Carta a um Amigo Detento
CAPOEIRA
Na roda o berimbau entoa,
um canto forte, cheio de axé,
e os corpos bailam, giram e voam,
num jogo vivo, de corpo e fé.
A ginga leve, o corpo atento,
a dança-luta, cheia de cor,
um golpe firme, no contratempo,
é o balanço, é ritmo e amor.
No chão da roda, a alma se expressa,
capoeira é arte, é tradição,
herança viva, força que avança,
raiz profunda do nosso chão.
Da senzala à liberdade,
seus passos contam o que ficou,
capoeira, dança de saudade,
de um povo forte que se libertou.
GUERRA
Eles querem guerra,
como quem busca um espelho,
procurando no caos o reflexo de si mesmos.
Querem o ruído das explosões
para calar as vozes que insistem em ser.
Eles erguem bandeiras
e as cravam em terras alheias,
como se o mundo fosse uma mesa vazia
esperando pelo banquete do poder.
Mas esquecem que o solo sangra,
que a terra se parte e os corpos caem.
Na ânsia de conquistar,
eles destroem
sem ver que no fim,
o que resta é silêncio
e cinzas.
**Meta: O Espelho Quebrado**
No vale do silício, ergue-se um trono,
Meta, império de luz e de ilusão.
Promessas de conexão, um mundo sem fronteiras,
Mas nas sombras, escondem-se outras maneiras.
Zuckerberg, o arquiteto, tece sua rede,
Com algoritmos frios, controla a fé.
"Comunidade" é o lema, mas o lucro é o fim,
Vendem-se sonhos, mas roubam-se assim.
Dados viram moeda, privacidade, um mito,
No labirinto digital, perdemos o grito.
Anúncios personalizados, manipulação sutil,
A Meta molda mentes, um jogo infantil.
Reels, Stories, Likes, uma dança vazia,
Nos prendem na tela, na fria ironia.
Metaverso, o novo eldorado,
Mas quem paga o preço, fica abandonado.
Trabalhadores queimam-se na fornalha,
Enquanto os lucros sobem, a ética falha.
Moderação falha, discursos de ódio crescem,
E a Meta, impassível, apenas obedece.
Oh, Meta, espelho quebrado da humanidade,
Refletes nossa ganha, nossa vaidade.
Mas por trás do filtro, a verdade aparece:
Um império que cansa, que entristece.
Que futuro construímos nessa tela fria?
Onde a conexão real se esvai e se desvia.
Meta, talvez seja hora de repensar,
Antes que o mundo digital nos faça desmoronar.
**O Monstro que Rouba a Infância: O Celular**
Em um mundo cada vez mais conectado, um monstro silencioso e sedutor tem invadido os lares e roubado algo precioso: a infância das crianças. Esse monstro não tem garras afiadas nem dentes pontiagudos, mas carrega consigo uma tela brilhante e um poder hipnotizante. Ele se disfarça de entretenimento, de companhia, de ferramenta indispensável, mas, na verdade, é um ladrão de tempo, de criatividade e de experiências genuínas.
O celular, esse monstro moderno, promete mundos infinitos ao alcance dos dedos, mas, em troca, exige um preço alto. Ele rouba as risadas despreocupadas das brincadeiras ao ar livre, substituindo-as por horas de isolamento em frente a uma tela. Ele sequestra a imaginação fértil das crianças, que antes criavam castelos com caixas de papelão e histórias com bonecos, e as prende em mundos virtuais pré-fabricados, onde a criatividade é limitada pelos algoritmos.
Enquanto o monstro celular avança, as crianças perdem a capacidade de se maravilhar com o simples. O contato com a natureza, o cheiro da grama molhada, o sabor de uma fruta colhida direto do pé, tudo isso vai sendo substituído por likes, notificações e vídeos curtos que passam rápido demais para deixar qualquer marca significativa. A infância, que deveria ser um tempo de descobertas, de erros e acertos, de aprendizado através do tato e da experiência, está sendo engolida por uma realidade virtual que não permite erros, mas também não permite crescer.
E o pior é que esse monstro não age sozinho. Muitas vezes, somos nós, adultos, que o entregamos de mãos beijadas às crianças, por comodidade, por cansaço, ou até por uma falsa sensação de segurança. Achamos que, com o celular, elas estão entretidas e seguras, mas não percebemos que estamos as deixando à mercê de um ladrão de sonhos.
É preciso reagir. É preciso resgatar a infância das garras desse monstro. Como? Oferecendo alternativas reais, incentivando brincadeiras que estimulem a criatividade, o convívio social e o contato com o mundo ao redor. É preciso ensinar às crianças que a vida não se resume a uma tela, que há um universo inteiro esperando para ser explorado, cheio de cores, texturas, sons e emoções que nenhum celular será capaz de reproduzir.
A infância é um tesouro que não pode ser roubado. E o celular, esse monstro sedutor, precisa ser domado antes que seja tarde demais.
Um Mundo Cadavérico
Nas curvas da vida, bifurca o caminho,
Escolhas moldando destino e vizinho.
Reside em saber o segredo de amar,
No outro enxergar, jamais ignorar.
A dor que ecoa na pele ferida,
Miséria que assombra a humana lida.
Ser solidário, de hábitos puros,
Sonhar com mundos mais justos e seguros.
Mas, ai, que o homem há muito expirou,
Perdido na terra, seu ser se apagou.
Cadáver que anda, em vida estagnado,
Esqueleto insensível, ao bem fechado.
No peito gelado, pulsa um engano,
Coração necrosado, rancor tão humano.
O sangue que corre não leva calor,
Só vaidade e vingança, desdém e rancor.
E o ataúde, silente, espera o final,
Levando ao abismo o ser tão banal.
Distante da vida, do sonho e da luz,
Onde a esperança já não mais conduz.
Por isso, clamamos por mais sentimento,
Amor que construa um novo alento.
Que o homem renasça em fraternidade,
Tecendo os fios da humanidade.
Sonhemos, pois, mas de olhos abertos,
Por dias de paz, caminhos mais certos.
Sem medo ou bala que roube o andar,
Num mundo de afeto a nos abraçar.
Que floresça a vida em cada jornada,
Com menos juízos, e lei mais amada.
Por um amanhã de amor verdadeiro,
Solidário, humano, mais justo e inteiro.
O Pesadelo dos Pedágios
I
No coração das estradas sem fim,
Erguem-se torres de um poder ruim,
Portais dourados de extorsão velada,
Onde o povo geme em jornada cansada.
A cada milha, o preço se impõe,
E o suor do humilde, o sistema destrói.
Pedágios cruéis, muralhas erguidas,
Taxam as dores, ferem as vidas.
II
Nos bastidores de um trono profano,
Riem os falsos com plano tirano.
Tolos do mato, em pompa se vestem,
Mas sobre o povo, ganância investem.
Falastrões de promessas vazias,
Vendem fumaça em noites sombrias.
Mestres do engano, da vil ilusão,
Roubo disfarçado em legislação.
III
Caçadores de luz, buscam a fama,
Mas deixam ruínas por onde derrama
A lágrima amarga do trabalhador,
Que paga o preço de seu próprio suor.
Cerceiam o passo, limitam o chão,
Pisam no sagrado direito de ir ou não.
Com barreiras frias, aço e ganância,
Sepultam a livre, justa esperança.
IV
Vendedores de fábulas, mágicos vãos,
Erguem castelos em frágeis mãos.
Gente imunda de riso fingido,
Protege os grandes, despreza o oprimido.
Destruidores de sonhos em flor,
Espalham no campo sementes de dor.
Terror de quem nada pode pagar,
Cobram a vida sem pestanejar.
V
Mas há de soar um brado valente,
Da voz esquecida do povo silente.
Quebrar-se-ão as correntes do abuso,
E a justiça virá como fogo confuso.
Pois todo poder que ao fraco devora
Treme ao clarão de uma nova aurora.
E quando o povo sua força erguer,
Os falsos senhores hão de tremer!
Ela é linda
Inspiradora
Um dia é uma criança sonhadora;
Noutro, uma adulta rebelde;
Tem uma alma inspiradora;
Sabe encantar-te com bobagens, mas também o provoca com uma sedutora linguagem que somente seus olhos compreendem;
Dê o passo que ela anseia, ou viva sonhando e a perca.
Entre o Silêncio e o Sentir
Há algo em você que me toca sem palavras,
Um toque sutil que ecoa em meu ser.
Não é o olhar que diz, mas seu sorriso revela,
Um enigma que me faz querer entender.
Você, entre sol e chuva, caminha,
Com graça, com coragem, com um jeito único e encantador.
E eu, sempre distante, só posso observar,
O movimento silencioso do teu mundo.
Através da lua, como testemunha ocular.
Sei que o tempo não me pertence,
E que o momento talvez nunca chegue.
O amanhã só a Deus pertence, mas eu creio.
Em cada gesto teu, há uma eternidade,
Que, no silêncio, faz meu coração bater.
Não preciso de respostas, nem de palavras ditas,
Apenas do eco suave da sua presença, e seu cheiro.
Pois o amor que sinto, que é meu,
É a beleza de um desejo que jamais se apaga.
PIGMENTO
O tempo, o vento, uma taça de vinho tinto e um só pensamento... - há muito tento e só lamento, não consigo mais, mesmo que não falte talento, seguir atento, noite dia na ebulição de tal intento. Definitivamente, vivo outro momento. Definitivamente deixo para trás os moinhos de sonhos e argumentos, perdidos nas pás multifacetadas das minhas ilusões prostradas nas sarjetas dos meus tormentos.
Em meio ao ruído do mundo,
Teus olhos são meu silêncio profundo.
Uma troca sutil, um olhar que diz,
Que em cada batida, a vida se faz feliz.
Nossos corações dançam em harmonia,
Como notas de uma doce melodia.
Sinto que estamos ligados por fios invisíveis,
Uma conexão que transcende os possíveis.
Teu sorriso ilumina até os dias nublados,
E em cada risada, somos entrelaçados.
Nossas almas se falam em um idioma só,
Um laço eterno que nunca se desfaz.
Na simplicidade de um toque sutil,
Encontro o universo, o infinito em um perfil.
Cada conversa é uma viagem sem fim,
Nela, descubro o que há de melhor em mim.
A conexão que temos vai além do físico,
É uma dança sagrada, um amor místico.
Duas metades que se tornam inteiras,
Um elo forte que supera as barreiras.
Então aqui estou eu, com meu coração aberto,
Celebrando essa ligação que me faz tão certo.
Pois amar você é viver em plenitude,
É sentir na essência a verdadeira magnitude.
É curioso como sabemos que a amizade se transforma com a chegada de um filho, mas pouco se fala sobre essa mudança começar ainda na gestação. Para mim e meu marido, o primeiro trimestre foi um turbilhão de emoções e descobertas. Escolhemos não contar sobre a gravidez para vivermos juntos aquele período de adaptação silenciosa, com enjoos, mal-estar, cansaço e medos, enquanto planejávamos cada detalhe do quartinho e da nossa vida com o novo membro da família.
Nessa fase, a vida social muda completamente. Os finais de semana, antes de festas e programas agitados, se transformaram em dias de preparar o ninho para o bebê. Confesso que nem sempre tinha disposição para sair. Foi aí que percebi três tipos de amigos ao meu redor:
Havia aqueles que sempre estiveram comigo e, mesmo sem saber da gravidez, entenderam que bares e baladas não me atraíam mais. Perceberam que eu topava qualquer convite para um almoço tranquilo, um café da tarde gostoso ou um jantarzinho, e começaram a marcar passeios assim, sem julgamentos. Meu marido e eu nos sentimos tão acolhidos que contei sobre a gravidez antes mesmo do fim do primeiro trimestre. Após o nascimento do meu filho, esses são os amigos que mais continuam presentes em nossas vidas. Quando marcam algo para sair, sempre verificam se o lugar tem espaço kids para meu pequeno se divertir.
Teve também aqueles amigos que, ao perceberem que eu não estava mais aceitando convites para sair à noite, se preocuparam, perguntaram se eu precisava de alguma coisa e disseram que estavam ao meu lado, apesar das mudanças. Eles são os que hoje em dia topam um churrasco no fim de semana, sempre dispostos a curtir um dia de sol conosco.
Mas também tive aqueles amigos que não conseguiram entender essa nova fase da minha vida. Lembro de uma mensagem que recebi em meio ao turbilhão de hormônios que meu corpo estava processando, dizendo que eu estava me afastando dos amigos e que assim ia acabar sozinha. Esses amigos, após o nascimento do meu filho, receberam inúmeros convites meus para restaurantes com espaço kids, para um café ou para vir aqui em casa, mas eles ainda seguem me esperando para ir a bares e baladas. E assim, infelizmente, nos afastamos.
Essa experiência toda me fez redescobrir a amizade. Uma vez vi uma frase que agora compreendo totalmente: “Amigos são as pessoas que já viram muitas versões suas e te amaram em todas elas.
"Samba de um Coração Silencioso"
Naquela manhã de fevereiro, o Rio acordou coberto de purpurina. O vento carregava restos de serpentinas e risos embriagados, enquanto Clara caminhava pela orla de Ipanema, os pés ainda marcados pelo salto que abandonara na noite anterior. Tinha vindo à cidade para escrever sobre o Carnaval, mas o Carnaval escrevera nela uma história que não saberia terminar.
Foi no Arpoador, enquanto o sol nascia tingindo o mar de mel, que ela o viu pela primeira vez. Rafael estava sentado na pedra, dedilhando um cavaquinho como quem conversa com o vento. A música era doce e triste, um chorinho que se misturava ao barulho das ondas. Ele usava uma camisa aberta, a pele dourada como se fosse feita da própria luz do Rio. Quando sorriu, Clara sentiu algo desabar dentro de si, como aqueles prédios antigos de Santa Teresa que se deixam engolir pelo mato.
— Você é estrangeira? — perguntou ele, em um português arrastado que a fez rir.
— Metade. Minha mãe é carioca — respondeu, mentindo sobre o frio que sentira no peito ao ouvir sua voz.
Nos dias seguintes, o Carnaval os engoliu. Dançaram na Lapa debaixo de arcos iluminados, onde o suor e o cheiro de cerveja se misturavam ao aroma de pastéis fritos. Rafael ensinou-a a sambar, as mãos dele firmes em sua cintura, os olhos brilhando mais que as lantejoulas de seu cocar. Clara vestiu-se de baiana, rodopiou até perder o fôlego, e em cada esquina ele aparecia com um sorriso e um copo de caipirinha gelada.
— Você é minha estrela — dizia ele, enquanto subiam os degraus de Santa Teresa, vermelhos como um coração aberto.
Ela não perguntou quantas outras "estrelas" haviam brilhado para ele naquela semana.
As noites eram quentes, mas havia algo frio nas pausas entre um samba e outro. Rafael falava de Salvador, de um amor que deixara lá, com a mesma voz suave com que falava do mar. Clara ouvia, fingindo que as palavras não doíam. Escrevia em seu caderno: *"O Rio é uma cidade que ri até de dor. Talvez por isso eu me sinta em casa."*
Na terça-feira gorda, enquanto o Cristo Redentor se cobria de névoa, ele a levou a uma rua deserta de Santa Teresa. As máscaras de Carnaval penduradas nas janelas pareciam rir deles.
— Clara... — começou ele, segurando suas mãos como se fossem de porcelana.
Ela interrompeu-o com um beijo, doce e apressado, como quem tampa um vulcão com um dedo.
— Não — ele sussurrou, afastando-se. — Minha alma ainda dança com outra música.
O bloco "Cordão da Mentira" passou naquele momento, com seus tambores abafando o silêncio. Clara riu, porque no Rio até a tristeza tem que ser disfarçada de folia.
Na manhã seguinte, ele partiu sem avisar. Deixou apenas um bilhete no café da pousada: *"Até mais, estrelinha."* Ela rasgou-o, misturando os pedaços às pétalas murchas que cobriam a rua.
Na despedida, enquanto seu avião sobrevoava o Pão de Açúcar, Clara abriu o caderno. Escreveu: *"O Carnaval é um amor não correspondido. A cidade te abraça, te beija, te faz sentir única... e no dia seguinte, te esquece. Mas talvez seja assim mesmo: o Rio não é de ninguém. E alguns amores são como o samba-enredo — brilham por uma noite, e depois viram cinza."*
O avião virou, e ela jurou ver, lá embaixo, um vulto de camisa aberta tocando cavaquinho na praia. Mas era só a imaginação, ou o jeito que o Rio tem de nunca deixar ninguém partir inteiro.
Olá tudo bem! Aqui vai um pequeno poema sobre como ser um servo fiel e temente a Deus:
"Para ser um servo fiel e verdadeiro,
Deus busca um coração puro e sincero.
Busca alguém que o ame com todo o coração,
E que o sirva com dedicação e empenho.
"Para ser um servo fiel, é preciso ouvir,
A voz de Deus que fala ao coração.
É preciso crer em Sua palavra e Sua promessa,
E seguir Seus caminhos com fé e obediência.
"Para ser um servo fiel, é preciso amar,
Ao próximo como a si mesmo.
É preciso perdoar e ter misericórdia,
E ser uma luz no mundo, brilhando com Sua glória.
"Se você deseja ser um servo fiel,
Deus está esperando por você.
Abra seu coração e sua vida,
E Deus o transformará em um servo fiel e temente."
Quando te vejo, o mundo se ilumina,
Teus olhos, um farol que guia meu ser,
Em cada olhar, uma chama que ensina,
A arte de amar e simplesmente viver.
Teu sorriso é a música que toca meu peito,
Uma melodia suave que faz meu coração dançar.
É como se em ti eu encontrasse o perfeito,
Despertar do amor que não cessa de brilhar.
Tua voz é um sussurro que acalma minha mente,
Cada palavra tua é um convite para sonhar.
Em teus braços, o tempo se torna ausente,
E a realidade se dissolve em nosso amar.
Teu toque é a dança das estrelas no céu,
Um calor que percorre cada parte de mim.
Desperto para a vida, como um novo véu,
Com você ao meu lado, tudo faz sentido assim.
Você é a musa que inspira meus dias,
O despertar da paixão em cada amanhecer.
Em cada instante juntos, mil fantasias,
E na sua presença, aprendi a renascer.
Então aqui estou eu, entregando meu ser,
Pois você é o sonho que eu sempre quis viver.
Despertou meu coração, corpo e mente em união,
E em cada batida sua, encontro minha razão.
🌞 Bom dia! 🌸
Que hoje seja um dia iluminado, repleto de bênçãos e oportunidades para espalhar amor e positividade! Que Deus guie seus passos, fortaleça sua fé e encha seu coração de paz. Valorize as amizades verdadeiras, aquelas que elevam sua alma e te fazem sorrir nos momentos mais simples. Respeite o caminho do outro, assim como deseja que respeitem o seu.
A vida é um presente precioso — viva com gratidão, pense com otimismo e aja com amor. Hoje é mais uma chance de ser luz na vida de alguém e um reflexo do bem que você carrega dentro de si.
Acredite: quando colocamos Deus à frente, a amizade no coração e o respeito nas atitudes, o alto astral se torna o nosso caminho. Que o seu dia seja repleto de sorrisos, realizações e muita paz!
✨ Que a sua energia seja leve, sua mente positiva e sua alma em paz! 🙏
🌞 Bom dia! 🌷
Hoje é mais um presente de Deus para você! Que tal aceitar o convite para nivelar sua vida em alto astral? Respire fundo, agradeça pela oportunidade de recomeçar e escolha espalhar sorrisos, amor e respeito por onde passar. Lembre-se de que a amizade verdadeira é um tesouro e que, com fé e atitude positiva, os desafios se tornam aprendizados.
Permita que Deus guie seus passos, ilumine suas decisões e fortaleça seu coração. A vida é mais leve quando deixamos a paz entrar, quando valorizamos quem está ao nosso lado e quando escolhemos enxergar o melhor em cada situação.
🌻 Hoje, escolha ser luz! Aceite esse convite: leve sua vida em alto astral, com Deus no comando, amizades sinceras e respeito em cada atitude. ✨
🙏 Que o seu dia seja repleto de alegrias, paz e realizações! Vamos juntos?
O Trem das Cinco e Quinze
Na Suíça, os trens são pontuais como o bater de um relógio de cuco. Foi às cinco e quinze da tarde, precisamente, que ela entrou no vagão carregando uma mala de rodinhas desengonçada e um livro sob o braço. Ele já estava lá, sentado próximo à janela, com os olhos perdidos nos Alpes que desfilavam como pinceladas brancas e cinzas. O sol de inverno, baixo e pálido, fazia o lago de Zurique cintilar à distância, como um espelho quebrado.
Ele a viu primeiro tropeçar no degrau do trem, recuperar o equilíbrio com uma risada abafada pelo cachecol vermelho. Ela se sentou diagonalmente a ele, dois assentos de distância. Entre eles, apenas o silêncio alpino e o leve rangido do trem nos trilhos. Até que, em algum momento após St. Gallen, ele perguntou, em um alemão hesitante, se ela sabia a que horas chegariam a Lucerna. Ela respondeu em inglês, com sotaque francês: "Você fala como quem decorou as frases de um manual ontem à noite". Ele riu, confessando que era brasileiro, um arquiteto em fuga de um projeto mal resolvido no Rio. Ela, por sua vez, era belga, pianista, voltando de um concerto em Viena onde havia tocado Chopin para uma plateia de casacos de pele e suspiros contidos.
No vagão-restaurante, dividiram uma garrafa de vinho branco suíço tão seco quanto o humor dela. Ele falou de linhas retas e concreto; ela, de escalas menores e metrônomo. Quando o trem atravessou um túnel, a escuridão os uniu mais do que a luz: naquele breu repentino, suas mãos se encontraram sobre a mesa de mármore, e nenhum dos dois soube dizer quem havia se movido primeiro.
Em Lucerna, desceram juntos, embora ela devesse seguir para Bruxelas e ele para Milão. Na plataforma número 3, sob o relógio que marcava sete e quarenta e três, ele lhe deu um cartão de visita rabiscado com o número de um hotel em Veneza. Ela lhe entregou uma partitura improvisada no verso de um mapa de trem, com notas que subiam e desciam como os trilhos que os haviam levado até ali. Prometeram escrever, ligar, encontrar-se na primavera. O beijo foi breve — um sopro de vapor no ar gelado —, mas suficiente para que, anos depois, ambos ainda se perguntassem se o gosto daquele momento havia sido de vinho, neve derretida ou simplesmente de *quase*.
Ele seguiu para o sul, onde o concreto de seus projetos ganharia raízes. Ela voltou ao norte, onde as teclas do piano a esperavam, frias e pacientes. Escreveram-se por um tempo, cartas que levavam semanas para cruzar a Europa, até que uma delas se perdeu no correio de Berna, e a outra, por orgulho ou cansaço, nunca foi reenviada.
Anos mais tarde, numa estação em Genebra, ele reconheceria uma melodia ao piano distante — *Nocturne op. 9 nº 2* — tocada por mãos que já não usavam anel. Sentado num banco, deixaria o trem das cinco e quinze partir sem ele, paralisado pela doce crueldade de um destino que os reunia apenas em segundas estrelas, estações erradas, e em todas as versões não vividas daquela tarde nos Alpes, onde o amor foi tão preciso quanto um horário de trem, e tão fugaz quanto o vapor de seu hálito misturando-se ao frio.
Cada um dá o que tem no coração, e cada um recebe com o coração que tem.
Talvez o seu melhor nunca seja suficiente pra alguém, ainda assim será o seu melhor, a relevância com que recebem não muda sua intenção. Quando fizer algo faça com todo coração, mesmo que não seja suficiente, ainda assim será seu melhor
Quando morremos aos poucos...
O amor não recebido é como um jardim florido que você cultiva com carinho, regando-o com esperança e alimentando-o com sonhos.
No entanto, em vez de flores vibrantes, ele te presenteia com espinhos que perfuram seu coração, deixando as pétalas que você tanto desejava tocar intactos e inalcançáveis.
É silenciosa, como um vento frio que te envolve, lembrando-te da distância que te separa do que você tanto deseja.
A solidão se instala e você se questiona se um dia o sol da reciprocidade irá brilhar sobre seu jardim.
Mas, mesmo em meio à tristeza, a vida te incentiva a seguir em frente, a replantar suas sementes em outro lugar, onde talvez a beleza da reciprocidade floresça.
Até tentei não te mandar mais mensagens, cortar um pouco os laços mas você é meu inevitável e me culpo por não conseguir te esquecer ou só por não conseguir evitar de te enviar minhas mensagens...até achei que estava conseguindo te evitar um pouco mas não..durou só alguns dias.
É incrível com você é minha perdição e meu mais lindo caminho
Minha tortura mas com o sorriso mais dócil
Meu erro mas meu presente mais encantador.
O rosto que não sai dos meus pensamentos ao dormir e acordar.
Até breve minha querida...
- Relacionados
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Mensagens de despedida para amigos para marcar o coração de quem parte
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
