempre com indiretas,
eu mandando que a aliança no dedo era meta,
sempre a mesma loucura,
que pra vida o amor é a cura.
Conversas e encontros de casal,
da minha vida a atriz principal,
tudo ia ganhando cor
e até brilhou quando me chamou de amor.
Não sabia como responder,
será que eu era o cara pra você?
Perguntas jogadas ao vento,
esperando que a resposta seja o tempo.
O problema é que o tempo
é um templo,
é bastante amplo
e ao mesmo tempo curto,
pode passar como um vulto
ou até mesmo ser um surto.
Para o tempo o fim é um insulto,
mas pra quem o tempo é finito,
o amor nunca é infinito.
Coisas que acontecem por acaso
e por onde passa deixam um arraso,
e o que começou de forma rápida e linda
terminou de forma mais rápida ainda.
Um fim meio trágico,
escrito por um tempo sádico.
O tempo e o destino
fizeram um homem chorar como um menino.
Onde um grande amor
se tornou a dor do sonhador,
lágrimas viraram a tinta da caneta do compositor.
O que me resta são sonhos,
é o que hoje eu componho,
resquícios de memórias
que entraram para nossa história.
Ganhei asas da liberdade,
contra minha vontade,
e nelas carrego o peso da saudade
que com o tempo irá esvair
e como tudo irá sucumbir.
Um amor que infelizmente
não teve como fim um "felizes para sempre".
O medo
O medo bate a porta
Será que da janela
Alguém pode me ouvir?
Será que vem um anjo
Ou alguém interceder por mim?
Na rua escura sobre o céu estrelado
Difícil ouvir algo
Com meu coração tão acelerado
Na ida ou na volta
O medo sempre nos escolta
Será que pra casa eu vou voltar?
Ou mais um caso na TV irá passar?
Um dia novo, mas tudo igual
Na TV passa
O que parece ser normal
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